quinta-feira, 6 de março de 2014

Orquestrações explosivas

Máquina de moldar opiniões faz crê que todo o mal do país se concentra em alguns políticos já condenados

Estou começando a admitir (e a deplorar) que a inescrupulosa máquina de moldar opiniões está conseguindo transformar o que Roberto Jefferson alcunhou de "mensalão" no único caso de corrupção no Brasil. Sinceramente, estou pasmo com o confinamento mental de muitas pessoas, para as quais todo o desvio de conduta se resolve com a concentração de cacetadas nos prisioneiros petistas, como se isso solucionasse todos os problemas, todas as amarguras e todas as frustrações de um monte de gente, como se o ideal mesmo fosse aplicar castigos medievais abrangentes, alcançando, se possível, seus parceiros não condenados e as futuras gerações.  

Não sei se estou me fazendo entender, mas o que minha percepção alcança nisso tudo é a mais implacável tentativa de linchamento, no que se tenta matar uma ninhada de coelhos de uma só cajadada.

Digo isso até mesmo por e-mails de algumas pessoas sérias, honestas, bem intencionadas, no entanto, prenhes de sentimentos inquisitoriais, mais partidários do que políticos, mais políticos do que jurídicos, mais emocionais do que racionais, que acham pouco a sova penal aplicada, sobretudo, aos protagonistas do PT.  Essas pessoas sequer admitem a solidariedade para o pagamento das multas, sonhando que, assim, os condenados tenham de cumprir trabalhos forçados pelo resto da vida para quitar a dívida arbitrada.
Ao ver de uma psicanálise de massas pode-se achar nessa lenha ardente a genealogia composta da não resolvida derrota recente nas urnas, da nostalgia do obscurantismo em fase de decomposição, e da frustração de sonhos burlados pela sujeição oportunista e capitulacionista a um jogo de poder criminoso.
Diriam os especialistas - não é o meu caso - que estamos diante de uma tragédia que brande peias compensatórias. Em suas cenas mais pungentes, a racionalidade jurídica sucumbe ao tropel da ira e juízes de togas desbotadas não se pejam em buscar a empatia grotesca que, na pior das hipóteses, lhes oferece bons olhares para desmandos passados, presentes e futuros.

Tudo o que a máquina de moldar opiniões quer, concentrando o alvo,  é lançar um feirão de maracutaias ao esquecimento.

Já se vê diluir-se a ação penal contra os "mensaleiros" tucanos das alterosas e do DEM, no Planalto dos cortesãos.  O ex-governador Eduardo Azeredo deu o bote no processo com a renúncia ao mandato de deputado federal e raríssimos foram os escritos e gritos indignados. Já o seu colega José Roberto Arruda, filmado com dinheiro de propina, parece que já limpou a barra e vai se candidatar de novo o governo de Brasília, como se nada tivesse acontecido.

Não é só.  Veja essa exemplo: no dia 25 de março de 2009, 40 policiais federais varejaram o edifício sede da poderosa Construtora Camargo Corrêa, em São Paulo, descobriram jogadas de grana que envolviam partidos de todos os matizes e encaminharam o apurado à Justiça. Numa só penada, o Superior Tribunal de Justiça suspendeu o processo e anulou as provas, alegando que houve escutas ilegais e denúncias anônimas.  E, pelo menos por esses quatro anos, não se falou mais nisso.

Não precisa ir muito longe. As denúncias comprovadas, primeiramente no exterior, sobre esquemas de propinas no metrô de São Paulo, envolvendo tucanos de alta plumagem, só não foram para o ralo pelo caráter extra-territorial das investigações e pelas delações envolvendo a poderosa Siemens. Mas que está a caminho da geladeira midiática, ah isso está.

Teria uma tremenda lista de assaltos configurados aos cofres públicos, personagens destacadas em negociatas em série, mas é isso que a máquina de moldar opiniões consegue abafar. Por que, no fundo, no fundo, o seu interesse é capitalizar politicamente o noticiário a respeito, postando-se num patamar com alto poder de barganha a serviço dos seus clientes endinheirados.

Essa máquina trabalha com cartas marcadas. É azeitada por mafiosos apresentados na mídia como incansáveis empresários, que trapaceiam com bilhões de reais, fazem jogo político multifacético e mantêm o próprio Estado acuado. De tão ignominiosa é a sua teia que enche os olhos da distinta platéia com anúncios de lucros de R$ 15 bilhões em 2013 de um banco, mas esquece de dizer que o próprio está sendo intimado pagar R$ 18 bilhões à Receita Federal por sonegação fiscal.

