segunda-feira, 23 de março de 2015

Porque Dilma está se ferrando

Ao dar pra atrás, ela não 
ganhou os "coxinhas" do lado de lá e ainda perdeu as massas do lado de cá
Não tenha dúvida: a companheira Dilma Rousseff está se ferrando por decisão própria. Algum cortesão idiota cantou a pedra errada e ela bancou, como se estivesse de porre. Por que não é de seu temperamento público perder o rebolado a troco de nada.

Só não vê isso quem não quer ou quem está puxando brasa pra sua sardinha. Ela viajou na maionese, achando que as urnas ofereceram um cheque em branco para qualquer alucinação. E que o mais se resolveria com o loteamento do governo entre os interesses representados por partidos degenerados, cooptáveis pela disponibilização de verbas às suas farras compensatórias.

Achou que enfrentaria os achacadores insaciáveis com a entrega do ouro ao bandido que acreditava mesmo era no surrado projeto monetarista da aliança opositora. Joaquim Levy foi feito Oliveira Salazar e assumiu o comando do governo sem saber mais do que as babaquices que se aprende em Chicago, onde o quente é sacanear os trabalhadores. Era um presunçoso aprendiz de feiticeiro.

Mas não sei por que cargas d'água a companheira Dilma deu pra trás e se submeteu aos feitiços jurássicos do Joaquim, ainda da alquimia do Milton Friedman, conselheiro econômico de Nixon, Ford, Ronald Reagan e do general Pinochet, que ganhou o establishment ao defender uma taxa "natural" de desemprego, afirmando que os governos que superassem o nível de emprego acima desta taxa aumentariam a demanda agregada e causariam uma aceleração da inflação.  

Acreditando que ainda se amarra cachorro com linguiça, por imposição do novo mago, a companheira Dilma pegou pesado em mais uma apoplética investida contra a previdência pública. E, valendo-se de 1.600 casos deploráveis num universo de 7,4 milhões de pensionistas, mudou as regras por Medida Provisória no meio do jogo, uma prática tão arbitrária como os casuísmos da ditadura. E que, no fundo, no fundo, tem por desiderato a desmoralização do nosso modelo previdenciário, ainda cheio de amor pra dar.

Queria o que? Se ela fosse apenas uma operária carismática, ainda se admitiria que comesse excrementos pelas mãos dos outros. Mas a dita cuja exibe canudos de papel logo na área da economia. Pode?

Servem-lhe mentiras e ela digere sem mastigar. O ministro da Previdência. O ex-sindicalista Carlos Gabo, declarou em 22 de fevereiro ao Estadão que os brasileiros vivem em média 84 anos: só se for a mãe dele. Ou a moçada dos olhos azuis cuidada  no Hospital Sírio e Libanês e na Casa de Saúde São Vicente.

A massa mesmo, a massa conterrânea, a massa periférica, fala sério, ministro, não dura lá essas coisas e ainda vai ser atochada na hora de pendurar as chuteiras.

Curioso é que na própria entrevista o ministro admite que os números da previdência são outros: "Nós temos um modelo de previdência urbana e rural. TIVEMOS NO ANO PASSADO CERCA DE R$ 35 BILHÕES DE SUPERÁVIT NA PREVIDÊNCIA URBANA. No rural, a política não foi pensada com premissa de ter superávit".

"Veja bem – destaca o ministro - falamos de 8,4 milhões de aposentados rurais que ganham um salário mínimo. Neste segmento a despesa cresceu bastante porque o salário mínimo cresceu muito. Essa política não tem objetivo de ter superávit, a conta não foi feita para fechar, tanto que a Constituição prevê a Cofins e a CSLL para servirem de fonte de renda para custear a previdência rural. Contabilmente nosso regime é equilibrado, mas a conta, depois que houve a unificação dos caixas no Tesouro, se misturou tudo. Tivemos uma arrecadação de R$ 5 bilhões com o rural e gastos de R$ 80 bilhões. A arrecadação da Cofins e CSLL é muito superior a essa diferença, mas isso não fica claro. Temos só que nos colocar de acordo com o pessoal do Ministério da Fazenda para ver como se transferem esses recursos. Não se pode pensar em “vamos cobrir o rombo”. Não tem rombo, entende?"

Então, vê-se que a companheira Dilma viu o galo cantar e não sabe aonde. E entrou na pilha do Joaquim Levy, mais um aborto de Chicago. E não é só isso já dito acima.

Falando ainda da nossa Previdência Pública, tem uma informação mantida na maior discrição pela corte e pela mídia patrocinada pela publicidade dos banqueiros. Vai ver que nem a Dlma sabe disso, por que é uma prisioneira de grilhões de lobistas sentados a seu lado. Pois agora fique sabendo:

A quantidade de contribuintes do INSS passou de 39,8 milhões em 2003 para 69,7 milhões em 2013, um crescimento de 74,8% em 10 anos, segundo números oficiais do próprio Ministério. Sabe o que isso significa? – mais arrecadação e é por aí que se chega ao sucesso, e não ferrando quem contribui com mais de 20% dos seus salários já para cobrir as pensões (que entre os militares, aliás, parecem intocáveis).

