segunda-feira, 30 de junho de 2014

O abominável extermínio de irmãos

Companhias petrolíferas, indústria bélica, EUA, Israel, Turquia e monarquias árabes patrocinam esse genocídio

Há alguns dias, uma foto me abalou profundamente. Essa imagem assustadora foi difundida pelos próprios assassinos, de um grupo chamado Estado Islâmico do Iraque e do Levante. O genocídio de árabes, praticados por árabes no contexto de uma guerra pelo petróleo patrocinada por interesses não árabes e envolvendo diretamente os Estados Unidos, Israel,  Turquia, as companhias petrolíferas e a indústria bélica, que tem no Oriente Médio sua maior e mais rentável freguesia. Neste momento, aliás, Obama está pedindo mais 500 milhões de dólares ao Congresso para armar os terroristas que levaram à guerra civil na Síria desde 2011.

Civis sírios vítimas dos mercenários ditos jihadistas
Fico pensando onde está a ONU, as badaladas entidades dos direitos humanos e a própria Liga Árabe, infelizmente hoje controlada pelas monarquias ditatoriais, ligadas diretamente aos interesses norte-americanos.

Conheci o povo sírio em tempos de paz e enorme progresso em 2002, quando estive também na Palestina e no norte de Israel, que é formado por populações árabes. Jamais podia imaginar que me depararia com uma guerra fratricida sob o manto de divergências religiosas, mas, de fato, envolvendo altos interesses econômicos.

Voltarei a escrever a respeito, mas por hoje gostaria apenas de sugerir a leitura do artigo de Thierry Meyssan, publicado no site Oriente Mídia:


"Enquanto os média ocidentais apresentam o Emirado islâmico no Iraque e no Levante como um grupo de jihadistas recitando o Corão, este iniciou a guerra do petróleo no Iraque. Com a ajuda de Israel, o EIIL cortou o aprovisionamento da Síria e garantiu o roubo do petróleo de Kirkuk pelo governo local do Curdistão. A venda será assegurada pela Aramco, que camuflará este desvio aumentando a produção "saudita".

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Quem sou eu

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Jornalista desde 1961, quando foi ser repórter da ÚLTIMA HORA, PEDRO PORFÍRIO acumulou experiências em todos os segmentos da comunicação. Trabalhou também nos jornais O DIA e CORREIO DA MANHÃ, TRIBUNA DA IMPRENSA, da qual foi seu chefe de Redação, nas revistas MANCHETE, FATOS & FOTOS, dirigiu a Central Bloch de Fotonovelas. Chefiou a Reportagem da Tv Tupi, foi redator da Radio Tupi teve programa diário na RÁDIO CARIOCA. Em propaganda, trabalhou nas agências Alton, Focus e foi gerente da Canto e Mello. Foi assessor de relações públicas da ACESITA e assessor de imprensa de várias companhias teatrais. Teatrólogo, escreveu e encenou 8 peças, no período de 1973 a 1982, tendo ganho o maior prêmio da crítica com sua comédia O BOM BURGUÊS. Escreveu e publicou 7 livros, entre os quais O PODER DA RUA, O ASSASSINO DAS SEXTAS-FEIRAS e CONFISSÕES DE UM INCONFORMISTA. Foi coordenador das regiões administrativas da Zona Norte, presidente do Conselho de Contribuintes e, por duas vezes, Secretário Municipal de Desenvolvimento Social. Exerceu também mandatos em 4 legislaturas na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, sendo autor de leis de grande repercussão social.