segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Durma-se com esse barulho



FRANCAMENTE!!!
Já não estava mais aguentando o espalhafato desse dito "Rock in Rio". Vamos e venhamos, é dose pra leão, pra endoidar meio mundo e pra estabelecer uma baita hegemonia cultural.
Foram sete dias e sete noites de pauleira com tudo o que enseja, fora o intervalo para "descanso". Nem o carnaval da Sapucaí,meu Deus!. Durante um bom tempo não se falou noutra coisa.


E tome envolvimento passional até a medula. A carga pesada sempre é calculada para impregnar a todos da fatalidade musical irada, em tal temperatura que conseguem internalizar em cada um a gritaria mais acrítica e mais bestializante.

E durma-se com tanto barulho

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Bicudo: uma biografia manchada pelo rancor. Isso me causa náuseas


Eu andava intrigado ao ver o nome do ex-petista Hélio Bicudo, de 93 anos, transformado em cabeça de ponte do plano golpista. Ele mesmo assinou o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff e foi acolhido pela direita como seu novo herói.

Ao imaginá-lo às carícias com o major Bolsonaro e o latifundiário Caiado meu cérebro o viu na triste trajetória do marechal Philippe Pétain. herói da França na primeira guerra mundial e condenado à morte por traição por ter se tornando um títere de Hitler, na segunda guerra.

Bicudo não chegou a ser exatamente um herói. Ganhou notoriedade na década de 70 como procurador que deu combate corajoso aos esquadrões da morte criados pelo delegado Fleury, o mais perverso torturador daqueles idos.

Fiquei surpreso ao vê-lo filiar-se ao PT, mas isso é outra coisa. Não tinha exatamente o perfil de um partido de esquerda.

Hoje, ao se tornar ferramenta para rasgar a Constituição, o ex-parlamentar age como o mais rancoroso dos desafetos, o que me causa náuseas, e isso não teria explicações.

Não teria, mas tem. Seu filho José Eduardo Pereira Wilken Bicudo, 60 anos, professor titular aposentado da Universidade de São Paulo, e atualmente, professor honorário na Universidade de Wollongong, na Austrália, decifrou o enigma em depoimento ao site do DIÁRIO DO CENTRO DO MUNDO.

Hélio Pereira Bicudo, segundo o filho, tomou ódio do Lula e do PT por interesses pessoais contrariados. José Eduardo chega a dizer que o pai chantageou o ex-presidente para ter posições no no governo.
"O seu rancor desmedido e os limites impostos por ele aos próprios familiares que o cercavam, já que ele está lúcido e ativo, fizeram-no se aproximar de pessoas que certamente o estão usando, inclusive uma de minhas irmãs, para atingir os seus fins golpistas. E ele, que nunca soube ficar longe dos holofotes que o iluminaram durante tanto tempo, está se aproveitando do fato para ficar em evidência num triste e infeliz espetáculo midiático" - escreveu o filho.
Veja o seu depoimento ao DIÁRIO DO CENTRO DO MUNDO:

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Tudo pode acontecer porque não se enfrenta o ódio com capitulações, blefes, gritinhos e soluços.

Não é o sociólogo renegado, garboso coveiro da "Era Vargas", que nos preocupa. Nem mesmo o presidenciável insone que ainda não aceitou o placar e se imagina nos acréscimos. Nem a artilharia midiática abastecida de cargas explosivas da defesa ao ataque.

Preocupam-nos muito mais o ódio, o rancor e os instintos selvagens dos órfãos da ditadura, hoje reagrupados em torno do clã Bolsonaro: o major raivoso e sua prole dotada de mandatos parlamentares acessórias.

Preocupa-nos muito mais, porém, a incoerência e a incompetência para a resistência daquela que imaginávamos o coração valente. E sua plêiade de eunucos brancaleones.  


Preocupa-nos a choradeira vã de uma tribo que vive no mundo da Lua, onde tem mais caciques do que índios.  Tribo que imagina enfrentar o rolo compressor golpista com orações ao Deus pai, sinais de fumaça e rituais de magia milagrosa.

E que se mostra cada dia mais frágil ante a manipulação que aguça hordas de ladrões de urnas, mais eficientes na ocupação das ruas e no ecoar de suas torpezas. Hordas que sabem só terem estes dias de confusão bem explorada para virar a mesa.

Tanto que já investem em mais um casuísmo sombrio: uma emenda só para impedir que o sapo barbudo possa entrar no páreo na próxima. Que a tais mentes estúpidas se afigura pule de dez, apesar das versões hipertrofiadas das lambanças pontuais.   

Casuísmo, aliás, que voltou à moda com os mesmos condimentos hipócritas da era do arbítrio. E a que recorrem sem a menor cerimônia para achar uma brecha capaz de justificar no subtexto das leis a cavalgada de insensatos cavaleiros do apocalipse.