Por causa dessa e de mancadas semelhantes, Dilma ficou sozinha num mato sem cachorro. O seu PT até pensa em ir pras ruas, que trocou por milhares de prebendas,  boquinhas e granas para milhares de ONGs que mamam, não largam o osso, mas não estão nem aí pra socorrê-la.

Por isso, depois que sentaram as bundinhas no bem bom, os petistas e periféricos engordaram e ganharam panças protuberantes: pensar em vê-los nas ruas só mediante ajuda de custo pro sanduíche e assim mesmo os da raia miúda. A nova classe dirigente tem outras prioridades, segundo o fatalismo histórico: o pior quase rico é o que já foi quase pobre.

Honestamente, eu já não sei se a companheira Dilma conseguirá ser mais do que uma figura decorativa ante a articulação perversa dos 400 achacadores, comandados pelas figuras manjadas do Eduardo Cunha e Renan Calheiros. A vida é assim: se você se agacha aos bandidos, fica em suas mãos para o resto da vida. A nossa preclara presidenta não precisou de muito tempo para pôr sua credibilidade a perder depois de uma vitória suada nas urnas, cujo resultado é obrigação de todos defenderem.

Pra permanecer incólume, ela vai se valer da pobreza de opções, da firmeza dos defensores do Estado de direito, e da luta interna no arraial inimigo: Aécio está doido por uma bandeja em meio à confusão de agora. Mas o Alckmin sabe que daqui a 4 anos será a sua vez de  ir pras cabeças. Antes, não: suas portas serão fechadas.

Seja o que for, aqui estou para dizer o que penso, sem rabo preso, nem sonhos de boquinhas. Se a companheira Dilma, por um milagre, safar-se das amarras fisiológicas, requentarei meu voto, até porque todos os brasileiros precisam que seu governo dê certo -  do contrário será o caos.

domingo, 22 de março de 2015

PEDINDO CONSELHOS À RAINHA

JUNTE-SE A NÓS NESSE MOVIMENTO CONTRA A RENDIÇÃO DE DILMA AO EDUARDO CUNHA E SEUS 400 ACHACADORES

MUY AMIGOS

Dilma, quem diria, foi cair nos braços
 e nos abraços do Eduardo Cunha.

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sábado, 21 de março de 2015

SOU MAIS O CID GOMES

Eita cabra da peste macho
CLIQUE NA FOTO E VEJA O QUE EDUARDO CUNHA ENGOLIU
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O PRIMEIRO ATO DO GOLPE


Depois de postar esta montagem, por coincidência, fui ler o Jorge Bastos Moreno em O GLOBO deste sábado e deparei-me com  a seguinte abertura da sua coluna:

"GOLPE DE ESTADO NA DEMOCRACIA

Ao comunicar a Eduardo Cunha, em cima do ato, a demissão de Cid Gomes, Mercadante acabou dando posse oficialmente ao novo mandatário do país, o presidente da Câmara. O aviso de Cunha ao plenário da Câmara de que o algoz da casa fora defenestrado do governo foi no tom do "quem manda nessa bagunça desse país agora sou eu'.

No governo, talvez com  a rara exceção nem sempre explicitada da presidente Dilma, todos temem o Eduardo Cunha.

Até Joaquim Levy despacha semanalmente com Cunha. Com a diferença de que, ao contrário de outros ministros, que sucumbiram ao poder do presidente da Câmara, o faz pela imperiosa necessidade institucional exigida pelo cargo. Os outros por servilidade mesmo.

Com Governo e Congresso subjugados aos interesses nem sempre republicanos de Cunha, o país se sente estarrecido por estar sendo comandado por um dos principais investigados do maior escândalo da sua história".

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terça-feira, 17 de março de 2015

O dia que Gilmar sentou na ADIM das doações,que já tinha maioria no STF

Há um ano o ministro bloqueou decisão  que proibia expediente que mascara propinas e a mídia calou

No dia 2 de abril de 2014, seis dos onze magistrados do Supremo Tribunal Federal  votaram a favor da Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 4.650, proposta pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) – entre eles, o presidente Ricardo Lewandowski. Apenas um, Teori Zavascki, se manifestou contra. O número de votos favoráveis já havia definido a posição da corte.  No entanto, um senhor chamado Gilmar Ferreira Mendes, feito ministro no crepúsculo decadente do governo FHC,  em sintonia com todo esse ambiente que estamos vivendo hoje, resolveu protelar a decisão, ao pedir vistas. Daqui a 15 dias essa manobra abusiva fará um ano e não há sinais de que o ministro referido pretenda repor a matéria na pauta.

