domingo, 4 de maio de 2014

Sempre aos domingos

Morte estúpida. Crime hediondo


O meu sentimento é de revolta total. Não dá para calar diante de um torcedor de futebol que lança uma privada de 20 metros de altura sobre outros,  como aconteceu em Recife, nesta sexta-feira, causando a morte de um jovem de 26 anos.

Busco entender tal monstruosidade e quanto mais busco, mais clamo por resposta exemplar.  Um cara desses é um bandido cruel. Suas atitudes não têm justificativa de nenhuma espécie. Por que ele fez aquilo? – indago-me amargurado – Por que?

De repente, veja, vem à cabeça a ideia da pena de morte. Nunca me imaginei pensando assim. Mas o que é que pode ser exemplar nesse caso?

Ele matou alguém a troco de nada. Jogou a esmo uma louça pesada, que mataria inevitavelmente a quem atingisse. Tinha a intenção de matar. Nem sabe a quem matou, matou por matar, simplesmente tirou a vida de um jovem. Poderia tirar de mais.

Não seria difícil identificá-lo. Ele não estava sozinho no local de onde jogou o vaso sanitário. Mesmo um colega de torcida, mesmo alguém tão malvado como ele, alguém pode falar. Possivelmente, não foi o único a cometer crime tão estúpido.

Mas a violência nos estádios de futebol não é pontual. Em Natal, quase 50 torcedores do ABC foram presos por badernas no confronto como América local. Na Itália, torcedores da Roma, que não tinham nada com o jogo, entraram em conflito com os do Nápoles, deixando três feridos graves.  Ontem mesmo, na Suécia tão decantada como país de paz, antes da partida entre Helsingborg e Djurgaarden, um torcedor acabou morrendo depois de ser espancado durante uma briga entre duas torcidas rivais. Isso tudo num único dia.

A que atribuir a disseminação da barbárie em eventos esportivos? Fica a pergunta no ar.


Estupidificação coletiva


Antônio Veronese é hoje um dos artistas plásticos brasileiros mais admirados na Europa. Vive na França desde 2004, quando deixou o Brasil por conta das ameaças sofridas depois de denunciar violências contra crianças. Já em 2003, sua exposição Visages du Silence, em Paris, foi prorrogada três vezes: ia ser de 15 dias e durou 2 meses. Mesmo lá, Veronese permanece atenado com os acontecimentos aqui. Daí a importância desse vídeo, em que critica corajosamente a programação de tevê em nosso país (enviado por W. Figueiredo).   


O retrato do velho e de uma era


O jornalista José Augusto Ribeiro lança, em Brasília, na próxima terça-feira (6/5), às 15 horas, no Salão Nobre da Câmara dos Deputados, a segunda edição, revista e ampliada, de sua trilogia “A Era Vargas”, publicada originalmente em 2001, que cobre acontecimentos políticos de mais de 70 anos da vida brasileira – da fundação do Partido Republicano gaúcho, em 1882, à morte de Getúlio no desfecho da crise de agosto de 1954; e a divulgação de sua Carta-Testamento, texto político que Darcy Ribeiro considerava dos mais importantes da História do Brasil.

O relançamento da trilogia – iniciativa da Fundação Leonel Brizola - Alberto Pasqualini do PDT e da Editora Folha Dirigida – faz parte da programação “60 Anos Sem Getúlio Vargas”, da Câmara dos Deputados. Antes dos autógrafos, será realizado debate sobre a importância para o Brasil de Vargas e de seu legado, com a participação da socióloga Celina Vargas do Amaral Peixoto, do jornalista Beto Almeida, do engenheiro Paulo Metri – do Clube de Engenharia e da Associação dos Engenheiros da Petrobras (AEPET), e do próprio autor.

Enviada por  Osvaldo Maneschy

Veja ao lado entrevista de José Augusto Ribeiro à Rádio Legalidade, em 2012

5 comentários:

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Quem sou eu

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Jornalista desde 1961, quando foi ser repórter da ÚLTIMA HORA, PEDRO PORFÍRIO acumulou experiências em todos os segmentos da comunicação. Trabalhou também nos jornais O DIA e CORREIO DA MANHÃ, TRIBUNA DA IMPRENSA, da qual foi seu chefe de Redação, nas revistas MANCHETE, FATOS & FOTOS, dirigiu a Central Bloch de Fotonovelas. Chefiou a Reportagem da Tv Tupi, foi redator da Radio Tupi teve programa diário na RÁDIO CARIOCA. Em propaganda, trabalhou nas agências Alton, Focus e foi gerente da Canto e Mello. Foi assessor de relações públicas da ACESITA e assessor de imprensa de várias companhias teatrais. Teatrólogo, escreveu e encenou 8 peças, no período de 1973 a 1982, tendo ganho o maior prêmio da crítica com sua comédia O BOM BURGUÊS. Escreveu e publicou 7 livros, entre os quais O PODER DA RUA, O ASSASSINO DAS SEXTAS-FEIRAS e CONFISSÕES DE UM INCONFORMISTA. Foi coordenador das regiões administrativas da Zona Norte, presidente do Conselho de Contribuintes e, por duas vezes, Secretário Municipal de Desenvolvimento Social. Exerceu também mandatos em 4 legislaturas na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, sendo autor de leis de grande repercussão social.