quinta-feira, 26 de junho de 2014

Proposta indecente

Especialista em traição - o Serra que o diga - Aécio manda aliados dar uma volta em Dilma, com fez o Cabral
"Vão sugar um pouco mais. E eu digo para eles: façam isso mesmo, suguem mais um pouquinho e depois venham para o nosso lado".
Aécio Neves da Cunha nunca foi um rapaz de bons modos. Todo mundo sabe disso. Sabe e espalha a boca pequena. Mas nesse deserto de homens e ideias ele pôde ser mais um carreirista político, usando o  nome do avô, o velho Tancredo, como ponto de partida. R hoje é simplesmente candidato a presidente da República do Brasil.
Seu desapreço por regras éticas e valores morais só é comparável ao do seu aliado Sérgio Cabral Filho. São da mesma safra: ele nasceu em 1960 e o outro em 1963. Vadiaram juntos, por que o mineiro sempre se homiziou nas praias cariocas, onde as cabrochas endoidam qualquer um.
Nas eleições presidenciais passadas traiu José Serra, o candidato do seu partido. Primeiro, por que podia dar uma zebra, o correligionário ganhar e se transformar em candidato natural à reeleição, deixando-o a ver navios agora, do seu ap em Ipanema. Depois por que precisava desesperadamente fazer o sucessor e, para tal, não teve o menor constrangimento em forjar o "Dilmasia" ,  aliança informal com a presidenciável do PT, que estava muito mais forte nas Minas Gerais do que o próprio.
Para essa figura manjada trair e coçar é só começar. É o que está propondo aos aliados da Dilma, com o agravante do mau caráter: depenem o governo, tirem o máximo de proveito, mas venham para o meu lado, que tenho mais a oferecer.
Aécio Neves da Cunha não fez essa proposta no sapatinho.  Falou em público, crente que estava abafando. E a mídia deu a notícia com carinho e afeto.  Por que o artista é um tucano, da tropa de elite do sistema insaciável que quer retomar o controle do governo federal, onde tem alguma ingerência, mas perdeu a gerência.
Enfim, são tipos dessa estirpe que se apresentam ao distinto público como paladinos da moral e dos bons costumes. Imagine se não se exibissem nesse papel.

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Quem sou eu

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Jornalista desde 1961, quando foi ser repórter da ÚLTIMA HORA, PEDRO PORFÍRIO acumulou experiências em todos os segmentos da comunicação. Trabalhou também nos jornais O DIA e CORREIO DA MANHÃ, TRIBUNA DA IMPRENSA, da qual foi seu chefe de Redação, nas revistas MANCHETE, FATOS & FOTOS, dirigiu a Central Bloch de Fotonovelas. Chefiou a Reportagem da Tv Tupi, foi redator da Radio Tupi teve programa diário na RÁDIO CARIOCA. Em propaganda, trabalhou nas agências Alton, Focus e foi gerente da Canto e Mello. Foi assessor de relações públicas da ACESITA e assessor de imprensa de várias companhias teatrais. Teatrólogo, escreveu e encenou 8 peças, no período de 1973 a 1982, tendo ganho o maior prêmio da crítica com sua comédia O BOM BURGUÊS. Escreveu e publicou 7 livros, entre os quais O PODER DA RUA, O ASSASSINO DAS SEXTAS-FEIRAS e CONFISSÕES DE UM INCONFORMISTA. Foi coordenador das regiões administrativas da Zona Norte, presidente do Conselho de Contribuintes e, por duas vezes, Secretário Municipal de Desenvolvimento Social. Exerceu também mandatos em 4 legislaturas na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, sendo autor de leis de grande repercussão social.