quinta-feira, 16 de abril de 2015

Um impeachment por bem ou por mal

Fatos demonstram orquestração deliberada para derrubar a presidenta reeleita, por bem ou por mal

Jogo pesado e orquestrado. É o terceiro turno sem tirar, nem pôr. Nada mais perigoso para as instituições democráticas, para o exercício do regime de direito que conquistamos a duras penas. É o que se deduz da sequência de ações ainda no contexto das manifestações do dia 12 de abril, aquelas pautadas e impulsionadas pela grande rede – o complexo midiático da poderosa família Marinho, incomodada com sua própria crise e com sugestões sobre taxações de grandes fortunas num país em que são os assalariados que realmente pagam impostos, conforme a escondida "OPERAÇÃO ZELOTES".
Naquele domingo em que a Globo entrou em estado de mobilização desde o alvorecer só faltou aparecer alguém com aquele cartaz para as câmeras: "FILMA EU, GALVÃO".  Foi de longe o uso mais escancarado de uma concessão pública para fins políticos desestabilizadores. Algo sem precedentes, mesmo comparando com o apoio mútuo da empresa quase monopolista com a ditadura militar, cujos crimes acobertava em troca das benesses para o seu vertiginoso crescimento.

O evento saiu pela culatra. Os "cabeças" de mobilizadores "laranjas", abortados no mundo fácil do Facebook, prometiam a quem os financiava botar 5 MILHÕES de brasileiros no rabo de foguete do IMPEACHMENT. Ao contrário, o direcionamento malicioso para um produto político transgênico afastou a maior parte dos que se manifestaram nos idos de março. A ficha começou a cair e a explicitação das intenções golpistas, em que o gorila Bolsonaro discursou e foi chamado de presidente, se converteu de um prenúncio fatal em relação a outras trapaças. Deu chabu, viram todos, gregos e troianos, da mesma forma como murcharam os protestos populares de 2013 por conta da porra-louquice dos depredadores de vidraças.

O projeto de golpe revanchista se alimenta de fatos novos, devidamente manipulados. O juiz Sérgio Moro, de uma comarca federal que, em princípio, não tem nada com o peixe, determinou a prisão do tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, sob a alegação de que, solto, ele poderia atrapalhar as investigações. Tão suspeitos como ele, os presidentes do Senado e da Câmara Federal, que encabeçam um dos três podres poderes, permanecem na crista da onda, desafiando a Polícia Federal e ganhando decoração do Exército pelas mãos da própria. Tem lógica?

Sua ordem, mostrando o prócer petista algemado, causou impacto e foi saudada por amargos ouriçados. O primeiro porta-bandeira midiático do projeto do impeachment, aquele se entrou pra academia sem que conhecêssemos sua veia literária, foi logo dizendo que a coisa estava ficando insustentável para a chefa de Estado. 
Mas, apesar da fogueira acesa, as chamas ficaram circunscritas ao prisioneiro e muita gente passou a perguntar: – e os tesoureiros dos outros partidos que mamaram nas mesmas fontes?  

Não há dúvida: o pega pra capar é em cima do PT e, por via, da presidente Dilma Rousseff – por que os demais estão previamente absolvidos por infusão ideológica. Já não se fala das contas sujas da Suíça, da roubalheira no metrô de São Paulo, do mensalão tucano de Minas e até mesmo do ululante espetáculo de corrupção dos sonegadores, mostrado num breve ensaio pela "OPERAÇÃO ZELOTES".

Daí a manipulação midiática de uma decisão do Tribunal de Contas da União sobre uma prática bancária que sempre existiu, mesmo depois da Lei de Responsabilidade Fiscal, em vigor desde 2001.  Mais uma vez os instrumentos vocais da orquestração golpista acharam chifres em cabeças de burro.  Viram ali a brecha legal para alimentar um pedido de impeachment de Dilma, que sequer foi relacionada para os esclarecimentos cobrados pelo TCU.

É um jogo pesado e eu mesmo não sei onde vai dar. Por que tem muito chumbo grosso e uma enorme variedade de buchas de canhão. Tem fogo inimigo, mas há digitais de fogo amigo. Tem um esquizofrênico convencido de que daqui a 4 anos já não vai dar para ele: pela lógica, o governador de São Paulo é o primeiro da fila. E ele, o esquizofrênico, que já saiu desmoralizado com as derrotas nas alterosas, ainda corre o risco de não permanecer à tona: senador por Minas Gerais, despreza os conterrâneos e fixou residência numa badalada praia do Rio de Janeiro.

