domingo, 4 de setembro de 2016

A diferença é política. Na Linha Vermelha não há pedágio. Exigiu Leonel Brizola, seu construtor

Existem quatro grandes vias no Rio de Janeiro (não falo aqui na extorsão da Via Lagos, nem na Via Light, com 10 km).
A mais antiga é a Ponte Rio Niterói, com 13,25 km, construída no regime militar. Só cobra pedágio de ida (R$ 4,50). A Linha Amarela, construída pelo prefeito Cesar Maia, com 15 km, cobra ida e volta (com pedágio em Água Santa), R$ 5,90 cada uma. Foi a primeira via inteiramente urbana a ser pedagiada, uma ilegalidade que perdurou até o Congresso aprovar a Lei 12.587/2012 (Lei Federal da Mobilidade Urbana).
Já a Linha Vermelha, de 21 KM, dos quais 2,8 sobre o mar, que foi construída pelo governador LEONEL BRIZOLA, não cobra um centavo de pedágio. O então governador fechou questão, contraindo até membros do seu secretariado.

O vereador Eduardo Moura chegou a aprovar uma Lei pela qual quem voltasse em duas horas estaria isento da segunda cobrança. O prefeito Eduardo Paes vetou. A Câmara derrubou o veto. Mas aí a Justiça enterrou a o benefício.
Este ano, o prefeito Eduardo Paes inaugurou a Transolímpica (com 26 km, sendo 13 de via expressa) ligando o Recreio a Deodoro. Num espaço em Sulacape, o mesmo esquema de pedágio da Linha Amarela (R$ 5,90).
Deu para você notar por que detonaram Brizola? Entendeu a diferença de políticas públicas? Se já pagamos IPVA e outras taxas rodoviárias, por que morrer em mais uma grana para concessionárias privadas?

VOTE CONTRA OS PEDÁGIOS EXTORSIVOS

PEDRO PORFÍRIO 
VEREADOR – PDT – 12.123

Um comentário:

  1. Anônimo6:25 PM

    Brizola era ÚNICO, nunca vendeu ou traiu as suas convicções e sempre esteve ao lado dos mais humildes, devido a isso, foi enterrado vivo pelas elites que dominam este país há séculos.

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Quem sou eu

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Jornalista desde 1961, quando foi ser repórter da ÚLTIMA HORA, PEDRO PORFÍRIO acumulou experiências em todos os segmentos da comunicação. Trabalhou também nos jornais O DIA e CORREIO DA MANHÃ, TRIBUNA DA IMPRENSA, da qual foi seu chefe de Redação, nas revistas MANCHETE, FATOS & FOTOS, dirigiu a Central Bloch de Fotonovelas. Chefiou a Reportagem da Tv Tupi, foi redator da Radio Tupi teve programa diário na RÁDIO CARIOCA. Em propaganda, trabalhou nas agências Alton, Focus e foi gerente da Canto e Mello. Foi assessor de relações públicas da ACESITA e assessor de imprensa de várias companhias teatrais. Teatrólogo, escreveu e encenou 8 peças, no período de 1973 a 1982, tendo ganho o maior prêmio da crítica com sua comédia O BOM BURGUÊS. Escreveu e publicou 7 livros, entre os quais O PODER DA RUA, O ASSASSINO DAS SEXTAS-FEIRAS e CONFISSÕES DE UM INCONFORMISTA. Foi coordenador das regiões administrativas da Zona Norte, presidente do Conselho de Contribuintes e, por duas vezes, Secretário Municipal de Desenvolvimento Social. Exerceu também mandatos em 4 legislaturas na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, sendo autor de leis de grande repercussão social.