sábado, 18 de outubro de 2014

Intelectuais e artistas vão de Dilma

Conscientes do peso histórico do que será decidido no próximo dia 26,  intelectuais e artistas apoiam Dilma e repelem a regressão conservadora.


 Já com centenas de adesões, ainda circula pela internet o manifesto de artistas e intelectuais brasileiros em apoio à reeleição de Dilma Rousseff.

É um texto que unifica as várias interpretações do pensamento progressista e pode ser apontado como o documento mais definitivo da mobilização nacional por verdadeiras mudanças e contra o retrocesso representado pelo candidato dos conservadores.

Sua leitura é indispensável, inclusive, para os que têm restrições ou ressentimentos em relação ao PT. Deixa claro que o que está em disputa neste segundo turno é o próprio destino do país. Cabe a você analisá-lo com a isenção necessária.  Veja o seu teor:


"Não há como lavar as mãos e terceirizar os próximos quatro anos da nação brasileira ao acaso. Ou pior, aos impulsos irracionais dos mercados.

Um ciclo de crescimento se esgota; outro terá que ser construído.

É vital a participação de todas as forças da sociedade na definição  das linhas de passagem que devem ordenar  o curso seguinte da história brasileira.

As urnas de outubro são um pedaço da caminhada

Chico Buarque gravou seu apoio a Dilma
Conscientes do peso histórico do que será decidido no próximo dia 26, um grupo de intelectuais e artistas brasileiros decidiu emprestar o seu nome, a sua voz e a sua coerência histórica para amplificar o alerta ao risco condensado no júbilo dos mercados com o credenciamento da agenda conservadora na disputa deste segundo turno.

Esse alerta tomou a forma de um abaixo assinado de apoio à reeleição da Presidenta Dilma Rousseff, que começou a circular nas últimas horas em todo o país.

O que o impulsiona é evidência de que, em nome da mudança, articula-se na verdade a restauração do projeto que vigorou no país nos anos 90, com as sabidas consequências econômicas e sociais.  

Vulgarizadores do credo neoliberal celebram as multidões de junho de 2013 como um endosso à qualquer mudança.

Tomam a nuvem por Juno e por isso trombam no essencial: o que anda para frente não se confunde com o cortejo empenhado em ir para trás.  
O que o Brasil reclama não cabe no programa regressivo que se apresenta às urnas como modernizante.

O Brasil quer mudar porque o país que emergiu na última década de governos progressistas não cabe mais nos limites do atual sistema político.
A resposta é mais democracia.

Mas os que apregoam a mudança demonizam a simples menção a uma Constituinte para tratar da mãe de todas as mudanças: a reforma política.

Milhões de homens e mulheres que ascenderam na pirâmide de renda desde 2003 querem mais,  porque ainda não encontram acolhida bastante na infraestrutura secularmente planejada para 30% da população.

A resposta é mais investimento público; melhor planejamento urbano; maior presença do Estado na coordenação do esforço de inversões público e privadas.  

Mas o conservadorismo quer dobrar a aposta no arrocho fiscal, na alta dos juros, no desmonte do regime de partilha do pré-sal, no fim da exigência industrializante de conteúdo nacional nas compras da Petrobrás.

Os brasileiros querem mais mudança porque não tem expressão no esquizofrênico ambiente de um sistema de comunicação que exacerba e distorce a natureza dos desafios brasileiros, ao mesmo tempo em que interdita o debate e veta as respostas progressistas a eles.

A opção é a regulação democrática do sistema de comunicação, para que se torne mais ecumênico e plural.  

Tudo o que eles qualificam como ‘autoritário e intervencionista’.
Não por acaso se desdenha do voto dos que precisam de fato que  o Brasil mude.

Quem?  

Os 14 milhões de lares beneficiados pelo Bolsa Família, por exemplo.

O expurgo dos pobres da cabine eleitoral é uma velha aspiração conservadora.

Foi só em 1988, com a Constituinte Cidadã, que o Brasil universalizou o direito ao voto. Um fundamento democrático e republicano ainda hoje mal digerido  por aqueles que sonegam ao voto do nordestino ‘mal informado’ a mesma qualidade e peso que tem o voto do eleitor do Sudeste do país.  

O Brasil tem razões adicionais para não aceitar que a regressão fale em seu nome.

A desigualdade entre nós ainda grita alto em qualquer competição mundial.  

Mas entre 2003 e 2011, o crescimento da renda dos 20% mais pobres superou o dos BRICs, exceto a China. (Fonte: IPEA).

O Brasil foi o país que melhor utilizou o crescimento econômico dos últimos cinco anos para elevar o padrão de vida e o bem-estar da população, graças às políticas públicas deliberadamente voltadas aos mais pobres. (Fonte: consultoria Boston Consulting Group, que comparou indicadores de 150 países).

A narrativa conservadora sempre desdenhou da dinâmica estruturante embutida nesse degelo social.  

Ou isso, ou aquilo.  

Ou se reconhece os novos aceleradores do desenvolvimento ou o alarde dos seus gargalos é descabido.

A verdade é que ambos são reais.  

O malabarismo está na pretensão de afinar multidões na rejeição ao ciclo que as gerou, despertou e agregou.

Esse contrassenso rebaixa e infantiliza o debate das escolhas que devem aprofundar a mutação em curso no país.  

Contra isso se levanta o abaixo assinado lançado nas  últimas horas ao qual já aderiram nomes como os de Marilena Chauí , Luiz Gonzaga Belluzzo, Walquíria Leão Rego, Pedro Paulo Zahluth Bastos, Álvaro Crosta (vice-Reitor UNICAMP), Raduan Nassar, Luiz Carlos Bresser-Pereira, Antônio Cândido , João Manuel Cardoso de Mello, entre dezenas de artistas, professores e intelectuais de diferentes áreas.

Une-os um mesmo propósito: o de libertar o debate eleitoral de 2014 do sequestro conservador. E o futuro do país também.


Por isso declaram seu apoio à reeleição de Dilma Rousseff. 

2 comentários:

  1. Anônimo7:37 AM

    ficnhinha. para quem defende os assassinos castritas, mensaleirros petistas são heróis

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Quem sou eu

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Jornalista desde 1961, quando foi ser repórter da ÚLTIMA HORA, PEDRO PORFÍRIO acumulou experiências em todos os segmentos da comunicação. Trabalhou também nos jornais O DIA e CORREIO DA MANHÃ, TRIBUNA DA IMPRENSA, da qual foi seu chefe de Redação, nas revistas MANCHETE, FATOS & FOTOS, dirigiu a Central Bloch de Fotonovelas. Chefiou a Reportagem da Tv Tupi, foi redator da Radio Tupi teve programa diário na RÁDIO CARIOCA. Em propaganda, trabalhou nas agências Alton, Focus e foi gerente da Canto e Mello. Foi assessor de relações públicas da ACESITA e assessor de imprensa de várias companhias teatrais. Teatrólogo, escreveu e encenou 8 peças, no período de 1973 a 1982, tendo ganho o maior prêmio da crítica com sua comédia O BOM BURGUÊS. Escreveu e publicou 7 livros, entre os quais O PODER DA RUA, O ASSASSINO DAS SEXTAS-FEIRAS e CONFISSÕES DE UM INCONFORMISTA. Foi coordenador das regiões administrativas da Zona Norte, presidente do Conselho de Contribuintes e, por duas vezes, Secretário Municipal de Desenvolvimento Social. Exerceu também mandatos em 4 legislaturas na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, sendo autor de leis de grande repercussão social.