domingo, 8 de setembro de 2013

Genocídio à americana na Síria

Ataque irresponsável dos EUA à Síria poderá levar à 3ª Guerra, com pelo menos 250 milhões de mortes
 
Na montagem, Obama e o presidente de Israel brindam a destruição da Síria
Fiquei meio desapontado ao ver as imagens dos protestos pelo país neste 7 de setembro e não entendi por que esses manifestantes não acrescentaram à sua agenda os dois acontecimentos mais brutais que agridem a humanidade como um todo, inclusive à Rocinha do Amarildo: a programação de bombardeiros destruidores contra a Síria e a espionagem cibernética que fez do Brasil uma república bananeira, com indicativos de respostas que poderão levar a uma terceira guerra mundial.

Não vi alusões nem nos atos dessa nova geração de inconformistas, nem nos promovidos por organizações e partidos mais vividos. Aliás, tem sido um rotina de pernas curtas a ação pela ação, o confronto pelo confronto, como se o sacrifício físico nas ruas falasse por si.

Desgraçadamente, a miopia no Brasil é crônica. Por que se essa turba enxergasse mais longe estaria montando acampamento em frente à embaixada e aos consulados dos Estados Unidos e  dispensando a esses representantes da insanidade internacional o mesmo tratamento que mantém Cabral com os nervos à flor da pele. E estariam dando às empresas envolvidas na espionagem e no apoio à guerra o mesmo dispensando às agências bancárias.

Para usar foguetes caros com prazo de validade

Com apoio de tanques israelenses, aviões dos EUA estão prontos para
o ataque nas bases deIncirlik, na Turquia e na Jordânia
Por que perto do que está para acontecer no Oriente Médio, envolvendo os interesses mais criminosos do mundo, esses delinquentes daqui são pimpolhos. Os monstros, os grandes monstros,  os grandes assassinos e ladrões, estão encastelados numa mal assombrada Casa Branca, onde um pirralho político vem mostrando que quem manda naquele valhacouto é um ensandecido grupelho de banqueiros e fabricantes de armas, que só aprendeu manter  o domínio e a opressão dos outros países através de genocídios que justificam o pagamento pelo povo norte-americano e países dominados de 1 bilhão de dólares por um foguete que tem prazo de validade e que de vez em quando precisa ser usada na destruição de um inimigo.

Essa meia dúzia de banqueiros  sempre esconderam suas emissões de moeda numa intocável caixa preta e viveram da fraude, ameaçada com a decisão de alguns países, como o Irã, de dispensar o dólar como moeda de intermediação das transações internacionais. Se a moda pega, a banca norte-americana va pro brejo.

Essa história de bombardeios  punitivos  por causa de suposto ataque com armas químicas feitos pelo governo de Damasco justo na hora que estava recuperando terrenos em várias frentes é uma impostura  mais audaciosa do que aquela que foi alegada para justificar a desastrosa invasão do Iraque em 2003 - o Saddan Hussein teria armas químicas, assim como já guardam no bolso a alegação para uma agressão ao Iran, o próximo passo desse serial killer.

Terroristas confessam uso de armas químicas

O terrorista Balush destalhe ataque com armas qyímicas
Um mercenário chamado  Nadim Balush, membro de um grupo terrorista denominado "Riyadh Al Abdin", que atua na área de Latakia, no noroeste da Síria, jactou-se de que seu grupo, instruído pelos terroristas do Al Qaeda, vem usando "substâncias químicas que produzem gases letais e mortais".

Balush contou em gravação que como o Exército sírio estava se aproximando da área onde o seu grupo opera, "pensamos que esta arma era muito poderosa e eficaz para repeli-los; nos aproximamos do povoado que ia ser retomado e disparamos as armas químicas". E exortou: "Vamos atacá-los em suas casas, vamos transformar o seu dia em noite e a noite em dia".
O total controle das informações pelas agências e a tecnologia de guerra dos Estados Unidos e aliados mantém a população do mundo sob intenso fogo midiático manipulado.
Salafistas expulsam cristãos. Quem não fugir, morre

Os terroristas que querem varrer os cristãos da Síria atacaram Malula


Felizmente no dia seguintes as tropas do governo libertaram esse santuario, Clique na foto e veja a
narração do jornalista Guchacra, para o ESTADO DE SÃO PAULO

Sequer dizem sobre a estranha aliança entre alguns países cristãos ocidentais e os grupos armados pela Arábia Saudita que estão bancando um dos maiores crimes hediondos, o extermínio a minoria católica da Síria, que soma quase 2 milhões de cristãos e que tem seus direitos reconhecidos pelo governo laico de Bashar Al-Assad, com alguns dos seus líderes participando da administração central.

Aliás, o quadro real do confronto é o seguinte: o governo da Frente Progressista, liderado elo Partido Baath Socialista Árabe tem o apoio dos alauitas, drusos e cristãos, bem como dos sunitas não fanatizados pelos fundamentalistas salafistas, uma seita cada vez mais ativa, criada no Egito do Século XIX com o objetivo de restabelecer o islamismo do Século VII, em que viveu Maomé.

Na Arábia Saudita, onde os salafistas têm grande influência, não é permitido o culto de nenhuma outra religião a não ser a islâmica. A posse de uma bíblia católica pode levar até ao cadafalso.  Na Tunísia, acabaram de fechar todos os bares que vendiam bebidas alcoólicas, inclusive dos hotéis, e boicotam músicas não islâmicas. No Egito, estão à direita da Irmandade Muçulmana e bancam a Coalizão Nacional Síria, sob a chefia do xeque salafista Ahmed Moaz Al-Khanaib, instalada no Cairo.

