quarta-feira, 25 de maio de 2016

Golpe se enrola nas próprias pernas

Não faz muito tempo, escrevi aqui que o governo Temer+Cunha levaria muitos da gente fina a sacar a fria em que se meteram. Decepcionados com a fraude que alimentaram, poderiam rever suas atitudes, quando serviram o dorso ao golpe que transformou 513 deputados e 81 senadores em senhores das urnas. Na real, estavam surrupiando de milhões de eleitores e concentrando na quadrilha de corruptos que domina o Congresso os atributos naturais de um sistema presidencialista. Dessa impostura boa coisa não poderia acontecer.

Disse e deixei correr. Numa democracia só o poder saído das urnas se garante. Qualquer outro atalho não tem como prosperar, ainda mais quando é público e notório que essa conspiração se deu sob a égide da traição. TRAIDORES JAMAIS CONQUISTARÃO A CONFIANÇA DA MASSA, NEM QUE VENHAM COBERTOS DE OURO POR UMA MÍDIA EM CRISE MORAL E FINANCEIRA.
SÓ NÃO ESPERAVA QUE O GOVERNO FORJADO PELO GOLPE PARLAMENTAR FOSSE DESMORALIZADO EM QUESTÃO DE DIAS. Desmoralizado não apenas pelos bandidos que foram feitos ministros de Estado. A sequência de arrependimentos por decisões e declarações infelizes já revelava o alto grau de incompetência e despreparo dos golpistas. Nunca o dito pelo não dito foi tão farto, e essas vacilações estão mostrando que caímos em mãos trêmulas, porque sujas.
Essa gravação do cearense Sérgio Machado enterrou prematuramente o governo provisório. Ele podia ser o boi de piranha imaginado por Romero Jucá. E fazia parte da quadrilha peemedebista que o PT absorveu em má hora em nome da governabilidade, como se "o nada a opor" dos picaretas do Congresso fosse a única condição para fazer alguma coisa. Nesse caso, tratava-se de um ex-tucano, como Jucá e o Delcídio, e olha que o dito cujo ainda tem mais outras balas de prata.
Qualquer foca sabe que Romero Jucá é sócio no poder de Michel Temer, tanto como Eduardo Cunha. Eles formam a linha de frente da conspiração que cooptou as maiorias da Câmera e Senado para depor a presidente eleita, restaurar a impunidade e leiloar a preço de banana as nossas riquezas, indo além dos estragos da privataria tucana, e ainda oferecendo a cabeça dos trabalhadores aos "investidores" canalhas.
Com Eduardo Cunha dando as cartas em nome de sua súcia de políticos degenerados e outros SEM ESCRÚPULOS com as chaves do cofre não é exagero dizer que OS DIAS DE TEMER ESTÃO CONTADOS. Não se exagera nem mesmo em prever uma reviravolta no Supremo, que está muito mal na fita por ter deixado correr solto: o ministro Teori só mandou suspender o Cunha por que seu colega Marco Aurélio ia acolher uma ação na mesma direção de um processo que estava na gaveta desde dezembro passado.
Depois desse escândalo que mostrou o confinamento da LAVA JATO como uma poderosa moeda de troca no Congresso, o que exigiria a derrubada de Dilma, o covil está com o pé na cova. Não há mais oxigênio para essa turma da pesada sobreviver por muito tempo à frente dos negócios do Brasil. É como sempre testemunhei: Deus escreve certo por linhas tortas.

Um comentário:

  1. Anônimo2:08 PM

    O PMDB entrou de BICÃO neste Golpe pela TOGA. "made in USA" !!!
    O Cunha e o Temer atravessaram o "samba" ...
    Este Golpe é dos USA (via NSA + CIA), da Globo, do restante da Mídia Amestrada, do P$DB do $erra, do STF do Gilmar, da PGR do Janot, do MPF do Moro, da PF do Daiello, da FIESP do Skaf, ...
    Depois de usado, o PMDB precisa ser descartado !!!

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Quem sou eu

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Jornalista desde 1961, quando foi ser repórter da ÚLTIMA HORA, PEDRO PORFÍRIO acumulou experiências em todos os segmentos da comunicação. Trabalhou também nos jornais O DIA e CORREIO DA MANHÃ, TRIBUNA DA IMPRENSA, da qual foi seu chefe de Redação, nas revistas MANCHETE, FATOS & FOTOS, dirigiu a Central Bloch de Fotonovelas. Chefiou a Reportagem da Tv Tupi, foi redator da Radio Tupi teve programa diário na RÁDIO CARIOCA. Em propaganda, trabalhou nas agências Alton, Focus e foi gerente da Canto e Mello. Foi assessor de relações públicas da ACESITA e assessor de imprensa de várias companhias teatrais. Teatrólogo, escreveu e encenou 8 peças, no período de 1973 a 1982, tendo ganho o maior prêmio da crítica com sua comédia O BOM BURGUÊS. Escreveu e publicou 7 livros, entre os quais O PODER DA RUA, O ASSASSINO DAS SEXTAS-FEIRAS e CONFISSÕES DE UM INCONFORMISTA. Foi coordenador das regiões administrativas da Zona Norte, presidente do Conselho de Contribuintes e, por duas vezes, Secretário Municipal de Desenvolvimento Social. Exerceu também mandatos em 4 legislaturas na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, sendo autor de leis de grande repercussão social.