sexta-feira, 12 de maio de 2017

Corrupção em grande escala

A MÃE DE TODAS AS CORRUPÇÕES
Engana-se quem pensa que o assalto aos cofres públicos se limita a propinas, a superfaturamentos e a desvios de dinheiro no varejo.
Pode-se afirmar que essa é a parte mais fuleira da engrenagem criminosa. É até a mais visível. Mas isso é pura roubalheira de ocasião.
O grosso está nos grandes negócios como a privataria tucana (quando a Vale do Rio Doce foi doada de mão beijada a valores simbólicos) e a astúcia contábil de alto teor corrosivo.
É o caso da matreira "reforma" da previdência, o "sonho de consumo" de todos os bancos (já não são muitos, aliás) aqueles que lucram fortunas com a mais impune agiotagem enquanto o resto da economia, a produtiva, vai mal das pernas.
Além de já mamarem 12% do que devemos de imposto de renda, através do PGBL, eles se estruturaram para uma previdência privada, cujos mecanismos e remuneração de retorno é uma incógnita muito a semelhança da relação de hoje: eles te remuneram menos de 1% ao mês por uma aplicação, mas quando você cai nos juros do cartão ou do cheque especial fica devendo mais de 10% ao mês.
Quando mete a faca no nosso bolso, o governo sabe que responde pela seguridade social, para onde a Constituição de 1988 carimbou alguns tributos, que são apropriados pelo Ministério da Fazenda na maior cara de pau. Com esse desvio interno de verbas a turma a serviço dos bancos pode falar em déficit da previdência, cujo modelo no Brasil tem fôlego mais de 20 anos: há hoje 20 trabalhadores de carteira assinada para 8 inativos. E só por via direta, 23% de cada salário vai para o INSS.
O buraco é mais em cima. O grande vilão mesmo é o chamado déficit da dívida interna: 40% de toda a arrecadação escorrem pelo ralo do "pagamento" da dívida interna, isto é para manter o sistema de especulação, cujo rombo, este sim, cada vez aumenta mais.
O modelo previdenciário brasileiro – o da solidariedade entre as gerações – que pretendem detonar desde a ditadura militar, tem uma influência cardeal na vida das nossas cidades do interior: em 69% deles, os benefícios pagos superam os repasses constitucionais do FPM – Fundo de Participação dos Municípios. Em 35% delas, o dinheiro dos aposentados e pensionistas são superiores às receitas das prefeituras, segundo o site Compara Brasil.
Em outras palavras, se esses parlamentares filhos das putas aprovaram o modelo do banqueiro Henrique Meireles, sob os auspícios do impostor, estarão dando tiros nos próprios pés (deixando seus redutos a pão e água) e ferrando o Brasil inteiro, de ontem, hoje e amanhã.

3 comentários:

  1. Sérgio Amorim11:44 AM

    Faltou dizer, caro Porfírio (concordamos em muita coisa, menos em defender esse bandido do Lula e seus asseclas), que se os bancos privados aceitam contribuições acima do teto oficial de 5.500 e poucos reais, por que será que o sistema previdenciário oficial tem esse limite?

    É lógico que é muito melhor administrar uma conta de 100 mil reais do que 100 contas de mil reais! Por que a Previdência Oficial "deixa" para o sistema privado o filé e fica com o osso?

    Se Bradesco, Itaú e Santander (os que sobraram) se deleitam com Fundos de Previdência cujo rendimento mensal, valor e tempo de contribuição podem ser livremente ajustados pelos clientes e pelas entidades financeiras, bastando cumprir o que manda as Ciências Atuariais, por que será que o INSS despreza esses contribuintes, limitando-os a aquelas parcas contribuições?

    E por que ninguém toca nesse aspecto?

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  2. Anônimo7:22 PM

    Para maiores detalhes sobre as maracutaias da Dívida Pública do Brasil, acesse o Portal da Auditoria Cidadã da Dívida Pública:
    www.auditoriacidada.org.br
    É só R$ 1 Trilhãozinho por ano, para os Banqueiros Donos do Mundo ...

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Quem sou eu

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Jornalista desde 1961, quando foi ser repórter da ÚLTIMA HORA, PEDRO PORFÍRIO acumulou experiências em todos os segmentos da comunicação. Trabalhou também nos jornais O DIA e CORREIO DA MANHÃ, TRIBUNA DA IMPRENSA, da qual foi seu chefe de Redação, nas revistas MANCHETE, FATOS & FOTOS, dirigiu a Central Bloch de Fotonovelas. Chefiou a Reportagem da Tv Tupi, foi redator da Radio Tupi teve programa diário na RÁDIO CARIOCA. Em propaganda, trabalhou nas agências Alton, Focus e foi gerente da Canto e Mello. Foi assessor de relações públicas da ACESITA e assessor de imprensa de várias companhias teatrais. Teatrólogo, escreveu e encenou 8 peças, no período de 1973 a 1982, tendo ganho o maior prêmio da crítica com sua comédia O BOM BURGUÊS. Escreveu e publicou 7 livros, entre os quais O PODER DA RUA, O ASSASSINO DAS SEXTAS-FEIRAS e CONFISSÕES DE UM INCONFORMISTA. Foi coordenador das regiões administrativas da Zona Norte, presidente do Conselho de Contribuintes e, por duas vezes, Secretário Municipal de Desenvolvimento Social. Exerceu também mandatos em 4 legislaturas na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, sendo autor de leis de grande repercussão social.