quinta-feira, 11 de setembro de 2014

DECLARAÇÃO DE VOTO


Neste 11 de setembro, quando devemos um tributo ao grande presidente Salvador Allende, derrubado e morto pelo mais violento golpe militar da América Latina há 41 anos, declaro ter dirimido todas as dúvidas para definir o meu voto para a Presidência do Brasil nas eleições do próximo dia 5 de outubro. E para sugerir aos parceiros de tantas jornadas que procedam a mesma reflexão. 

Votarei em Dilma Rousseff, em primeiro lugar, por que o que há de pior neste país mobiliza-se histericamente contra ela. Se não fosse por tantas razões, essa seria suficiente. 

Estão contra ela em frenéticas articulações os insaciáveis sanguessugas do nosso país, os banqueiros e empresários interessados na debilitação dos direitos trabalhistas,  os políticos picaretas, muitos da atual base do governo, o oligopólio da grande mídia, os segmentos mais individualistas da classe média alta e todos os que amargamente se sentem ameaçados pelas políticas sociais de inclusão das camadas mais pobres, que se apegam com unhas e dentes a uma pirâmide social injusta e opressiva. Investem contra ela furiosamente os movidos pela hipocrisia e a manipulação, os interesses contrariados, os nostálgicos da ditadura militar, que a odeiam por seu passado rebelde, e os bolsões da intolerância e do preconceito.

Essa decisão me parece muita clara hoje. Vejo na valente Dilma Rousseff  autoridade, segurança, firmeza, determinação e coerência em relação às questões estratégicas centrais.

Votarei em Dilma por que não quero a privatização política do Banco Central, sem qualquer controle dos poderes representativos da sociedade, como também não quero que voltem a despejar sobre os assalariados de todas as camadas sociais o peso de "remédios" ortodoxos contra a inflação, aqueles arrochos que mantinham o salário mínimo na faixa dos 70 dólares, enquanto os lucros desenfreados, com gordas remessas ao exterior, eram preservados e protegidos.

Votarei em Dilma por que acredito na Petrobras, na revolucionária descoberta do pré-sal, de onde extrairemos recursos efetivos para os grandes ganhos na educação e na saúde pública. Em outras palavras para que não entreguem de mão beijada a nossa maior empresa a um banco, como aconteceu com a Vale do Rio Doce, naqueles anos irresponsáveis de privatizações e desnacionalizações financiadas pelo BNDES.

Votarei em Dilma por que ela teve a coragem de levar a todo o país o programa MAIS MÉDICOS, trazendo profissionais comprometidos com a medicina preventiva e o seu caráter social, no que enfrentou com determinação o poderoso lobby da saúde mercantil.
Votarei em Dilma por que pela primeira vez vejo o combate público diuturno e implacável à corrupção, doa em quem doer, o exercício da mais absoluta liberdade dos órgãos policiais e do Ministério Público, o culto da transparência e a punição de todos os flagrados efetivamente em desvios de conduta. Esse combate corajoso não existia antes.
Votarei em Dilma pela firmeza de sua política externa,  na formação de blocos independentes como os BRICs e o MERCOSUL, na aproximação com os países em desenvolvimento deste Continente, da África e da Ásia.

Ao declarar meu voto em Dilma Rousseff manifesto minha esperança na correção de rumos, no rompimento com amarras contingenciais, no resgate de um cenário político livre dos vícios atuais, através de uma reforma de profundidade que depure e fortaleça o aparelho público, tornando-o mais controlável e mais accessível ao conjunto da sociedade.

Esperança em que possamos abrir caminho para desprivatizar o Estado, livrando-o da nefasta hegemonia do poder econômico e dos seus prepostos no Parlamento, no Judiciário e em todos os poderes.
Esperança de que o povo seja efetivamente considerado nas grandes decisões, através de novas práticas que limite o poder de chantagem dos políticos sem escrúpulos e dos empresários que manipulam o aparelho público.
Não tenho ilusões de que isso venha acontecer sem as pressões sociais, nem desconheço as limitações de alianças impostas por uma classe política que só pensa nos seus interesses, através de acordos que tenho criticado por tantos anos.

Mas tenho a firme convicção  votar em Dilma é seguir o fio da história, livrando-nos de políticos que representam o retrocesso e à submissão contratada aos interesses mais nefastos, tão bem apontados por Leonel Brizola, é repudiar os títeres do  capital financeiro e defensores contumazes do realinhamento incondicional ao império decadente.

Por isso, o voto em Dilma nesta eleição é a mais segura opção da lucidez, da coerência  e do patriotismo.

5 comentários:

  1. Não posso plagiar as palavras do sábio patriota Pedro Porfírio que tanto lutou por um Brasil melhor e com ideal semelhante, voto na corajosa Dilma Roussef que começou sua luta ainda jovem idealista.

