terça-feira, 16 de setembro de 2014

Os bancos não mandam flores (I)

Pequeno roteiro para quem quer entregar o país à voracidade do sistema financeiro, já bem servido

“Deixe-me emitir e controlar o dinheiro de uma nação e não me importarei com quem redige as leis”. –
Mayer Amschel Rothschild


No dia 30 de 1963, o presidente John Kennedy promulgou a Ordem Executiva número 11.110, retirando do Fed o poder de emprestar dinheiro a juros ao governo federal norte-americano. Com uma canetada, Kennedy criou as condições para encerrar as atividades do Banco Central americano, segundo Nehemias Gueiros Junior, professor da FGV. Essa ordem devolveu ao Departamento do Tesouro o poder de emitir dinheiro sem passar pelo Fed e, portanto, sem cobrança de juros. O dólar deixou de ser nomeado Federal Reserve Note e passou a ser emitido como United States Note e não seria mais emprestado ao governo, seria impresso por ele, sem juros. No total, cerca de 4,3 milhões desses "dólares Kennedy" foram colocados em circulação pela administração Kennedy. Esse Decreto foi sua sentença de morte. Cinco meses depois, em 22 de novembro de63, Kennedy foi assassinado em Dallas.
Esse Decreto 11.110 nunca foi revogado. No entanto, nenhum governo o adotou até hoje. O FED, que é privado e autônomo, voltou a ser o senhor dos anéis. Seu presidente, que tem mandato de 14 anos, é de fato muito mais poderoso do que o chefe do Estado norte-americano.

O FED fez um século em  22 de dezembro de 2013. Foi criado por imposição dos moneychangers (agiotas) que trabalharam nesse projeto por outro século, enfrentando resistências de alguns presidentes. Na primeira metade do Século XIX, o presidente  Andrew Jackson foi vítima de duas tentativas de morte depois que expulsou uma delegação de banqueiros internacionais do Salão Oval da Casa Branca, afirmando: "Vocês são um ninho de vespas e ladrões cuja única intenção é acampar em torno da administração federal americana com sua aristocracia monetária perigosa para as liberdades do país".

Já o presidente James Abram Garfield não teve a mesma sorte. Foi assassinado em 1881 depois de dar uma fora nos moneychangers:
"Todo aquele que controla o volume de dinheiro de qualquer país é o senhor absoluto de toda a indústria e comércio, e quando percebemos que a totalidade do sistema é facilmente controlada, de uma forma ou de outra, por um punhado de gente poderosa no topo, não precisaremos que nos expliquem como se originam os períodos de inflação e depressão."
James Garfield foi baleado na estação de trens de Washington em 2 de julho de 1881, mas não morreu na hora. Foi alvejado por dois tiros: O primeiro passou de raspão pelo braço. O segundo atingiu o seu peito, fraturou uma costela, atingiu a coluna (sem comprometer a medula) e se alojou perto do pâncreas.

Essa bala não foi encontrada enquanto Garfield esteve vivo. Até Alexander Graham Bell ajudou a procurá-la com um rudimentar detector de metais que inventou. Os médicos presidenciais não tomaram cuidados anti-sépticos durante as cirurgias para procurar a bala. Isso, é claro, não poderia dar certo: Garfield contraiu uma septicemia e sofreu terrivelmente por 79 dias até morrer em 19 de setembro de 1881.

Nos quase 200 anos que se passaram entre a independência americana e a criação do Federal Reserve Bank (Banco Central dos Estados Unidos), popularmente conhecido como "Fed", várias vezes a família Rothschild tentou controlar a emissão de moeda nos EUA.  Em cada tentativa, eles procuraram estabelecer um banco central privado, operando apenas com a finalidade de lucro e não para administrar ou proteger a economia americana. Cada uma dessas tentativas até 1913  encontrou oposição de políticos decentes e honestos, a maioria dos quais acabou assassinada por encomenda dos moneychangers, como observou Nehemias Gueiros Junior no seu artigo A maior Fraude da História.

