terça-feira, 17 de junho de 2014

Agora é a legenda que morre

Com a maior cara de pau, PDT oficializa sua conexão com o Pezão mandado do Cabral, aquele que sempre odiou Brizola e foi condenado por unanimidade pelas ruas.

“Do início dos anos 80 para cá, essas três cidades (Friburgo, Teresópolis e Petrópolis) tiveram um problema muito semelhante ao que houve na cidade do Rio que é a desgraça do populismo. Que é a permissividade de ocupação de áreas de uma maneira irresponsável, como se fossem aliados do mais pobre, do mais necessitado”.
Sérgio Cabral, atribuindo a Brizola a responsabilidade pela tragédia nas cidades serranas, que vitimou também muitas famílias da classe média.


Comunicado fúnebre: o PDT decidiu imolar-se de vez ao oficializar seu apoio ao Pezão mandado do Sérgio Cabral, o mesmo que declarou guerra às políticas sociais  de Brizola, que queria torná-lo inelegível com a reprovação de suas contas, e que mandou destruir o memorial que Niemeyer projetou para o grande líder. É certo que já estava na mesma penca desde 2010, mas naquela eleição não havia opções. Agora há de sobra, tanto que até o PT pulou fora desse balaio, além do que as ruas sinalizaram com um rotundo grito de rejeição em todas as manifestações a esse verdugo do povo .

Cabral e Cavendinsh em noitada
amiga em Paris. O povo não é bobo
.
Decisão tão insana é a mais deprimente rendição ao FISIOLOGISMO e a todos os expedientes espúrios de cooptação.  Nem o PT, que foi chantageado com a articulação AEZÃO (Aécio e Pezão), que participou do governo Cabral de cabo a rabo, entrou nessa "furada" que se destina a manter o mesmo esquema envolvendo o que há de pior na política e no empresariado (Eike Batista, Cavendinsh & Cia).

Leonel Brizola jamais aprovaria a política de apartheid social de Cabral. Ao contrário, em vez de PMs truculentos, invadiu as favelas e bairros pobres com escolas de qualidade, os CIEPs, o único caminho para reduzir a violência e abrir oportunidades decentes para as populações marginalizadas. Esses CIEPs estão sendo deliberadamente sucateados por Cabral e seu Pezão mandado. Cabral sempre esteve do lado oposto a Brizola. Desafio os que negociaram a legenda do PDT a provarem o contrário.

Cabral fechou escolas, o que omite na sua bilionária propaganda de governo na televisão, e manteve os profissionais de ensino no chicote, com vencimentos humilhantes, enquanto gastava mais de 1 bilhão em uma nova reforma do Maracanã, que privatizou em seguida para um grupo estrelado por Eike Batista, o mesmo que deu golpe em meio mundo com a lenda de ser o homem mais rico do Brasil.

Eike Batista e Cabral: é com esses que o PDT vai
A decisão "unânime" de uma convenção realizada no sapatinho vai ser a pá de cal no que restava do PDT aqui, onde nasceu.  Dos três deputados federais, só resta um, que não votará em Cabral. Dos vereadores  da capital, só resta um, o neto do Brizola, que está em choque com a direção do partido. Os poucos deputados estaduais que ficaram dificilmente serão reeleitos. Quem viver, verá.
Quando você toma uma atitude suicida por uma causa justa, para preservar sua coerência e seus valores morais, religiosos e ideológicos, vale o sacrifício.  Mas juntar-se à banda podre da política só por que ela ainda tem a máquina e os esquemas, é decidir morrer sem honra e expor-se à condenação da história.
Quando foi eleito em 1982, Brizola estava contra tudo e contra todos. Quem se juntou a ele sabia que participava de uma aventura quixotesca, mas tinha a convicção de que apoiava um grande patriota, que tinha uma história de destemor e dedicação ao povo trabalhador. Brizola venceu e deixou muitos vacilões com cara de bunda.

Agora, exatos dez anos de sua morte, estão assassinando sua memória. No PDT, infelizmente, a direita venceu pelo expediente do mais abominável fisiologismo. Mas cada um vai pagar por essa traição, por que, como dizia o grande líder, a justiça do povo é implacável.

São as exéquias mais abomináveis e desrespeitosas que a boçalidade empavonada reserva a um grande líder, que pagou caro por estar do lado dos marginalizados e não das elites, a que se atrela despudoradamente a meia dúzia de sem mães que controla o partido que se pretendia socialista e transformador.

5 comentários:

  1. Anônimo9:20 PM

    Comentário???? Só recitando "Águas de março"......

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  2. Anônimo9:32 PM

    Lamentável, prezado Pedro Porfírio, muito lamentável! É só o que posso expressar neste momento.
    Claudio Ribeiro - C. Abreu, RJ.

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  3. Sérgio Dubeux6:26 PM

    Ué, Porfírio, realmente não te entendo mais. Há pouquíssimo tempo você escreveu maravilhas a respeito do Lupi. Agora, somente agora, ele virou um demônio? Ora, ora, ora.. e a Cidinha? O que está havendo com a sua percepção, meu caro? Em relação a essa "moça", temos que reconhecer que Leonel não se enganou. Ela era brava, muito brava. Apenas enlouqueceu pelo poder e passou a babar pelo Cabral e pelo Picciani. O caso do Lupi é pior. Sempre foi carreirista. O coitado do Brizola também se iludiu.
    E agora, Pedro? O que farás, com esse PDT destruído?

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  5. Anônimo11:45 AM

    Pra mim o Pezão é o único candidato capaz de assumiu o governo do Rio. Não tem ninguém ali que poderá governar melhor que ele.

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Quem sou eu

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Jornalista desde 1961, quando foi ser repórter da ÚLTIMA HORA, PEDRO PORFÍRIO acumulou experiências em todos os segmentos da comunicação. Trabalhou também nos jornais O DIA e CORREIO DA MANHÃ, TRIBUNA DA IMPRENSA, da qual foi seu chefe de Redação, nas revistas MANCHETE, FATOS & FOTOS, dirigiu a Central Bloch de Fotonovelas. Chefiou a Reportagem da Tv Tupi, foi redator da Radio Tupi teve programa diário na RÁDIO CARIOCA. Em propaganda, trabalhou nas agências Alton, Focus e foi gerente da Canto e Mello. Foi assessor de relações públicas da ACESITA e assessor de imprensa de várias companhias teatrais. Teatrólogo, escreveu e encenou 8 peças, no período de 1973 a 1982, tendo ganho o maior prêmio da crítica com sua comédia O BOM BURGUÊS. Escreveu e publicou 7 livros, entre os quais O PODER DA RUA, O ASSASSINO DAS SEXTAS-FEIRAS e CONFISSÕES DE UM INCONFORMISTA. Foi coordenador das regiões administrativas da Zona Norte, presidente do Conselho de Contribuintes e, por duas vezes, Secretário Municipal de Desenvolvimento Social. Exerceu também mandatos em 4 legislaturas na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, sendo autor de leis de grande repercussão social.