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  2. Jileno Sandes.11:21 AM

    Não posso plagiar as suas palavras,porem fico contente por você plagiar o meu pensamento.
    Ontem em conversa com meus colega, eu dizia: Votarei na Dilma por que analisando o mundo das minhas relações, noto que todos aqueles que não estão contentes com os avanços sociais desse país, estão contra a sua reeleição.

    "Eles não querem o nosso bem.
    Eles querem os nossos bens.

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    1. Vou declarar que não voto na Dilma e nem no PT por uma causa muito simples, não vou declarar que o Brasil não tem saúde e que o povo continua morrendo nas filas dos hospitais, não vou declarar que o Brasil não tem educação de qualidade, não vou declarar que a insegurança pública continua dizimando centenas de milhares de brasileiros diariamente, não vou declarar que os aposentados e pensionistas brasileiros continuam com seus salários arrochados, e sem receberem uma correção digna para manter o sustento de suas famílias, não vou declarar que temos uma das cargas tributárias mais covardes do mundo, onde você compra um produto ou um bem de consumo e paga três no final do pagamento .Vou dizer só o seguinte:Votei no PT de Lula e Dilma acreditando que um governo dito popular e dos trabalhadores e democrata, pelo menos teria coragem e dignidade de corrigir as injustiças cometidas pelos ditadores nos anos de chumbo.Falo isso porque sou um perseguido político juntamente com mais 190 companheiros, e que tivemos no dia 29-05-2010 na sede da OAB-RJ o "julgamento" de nossos processos de Anistia Política pelo Pleno dessa Comissão de Anistia, e que nos anistiou por 16 votos a Zero e de forma unânime e ainda que essa Comissão nos pediu "perdão" em nome do Estado brasileiro, e pasmem numa atitude arbitrária cruel e desumana o Ministro da Justiça que pertence ao PT José Eduardo Cardoso, não acata a decisão da Comissão de Justiça desmoralizando o DR. Paulo Abrão e seus conselheiros e todas as autoridades que participaram do julgamento, que se deslocaram de Brasília até aqui ao RJ para julgar processos de anistia. A impressão que se tem é que participamos de uma peça de teatro armado para nos enganar e criar um mal muito maior do que os ditadores cometeram e criaram para nossas vidas, pois a tortura agora passou a ser psicológica.Como se não bastasse a Perseguição sofrida, agora somos perseguidos por aqueles que deviam reparar os danos causados pelos ditadores, e o que é pior se o próprio Ministro da Justiça por algum motivo se sentir perseguido político, quem irá analisar, conceder ou negar a anistia política dele será a própria Comissão de Anistia ao qual ele não acatou o julgamento no caso do AMRJ.Aliás o próprio Presidente da República Lula e a Presidente Dilma são anistiados políticos. Parece que no Brasil só podem ser anistiados aqueles ao qual o Estado tem intenção de anistiar, a anistia foi criado para anistiar Lula e sua "cumpanheirada", por esse motivo eu meus companheiros anistiados do ARSENAL DE MARINHA DO RJ, anistiados pela Comissão de Anistia e Perseguido pelo PT DECLARAMOS que não votamos em Dilma e nem no PT nunca mais. E com um agravante, a Comissão de Anistia e o Ministério da Justiça fizeram e confeccionaram um livro intitulado "O BRASIL PEDE PERDÃO" onde são relatadas e mencionadas as primeiras 50 Caravanas da Anistia que aconteceram no Brasil, e consta nesse livro a 38ª Caravana da Anistia que nos anistiou pelo Pleno da Comissão. Por esse motivo eu Declaro mais uma vez que não voto na Dilma e nem no PT.
      Roberto Paulino das Neves, anistiado pela Comissão de Anistia e perseguido pelo governo brasileiro do PT.