Independente da insatisfação com os recentes erros e concessões infelizes da presidenta e de entender parte da irritação de muitos como resultado dos métodos sectários do PT, não podemos deixar que o projeto golpista prospere.  

Derrubar um chefe de Estado por vias legais presume premissas bem explicitadas na Constituição e na Lei do impeachment. Fora disso, é jogar pesado para manter o governo acuado e agravar uma crise que afeta a todos, coxinhas ou pés de chinelo.


Não se pode esperar sensatez de uma malta de políticos interessados tão somente em beliscar fatias do bolo. Mas aos cidadãos é lícito advertir: UMA COISA É UMA COISA E OUTRA COISA É OUTRA COISA. PARA UM BOM ENTENDEDOR, MEIA PALAVRA BASTA.

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Não recorra a bodes expiatórios

Se você não consegue enfrentar seus problemas econômicos, sociais, existenciais e afetivos não procure bodes expiatórios. Dê um tempo e descubra a zona de lucidez que ainda existe em seu cérebro. 

Os problemas econômicos são como um câncer, dependem da fase em que forem diagnosticados. Os sociais são como um diabetes, a primeira providência é uma dieta saudável. Os existenciais são como a AIDS, só um coquetel de remédios ajuda a minimizar seu sofrimento.  Já os afetivos são como a esquizofrenia, o mais indicado é procurar um especialista imediatamente por que, de fato, não há remédio que cure.  

sábado, 11 de abril de 2015

Não seja bucha da hipocrisia

Eu não me presto a esse jogo sujo puxado por quem não tem moral nenhuma de falar em corrupção. E só não aparece mal na fita por que tem a proteção da mídia.

Vendo o câncer antes

Como se sabe, a cura do câncer depende do estágio em que ele é descoberto. Com o sensor, seria possível vencê-lo em  quase todos os casos.
A cientista brasiliense Priscila Kosaka,desenvolveu uma técnica menos invasiva para detecção de câncer (Foto: Priscila Kosaka/Arquivo Pessoa


Membro do Instituto de Microelectrónica de Madrid há seis anos, a cientista brasiliense Priscila Kosaka, de 35 anos, desenvolveu uma técnica para detecção de câncer que dispensa biópsias e que consegue identificar a doença antes mesmo do aparecimento dos sintomas. O resultado vem do uso de um nanosensor com sensibilidade 10 mihões de vezes maior que a dos métodos dos exames tradicionais em amostras de sangue dos pacientes. A previsão é de que ele esteja no mercado em até dez anos e também seja utilizado no combate a hepatites e Alzheimer.

A pesquisadora explica que o sensor é como um "trampolim muito pequenininho” com anticorpos na superfície. Quando em contato com uma amostra de sangue de uma pessoa com câncer, ele “captura” a partícula diferente e acaba ficando mais pesado. Outras estruturas relacionadas à técnica também fazem com que haja uma mudança de cor das partículas, indicando que o paciente que teve o fluido coletado tem um tumor maligno. A taxa de erro, segundo Priscila, é de 2 a cada 10 mil casos.
“Atualmente não existe nenhuma técnica que permita a detecção de moléculas que estão em concentrações muito baixas e que coexistam com mais de 10 mil espécies de proteínas numa única bioamostra”, afirma. “Atualmente nenhuma técnica é capaz de encontrar a ‘agulha no palheiro’. Portanto, existe uma necessidade de tecnologias capazes de registrar moléculas individuais na presença de outras moléculas muito mais abundantes. E o nanosensor que desenvolvi De acordo com a cientista, novos estudos podem fazer com que o nanosensor também seja usado para identificar a que tipo específico pertenceria uma amostra cancerígena (gastrointestinal ou de pâncreas, por exemplo). Dados da Organização Mundial da Saúde estimam 21,4 milhões de novos casos de câncer em todo o planeta em 2030, com 13,2 milhões de mortes. Há mais de cem tipos da doença, e os mais comuns são de próstata, mama, cólon, reto e pulmão.
Entre os benefícios da técnica desenvolvida por Priscila está o fato de que a identificação pode ocorrer dispensando a biópsia e por meio dos exames rotineiros de check-up. A cientista conta que ainda é necessário que o sensor passe por novas fases de teste. Além disso, ela precisará de financiamento para os estudos. Um dos objetivos da pesquisadora é que o equipamento tenha um custo acessível e assim possa ser adotado amplamente pela população.
Leia mais CLICANDO  AQUI

