quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Ocultação de provas

Com Aécio em maus lençóis, TCE-MG tirou site do ar e voltou sem relatório que mostra sua roupa suja
“Tribunal tentou dar o golpe para proteger o Aécio” - diz deputado.

publicado em 15 de outubro de 2014 às 21:04

por Conceição Lemes

No debate da Band realizado nessa terça-feira 14, a candidata petista Dilma Rousseff cobrou do candidato Aécio Neves, do PSDB, por que os seus governos e os de Antônio Anastasia deixaram de investir R$ 16 bilhões na Educação e na Saúde.

Aécio negou. Disse que  as prestações de contas tinham sempre sido aprovadas.

Dilma sugeriu então que os telespectadores consultassem o site  do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG), para saber quem estava falando a verdade.
Quem tentou descobrir quem estava mentindo, bateu com a cara na porta. Surpreendentemente, o site festava fora do ar.

Até hoje 15, às 10h, o site não tinha voltado  a funcionar. Tanto que o deputado estadual Rogério Correia (PT-MG) denunciou o caso na Assembleia Legislativa.

Nessa altura, Rogério Correia não sabia de outra surpresa, embora premonitoriamente já a antevia.

Hoje, quando o site do TCE-MG voltou a funcionar, os relatórios das contas governamentais do Estado, que comprovam as denúncias de Dilma, tinham desaparecido.

A menção a esses relatórios, pelo ex-governador Aécio Neves, ocorreu de forma irresponsável e distorcida. As aprovações das prestações de contas sempre foram dadas com ressalvas, indicando que, por sucessivas vezes, as gestões de Aécio e Anastasia não aplicaram o mínimo constitucional na saúde e na educação, usando diversos artifícios contábeis para chegar aos 12% (saúde) e 25% (educação). O valor  que deveria ser investido nessas duas áreas chega a R$ 16 bilhões.

A atitude do TCE-MG constitui grave violação do princípio da publicidade e reforça condutas abusivas e de censura dos tucanos de Minas. Comprova o aparelhamento do Estado e o medo da transparência.

Esconder os relatórios só confirma o óbvio: governos tucanos em Minas Gerais desviaram recursos da saúde e da educação!

Eles comprovam a não-aplicação do mínimo constitucional em Saúde e Educação por todos estes anos, resultando num déficit de cerca de 8 Bilhões de Reais para cada um destes setores em Minas Gerais.


Os relatórios estavam no site do TCE-MG até, pelo menos, segunda-feira. Foi quando o Minas Sem Censura acessou-o e fez o download dos disponíveis: 2006 a 2012.  Eles estão aqui:
Há pouco, por volta das 20h desta quarta-feira, sem qualquer explicação do TCE, os relatórios voltaram a aparecer no seu site.

“O Tribunal tentou dar o golpe, para proteger mais uma vez o Aécio”, denuncia Rogério Correia. “Se deu mal. A pressão foi tanta que foi obrigado a disponibilizar, de novo, os relatórios comprometedores.”


Detalhe 1. Quase todos os conselheiros do TCE-MG foram indicados por Aécio, o que explica a subserviência  do órgão ao candidato do PSDB à presidência da República.

Detalhe 2: No ano passado, o TCE recebeu de presente R$50 milhões a mais da Assembleia Legislativa de Minas, que é comandada por tucanos.“Dos recursos  do orçamento disponibilizados para Assembleia sobraram R$ 50 milhões”, observa  Correia. “Em vez de devolver ao governo, como fazia todo o ano, ela repassou ilegalmente os  R$ 50 milhões para o TCE.”

5 comentários:

  1. ELISA BRUM11:19 AM

    Se agora o candidato tucano se utiliza desses subterfúgios, o que esperar dele como Presidente? É a velha política dos aliados que se protegem e blindam o acesso dos cidadãos às informações. Nada que a política de transparência da Dilma não anule!

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  2. Durante o debate o sorriso do candidato tucano amarelou, não contava com a firmeza da presidenta Dilma, que sabe o governo que faz e que quer continuar fazendo em favor das causas sociais. Dilma 13

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  3. Sérgio Amorim4:14 PM

    Não li essa matéria nem vou perder meu tempo. Sei do seguinte: tenha roubado o que for, Aécio e sua gang não chega aos pés de Dilma & Cia., em matéria de roubalheira. A começar pelo "grande líder" Sapo Barbudo, um mecânico analfabeto que só poderia dar certo num país de miseráveis, como é o Brasil. E pelo visto continuará indigente.

    Seja com Marina (que já foi), seja com Dilma et caterva, seja com Aécio e o tucanato que rouba de smoking, o brasileiro continuará a ser roubado. Aqui no Rio, a situação é mais desesperadora ainda. Será eleito o Clonão, que roubou junto com o Cabral, ou o Crivella, pastor de uma igreja sem escrúpulos.

    Como votar é preciso, prefiro trocar de bandido, seja no plano federal, seja no estadual. Pelo menos serve para quebrar a hegemonia e dar trabalho aos neo estabelecidos em montar o maquinário que atende ao seus fins. Enquanto preparam o campo, o povo folga.

    Defender Dilma é compactuar com tudo isso de ruim que estamos vendo. Ou os fanáticos dirão que é miragem?

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    1. Tudo de ruim que estamos vendo no momento são as grandes mentiras de Aécio serem espalhadas pelo Brasil que já conhece seu comportamento de boy viciado em drogas e grande frequentador de farras onde a bebida e a droga correm soltas. Custa a acreditar que existam cidadãos tão inocentes capazes de votar num embuste como o Aécio que está envolvido em numerosas negociatas criminosas. A opinião dos mineiros é fundamental para entender quanto vale o Aécio Neves!

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Quem sou eu

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Jornalista desde 1961, quando foi ser repórter da ÚLTIMA HORA, PEDRO PORFÍRIO acumulou experiências em todos os segmentos da comunicação. Trabalhou também nos jornais O DIA e CORREIO DA MANHÃ, TRIBUNA DA IMPRENSA, da qual foi seu chefe de Redação, nas revistas MANCHETE, FATOS & FOTOS, dirigiu a Central Bloch de Fotonovelas. Chefiou a Reportagem da Tv Tupi, foi redator da Radio Tupi teve programa diário na RÁDIO CARIOCA. Em propaganda, trabalhou nas agências Alton, Focus e foi gerente da Canto e Mello. Foi assessor de relações públicas da ACESITA e assessor de imprensa de várias companhias teatrais. Teatrólogo, escreveu e encenou 8 peças, no período de 1973 a 1982, tendo ganho o maior prêmio da crítica com sua comédia O BOM BURGUÊS. Escreveu e publicou 7 livros, entre os quais O PODER DA RUA, O ASSASSINO DAS SEXTAS-FEIRAS e CONFISSÕES DE UM INCONFORMISTA. Foi coordenador das regiões administrativas da Zona Norte, presidente do Conselho de Contribuintes e, por duas vezes, Secretário Municipal de Desenvolvimento Social. Exerceu também mandatos em 4 legislaturas na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, sendo autor de leis de grande repercussão social.