Ao sentar em cima do processo, Gilmar Ferreira Mendes, um mato-grossense baixinho, hoje com 59 anos, ofereceu a blindagem necessária para as espúrias doações privadas de campanha, de longe o caminho mais usado para o mascaramento das propinas nos serviços públicos, e não apenas na Petrobras.  Graças a ele, já em setembro de 2014 as doações para a campanha ultrapassavam  R$ 1 bilhão 130 milhões de reais, à frente delas as grandes empreiteiras e bancos privados.

O ministro Gilmar Ferreira Mendes fez uma senhora molecagem jurídica, abortou uma decisão que poderia inibir a corrupção eleitoral já nas últimas eleições e, no entanto, toda a mídia calou, mudou de assunto e não se falou mais nisso. Ao contrário, no seu afã de enganar os cidadãos de boa fé, propala que o fim desse instrumento de desfiguração do processo eleitoral vai depender de uma reforma política, cujos fundamentos ninguém conhece. Reforma que seria votada logo por quem chegou ao Parlamento e aos Executivos na aba de gastos milionários que tornam a disputa fatalmente desigual.

Esse silêncio cúmplice em relação ao boicote do ministro nomeado por Fernando Henrique Cardoso, a quem serviu antes como advogado geral da União, é o que se pode chamar de máxima expressão da hipocrisia. Ou alguém tem alguma dúvida sobre o nefasto dessas doações que têm idas e voltas?

Quem até hoje não deu um pio nessa blindagem de um expediente claramente corruptor tem moral para falar nos acontecimentos de hoje, cujas versões são claramente direcionadas segundo objetivos golpistas? Vamos lá, parceiro: o que você tem a falar a respeito?

Veja o que disse o cientista político João Roberto Lopes Pinto, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UniRio) e coordenador do INSTITUTO MAIS DEMOCRACIA: “O financiamento de empresas a campanhas políticas transforma o processo político em um negócio, com a lógica de captar recursos junto a empresas. Quando os partidos chegam ao poder, vão usar a máquina pública exatamente para beneficiar essas empresas em troca perpetuar essa mesma lógica. É realmente uma forma de deixar o sistema político refém do poder empresarial.”

É necessário ressaltar que o mascaramento de propinas sob forma de doações de campanha ocorre em todos os âmbitos: só o orçamento do Estado de São Paulo para 2015 chegou a R$ 205 bilhões, dos quais R$ 20 bilhões só para investimentos. Para entender o que isso representa, a Prefeitura de Fortaleza trabalha este ano com um orçamento total de R$ 6 bilhões e 432 milhões.

O certo é que a turma da pesada age de forma orquestrada, numa espécie de santa aliança demolidora. Essa turma é cínica: patrocina a manipulação das eleições e  subordina mandatos políticos a seus interesses, mas tem sempre um jeito de criminalizar seletivamente aqueles que possam estar atrapalhando seus assaltos bem burilados, por  não rezarem  conforme seu breviário do primeiro ao último versículo.

O silêncio cúmplice em relação à manobra do ministro Gilmar Ferreira Mendes não é a única expressão do carnaval de hipocrisias que faz de parcela da população exaltadas buchas de canhão. Por isso, voltarei a falar a respeito, caso por caso, nos próximos dias.

Confesso que esta cena me chocou: mas Fernanda é Fernanda

 Trabalhei com Fernanda Montenegro por alguns anos no início da década de 70 e devo muito a ela em ensinamentos e estímulos. Foi graças a ela que me tornei teatrólogo (8 peças minhas encenadas até 1982 quando com BRASIL, MAME-O OU DEIXE-O troquei o teatro e o jornalismo pela vida pública).
Fomos muito próximos e eu, que era seu assessor de comunicação, não tinha dúvida:nascida em Bento Ribeiro, Fernanda parecia diferente dos colegas. Terminava o espetáculo, ia direto para casa com o marido também ator Fernando Torres, ali na Lagoa. O pessoal de teatro, inclusive o meu amigo Jô Soares, costumava ir jantar na "Fiorentina", no Leme.

Ela tinha muita clareza sobre o momento em que vivíamos (eu havia passado um ano e meio preso nos anos 69 e 70, quando fui arrancado da chefia de Redação do jornal TRIBUNA DA IMPRENSA. Estava numa lista de indesejáveis porque a ditadura me odiava: uma auditoria da Marinha havia me absolvido por unanimidade). Foi graças a ela e à Sandra Cavalcanti, com quem trabalhara na Tv Tupi, que fui refazendo minha caminhada profissional.

Quando fiz meu primeiro trabalho com ela, uma comédia do Millor Fernandes, ela tinha 43 anos e era um tanto conservadora, uma postura semelhante a da Bibi Ferreira, com quem também trabalhei em O HOMEM DE LA MANCHA, que estreou o Teatro Adolpho Bloch.
Por todo um convívio, sempre vi na Fernanda uma atriz por natureza (fizera sua entrada no radioteatro em 1948, aos 19 anos, no mesmo ano em que começaram Chico Anísio e Silvio Santos, os 3 descobertos por Alfredo Souto de Almeida, uma figura sensacional, com quem também trabalhei na FOCUS PROPAGANDA).