Quanto custa uma ponte

video

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Uma questão de oportunidade


Tenho constatado que quem mais se exalta diante da corrupção dos outros é quem gostaria de estar se beneficiando dela. Porque em geral o juízo moral sobre o desvio de conduta é apenas uma questão de oportunidade.PEDRO PORFÍRIO

terça-feira, 7 de abril de 2015

Porrada na praça dos podres poderes


Pra vencer não carece ganhar

É triste morrer na praia

O outono que traiu a primavera

A menos que um milagre reverta a rendição, vamos ter que pedir a Deus para o pior não acontecer

 Uma cortina de desapontamento e tristeza desceu neste outono pérfido sobre milhões de brasileiros que confiaram seu voto a Dilma Vânia Rousseff naquele outubro primaveril inesquecível. O clima é da mais tensa perplexidade. Alguns deixaram correr lágrimas dos olhos, mas ainda cultivam fios de esperança como orvalhos da madrugada. Outros, porém, já foram para as ruas nos cordões de arrependidos e se juntaram aos semi-burgueses que querem virar a mesa, ainda no amargor de uma derrota emblemática. 
Ninguém está entendendo nada, nem mesmo o Frei Betto, ícone de uma esquerda de fé, que na infância conviveu com a presidenta na mesma rua de Belo Horizonte. “Assistimos ao começo do fim. O PT tende a virar um arremedo do PMDB”.  E foi mais além em seu desabafo contundente:  "Onde estão os líderes do PT que não tiveram um assombroso aumento de seu patrimônio familiar durante esses anos, a ponto de não se sentirem mais à vontade em uma assembleia de sem-teto, em uma aldeia indígena, em um fim de semana em um quilombola? Onde estão eles? Existem. São raros".

Cada dia é uma notícia pior do que a outra neste outono amargurante – haja coração. A última: Dilma chamou Eliseu Padilha para  seu gerente nas relações com o Congresso. Vem a ser do PMDB gaúcho, já foi carta de FHC e tudo o mais. Esperar o que? Tudo o que esse governo quer é um habeas corpus preventivo ante o titubeio proclamado do saco de gatos que dá as ordens por intermédio de Eduardo Cunha e Renan, dois biltres conhecidos. Padilha será mais um da tropa de ocupação comandada pelos  fulanos referidos.

 
São eles, mesmo?
Numa plenária de movimentos sociais, no fim de março, Lula deu um banho de água fria no que restava da resistência. Fez a defesa intransigente da rendição à direita do governo Dilma, sem apresentar nenhuma contrapartida para as forças progressistas. "Em resumo, ele disse que as pautas dos movimentos populares não serão atendidas,mas mesmo assim devem sustentar o governo" – escreveu por sua vez Carlos Bandeira no site Viomundo, de Luiz Carlos Azenha – "
Lula puxou o freio de mão no começo da subida da ladeira, minando o entusiasmo daqueles que desejam ir além da defesa do governo e querem ir pra cima dos inimigos do povo brasileiro". 
O que tenho a dizer é que nem eu estou entendendo nada.  E olha que eu estava cheio de amor pra esse segundo tempo do governo da ex-isso e ex-aquilo.   No entanto, sou obrigado a engolir a seco toda essa derrapada logo agora que havia votado no 13 pela primeira vez para não permitir o retrocesso incorporado pelo 45.  Tanto como tenho que fazer das tripas coração para não deixar que virem a mesa, abrindo caminho ao desconhecido, à revanche e a uma nova caça às bruxas. 
Corro para Luciana Genro e leio de sua lavra na revista CARTA MAIOR: "Nenhum setor da burguesia quer de fato o impeachment ou muito menos um golpe. Eles gostariam de ter derrotado o PT nas eleições, pois este partido já não consegue mais cumprir o papel de freio às lutas sociais, sua maior utilidade para garantir a aplicação dos planos econômicos capitalistas.

O filho legítimo da burguesia, Aécio Neves, era o escolhido para gerenciar os interesses do capital nesta nova etapa. Mas ele perdeu, e agora a instabilidade política gerada por um processo de impeachment não interessa à burguesia. O que eles precisam é de um governo completamente rendido, que aplique a fundo o ajuste. E ISTO ELES JÁ TEM".

Há muito, muito mesmo, não sentia medo. Agora tremo ao contemplar Dilma Vânia Rousseff rendida, sem o charme e a garra daqueles idos. Vejo o "pau-de-arara" de novo, os choques elétricos, os torturadores às gargalhadas chutando meu corpo nu, com muito mais ódio, mais sadismo do que naquele julho de 1969.