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  3. Vou declarar que não voto na Dilma e nem no PT por uma causa muito simples, não vou declarar que o Brasil não tem saúde e que o povo continua morrendo nas filas dos hospitais, não vou declarar que o Brasil não tem educação de qualidade, não vou declarar que a insegurança pública continua dizimando centenas de milhares de brasileiros diariamente, não vou declarar que os aposentados e pensionistas brasileiros continuam com seus salários arrochados, e sem receberem uma correção digna para manter o sustento de suas famílias, não vou declarar que temos uma das cargas tributárias mais covardes do mundo, onde você compra um produto ou um bem de consumo e paga três no final do pagamento .Vou dizer só o seguinte:Votei no PT de Lula e Dilma acreditando que um governo dito popular e dos trabalhadores e democrata, pelo menos teria coragem e dignidade de corrigir as injustiças cometidas pelos ditadores nos anos de chumbo.Falo isso porque sou um perseguido político juntamente com mais 190 companheiros, e que tivemos no dia 29-05-2010 na sede da OAB-RJ o "julgamento" de nossos processos de Anistia Política pelo Pleno dessa Comissão de Anistia, e que nos anistiou por 16 votos a Zero e de forma unânime e ainda que essa Comissão nos pediu "perdão" em nome do Estado brasileiro, e pasmem numa atitude arbitrária cruel e desumana o Ministro da Justiça que pertence ao PT José Eduardo Cardoso, não acata a decisão da Comissão de Justiça desmoralizando o DR. Paulo Abrão e seus conselheiros e todas as autoridades que participaram do julgamento, que se deslocaram de Brasília até aqui ao RJ para julgar processos de anistia. A impressão que se tem é que participamos de uma peça de teatro armado para nos enganar e criar um mal muito maior do que os ditadores cometeram e criaram para nossas vidas, pois a tortura agora passou a ser psicológica.Como se não bastasse a Perseguição sofrida, agora somos perseguidos por aqueles que deviam reparar os danos causados pelos ditadores, e o que é pior se o próprio Ministro da Justiça por algum motivo se sentir perseguido político, quem irá analisar, conceder ou negar a anistia política dele será a própria Comissão de Anistia ao qual ele não acatou o julgamento no caso do AMRJ.Aliás o próprio Presidente da República Lula e a Presidente Dilma são anistiados políticos. Parece que no Brasil só podem ser anistiados aqueles ao qual o Estado tem intenção de anistiar, a anistia foi criado para anistiar Lula e sua "cumpanheirada", por esse motivo eu meus companheiros anistiados do ARSENAL DE MARINHA DO RJ, anistiados pela Comissão de Anistia e Perseguido pelo PT DECLARAMOS que não votamos em Dilma e nem no PT nunca mais. E com um agravante, a Comissão de Anistia e o Ministério da Justiça fizeram e confeccionaram um livro intitulado "O BRASIL PEDE PERDÃO" onde são relatadas e mencionadas as primeiras 50 Caravanas da Anistia que aconteceram no Brasil, e consta nesse livro a 38ª Caravana da Anistia que nos anistiou pelo Pleno da Comissão. Por esse motivo eu Declaro mais uma vez que não voto na Dilma e nem no PT.
    Roberto Paulino das Neves, anistiado pela Comissão de Anistia e perseguido pelo governo brasileiro do PT.

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  4. ELISA BRUM2:56 PM

    PEDRO,

    SE JÁ ERA UMA ADMIRADORA SUA, AGORA ESTA ADMIRAÇÃO
    CRESCEU.

    O QUE SE NOTA É UM MEDO GENERALIZADO DE DIZER QUE VÃO
    VOTAR
    NA DILMA. E VC ABRE SEU CORAÇÃO E EXPÕE OS SEUS MOTIVOS
    SEM MEDO DOS ATAQUES OU DA REJEIÇÃO QUE ISTO PODE PROVOCAR.

    NÃO POSSO VOTAR NO AÉCIO, MUITO MENOS NA MARINA, SÓ ME
    RESTA VOTAR NA DILMA MESMO POIS, EMBORA NÃO TENHA VINCULAÇÃO
    COM O PT, NÃO POSSO NEGAR QUE AVANÇAMOS MUITO DESDE O GOVERNO DO LULA, COM SEUS ERROS E ACERTOS.

    NÃO QUERO VOLTAR ATRÁS NEM EMBARCAR EM CANOA FURADA.

    ABS

    ELISA

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Quem sou eu

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Jornalista desde 1961, quando foi ser repórter da ÚLTIMA HORA, PEDRO PORFÍRIO acumulou experiências em todos os segmentos da comunicação. Trabalhou também nos jornais O DIA e CORREIO DA MANHÃ, TRIBUNA DA IMPRENSA, da qual foi seu chefe de Redação, nas revistas MANCHETE, FATOS & FOTOS, dirigiu a Central Bloch de Fotonovelas. Chefiou a Reportagem da Tv Tupi, foi redator da Radio Tupi teve programa diário na RÁDIO CARIOCA. Em propaganda, trabalhou nas agências Alton, Focus e foi gerente da Canto e Mello. Foi assessor de relações públicas da ACESITA e assessor de imprensa de várias companhias teatrais. Teatrólogo, escreveu e encenou 8 peças, no período de 1973 a 1982, tendo ganho o maior prêmio da crítica com sua comédia O BOM BURGUÊS. Escreveu e publicou 7 livros, entre os quais O PODER DA RUA, O ASSASSINO DAS SEXTAS-FEIRAS e CONFISSÕES DE UM INCONFORMISTA. Foi coordenador das regiões administrativas da Zona Norte, presidente do Conselho de Contribuintes e, por duas vezes, Secretário Municipal de Desenvolvimento Social. Exerceu também mandatos em 4 legislaturas na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, sendo autor de leis de grande repercussão social.