quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

E por falar em carnaval


A vitória da Estácio de Sá no grupo de acesso me traz à lembrança o meu casamento em sua quadra, em março de 1992. Na época, eu era Secretário Municipal de Desenvolvimento Social e a quadra da mais antiga escola ficava ali, onde hoje está o Centro de Convenções da Sul América, próxima à Prefeitura.
 Eu já havia conseguido aquele espaço antes do carnaval. Deu sorte. A Estácio ganhou o título máximo de 1992. Na mesma festa, o Padre Júlio batizou o Pedro Ivo na Igreja próxima, já com 4 anos. E a Fátima casou de barriga do Pedro Igor, que nasceria em julho daquele ano. Com ele, completaria os 4 filhos: os dois do primeiro casamento já estavam na luta. Hoje são grandes vencedores: o filho como jornalista e marqueteiro em Brasília e a filha com figurinista da TV Globo. 

De lá partimos para a conquista do meu primeiro mandato como vereador da cidade do Rio de Janeiro. Na época, o governador Leonel Brizola foi o padrinho do Pedro Ivo, enquanto o prefeito Marcello Alencar foi o de casamento.Para incrementar mais a alegria de quase 5 mil pessoas, Elza Soares e Dominguinhos do Estácio fizeram apaixonantes apresentações na condição de amigos, sem cobrar um tostão.
Meu envolvimento com o grande espetáculo não parou por aí. Em 2000, ano do V Centenário do Brasil, desfilei em 3 escolas: Portela, União da Ilha e Unidos do Jacarezinho (esta no grupo de acesso). E por falar, também fiz parte da equipe de dez autoridades que coordenou a estréia do Sambódromo em 1984, quando havia muita pressão e dúvidas até sobre a segurança da obra, feita em tempo recorde.
Naquele tempo, não eram os bicheiros que administravam o carnaval, coisa que só veio a acontecer quando Cesar Maia assumiu a Prefeitura e decidiu "entregar o ouro aos bicheiros".

Agora que a Estácio volta mais uma vez para o grupo especial com um enredo sobre os 450 anos da cidade, espero que nos brinde sobre um grande carnaval em 2016, ano marcante por ser o das Olimpíadas. 
De preferência, sem patrocínios espúrios.

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Quem sou eu

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Jornalista desde 1961, quando foi ser repórter da ÚLTIMA HORA, PEDRO PORFÍRIO acumulou experiências em todos os segmentos da comunicação. Trabalhou também nos jornais O DIA e CORREIO DA MANHÃ, TRIBUNA DA IMPRENSA, da qual foi seu chefe de Redação, nas revistas MANCHETE, FATOS & FOTOS, dirigiu a Central Bloch de Fotonovelas. Chefiou a Reportagem da Tv Tupi, foi redator da Radio Tupi teve programa diário na RÁDIO CARIOCA. Em propaganda, trabalhou nas agências Alton, Focus e foi gerente da Canto e Mello. Foi assessor de relações públicas da ACESITA e assessor de imprensa de várias companhias teatrais. Teatrólogo, escreveu e encenou 8 peças, no período de 1973 a 1982, tendo ganho o maior prêmio da crítica com sua comédia O BOM BURGUÊS. Escreveu e publicou 7 livros, entre os quais O PODER DA RUA, O ASSASSINO DAS SEXTAS-FEIRAS e CONFISSÕES DE UM INCONFORMISTA. Foi coordenador das regiões administrativas da Zona Norte, presidente do Conselho de Contribuintes e, por duas vezes, Secretário Municipal de Desenvolvimento Social. Exerceu também mandatos em 4 legislaturas na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, sendo autor de leis de grande repercussão social.