sábado, 12 de março de 2016

Vale tudo na operação terra arrasada


Alardeiam os clarins da felonia que hordas do exército branco  vão ocupar ruas e praças neste domingo, 13, com o surrado grito de guerra que se resume em 5 letras.  A hora do GOLPE é essa, esbravejam  com o ar felino do ressentimento.

Não dirão o que seus relinchos desejam. Sabe-se apenas que é mais um episódio da OPERAÇÃO TERRA ARRASADA, o jogo solerte da transformação do Brasil em uma nova Líbia, onde qualquer pirata pode se apoderar de suas riquezas, enquanto tribos e facções se esfacelam derramando o púrpuro do seu sangue gentil.

É essa inviabilização da governança que perseguem por todos os meios, irresponsavelmente, onde promotores rábulas e juízes imaturos jogam combustíveis sobre os flancos, querendo principalmente retroagir o país já sem tantos pobres aos tempos da casa grande e senzala.

O que esses malfeitores querem rasgando as urnas e entregando os nossos podres poderes a quem não tem a legitimidade do voto, ferramenta primeira de uma República Democrática?

Querem, sim, e não conseguem esconder, matar dois coelhos de uma só cajadada: fragilizam o regime da livre escolha dos governantes e minam os fundamentos da nação brasileira, tida e havida ainda, apesar desse solapamento, como uma nação de potencial e riquezas invejáveis.

Tirar Dilma só entra nesse credo como senha do desmantelo nacional.  A menos que me demonstrem o contrário,  ela não está fazendo nada diferente do que aqueles a quem derrotou a duras penas. E se o pecado  lhe cobra castigo foi exatamente esse cavalo de pau, a que estadistas como Leonel Brizola, seu ex-ídolo, jamais  se curvaria.

Aliás, e por falar nesse desacerto, a melhor resposta que nosso povo merece é o resgate da política da fartura, do desenvolvimento  sem peias, do incentivo a empregos e rendas, deixando em paz as já parcas economias dos trabalhadores e aposentados.

Se eu fosse você não investiria sua esperança num filme que a gente já viu antes e que nos custou tantas vidas, tantas arbitrariedades e tanto medo.

Não esqueça a que ponto chegamos: um sistema que  tem  à frente da sua Câmara Federal um ladrão de carteirinha precisa, sim, antes de qualquer coisa, se explicar melhor perante a cidadania.

Não debite a quem não tem nada com isso essa trama macabra que quer ver o circo pegar fogo para safar-se das aventuras em que envolveu meio mundo, especialmente a classe média, com o seu desmemoriamento.  Vencer crises é do processo histórico.

Mas para retomar sua senda ascendente é imperativo o mínimo de lucidez, livrando-se desse VALE TUDO antropofágico que pode prostrar a todos,inclusive você, como uma peste mortal. 

Um comentário:

  1. Anônimo9:52 PM

    Pofírio,
    Eu acho, que o nosso querido Patropí, é o único país, neste nosso planetinha giratório, em que pedir uma Ditadura é considerado democrático ...
    Não bastou a tragédia que foi a Ditadura Militar (que nem os militares aguentaram). Querem repetir 1964, via Toga ...
    A burrice da nossa classe média aculturada e entreguista, é incomensurável ...
    Eles (os gringos que comandam a Globo, o Moro e sua turma), só querem os nossos bens !!!
    Deixem de ser trouxas ...

    ResponderExcluir

Quem sou eu

Minha foto
Jornalista desde 1961, quando foi ser repórter da ÚLTIMA HORA, PEDRO PORFÍRIO acumulou experiências em todos os segmentos da comunicação. Trabalhou também nos jornais O DIA e CORREIO DA MANHÃ, TRIBUNA DA IMPRENSA, da qual foi seu chefe de Redação, nas revistas MANCHETE, FATOS & FOTOS, dirigiu a Central Bloch de Fotonovelas. Chefiou a Reportagem da Tv Tupi, foi redator da Radio Tupi teve programa diário na RÁDIO CARIOCA. Em propaganda, trabalhou nas agências Alton, Focus e foi gerente da Canto e Mello. Foi assessor de relações públicas da ACESITA e assessor de imprensa de várias companhias teatrais. Teatrólogo, escreveu e encenou 8 peças, no período de 1973 a 1982, tendo ganho o maior prêmio da crítica com sua comédia O BOM BURGUÊS. Escreveu e publicou 7 livros, entre os quais O PODER DA RUA, O ASSASSINO DAS SEXTAS-FEIRAS e CONFISSÕES DE UM INCONFORMISTA. Foi coordenador das regiões administrativas da Zona Norte, presidente do Conselho de Contribuintes e, por duas vezes, Secretário Municipal de Desenvolvimento Social. Exerceu também mandatos em 4 legislaturas na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, sendo autor de leis de grande repercussão social.