Por todo esse histórico, curioso pela novela do meu amigo Gilberto Braga, tomei um choque quando vi a cena do beijo "lésbico". Mas segurei firme, depois de uma boa respiração: FERNANDA É FERNANDA e será sempre uma grande referência (faz 86 asnos em 16 de outubro, mesmo dia do nascimento do meu filho Vladimir, o mais velho, que completará 50 este ano). 

E por falar em filhos, sugiro que vejam a entrevista da minha filha GOGOIA SAMPAIO ao Jô Soares, depois de sua performance na versão nova da Saramandaia - https://www.youtube.com/watch?v=0TMn5Nn5mtY

Falei tudo isso por que vou fazer 72 anos nesta quarta-feira, vencendo um câncer mau caráter e de bem com a vida.

Em tempo: Antes da estreia da novela, Fernanda Montenegro comentou a relevância do casal na trama de Gilberto Braga: “Os conservadores vão ter que nos aturar”. Em entrevista à colunista do DIA, Flávia Muniz, o também autor de ‘Babilônia, Ricardo Linhares comentou que as cenas de carinho entre as personagens Estela e Teresa serão frequentes: “Há várias situações de beijinhos entre elas, com naturalidade de casal”. No capítulo que irá ao ar na quarta-feira, o casal irá oficializar a união, e o público verá mais uma cena de beijo. Normal, como qualquer casal.

segunda-feira, 16 de março de 2015

Gritos das ruas a gente sempre ouve

Manifestação de "coxinhas", "brancos" e das elites mostrou mais pujança do que a da CUT, MST e UNE

"Só tive certeza de que estava no lugar certo e na hora certa quando vi Bolsonaro ser vaiado e impedido de subir num carro de som, durante as manifestações em Copacabana, no Rio de Janeiro. Não teve político discursando. Uma minoria de gente boba pedindo intervenção militar. Grito de impeachment abafado, porque as pessoas, em Copacabana, estavam lá por diversas razões que não somente essas". 
Mariliz Pereira Jorge (UOL)
Que me perdoem os parceiros de travessia, mas depois das manifestações deste domingo, a presidenta Dilma Rousseff tem duas opções impostergáveis:

1. Renuncia e transfere o governo para o Michel Temer, o Eduardo Cunha e o Renan Calheiros; ou, num pinote maior, ao Aécio Neves, Ronaldo Caiado e capitão Bolsonaro; ou ainda a uma junta militar de generais, almirantes e brigadeiros.

Ou então

2. Assume de vez o governo em sintonia com seu discurso de campanha e chama a si as responsabilidades de implementar um programa que enfrente a crise com uma receita consequente não recessiva. Isto é, que volte atrás na rendição à velha fórmula de ferrar o povo e poupar os especuladores, o que foi uma indefensável capitulação, principalmente no caso das pensões que lesam milhões de brasileiros.

Sejamos sensatos: as passeatas que somaram milhares de pessoas podem ter sido "coisas de brancos da classe média", mas aconteceram. Tiveram mais gente do que as contingenciadas manifestações da sexta-feira, 13, convocadas pela CUT, MST e UNE. Se são os brancos e "coxinhas" agora os donos da rua, se faltou massa na defesa da Dilma, isso foi consequência de todo um processo de desfiguração dela própria. 

Quem vai sair por aí para defender governo que ferra preferencialmente os futuros pensionistas e esquece a boa vida dos "rentistas" e dos afortunados, que pagam uma merreca de impostos enquanto o governo "popular", a exemplo do que aconteceu no passado com os tucanos, se recusa até mesmo a uma atualização da tabela do imposto de renda?

Fala sério, parceiro. Em dezembro, antes de entregar o ouro ao bandido, o Ibope da Dilma era superior a 43%. Se ela se entregou ao Bradesco e deu carta branca ao Joaquim Levy, subordinado do presidente Luiz Carlos Trabuco, a quem ela implorou para assumir o Ministério da Fazenda, o que se podia esperar de nós outros? Dilma jurou de pés juntos que não faria nada que prejudicasse os mais ferrados e fez exatamente o contrário.

Graças a sua injustificável guinada, os reacionários derrotados ganharam fôlego. Voltaram ao ataque certos de que não teriam obstáculos. Dilma, Lula e o PT acharam que blindariam o governo entregando ministérios e prebendas à fina flor da picaretagem parlamentar, garantindo a vitória do Renan no Senado e compondo, depois de uma derrota e de forma desfavorável, com o Eduardo Cunha, tutti buona gente.  Achavam que bajulando o agro-negócio da Kátia Abreu e facções evangélicas a quem confiaram o Ministério dos Esportes ganhariam a proteção de Deus contra ventos e trovoadas.