Essas manobras solertes estão no verso do linchamento continuado dos chamados "mensaleiros do PT". É uma pena que os componentes de idiotização espargidos pela máquina de moldar opiniões introduzam no inconsciente coletivo a fúria punitiva concentrada em meia dúzia de prisioneiros, alguns provavelmente mais alvejados pelo que de bem fizeram ao longo dos anos do que pelo que de mal se lhes atribuem acusações sonorizadas por orquestrações explosivas.  

É lamentável, a meu juízo, que o clima das "torcidas organizadas de futebol" ,com sua sede de porradas à margem da competição, tenha se irradiado com tanta fartura no fogo cruzado que nada sacia. Essa carga pesada sobre os prisioneiros políticos da Papuda está longe de ser um legítimo desejo de justiça e punição.

É, sim, apenas a manipulação perversa com fins de alcance faccioso.  Para isso, não contem comigo.

25 comentários:

  1. Pedro, parabéns por seu texto. Concordo plenamente. Sinto, além disso, que se está plantando ódio no país. Basta ler os comentários às notícias políticas . Esse ódio que se planta produzirá fruto. Eu, que devo minha vida à frase do Presidente Jango ao general Amaury Kruel, "Não quero ver minha pátria ensanguentada", temo ver correr sangue brasileiro em minha extrema velhice. A Venezuela é um ensaio. A irresponsável recusa de Capriles em aceitar a legitimidade da voz das urnas, conclamando seus partidários a partir para a ação direta, incendiou o país. E na Venezuela, cujo sistema eleitoral dificilmente pode ser posto sob suspeita. Estamos debalde querendo, no Brasil, que o TSE adote a impressão do voto, para afastar suspeitas sobre as urnas eletrônica, A oposição derrotada poderá se recusar a aceitar o resultado das urnas alegando fraude e incendiando nosso país.

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  2. E quando alguém, lá onde o judas perdeu as botas, acuado por chantagens e notícias difamatórias falsas, assassina um daqueles "jornalistas", vem a tal Repórteres Sem Fronteira dizendo que no Brasil não há liberdade de expressão nem de imprensa.

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  3. Pois é, amigo Pedro Porfírio, a coisa aqui está preta. Surge agora um rombo que pode pode superar muitos mensalões, aprecie: http://www.vejosaojose.com.br/segredosobreemprestimos.htm
    Abs
    Ricardo Faria

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  4. Jileno Sandes.6:03 PM

    " Toda vez que uma turba enfurecida,começar a gritar contra alguém, cuidado!, Esse alguém pode estar com a razão".
    Não tenho a menor dúvida de que existe uma grande manobra política por traz do chamado mensalão.
    Por que não são apuradas as várias denúncias contra políticos de outros partidos e não punidos outros políticas já condenados?

    Ex. Como ficou a apuração do sumiço das vigas da perimetral?

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  5. Senhor Profírio, é muito difícil para mim concordar com o Sr!
    Lamento, mas tentar justificar um erro com outro é algo primário! Não seria mais honesto e patriótico exigir que todos os crimes fossem punidos com a severidade que merecem, ao invés de ficar amenizando a gravidade da corrupção petista com a esfarrapada desculpa de que todos fazem, por que nós não podemos fazer?
    Respeitosamente
    Paulo Chagas

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  6. Anônimo8:16 AM

    É óbvio que para a Globo, Veja, Folha e todos os meios de comunicação a corrupção no Brasil se resume ao PT. O julgamento do 'mentirão', segundo os petistas foi orquestrado pra desmoralizar Lula, Dilma e todos da cúpula petista. E para esses mesmos petistas, se abrirem a caixa preta do 2474 e se o Pizollato conseguir um novo julgamento pela justiça italiana, o caso AP470 se revelará uma grande armação.
    Mentirão ou mensalão, é fato que o STF foi transformado em um tribunal não de justiça, mas político como uma arma anti-petista.
    Alstom, Furnas, mensalão tucano, os 4,5 bilhões desviados da saúde em Minas e etc, nada disso mereceu ou merece o tratamento inquisitório que o mensalão recebeu e ainda recebe da grande imprensa escrita, falada e televisionada!!!

