quinta-feira, 11 de maio de 2017

E agora, o que é que o Moro vai dizer em casa?


Todo esse espetáculo circense montado em Curitiba foi ensaiado para ser a última peripécia de uma sórdida trama que fulminaria em cinzas aquele que pode voltar nos braços do povo ao comando deste país cobiçado por ladrões e rufiões de olho em cada palmo do nosso torrão.
Isso ficou claro e cristalino desde quando acharam um jeito de entregar a um juiz, devidamente treinado, que mal sabe o abc do direito, em uma jurisdição em que a Petrobras não fede, nem cheira. E ele que é um rábula de anel está fazendo das tripas coração para cumprir a tarefa com o mesmo esmero do juiz nazista Roland Freisler, aquele que fez carreira com a maior coleção de condenações à morte em "julgamentos" teatrais de encomenda até presidir o "Volksgerichtshof," a mais alta corte do Estado nazista para crimes políticos.

Escondido por trás do microfone, tal magistrado me assombra também, tanto como o procurador Dalhanhol, como se tivesse ressuscitado a odienta TFP, grupo ultra-direitista fundado em 1960 pelo ex-deputado nazista Plínio Corrêa de Oliveira, inspirado pelo chefe Plínio Salgado, já dentro da minuciosa conspiração que deu no golpe de 1964.

Como no caso do juiz vejo no procurador Deltan Martinazzo Dallagnol um retrato sem retoque de um vingador triste e de fel por todos os poros, a cata de uma notoriedade que não conseguira até agora, tanto como seu pai, Agenor, procurador do Paraná de acendrada fé evangélica.

Do alto de sua trajetória de quem nunca foi filhinho de papai e já comeu o pão que o diabo amassou (o primeiro pão a gente nuca esquece) LULA FOI LÁ, VIU E VENCEU COM LIÇÕES DE PAI. Ou tem aí algum imbecil que avalia diferente e leva a sério um juiz que se baseia em "documentos" sem assinatura ou comprovadamente falsos ou nessas delações de troca, feitas sob medida para encrencar Lula?

Bom foi ver aquela multidão ressoar o nome da vítima desse juiz, desse arcabouço jurídico mal engendrado e de tudo o que sustenta sua manipulação, numa cópia do histrionismo do juiz Roland Freisler, o preferido do Fuher.

Eu, que não sou petista, nem pretendo ser, reconheço que o pau de arara é um gigante e que dentro em breve essa direita doentia vai ter que engolir e, quem sabe, tomar um chá de ervas e cair na real.
Porque o Brasil é muito maior do que todos esses bastardos.

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Quem sou eu

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Jornalista desde 1961, quando foi ser repórter da ÚLTIMA HORA, PEDRO PORFÍRIO acumulou experiências em todos os segmentos da comunicação. Trabalhou também nos jornais O DIA e CORREIO DA MANHÃ, TRIBUNA DA IMPRENSA, da qual foi seu chefe de Redação, nas revistas MANCHETE, FATOS & FOTOS, dirigiu a Central Bloch de Fotonovelas. Chefiou a Reportagem da Tv Tupi, foi redator da Radio Tupi teve programa diário na RÁDIO CARIOCA. Em propaganda, trabalhou nas agências Alton, Focus e foi gerente da Canto e Mello. Foi assessor de relações públicas da ACESITA e assessor de imprensa de várias companhias teatrais. Teatrólogo, escreveu e encenou 8 peças, no período de 1973 a 1982, tendo ganho o maior prêmio da crítica com sua comédia O BOM BURGUÊS. Escreveu e publicou 7 livros, entre os quais O PODER DA RUA, O ASSASSINO DAS SEXTAS-FEIRAS e CONFISSÕES DE UM INCONFORMISTA. Foi coordenador das regiões administrativas da Zona Norte, presidente do Conselho de Contribuintes e, por duas vezes, Secretário Municipal de Desenvolvimento Social. Exerceu também mandatos em 4 legislaturas na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, sendo autor de leis de grande repercussão social.