Os quase burgueses irados em meio às incertezas dos ganhos não se saciam com a mera capitulação. Eles querem botar a mão na massa. Querem aproveitar essa ruptura precipitada com o discurso de campanha para entornar o caldo. Não há sinais de resistência aos seus ímpetos. Os legalistas acreditam tão somente na falta de elementos jurídicos para a deposição. Mas os legalistas sempre se iludiram mesmo quando ventos uivantes batem em suas portas e abalam seus alicerces. Na hora do pega pra capar, como ensinou o coronel Passarinho, todos mandam os escrúpulos às favas.

Constato atordoado que quem perdeu venceu e quem venceu perdeu, uma tragédia semântica enervante.  Se não mudarem os próceres, darão as cartas pela imposição da fórmula reacionária, como se por acordos de não-cavalheiros.

Sobrará o quê, além de uma conta perversa para nós outros, os mortos vivos desses tempos de estelionatos sem pudor?

segunda-feira, 6 de abril de 2015

NÃO SEJA AFOITO

Todo gesto espontâneo é suspeito. Todo elogio inesperado traz consigo a desconfiança de que há outra intenção em suas palavras. Cabe-lhe decidir antes de festejar alguém: nestes tempos bicudos até palavras têm seu preço.

domingo, 5 de abril de 2015

POR QUE 0S EUA QUEREM DERRUBAR DILMA

VALE A PENA VER ESSE VÍDEO ATÉ O FINAL

Não tente usar os outros na sua raiva

Se você não está feliz, não faça como o co-piloto do avião alemão, que sacrificou outras 149 vidas na sua insensatez. Quem está com raiva por que perdeu devia saber que virar a mesa é um risco: a gente sabe como começa, mas não sabe onde vai chegar. Na dúvida, 
relembre 1964.

PERDER FAZ PARTE

Virar a mesa é um risco

sábado, 4 de abril de 2015

O fracasso da política de esculacho das UPPs nas comunidades pobres

Deixaram as ruas desguarnecidas e jogaram 10 mil policiais numa guerra cega contra populações criminalizadas
Eduardo de Jesus Ferreira, 10 anos, a última vítima
Essa violência sem fim em morros festejados como "pacificados" pela presença assustadora de policiais despreparados é o retrato mais exuberante de um grande fracasso – o da odiosa política de ocupação e humilhação das comunidades proletárias do Rio de Janeiro.
 Você deve estar lembrando da propaganda enganosa patrocinada pelo Sérgio Cabral: os bandidos tinham fugido dos morros à simples presença de aparatos policiais. Tendo à frente da Segurança Pública um delegado forasteiro, que quase nada conhecia do Estado do Rio de Janeiro e contando com o patrocínio "generoso" do então bajulado Eike Batista, as tais UNIDADES DE POLÍCIA PACIFICADORAUPPs vendiam à classe média do asfalto a ideia de que a criminalidade seria vencida esculachando as comunidades onde os bandidos se homiziavam.

Desde a primeira UPP, em dezembro de 2008, no Morro Dona Marta (e não Santa Marta como falam os altos funcionários do governo e uma mídia que não sabe de nada) o governo do Estado do Rio tem insistido nessa estratégia, com o que abandonou as ruas da cidade e transformou cada comunidade numa "faixa de Gaza" sob ocupação: COM ISSO, OS BANDIDOS PASSARAM A VENDER DROGAS NO SAPATINHO E NO DELIVERY, DISPENSANDO OS PRÓPRIOS APARATOS CONTRA INVASÕES DE RIVAIS, JÁ QUE A PM ESTAVA LÁ COM ESSE ESCOPO INIBIDOR.  (Escrevi várias colunas a respeito dessa "segurança de fachada", como você achará pelo Google).

Agora, já não há como esconder o tremendo fracasso dessa política que tentou desmerecer todo um esforço no sentido de levar cidadania às comunidades que abrigam milhares de trabalhadores, as quais tiveram um grande crescimento a partir das décadas de 60/70, quando da implantação do sistema financeiro de habitação pela ditadura, que tornou insuportável o custo dos aluguéis nas áreas urbanas.

Na década de 80, com os CIEPs, centros de educação pública integral, um novo horizonte se descortinou nessas áreas pobres. OFERECIA-SE INSTRUÇÃO COMO MELHOR ALTERNATIVA AO CRIME EM UM PROGRAMA OUSADO, NO QUAL A CRIANÇA PASSAVA O DIA NA ESCOLA (projeto que, a bem da verdade, foi boicotado não apenas pela Rede Globo, mas pelo PT, que travava uma queda de braço com o brizolismo pela hegemonia do campo popular).

Abraçando a visão das elites, que criminalizavam as comunidades pobres como santuários do crime, Sérgio Cabral mandou descer o cacete e espalhou "caveirões", sobretudo nas áreas de auto-suficiência econômica, com comércio próprio pujante, como na Rocinha, no Complexo do Alemão, no Jacarezinho e na Cidade de Deus.