Não carece de mais sintomas. O desejo de rasgar o voto majoritário virou obsessão explícita. A estes celerados não há mais o que esconder. É preciso apear a mulher, mesmo que ela capitule e se renda, fazendo tudo o que  seu rei mandar.

E, no entanto, ao contrário da militância apta que segura a pemba na Venezuela bolivariana, por estas plagas o mais que se faz é estrebuchar entre blefes, gritinhos e soluços, na confiança de que tudo se resolva entre quatro paredes: a turma da pesada do Congresso venha a negar fogo à tropa impostora na hora do assalto, conforme acordos que se negociam homem a homem na franciscana prática do "dá lá, toma cá", já consagrada nos velhos tempos pelo falecido Roberto Cardoso Alves, o chucrute dos 4 estrelas no Congresso d'antão.

Também pudera. A militância orgânica se lambuzou no mel e engordou à sombra e água fresca das prebendas etílicas, enquanto a massa desvalida tira o corpo fora desconfiada do cavalo de Tróia que entronizou no altar do palácio a fina flor dos pupilos de astuto Mayer Amschel Rothschild e do perverso John Pierpont Morgan.    

Massa que nunca esteve tão mal das pernas, mercê do fogo amigo da nova classe dirigente. E que ainda está muito fragmentada e meio zonza sem saber como a banda toca e o que será do amanhã.

Nesse ambiente de inversão de papéis tudo pode acontecer.  Como aconteceu um dia na Alemanha debilitada que se rendeu a um psicótico salvacionista – tipo que se pretende achar também nas noites ébrias do planalto central.


segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Os ralos do dinheiro público

Congresso custa muito mais do que a Prefeitura de Fortaleza, cidade com 2 milhões e meio de habitantes.
Clique na foto e veja o vídeo

NA DÚVIDA, CONSULTE OS LINKS

http://congressoemfoco.uol.com.br/noticias/lista-todos-os-salarios-e-beneficios-de-um-deputado/

http://www.transparencia.org.br/publicacoes#relatorios

http://excelencias.org.br/docs/Mesa_Diretora_2015.pdf
pdf

http://excelencias.org.br/docs/gastos_AL_CM2015.pdf

http://www1.folha.uol.com.br/poder/2015/01/1573649-pais-vai-gastar-r-151-mil-por-mes-com-cada-congressista.shtml

http://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2015/03/17/congresso-nacional-aprova-orcamento-de-2015

http://diap.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=14030:quanto-custa-um-parlamentar-deputado-e-senador&catid=50:oit&Itemid=101

http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2015/09/11/tem-deputado-que-esta-na-camara-para-defender-construtoras-e-bancos-diz-argolo.htm

http://cearanews7.com.br/ver-noticia.asp?cod=21938

http://jornalja.com.br/vereadores-aprovam-orcamento-de-porto-alegre-para-2015/



segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Lembranças

Hoje, 7 de setembro, lembrou a morte da minha mãe. Quando ela morreu, aos 51 anos, em 1961, apesar dos meus 18 anos, eu estava trabalhando em Cuba, já como jornalista. Fui um dos primeiros brasileiros a ir conhecer a revolução cubana (a primeira vez, em 1960, um ano após o triunfo dos revolucionários de Sierra Maestra, quando participei com 17 anos do I Congresso Latino-americano de Juventudes). Desde então, acompanho o que considero o maior exemplo de coragem de um povo, que não se rendeu ao poderoso vizinho e sobreviveu heroicamente à mais cruel e mais longa asfixia econômica de que temos notícias.

Quem sou eu

Minha foto
Jornalista desde 1961, quando foi ser repórter da ÚLTIMA HORA, PEDRO PORFÍRIO acumulou experiências em todos os segmentos da comunicação. Trabalhou também nos jornais O DIA e CORREIO DA MANHÃ, TRIBUNA DA IMPRENSA, da qual foi seu chefe de Redação, nas revistas MANCHETE, FATOS & FOTOS, dirigiu a Central Bloch de Fotonovelas. Chefiou a Reportagem da Tv Tupi, foi redator da Radio Tupi teve programa diário na RÁDIO CARIOCA. Em propaganda, trabalhou nas agências Alton, Focus e foi gerente da Canto e Mello. Foi assessor de relações públicas da ACESITA e assessor de imprensa de várias companhias teatrais. Teatrólogo, escreveu e encenou 8 peças, no período de 1973 a 1982, tendo ganho o maior prêmio da crítica com sua comédia O BOM BURGUÊS. Escreveu e publicou 7 livros, entre os quais O PODER DA RUA, O ASSASSINO DAS SEXTAS-FEIRAS e CONFISSÕES DE UM INCONFORMISTA. Foi coordenador das regiões administrativas da Zona Norte, presidente do Conselho de Contribuintes e, por duas vezes, Secretário Municipal de Desenvolvimento Social. Exerceu também mandatos em 4 legislaturas na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, sendo autor de leis de grande repercussão social.