sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Alianças locais são alianças locais



Nessa balbúrdia geral em que se transformou a política brasileira, a presença de Ciro Gomes num evento do PDT carioca em apoio a Pedro Paulo, o candidato do PMDB à Prefeitura, provocou uma tremenda celeuma, eivada de cobranças.
Jornalões caíram de pau porque o presidenciável é um dos mais apimentados críticos do PMDB, visto e apontado por ele como o pior antro da criminalidade política.
Setores da "esquerda", inclusive quem ainda participa do governo local por baixo dos panos, também se queixaram, principalmente pelo voto coagido de Pedro Paulo a favor do impeachment, decepcionando aqueles que testemunharam o carinho e apreço de Lula e Dilma com o prefeito Eduardo Paes, que abriram as torneiras para fazer das olimpíadas no Rio um evento de primeiro mundo.
Não sei se foi bom para Ciro Gomes expor-se nessa dividida.  Embora seja regra pétrea o apagar do dia passado, acho que tudo faz parte de uma grande ginástica e de um malabarismo de risco mal calculado.
Eleições municipais são eventos locais de baixo teor político. Trabalha-se em função de espaços restritos de alcance limitado. Cada caso é um caso, cada aliança é uma aliança no âmbito de interesses não extensivos.
Mas é bom que tudo se faça às claras, como aconteceu. Nada de farsa, de adultérios escondidos a sete chaves. Assim, fica o povo sabendo que o móvel de acordos tem tais e quais componentes, cabendo-lhe fazer seu próprio julgamento.
O mais é hipocrisia num jogo sujo que esconde atos profanos emoldurados.  Eu acho que o PDT tem de pensar maior, pois está para oferecer à distinta platéia o presidenciável mais preparado para horas tão conturbadas.
Mas não me sinto arranhado pela aliança d'agora numa cidade tão desafiadora como o Rio de Janeiro, embora ressalte não seja a minha a mesma fala do trono local.

Um comentário:

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Quem sou eu

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Jornalista desde 1961, quando foi ser repórter da ÚLTIMA HORA, PEDRO PORFÍRIO acumulou experiências em todos os segmentos da comunicação. Trabalhou também nos jornais O DIA e CORREIO DA MANHÃ, TRIBUNA DA IMPRENSA, da qual foi seu chefe de Redação, nas revistas MANCHETE, FATOS & FOTOS, dirigiu a Central Bloch de Fotonovelas. Chefiou a Reportagem da Tv Tupi, foi redator da Radio Tupi teve programa diário na RÁDIO CARIOCA. Em propaganda, trabalhou nas agências Alton, Focus e foi gerente da Canto e Mello. Foi assessor de relações públicas da ACESITA e assessor de imprensa de várias companhias teatrais. Teatrólogo, escreveu e encenou 8 peças, no período de 1973 a 1982, tendo ganho o maior prêmio da crítica com sua comédia O BOM BURGUÊS. Escreveu e publicou 7 livros, entre os quais O PODER DA RUA, O ASSASSINO DAS SEXTAS-FEIRAS e CONFISSÕES DE UM INCONFORMISTA. Foi coordenador das regiões administrativas da Zona Norte, presidente do Conselho de Contribuintes e, por duas vezes, Secretário Municipal de Desenvolvimento Social. Exerceu também mandatos em 4 legislaturas na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, sendo autor de leis de grande repercussão social.