sábado, 25 de junho de 2016

A direita feroz ressurge lá como cá

Se pensas que essa decisão (apertada) dos britânicos, optando por saírem da UE, não tem nada com você está redondamente enganado (a).
Motivada pela liberdade de migração entre as 28 nações do bloco, ela traz o ranço do ódio xenófobo e vai alimentar atos semelhantes em outros países, influindo até nos Estados Unidos, onde o crescimento de Donald Trump não é à toa.

Pelo espaço que ganhou na mídia sinaliza a desfiguração da União Européia e vitamina os partidos intolerantes de direita, para os quais todo imigrante é um suspeito de terrorismo e de banditismo, alguém que também ameaça seus empregos.

É um tiro no pé, porque a formação do bloco, a partir do seu primeiro ensaio em 1957, criou condições favoráveis nos negócios externos e fez a Europa ressurgir como uma poderosa potência de 500 milhões de habitantes.

Mas a propagação do medo como ferramenta de propaganda teve um grande peso nas regiões mais atrasadas, em contraste com Londres, que acaba de eleger um prefeito muçulmano, filho de imigrantes paquistaneses.  Já levou também a um desconforto em dois dos quatro países que formam o Reino Unido, Escócia e Irlanda do Norte, onde a maioria votou pela permanência, já querem fazer consultas separatistas, como aconteceu há pouco entre os escoceses que por pouco não saíram do Reino Unido.

Mesmo apertado, o resultado do referendo mostra uma tendência para a direita em muitos países, inclusive na América do Sul, onde uma elite recalcitrante não aceita nenhum avanço social que possa afetar a pirâmide social sustentada por milhões de subalternos explorados sem dó nem piedade.

E por que a direita cresce a olhos vistos?  Debater e diagnosticar esse retrocesso é uma exigência a quem não quer tapar o Sol com a peneira.  Aqui no Brasil é ostensivo o inchaço dos bolsões conservadores, muitos assustados com a violência urbana e a fartura de leis lenientes e condescendentes.

Ao clima de incertezas do fracasso na segurança pública sobrepõe-se hoje a paranóia generalizada e todas as notícias trágicas estão produzindo reacionários tensos e impacientes. O sentimento de vingança é ostensivo e não foi ao acaso que o governo do Estado do Rio enganou por um bom tempo a população com a receita das UPPs, que tornam as comunidades pobres áreas sob ocupação militar.


Não é essa a única causa. Mas é preciso procurar conhecer com serenidade as raízes do ressurgimento dessa direita até entre as classes sociais mais sacrificadas.

5 comentários:

  1. Anônimo4:48 PM

    Caro Pedro Porfírio, há algum tempo, direita no Brasil, só o Delfim Neto, o Roberto Campos, o Maluf e alguns "gatos pingados", hoje porém, a turma está toda saindo do "armário", com o inacreditável Bolsonaro sendo ovacionado pelas ruas. Quanto as UPPs, juro que vi militantes de esquerda impressionados com a "genialidade" do Beltrame, é a força descomunal da mídia, que na ocasião, tratou a bravata como a solução insofismável da questão da violência urbana.

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  2. Caro amigo: infelizmente o poder desfigura as pessoas.

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  3. Anônimo8:31 AM

    Acordo de Parceria Transatlântica de Comércio e Investimento (APT), mais conhecido como TTIP (em inglês: Transatlantic Trade and Investment Partnership) ou TAFTA (em inglês: Trans-Atlantic Free Trade Agreement), é uma proposta de acordo de livre comércio entre a União Europeia e os Estados Unidos, em forma de tratado internacional.

    O tratado visa impedir a interferências dos Estados no comércio entre os países aderentes e está a ser negociado em paralelo com a Parceria Trans-Pacífico ou TPP (em inglês: Trans-Pacific Partnership). Estima-se que o acordo deva impulsionar a economia da UE em € 120 biliões, a economia dos EUA em € 90 biliões e a do restante do mundo em € 100 biliões. As negociações entre a Comissão Europeia e o Governo dos Estados Unidos começaram em julho de 2013 e alcançaram a terceira rodada no final do mesmo ano. Previa-se que o acordo de livre comércio pudesse ser concluído até o final de 2014.

    Negociações secretas e vazamento de informações
    As negociações continuaram secretas mesmo depois de um primeiro rascunho ter vazado para a imprensa.

    *Esse assunto é muito complexo, a saída do Reino Unido deve provocar também a saída de outros países como França (nacionalistas por natureza).
    Na minha opinião: Os países devem decidir pelos seus direitos e deveres e legislar obedecendo suas individualidades culturais, fato esse que não estava sendo idealizado pela EU.

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  4. Anônimo1:43 AM

    chora mais...kkkkkk

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Quem sou eu

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Jornalista desde 1961, quando foi ser repórter da ÚLTIMA HORA, PEDRO PORFÍRIO acumulou experiências em todos os segmentos da comunicação. Trabalhou também nos jornais O DIA e CORREIO DA MANHÃ, TRIBUNA DA IMPRENSA, da qual foi seu chefe de Redação, nas revistas MANCHETE, FATOS & FOTOS, dirigiu a Central Bloch de Fotonovelas. Chefiou a Reportagem da Tv Tupi, foi redator da Radio Tupi teve programa diário na RÁDIO CARIOCA. Em propaganda, trabalhou nas agências Alton, Focus e foi gerente da Canto e Mello. Foi assessor de relações públicas da ACESITA e assessor de imprensa de várias companhias teatrais. Teatrólogo, escreveu e encenou 8 peças, no período de 1973 a 1982, tendo ganho o maior prêmio da crítica com sua comédia O BOM BURGUÊS. Escreveu e publicou 7 livros, entre os quais O PODER DA RUA, O ASSASSINO DAS SEXTAS-FEIRAS e CONFISSÕES DE UM INCONFORMISTA. Foi coordenador das regiões administrativas da Zona Norte, presidente do Conselho de Contribuintes e, por duas vezes, Secretário Municipal de Desenvolvimento Social. Exerceu também mandatos em 4 legislaturas na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, sendo autor de leis de grande repercussão social.