Dilma se esqueceu que o meu voto, como o de milhões de brasileiros, foi muito mais contra a penca da privataria do que a favor dela. Para conquistar de fato a confiança dos  milhões de eleitores eventuais teria que resgatar todos os sonhos e todas as esperanças da primeira semente, que não era transgênica e não assimilaria enxertos.

Esqueceu o velho dito popular: os inimigos não mandam flores. E de recuo em recuo, de concessão em concessão, ficou sozinha no mundo. Pior: virou refém do crime parlamentar organizado e revelou um temor terrível do Judiciário, ao ponto de até hoje não ter indicado um ministro para cargo vago no Supremo há 9 meses.

Disso se valeram as quadrilhas golpistas que, como já foi dito, estão na bronca por que, bem ou mal, com as bem sucedidas políticas compensatórias de ocasião, uma grande massa de desvalidos melhorou de vida e fez minguar o exército dos subalternos de baixo custo. No entanto, esses afortunados chiam de barriga cheia, por que nunca em tempo algum os banqueiros encheram tanto as burras, nunca foi tão mole viver da especulação financeira, o que levou milhares de pequenos e médios empresários a fecharem seus negócios para viver de "aplicações".

O pior que pode acontecer é fechar os olhos para a realidade. É baixar-se ainda mais às exigências dos donos do mundo e pactuar uma governança tutelada. O PT já não tem o mapa das ruas, mas o povo ainda não caiu de costas nas garras dos seus opressores.

Reverter esse quadro deprimente é possível. O brasileiro em geral é governista, digo isto há décadas – os governos é que não são povistas.  Só que também é sensível ao bombardeio das mídias intrigantes e cede fácil às fofocas repetidas em escala pela imprensa falada, escrita, televisada e, principalmente, internética.

Por tal, Dilma, Lula e o seu partido não têm escolha. Embora já nos acréscimos, ainda podem reconciliar-se com a moçada decepcionada. Podem, sim, desde que refaçam tudo, parem de fingir e assumam as verdadeiras mudanças estruturais, começando pela reforma agrária congelada hipocritamente e investindo naquilo que torne menos injusta a pirâmide social.

Para isso, não vale oferecer migalhas, quinquilharias e bugigangas. Há milhões de desempregados e subempregados numa tragédia tão patética que hoje os idosos são cabeças da renda familiar de quase metade dos nossos lares.  E uma boa parte desses desempregados, sustentados pelas aposentadorias e pensões dos avôs, ostentam diplomas universitários, exibindo o mais grave corpo de delito da falta de políticas públicas competentes.

Sei que é difícil fazer chegar essa reflexão à "companheira Dilma", que só tem ouvidos e olhos para os cortesãos mais afeitos ao "sim, senhora". Mas alguém tem que acender a luz vermelha. As elites estão cheias de si e vão continuar na ofensiva: já programaram outra manifestação para 12 de abril. Como disse o Aécio, ansioso por qualquer coisa que o ponha de cara pro gol, os protestos dos "coxinhas" estão apenas no começo.

Eles já derrubaram um presidente sem dar um tiro e levaram outro ao suicídio. E os dois realmente estavam  pagando pra ver. Pagaram e ficaram no prejuízo. 

sábado, 14 de março de 2015

Os limites do confronto

Num momento extremamente grave para o país o pior que pode acontecer é perder a serenidade


Já que os políticos patrimonialistas de todos os matizes não conseguem comportar-me decentemente e tudo o que querem é extrair ouro de seus mandatos, os cidadãos mais indignados e mais responsáveis estão tomando a si a tarefa de enfrentar o imbróglio que está semeando um impasse desastroso, com efeitos negativos tão dramáticos como naqueles longos anos de arbítrio, paralisia e retrocesso.
Articulado com os bolsões golpistas, o capitão Bolsonaro, agressivo
por índole, já pediu o impeachment da presidenta
Nesta sexta-feira 13, os movimentos sociais deram seus primeiros passos nas ruas com o fito de matar uma grande xarada: defender o respeito à recente manifestação das urnas e protestar contra os inesperados escorregões da presidenta Dilma, que cedeu às velhas receitas amargas contra as quais fez juramentos alegóricos que balizaram sua vitatória suada.

Agora, serão seus opostos que farão suas manifestações, convocados por algumas pessoas, através da internet e com o apoio da mídia. Neste caso, são vários e conflitantes os objetivos, mas o mais protuberante é o que pede o impeachment para presidenta reeleita em outubro, com a clara ostentação de um sentimento amargo de revanche, permeado por um ódio de classe e um ressurreto discurso ideológico, acrescido de provocadoras incitações às Forças Armadas.

Isso acontece no mesmo momento em que adversários radicalizados jogam pesado contra os governos eleitos de Nicolás Maduro, na Venezuela, e Cristina Christner, na Argentina. Tudo dentro de um ambiente que interliga forçosamente os conflitos nos três países, indicando o DNA dos mesmos interesses nos países com maior peso econômico da América do Sul, hoje.

