sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Estado de direito, uma pútrida mentira



Como tenho dito, o estado de direito no Brasil é uma pútrida  mentira, é uma falácia, uma fraude, um vetor de um novo tipo de arbítrio, aquele burilado entre punhos de hipocrisia, sofisticado por doutores da lei, que usam e abusam de monstruosos podres poderes.

Direi até que só tem uma diferença do velho regime d'armas – um metia o cacete para obter delações, outro oferece a porca impunidade para quem, sabidamente em delito, ajudar a incriminar alvos previamente selecionados.

Não escrevo para livrar a cara de ninguém. Mas silenciar diante de um espetáculo nazista, onde fiscais das leis exuberam a retórica da condenação sem provas como instrumento de burla legal, ah, isso não me peçam, que já percorri muitas léguas de caminhos empoeirados.

O vírus do arbítrio a todos atinge, não interessa quem for. Pode acontecer na coxia, como no caso que poderá levar ao sepulcro toda uma classe tradicional, a dos TAXISTAS, regulamentada, sujeita a mil açoites porque uma multinacional descobriu a pólvora, na mais danosa ilegalidade, mas coberta por juízo de interpretação hermenêutica insustentável.

Mas pode subir ao topo, onde a mediocridade de meia boca produz agressões ao direito de fazer corar o mais despreparado dos acadêmicos.

Nesse caso, estamos diante de uma catástrofe apocalíptica que pode se reproduzir aos cântaros sobre qualquer cidadão, algo  emanado certamente da insuficiência existencial.

Quando a acusação diz que não tem provas, mas tem convicção, e queima um prócer da história como o "general que estava no comando da imensa engrenagem" de um tenebroso esquema, aí qualquer cidadão, independente de simpatias políticas, deve por as barbas de molho.

A própria impostação verborrágica desses procuradores excitados dá o tom da inversão das normas, no cultivo deletério da criminalização sorrateira.

Isso tem um peso amargo e ameaçador nos nossos destinos. Em memória, haveremos de lembrar os maus cheirosos fanáticos da ocultada TFP –Tradição, Família e Propriedade -  que ocupavam as esquinas com seus estandartes medievais. Não é produto da senilidade confundi-los nestes capítulos recentes, como se estivéssemos agora diante de uma nova colheita transgênica de ervas do ódio robusto.

Há também a ressurreição atômica dos juízes do III Reich nazista, que massacravam por ter e por não ter cão. Que tornavam "verdades" e massificavam as podres mentiras de que se nutriam.
Há qualquer coisa de trágico nessa ofensiva violenta que pretende prostrar e imobilizar alguém      que pode voltar à lide com o fito triunfal  do resgate, tal como aconteceu com o velhinho dos pampas.

É nisso que o bom entendedor deve decifrar as meias palavras daqueles mancebos que impactam o cenário enquanto o traíra se enrola em suas próprias pernas, hesitante e ébrio pela usurpação pecaminosa.

E é por causa dessa orquestração lancinante que ponho os meus 73 anos na geladeira e soergo o grito de uma resistência que há de ter a legitimidade incidental das urnas.


Por que uma trincheira do bem pode se multiplicar no ecoar corajoso e honesto de seus gritos de guerra.

6 comentários:

  1. Anônimo8:58 PM

    O Brasil virou um CLEPTODITADURA ENTREGUISTA, totalmente subordinada aos U$A !!!
    Em pouco tempo estaremos depenados como Grécia, Paraguai, Espanha, Portugal, Síria, Iraque, ...
    Os nossos (?) 3 Poderes estão totalmente PODRES:
    1) EXECUTIVO com os corruptos entreguistas: Temer, $erra, Meirelles, Padilha, etc.
    2) LEGISLATIVO com os corruptos entreguistas: Renan, Maia, etc.
    3) JUDICIÁRIO com o tucano Gilmar e seus ministros acovardados e golpistas; com o MPF do agente da CIA "Eliot" Moro, etc.
    Só restou lutar por:
    ELEIÇÕES DIRETAS JÁ !!!

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  2. Sérgio Amorim7:50 PM

    Caríssimo Porfírio, não se deixe contaminar pelas mentiras do Lula. Você não merece.
    "Não temos provas, mas temos a convicção" é uma frase que não foi dita pelos procuradores.

    Não basta a prova de que Lula e família, só eles, mais o pessoal da Odebrecht, mas os trabalhadores da reforma, pisaram naquela cobertura? Que nunca esse imóvel recebeu a visita de nenhum candidato à compra, segundo os corretores de imóveis que vendem os apartamentos daquele Solaris?

    A acusação do MPF está na internet. Não é aquilo que mostraram no Powerpoint. Aquilo foi somente para dar um alerta à sociedade de que a parte deles foi cumprida. Que estão à espera da sequência.

    Moro ou qualquer juiz que fosse ou que vá examinar os autos não vai dar a mínima bola para aquela apresentação.

    A apresentação é uma satisfação, não técnica, à sociedade.
    A acusação é composta de mais de 600 anexos. Está repleta de documentos. Não há uma só linha do libelo acusatório que seja desprovida da respectiva prova documental ou testemunhal.

    Quem, em sã consciência, ainda acredita em Lula? Somente os supostos e amedrontados órfãos do Bolsa Família (programa que continua valendo) ou aqueles que perderam ou vêem que perderão a boquinha (ou o bocão).

    Porfírio, por favor, não repita as sandices que Lula, Gleise, Lindbergh e outros ligados a essa associação criminosa vivem dizendo. Dessa escumalha, aliás, me parece que, em termos de roubalheira - faça-se justiça -, somente a Jandira não participou. De fato não há nenhuma acusação concreta contra ela, salvo o fato de sempre estar à margem do poder sem nada acrescentar para o povo que diz defender. Mas isso, dada a nossa realidade, é até o de menos.

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Jornalista desde 1961, quando foi ser repórter da ÚLTIMA HORA, PEDRO PORFÍRIO acumulou experiências em todos os segmentos da comunicação. Trabalhou também nos jornais O DIA e CORREIO DA MANHÃ, TRIBUNA DA IMPRENSA, da qual foi seu chefe de Redação, nas revistas MANCHETE, FATOS & FOTOS, dirigiu a Central Bloch de Fotonovelas. Chefiou a Reportagem da Tv Tupi, foi redator da Radio Tupi teve programa diário na RÁDIO CARIOCA. Em propaganda, trabalhou nas agências Alton, Focus e foi gerente da Canto e Mello. Foi assessor de relações públicas da ACESITA e assessor de imprensa de várias companhias teatrais. Teatrólogo, escreveu e encenou 8 peças, no período de 1973 a 1982, tendo ganho o maior prêmio da crítica com sua comédia O BOM BURGUÊS. Escreveu e publicou 7 livros, entre os quais O PODER DA RUA, O ASSASSINO DAS SEXTAS-FEIRAS e CONFISSÕES DE UM INCONFORMISTA. Foi coordenador das regiões administrativas da Zona Norte, presidente do Conselho de Contribuintes e, por duas vezes, Secretário Municipal de Desenvolvimento Social. Exerceu também mandatos em 4 legislaturas na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, sendo autor de leis de grande repercussão social.