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  7. Júlio Curvêllo3:42 PM

    Caro Paulo,
    Nosso povo sofre de uma doença que batizei como "Esquizofrenia Eleitoral", e que manifesta-se com clareza quando votamos, para cago Executivo, em um candidato de determinado partido, supostamente por esposar as idéias desse partido; mas votamos, para o Legslativo, em candidatos de partidos diametralmente opostos ao de nosso escolhido para o Executivo.
    Essa característica de nosso eleitor deu azo à construção do que chamamos "Presidencialismo de Coalizão", onde o Executivo (Presidentes, mas também Governadores ou Prefeitos) constantemente precisam forjar " Alianças Não-Ideológicas" para governar efetivamente. Todos (todos mesmo, viu?) os nossos presidentes do Pós-Redemocratização precisaram lançar mão desse artifício. Collor pensou que era auto-suficiente, e deu no que deu...
    Oras, tais alianças mais não são que compra de apoio em troca de favores, que podem ser de naturezas diversas, incluindo a pecuniária.
    Antes do advento do chamado "Mensalão", que particularmente considero, do ponto de vista Aministrativo e Financeiro, um tremendo avanço nas Relações Institucionais entre o Executivo e o Legislativo (quiçá o Judiciário), o instrumento de materialização dessa compra de apoio era, preferencialmente (mas não exclusivamente), as "Emendas ao Orçamento", artifício Legal, mas igualmente Imoral e muitíssimo mais Custoso ao Erário.
    Acredito que, se formos atentar ao essencial, desprezando o meramente figurativo, o maior Custo e a equivalente Imoralidade das Emendas são mais relevantes que a Ilegalidade do Mensalão.
    Ainda há pouco, surgiu com força na mídia uma interessante biografia de Abraham Lincoln, intitulada "Team of Rivals: The political Genius of Abraham Lincoln", de Doris Kearns Goodwin, trazida às telas por Spilberg, e que mostra que a Abolição da Escravatura, nos EUA, deu-se por força de uma manobra política de Lincoln, muitíssimo similar ao alegado esquema do Mensalão Brasileiro.
    Já que falamos do essencial, desprezando o circunstancial, devemos observar que o que fica para a História não é o fato de o presidente ter comprado o apoio político de seu Legislativo. O que fica (justamente por ser o essencial), é o que Lincoln fez com esse apoio comprado. O que fica para a Hstória estadunidense é a obra deixada por esse proto-mensalão estadunidense.
    Não penso que devamos fazer diferente aqui. O Mensalão (ou outro instrumento qualquer) se impõe como uma realidade derivada de nossa " analfabetice" eleitoral. A opção teria sido Lula rasgar a "Carta aos Brasileiros" que precedeu sua primeira eleição, romper com as regras estabelecidas para o "jogo jogado", e governar em um regime de Democarcia Direta, usando compulsoriamente a grande mídia estabelecida, em cadeia nacional, para aliciar o Povo em seu apoio. Chávez fez isso e mesmo morto ainda é odiado e execrado pela nossa "Mídia Livre Ocidental".
    Então, mais producente seria focarmos na análise do mérito dos consecutivos governos do PT.
    Há, sem dúvidas, alguns poucos e interessantes acertos, e uma penca de erros que renderiam discussões mais ricas e interessantes ainda.
    O que não posso concordar é que crucifiquem o PT justamente por seus poucos acertos, deixando de lado a educativa oportunidade de avaliar seus muitos erros, ficando ainda mais difícil aceitar que os verdugos desse linchamento medieval sejam justamente as mesmas figuras que, desde sempre, identificamos como pilares da Imoralidade Política de nossa sociedade, agora convenientemente travestidos em vestais da Moralidade e dos Bons-Costumes.
    Atenciosamente,
    Júlio Curvêllo
    Lago Verde, 303

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Quem sou eu

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Jornalista desde 1961, quando foi ser repórter da ÚLTIMA HORA, PEDRO PORFÍRIO acumulou experiências em todos os segmentos da comunicação. Trabalhou também nos jornais O DIA e CORREIO DA MANHÃ, TRIBUNA DA IMPRENSA, da qual foi seu chefe de Redação, nas revistas MANCHETE, FATOS & FOTOS, dirigiu a Central Bloch de Fotonovelas. Chefiou a Reportagem da Tv Tupi, foi redator da Radio Tupi teve programa diário na RÁDIO CARIOCA. Em propaganda, trabalhou nas agências Alton, Focus e foi gerente da Canto e Mello. Foi assessor de relações públicas da ACESITA e assessor de imprensa de várias companhias teatrais. Teatrólogo, escreveu e encenou 8 peças, no período de 1973 a 1982, tendo ganho o maior prêmio da crítica com sua comédia O BOM BURGUÊS. Escreveu e publicou 7 livros, entre os quais O PODER DA RUA, O ASSASSINO DAS SEXTAS-FEIRAS e CONFISSÕES DE UM INCONFORMISTA. Foi coordenador das regiões administrativas da Zona Norte, presidente do Conselho de Contribuintes e, por duas vezes, Secretário Municipal de Desenvolvimento Social. Exerceu também mandatos em 4 legislaturas na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, sendo autor de leis de grande repercussão social.