Acontece também no contexto de uma aproximação com a China, a enigmática e surpreendente meganação que já se transformou na principal parceira comercial do Brasil, Argentina, Venezuela e outra centena de países, com previsão de que será a maior e mais pujante economia do mundo dentro de poucos anos.

Mais do que qualquer outro país, o Brasil registra níveis de alta vulnerabilidade ante o espectro da instabilidade política. Por todo um descaminho de responsabilidade ostensiva das elites agressivas já se pode constatar uma perigosa divisão confrontal, tanto no mapa geográfico, como nas classes sociais.

Contra a própria política do governo petista, identificada com a estratégia das organizações “reformistas” ligadas ao grande capital internacional, os bolsões hiperradicalizados dos guardiões da pirâmide social estão forçando uma perigosíssima ruptura do processo institucional, como se ainda houvesse nitroglicerina par repetir o golpe de meio século atrás.

É claro que o centro manipulador do comportamento político de uma camada social instável e insegura por natureza tem sabido dar um verniz palatável aos impulsos de indignados pontuais e de ocasião.

No entanto, foi muito feliz Róber Iturriet Ávila, em artigo na revista Carta Capital:  

“Evidentemente, existem elementos factuais dos governos Lula e Dilma que causaram desconforto e indignação a todos os cidadãos. Contudo, é preciso muita inocência para imaginar que as manifestações contra o governo são incentivadas pelo descontentamento com a corrupção, pela elevação do preço do combustível ou da energia. Quem tem conhecimento histórico e compreensão profunda da sociedade não ignora a ojeriza existente a um programa que garante R$ 35,00 para os pobres. O ódio não é ao PT”.

Criou-se um clima de confronto abissal entre parcelas do povo que, sem exceção, precisam de muita calma nesta hora, eis que apostar no incêndio do circo vai espalhar fagulhas sobre todos. O momento é muito grave para estar sujeito ao maniqueísmo alimentado por predadores mesquinhos, torpes e insaciáveis. Exige lucidez e visão serena sobre os riscos de um desdobramento inconsequente, sonho de consumo de fracassados esquizofrênicos facciosos e suicidas.

Nunca é demais lembrar que prudência e copo d’água nunca fizeram mal a ninguém. O primeiro passo neste momento é desarmar os espíritos belicosos e resgatar a serenidade. Esses cidadãos que soltam os gritos parados no ar não se podem confundir com os delinquentes políticos, que querem manter as práticas da dilapidação em causa própria.

Aos que vivem decentemente do suor do seu rosto e da esperança cabe a palavra decisiva nessa travessia desafiadora. 

terça-feira, 10 de março de 2015

Porque o ódio não compensa

Quem diria: essa zorra toda é bronca de uma elite paranóica que quer manter a pirâmide social injusta

"O panelaço nas varandas gourmet de ontem não foi contra a corrupção. Foi contra o incômodo que a elite branca sente ao disputar espaço com esta gente diferenciada que anda frequentando  aeroportos, congestionando o trânsito e disputando vaga na universidade" - Juca Kfouri.

São tão fartas, férteis, variadas e diversas as fontes de inspiração e referência que não sei nem por onde começar esta necessária reflexão que pretendo dividir com vocês. Mas uma coisa posso adiantar: estamos vivenciando um novo impasse, de conteúdo bestialmente explosivo, que decorre da mais trágica linha de pobreza – a do conhecimento pífio, do sentimento mesquinho, da ausência de grandeza e do baixo nível dos conflitos à tona, movidos por idiossincrasias amargas, vaidades incontroláveis e ambições insaciáveis.

Felizmente, mais cintilante do que os espirros da intolerância alcança-nos um abrangente potencial informativo. Mais do que a idiotia manipulada há mentes lúcidas e sensatas, há escritos que refletem oportunas percepções e há um punhado de gente bem intencionada à cata da razão.

Pode até ser que a indústria da imbecilização venha crescendo nos ambientes amofinados pela dúvida quanto à sua própria natureza.  Pode até ser que uma mídia endividada, em queda livre, e à beira de um ataque de nervos venha conseguindo compartilhar seu fracasso crepuscular com hordas de paranóicos infelizes, atormentados por imaginados arrastões da história, temerosos de um amanhã longe da Disney e destituídos dos prazeres vitais que lhes distancia do orgasmo, matriz de vida, e das paixões românticas que tanto enlevam.

Pode, mas os feixes de luz da serena lucidez municiam os cérebros resistentes à lobotomia virtual e abastecem o arsenal da razoabilidade. O processo histórico é inexorável e titânico. O que tem de ser será, não há cabra macho capaz de conspurcar o destino.

Toda essa celeuma eivada de imposturas e maquinações não se sustenta à luz do dia. Não serão a amargura tétrica de seres emasculados e nem a tramóia dos interesses espúrios que vão prosperar em suas felonias esquizofrênicas.

