quinta-feira, 26 de junho de 2014

Campanha pornô

Preocupado em prestar serviços ao prefeito e livrar-se de um vexame, Lupi une  o inútil ao desagradável

Depois da suruba explícita segundo o contrariado Sirkis e do bacanal eleitoral descrito em nota oficial pelo prefeito Eduardo Paes, agora é o politicamente assexuado Carlos Lupi que entra no clima pornô desses dias de sacanagem geral e se presta a coadjuvante em mais uma cena de fazer inveja aos canais "adultos" da tv a cabo.
Só para dar uma mãozinha ao seu dileto Eduardo Paes, Lupi decidiu ser candidato a senador e não mais a deputado federal, abrindo assim uma brecha para o prefeito dar seu voto a outrem e não ao hoje inimigo Cesar Maia, evitando ser atochado a seco pelo dom Picciani, o verdadeiro capo da PMDB-RJ.
É claro que o herdeiro cartorial do PDT tinha dúvida sobre suas possibilidades  para deputado federal. Em 32 anos de eleições, ele só ganhou uma, em 1990, na rabeira da nominata, graças à ajuda do então prefeito Marcello Alencar, a quem servia com a mesma intrépida subserviência do Eduardo nos tempos de amores com Cesar, o dono do útero de onde ele foi abortado.
É muito difícil que no decorrer dessa campanha pornô o prefeito se submeta às ordens de Aécio Neves, responsável pela mistureba que botou a fina flor da direita automática no mesmo balaio. Essas raposas sintéticas de hoje dispensam as máscaras:
Tudo o que Cabral queria era o tempo de tv do DEM e do PSDB para o seu Pezão mandado; tudo o que Aécio queria era um cais dourado pra ter à espera belas moçoilas quando desembarcar por aqui, onde a meia dúzia de três ou quatro tucanos está matando cachorro a grito.

Tudo o que o Eduardo Paes queria era desobrigar-se de votar no seu desafeto íntimo, a quem atribuem dizer cobras e lagartos sobre o ex-filhote, lavando a roupa suja no meio da rua, como naquelas separações belicosas, em que só faltou uma bala na agulha, até por que cada um sabe muito do outro, mais do que o mais enfronhado dos fofoqueiros.
Tudo o que o Carlos Roberto Lupi queria era estar bem com o Cabral e o Eduardo sem se indispor com a Dilma, que já o mandou às favas por conta da campanha insidiosa movida contra ele pela mídia que queria pegar a Dilma pelos ministros mais vulneráveis.
Naquele então eu mesmo me insurgi contra as insídias e as aleivosias em relação a ele. Por que de fato é uma maldade tratá-lo como corrupto de segunda e mau caráter de primeira.
O que esse deslumbrado  dirigente cartorial tem é uma absoluta ausência de escrúpulos e compromisso político. É também míope ao ponto de não ver a cova que está abrindo para a legenda criada com tanta garra e determinação pelo falecido Leonel de Moura Brizola. No que não é nem um tantinho diferente dos demais: só que seus cartuchos são de espingarda e seus tiros costumam sair pela culatra.

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Jornalista desde 1961, quando foi ser repórter da ÚLTIMA HORA, PEDRO PORFÍRIO acumulou experiências em todos os segmentos da comunicação. Trabalhou também nos jornais O DIA e CORREIO DA MANHÃ, TRIBUNA DA IMPRENSA, da qual foi seu chefe de Redação, nas revistas MANCHETE, FATOS & FOTOS, dirigiu a Central Bloch de Fotonovelas. Chefiou a Reportagem da Tv Tupi, foi redator da Radio Tupi teve programa diário na RÁDIO CARIOCA. Em propaganda, trabalhou nas agências Alton, Focus e foi gerente da Canto e Mello. Foi assessor de relações públicas da ACESITA e assessor de imprensa de várias companhias teatrais. Teatrólogo, escreveu e encenou 8 peças, no período de 1973 a 1982, tendo ganho o maior prêmio da crítica com sua comédia O BOM BURGUÊS. Escreveu e publicou 7 livros, entre os quais O PODER DA RUA, O ASSASSINO DAS SEXTAS-FEIRAS e CONFISSÕES DE UM INCONFORMISTA. Foi coordenador das regiões administrativas da Zona Norte, presidente do Conselho de Contribuintes e, por duas vezes, Secretário Municipal de Desenvolvimento Social. Exerceu também mandatos em 4 legislaturas na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, sendo autor de leis de grande repercussão social.