Por muito tempo, essa política de UPPs encheu os olhos da classe média do asfalto e a especulação imobiliária aproveitou para valorizar imóveis do entorno das comunidades "pacificadas". Estatísticas não faltaram para dourar a pílula: não é difícil manipular os números diante de pessoas superficiais e acríticas.

Agora taí: a conta que vai sobrar pra gente. As comunidades "pacificadas" estão explodindo e tornando traumática a vida no entorno.  Usado por mais de 60 mil carros diariamente, o túnel Zuzu Angel, sob a Rocinha, é o maior emblema da insegurança epidérmica: quem passa por lá, a qualquer hora do dia ou da noite, tem a pressão elevada. 
Enquanto isso, as vítimas inocentes da militarização dos morros se sucedem numa cadeia cada vez mais crescente.  A última delas, o menino Eduardo Jesus Ferreira, mostra a certeza de impunidade de policiais sem treinamento, que também estão lá jogados na fogueira, numa espécie de "guerra santa" contra quem levantar qualquer suspeita. O garoto de 10 anos estava na porta de casa jogando no celular, que foi confundido por uma arma, segundo seu pai. 
Diante dessa tragédia que compromete definitivamente esse modelo de "segurança", o  governador Pezão disse que o Estado vai pagar o sepultamento do menino no Piauí, para onde a família quer retornar.


O mais é pura lorota, porque esse mesmo governador anunciou que vai mandar mais tropas para o Alemão, e policiais nervosos são o único pessoal de que dispõe o governador para lidar com as comunidades pobres.

A mentira da conveniência



Veja mais no nosso

quinta-feira, 2 de abril de 2015

NÃO SEJA BUCHA DE CANHÃO


Por incrível que pareça, eles querem trabalhar até os 75 anos. Por que será?


Ao longo da história, todos os trabalhadores e funcionários de todos os poderes  lutaram por uma jornada de trabalho justa e por um aposentadoria em tempo hábil.

Neste momento, por incrível que pareça, ministros, conselheiros de tribunais de contas, desembargadores e juízes estão forçando uma emenda constitucional para garantir mais 5 anos de trabalho, passando a aposentadoria compulsória dos ministros dos tribunais superiores de 70 para 75 anos.

Já conseguiram a aprovação da PEC da Bengala em primeiro turno na Câmara Federal. E apresentaram a matéria como uma forma de reduzir o número de ministros indicados pela presidenta Dilma Rousseff, embrulho  prontamente endossado pelos idiotas (ou espertos) da mídia. Pois esse pretexto é uma babaquice casuística, como se a emenda só valesse para os próximos 4 anos.

No Estado do Rio de Janeiro, a Assembleia Legislativa já aprovou em primeira discussão a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que amplia de 70 para 75 anos a idade máxima para a aposentadoria compulsória de servidores estaduais, além de membros do Tribunal de Contas do Estado (TCE), do Ministério Público e da Defensoria Pública.

Ganha uma dúzia de mariolas quem adivinhar por que esses magistrados querem  trabalhar tanto.

Quem sou eu

Minha foto
Jornalista desde 1961, quando foi ser repórter da ÚLTIMA HORA, PEDRO PORFÍRIO acumulou experiências em todos os segmentos da comunicação. Trabalhou também nos jornais O DIA e CORREIO DA MANHÃ, TRIBUNA DA IMPRENSA, da qual foi seu chefe de Redação, nas revistas MANCHETE, FATOS & FOTOS, dirigiu a Central Bloch de Fotonovelas. Chefiou a Reportagem da Tv Tupi, foi redator da Radio Tupi teve programa diário na RÁDIO CARIOCA. Em propaganda, trabalhou nas agências Alton, Focus e foi gerente da Canto e Mello. Foi assessor de relações públicas da ACESITA e assessor de imprensa de várias companhias teatrais. Teatrólogo, escreveu e encenou 8 peças, no período de 1973 a 1982, tendo ganho o maior prêmio da crítica com sua comédia O BOM BURGUÊS. Escreveu e publicou 7 livros, entre os quais O PODER DA RUA, O ASSASSINO DAS SEXTAS-FEIRAS e CONFISSÕES DE UM INCONFORMISTA. Foi coordenador das regiões administrativas da Zona Norte, presidente do Conselho de Contribuintes e, por duas vezes, Secretário Municipal de Desenvolvimento Social. Exerceu também mandatos em 4 legislaturas na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, sendo autor de leis de grande repercussão social.