Canastrões de encenações grotescas não conseguem mais do que o ridículo de uma caricatura monstruosa – vejam a farsa do panelaço midiático de barrigas cheias nas varandas dos enforcados de alto luxo. Meia dúzia de 3 ou 4 gatos pingados não são o povo de indignações outras. São, sim, ostensivamente, o espelho quebrado de uma decadência deprimente.
Hoje eu diria que não é o governo da angustiada Dilma Rousseff que está na berlinda.  E não é tampouco o arcabouço institucional. A grande tragédia está no imbróglio que o velho Bresser Pereira, economista e empresário da cepa social-democrática, expressa em seu novo livro: "O PACTO NACIONAL-POPULAR ARTICULADO PELOS GOVERNOS DO PT DESMORONOU PELA FALTA DE CRESCIMENTO. SURGIU UM FENÔMENO NOVO; O ÓDIO POLÍTICO, O ESPÍRITO GOLPISTA DOS RICOS".
É custoso contestar o materialismo histórico de Karl Marx, mas o psicanalista William Reich e filósofo Herbert Marcuse, obras ainda à mão, nos oferecem a bússola: quando o homem perde a ternura e parte para a ignorância, com epítetos como "vaca" em alusão à chefa do Estado nacional, falta-lhe mais do que um Chateau Margaux à mesa. É na cama que reside a causa de sua agressividade torpe, como é também na relação desfigurada com filhos viciados na pior das drogas, o consumismo exibicionista; e com seus vizinhos na competição de mostruários.


Monta-se um cenário tragicômico de embate para uma nova batalha de Itararé, esquecendo que 64 já era – já não há barbudos cubanos como assombração, nem carece de exorcistas na mudada santa madre igreja

Essas elites sem pudor não  teriam  nem de que reclamar hoje em dia, por que a Dilma e o PT estão longe da intrepidez ousada dos órfãos de Hugo Chávez, ou do duelo frontal de Cristina Christner, ou mesmo da conduta altiva do índio Evo Morales.   Tanto que por um infortúnio histórico deram um longo passo atrás, traindo, sim, quem votou no avanço almejado.

Não é certo nem, ao contrário do que escreveu Juca Kfouri, que os governos do PT defendem os pobres contra os ricos, por que em seu breviário esse conflito não existe: foi trocado por políticas compensatórias pertinentes que, no fundo, fazem uma estratégica acomodação das camadas sociais. Não se pode reputar de esquerda um governo que abandonou a reforma agrária e confiou o Ministério da Agricultura à magnata do latifúndio.

Mas o que produz nitroglicerina na "elite branca" é ser derrotada seguidamente por um "pau de arara" sem diplomas que exerce uma magnética liderança sobre as massas.  E mais ainda: é duro para a ala medieval das classes dominantes ver a tropa perfilar-se ante aquela que um dia levou muita porrada em seus porões. Isso politiza a inveja mesquinha e faz de um perdedor um terrorista sem os colhões e o fanatismo daquela figura que a caricatura de Chico mostra de olho no pescoço da ex-prisioneira da ditadura.

Fico por aqui, por hoje, para não lhe cansar, mas certamente ainda voltarei a essas reflexões, livre do trauma mais deletério, o maniqueísmo. 

domingo, 8 de março de 2015

Cagando e andando

Nada diferente se pode esperar de um valhacouto escatológico em que transformaram podres poderes

"Estou cagando e andando, no bom português, na cabeça desses cornos todos" – João Leão, vice-governador da Bahia, fez essa declaração por escrito sobre sua inclusão na lista do propinoduto da Petrobrás. 
Sem usar dessas palavras chulas, Eduardo Cunha, enterrado até o pescoço em trapaças,  não foi nem um pouco sutil: “Sabemos exatamente o jogo político que aconteceu. O PGR agiu como aparelho visando à imputação política de indícios como se todos fossem participes da mesma lama".

Já Renan Calheiros, salvo pelo voto secreto da cassação em 2007, disse que vai montar uma CPI para investigar o Ministério Público, como represália por ter seu nome da lista de Janot. Naquele ano, ele renunciou à presidência do Senado depois que Mônica Veloso, ex-amante e mãe de uma filha sua, fez revelações chocantes: era um lobista da empreiteira Mendes Junior quem bancava todas as suas contas em nome do dito Renan.Ele ficou senador no sapatinho, foi reeleito em 2010 e voltou triunfal ao comando da "câmara alta". Isso, aliás, ressalte-se, com o apoio da "base aliada" encabeçada pelo PT.

 O capo de todos eles, José Sarney, escreveu em seu jornal no Maranhão, que sua filha Roseana Sarney entrou na lista por vingança. Só que foi exatamente com a prisão do doleiro Alberto Youssef em São Luiz, há um ano, que tudo começou. Ele foi pego com a mão na massa quando tinha ido levar R$ 10 milhões para a então governadora a fim de liberar o pagamento de R$ 113 milhões para o grupo UTC/Constran.