No início do Século XX, por iniciativa do banqueiro J.P. Morgan, os moneychangers decidiram fabricar um presidente com o compromisso fechado de criar o Federal Reserve Bank. Foi então que descobriram o reitor da Universidade de Princeton, Nova Jersey, Woodrow Wilson, alguém que não tinha envolvimento com a vida política, apareceria como o novo,  e seria catapultado por uma boa campanha de relações públicas, cujo eixo era o apoio  do sistema financeiro à educação universitária.  
Os grandes banqueiros de Nova Iorque criaram um fundo educacional de US$ 5 milhões para financiar professores em universidades americanas importantes, em troca de apoio ao novo banco central. Como vedete dessa iniciativa aparecia exatamente o reitor e futuro presidente Wilson.
O reitor foi feito presidente em 1912 concorrendo pelo Partido Democrata, ao qual se filiou na véspera da eleição, e interrompendo 16 anos de governos republicanos. Com a sua marca saliente de pai do idealismo, era a aposta mais segura dos banqueiros, como descreveu Nehemias Gueiros:


"Finalmente, em 23.12.1913, durante um recesso de Natal do Congresso em que apenas três senadores retornaram à capital, Washington, para votar, foi perpetrado um dos maiores atos de vilipêndio contra o povo americano de que se tem notícia. Sob a presidência de Woodrow Wilson, um democrata que chegou ao cargo alardeando a bandeira de nunca permitir a criação de um banco central, foi promulgado o Federal Reserve Act (Ato da Reserva Federal), que instituiu um banco central privado, "disfarçado", não apenas para dominar a emissão de moeda, mas também para cobrar juros sobre essa emissão. Nada mais do que a milenar prática da usura.

Uma verdadeira quadrilha estava em ação naquela época, dedicada a alimentar o sucesso da prática do fractional reserve lending (empréstimo sem lastro), que incluía J.P. Morgan (John Pierpont Morgan) e que serviria de fundamento para a passagem tranquila da legislação que criou o Federal Reserve Bank, o banco central dos Estados Unidos. Todos foram escolhidos a dedo pelos Rothschild e preparados para esse desfecho em 1913".

Voltarei ao assunto na próxima coluna.

4 comentários:

  1. Essas informações não vêm a público e assim a sociedade é enganada.

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  2. DESCULPE: USO O ESPAÇO PARA PAUTAR OUTROS ASSUNTO:
    http://www.folhadedourados.com.br/noticias/dourados/vereador-propoe-isolar-gays-numa-ilha-durante-50-anos#.VBgwwEHF6O0.facebook

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  3. Anônimo11:36 AM

    IN GO(L)D WE TRUST !!!

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  4. ELISA BRUM1:21 PM

    O QUE É MAIS ATERRORIZANTE NÃO É SABER QUE O MUNDO É REGIDO PELO DINHEIRO, MAS CONSTATAR QUE O PODER MUDOU DAS MÃOS DOS AGIOTAS (LEIA-SE BANQUEIROS), PARA A DOS GRANDES CARTÉIS DO TRÁFICO.

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Quem sou eu

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Jornalista desde 1961, quando foi ser repórter da ÚLTIMA HORA, PEDRO PORFÍRIO acumulou experiências em todos os segmentos da comunicação. Trabalhou também nos jornais O DIA e CORREIO DA MANHÃ, TRIBUNA DA IMPRENSA, da qual foi seu chefe de Redação, nas revistas MANCHETE, FATOS & FOTOS, dirigiu a Central Bloch de Fotonovelas. Chefiou a Reportagem da Tv Tupi, foi redator da Radio Tupi teve programa diário na RÁDIO CARIOCA. Em propaganda, trabalhou nas agências Alton, Focus e foi gerente da Canto e Mello. Foi assessor de relações públicas da ACESITA e assessor de imprensa de várias companhias teatrais. Teatrólogo, escreveu e encenou 8 peças, no período de 1973 a 1982, tendo ganho o maior prêmio da crítica com sua comédia O BOM BURGUÊS. Escreveu e publicou 7 livros, entre os quais O PODER DA RUA, O ASSASSINO DAS SEXTAS-FEIRAS e CONFISSÕES DE UM INCONFORMISTA. Foi coordenador das regiões administrativas da Zona Norte, presidente do Conselho de Contribuintes e, por duas vezes, Secretário Municipal de Desenvolvimento Social. Exerceu também mandatos em 4 legislaturas na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, sendo autor de leis de grande repercussão social.