sexta-feira, 20 de junho de 2014

As imagens não mentem jamais

Para que você entenda o NÃO a Cabral, Pezão e às políticas de apartheid social ao gosto das elites


Perdoem-me os parceiros de outros Estados, mas o Rio de Janeiro, como dizia o Brizola, é o tambor de ressonância do país. Aqui, mesmo na ditadura, naquelas "eleições" tuteladas, eles eram obrigados a engolir o voto mais consciente, que sinalizava claramente um rotundo não à impostura militar.

Por isso, é profundamente deprimente que a máquina sedutora de Sérgio Cabal tenha reunido 15 partidos (quase todos cartoriais, é verdade) para garantir a continuidade do seu esquema de poder, que teve como maior realce a transformação de comunidades pobres em campos de concentração, sob ocupação policial feroz, como se todo aquele povo  fosse cúmplice dos marginais, que, aliás, continuam agindo, tanto quanto as famosas "milícias", às quais Sérgio Cabral Filho sempre esteve atado, como demonstra o vídeo desta matéria.

Felizmente, partidos e líderes de compromissos progressistas estão fora desse esquema. Mas aquele que já foi a maior força do Estado do Rio pós-ditadura empresta sua sigla ao cabralismo, assinando seu próprio atestado de óbito perante o eleitorado mais político e, sobretudo, perante as multidões que saíram às ruas em 2013 e que identificaram no governador das elites o principal alvo dos seus protestos.

Como mais uma contribuição ao entendimento da necessidade de uma ampla resistência ao continuísmo de dessa política que tem a cara do Eike Batista e do Fernando Cavendish, sócio do Carlinhos Cachoeira, estou postando hoje o vídeo acima que documenta com imagens incontestáveis a relação de Cabral com os matadores das "milícias" no Estado.

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Jornalista desde 1961, quando foi ser repórter da ÚLTIMA HORA, PEDRO PORFÍRIO acumulou experiências em todos os segmentos da comunicação. Trabalhou também nos jornais O DIA e CORREIO DA MANHÃ, TRIBUNA DA IMPRENSA, da qual foi seu chefe de Redação, nas revistas MANCHETE, FATOS & FOTOS, dirigiu a Central Bloch de Fotonovelas. Chefiou a Reportagem da Tv Tupi, foi redator da Radio Tupi teve programa diário na RÁDIO CARIOCA. Em propaganda, trabalhou nas agências Alton, Focus e foi gerente da Canto e Mello. Foi assessor de relações públicas da ACESITA e assessor de imprensa de várias companhias teatrais. Teatrólogo, escreveu e encenou 8 peças, no período de 1973 a 1982, tendo ganho o maior prêmio da crítica com sua comédia O BOM BURGUÊS. Escreveu e publicou 7 livros, entre os quais O PODER DA RUA, O ASSASSINO DAS SEXTAS-FEIRAS e CONFISSÕES DE UM INCONFORMISTA. Foi coordenador das regiões administrativas da Zona Norte, presidente do Conselho de Contribuintes e, por duas vezes, Secretário Municipal de Desenvolvimento Social. Exerceu também mandatos em 4 legislaturas na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, sendo autor de leis de grande repercussão social.