Antes mesmo de iniciar os 49 inquéritos autorizados pelo Supremo Tribunal Federal, o Procurador Geral da República afirmou ter coletado “indícios sólidos de participação nas empreitadas criminosas” dos presidentes do Senado e da Câmara.

Renan e Eduardo Cunha são os modelos mais emblemáticos de como se usa um mandato parlamentar para encher as burras. São os líderes das duas casas do Congresso, de onde se constata sem maiores sofrimentos: aquilo ali virou um valhacouto da pesada.

Essa lista está incompleta. Como Sérgio Cabral conseguiu escafeder-se se seu nome foi um dos primeiros citados pelo delator Paulo Roberto Costa? Como incluíram o ex-governador Anastasia e livraram a cara do seu criador Aécio Neves?  Aí tem truta, ah isso tem. Como reduziram a uma  pálida sindicância o pedido de investigação dos governadores Pezão e do Tião Viana?

Como o Ministério Público vai conseguir investigar os chefes das duas casas do Legislativo se eles permanecerão nos seus cargos com a faca e o queijo na mão e um poder de fogo mil vezes superior ao dos promotores? Comandando o Legislativo os dois suspeitos têm bala na agulha para paralisar a República, isso todo mundo sabe.

Nestas horas Renan e Cunha devem estar encostando a Dilma contra a parede, com o aval dos 400 achacadores citados por descuido pelo ministro Cid Gomes. A mídia que já tinha feito dos dois os novos heróis de suas falácias também entrou em pânico e, como aliada assumida do PSDB, vai descarregar mais munições para trazer de novo ao proscênio a ideia do impeachment da presidenta.  Mudar de assunto é um velho truque que se usa quando se fica mal na fita.

Aliás, com que moral querem fazer manifestação contra ela, contra quem não se levantou nada, enquanto apoiam os chefes flagrados do Legislativo?

Brasília é hoje literalmente uma zona onde os gigolôs dos podres poderes põem suas unhas de fora sem qualquer recato. É um monumento vivo ao cinismo, à hipocrisia e ao desvio de conduta, comprometendo, infelizmente, a própria liturgia da democracia representativa.

Se esse João Leão, cujo filho Cacá é membro da CPI da Petrobrás, declara que está cagando e andando para a inclusão do seu nome numa lista ainda tímida de suspeitos certamente não é o único a ter a mesma atitude.

E ele não teria sido tão sincero se essa não fosse a marca de um valhacouto que aposta todas as suas fichas no poder de extorsão de um mandato parlamentar forrado na impunidade ampla e irrestrita. Até por que, insisto, a propinagem não é exclusiva dos negócios apontados nesse escândalo recente. E não envolve apenas deputados e senadores. A empreiteira Camargo Corrêa que o diga: não faz muito, desmontou a Operação Castelo de Areia no STJ alegando que as fartas provas de sua ação corruptora foram obtidas a partir de escutas ilegais.

O que vem por aí só Deus sabe. Mas boa coisa certamente não será. O perigo disso tudo é sobrar pra quem não tem nada com os excrementos desse covil escatológico. Enquanto isso, as revistas de sacanagem estão faturando adoidado dentro do clima pornô a que chegamos, dando capas com personagens ligados ao escândalo.

Dê uma lidinha na matéria do site Acesse Bahia:

http://www.acessebahia.com.br/capa-da-g-magazine-tambem-sera-com-amante-de-alberto-youssef


O Deboche é perigoso

Como um conselho amigo, sugiro também a leitura do artigo do senador Cristovam Buarque O Deboche é perigoso.

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Jornalista desde 1961, quando foi ser repórter da ÚLTIMA HORA, PEDRO PORFÍRIO acumulou experiências em todos os segmentos da comunicação. Trabalhou também nos jornais O DIA e CORREIO DA MANHÃ, TRIBUNA DA IMPRENSA, da qual foi seu chefe de Redação, nas revistas MANCHETE, FATOS & FOTOS, dirigiu a Central Bloch de Fotonovelas. Chefiou a Reportagem da Tv Tupi, foi redator da Radio Tupi teve programa diário na RÁDIO CARIOCA. Em propaganda, trabalhou nas agências Alton, Focus e foi gerente da Canto e Mello. Foi assessor de relações públicas da ACESITA e assessor de imprensa de várias companhias teatrais. Teatrólogo, escreveu e encenou 8 peças, no período de 1973 a 1982, tendo ganho o maior prêmio da crítica com sua comédia O BOM BURGUÊS. Escreveu e publicou 7 livros, entre os quais O PODER DA RUA, O ASSASSINO DAS SEXTAS-FEIRAS e CONFISSÕES DE UM INCONFORMISTA. Foi coordenador das regiões administrativas da Zona Norte, presidente do Conselho de Contribuintes e, por duas vezes, Secretário Municipal de Desenvolvimento Social. Exerceu também mandatos em 4 legislaturas na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, sendo autor de leis de grande repercussão social.