Em consequência desse predomínio altamente sectário, todos os cristãos da Síria moradores nas áreas dominada pelos adversários do Baath receberam ordens de sair do país. Segundo as organizações de refugiados da ONU cerca de 300 mil já foram obrigados a migrar.
Toda a estratégia da aliança agressora - financiada pelos Estados Unidos, Arábia Saudita e Qatar, com a ajuda militar de Israel e da Turquia, tem como objetivo destruir a Síria como nação plural e tolerante, entregando as regiões estratégicas, petrolíferas e litorâneas ao controle dos sunitas salafistas e do Al Qaeda, e deixando uma área pobre, totalmente destruída, para uma nação que reuniria os alauitas, cristãos e drusos.
Nem os americanos sabem o que quer Obama

Nos Estados Unidos, no entanto, decifrar o que pretende realmente o moleque da Casa Branca é o maior desafio dos jornalistas, como escreveu Cláudia Trevisan para o Estado de São Paulo:
"Não está sendo fácil entender a lógica do presidente Barack Obama em relação à Síria. E não apenas porque cheguei a Washington há três semanas. Muitos americanos que acompanham a política externa do país e a situação do Oriente Médio há anos também não entendem. O que Obama pretende alcançar com o ataque? Quem ganha com o enfraquecimento de Bashar Assad - a oposição moderada ou os terroristas da al-Qaeda? Por que a urgência em agir agora se a guerra civil já dura dois anos e meio, durante os quais 100 mil pessoas morreram? Há um plano de contingência para lidar com os imensos riscos que a operação envolve?"
A jornalista brasileira publicou trechos de uma carta do  chefe do Estado Maior das Forças Armadas, general Martin Dempsey, enviada ao Senado já no dia 19 de julho, na qual advertia: “Na hipótese de colapso das instituições do regime na ausência de uma oposição viável, nós podemos, inadvertidamente,fortalecer extremistas e liberar as mesmas armas químicas que buscamos controlar”

De fato, como ponderou um jornalista norte-americano, "os EUA não tem sequer uma noção clara de quem são os rebeldes sírios e qual é a sua agenda.  Se os últimos 12 anos nos ensinaram algo acerca de alguma coisa é que intervenções militares não devem ser feitas de uma forma meia-boca e sem objetivos claros. Resumindo, entrar é fácil, sair é sempre mais complicado".



Aleksandr Dugin, conselheiro de Putin, vê 3ª Guerra

Na leitura dos russos e dos iranianos, a agressão irresponsável ordenada pela quadrilha financeira-belica  através do acanhado títere levará inevitavelmente a um conflito de proporções inimagináveis, como observou  Aleksandr Dugin,   conselheiro do presidente Vladimir Putin.  Para ele, é o ponto de partida da terceira guerra mundial, que poderá ocasionar a morte de 250 milhões de pessoas, contra os 20 milhões da primeira e os 50 milhões da segunda. Quem desejar, pode clicar na foto e ver sua entrevista legendada.  Para ele, a síria é apenas o primeiro dos três grandes alvos:depois  virá o Irã e em seguida a própria Rússia.

A hora é de abrir os olhos para o mundo. Ninguém tem o direito de pensar que essa porra-louquice de Obama não tem nada com a gente. Talvez nem ele saiba o que pode causar ao mundo com essa tentativa de garantir uma boa renda quando sair da presidência e encerrar sua carreira política, como é da tradição norte-americana.

2 comentários:

  1. Caro Porfírio,
    Essa moça, Ana Amélia de Mello Franco, só camisa de força de onze varas segura. Não é contestação ao que ela tronitua, não.
    Veja esse outro vídeo da tucana:
    http://www.youtube.com/watch?v=jerIlmvsCAc&feature=youtu.be

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  2. Anônimo10:52 AM

    Caro Porfírio, o caso de não ter aparecido nada referente ao ataque dos EUA a Síria e dos grampos dos EUA em nosso país é fato que a CIA está por trás patrocinando e incentivando essa bagunça que insistem em chamar de manifestações. O nosso povo não tem a menor iniciativa se não for convocado pelos "Deuses da Guerra" somos massa de manobra e isso não é de hoje, sempre será essa mesma pisada quando se trata de lutar por direitos e por justiça em nosso país. Somos obrigados a concordar sempre com o que nos dita os EUA e com o que é bom pra eles. O resto que se exploda.

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Quem sou eu

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Jornalista desde 1961, quando foi ser repórter da ÚLTIMA HORA, PEDRO PORFÍRIO acumulou experiências em todos os segmentos da comunicação. Trabalhou também nos jornais O DIA e CORREIO DA MANHÃ, TRIBUNA DA IMPRENSA, da qual foi seu chefe de Redação, nas revistas MANCHETE, FATOS & FOTOS, dirigiu a Central Bloch de Fotonovelas. Chefiou a Reportagem da Tv Tupi, foi redator da Radio Tupi teve programa diário na RÁDIO CARIOCA. Em propaganda, trabalhou nas agências Alton, Focus e foi gerente da Canto e Mello. Foi assessor de relações públicas da ACESITA e assessor de imprensa de várias companhias teatrais. Teatrólogo, escreveu e encenou 8 peças, no período de 1973 a 1982, tendo ganho o maior prêmio da crítica com sua comédia O BOM BURGUÊS. Escreveu e publicou 7 livros, entre os quais O PODER DA RUA, O ASSASSINO DAS SEXTAS-FEIRAS e CONFISSÕES DE UM INCONFORMISTA. Foi coordenador das regiões administrativas da Zona Norte, presidente do Conselho de Contribuintes e, por duas vezes, Secretário Municipal de Desenvolvimento Social. Exerceu também mandatos em 4 legislaturas na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, sendo autor de leis de grande repercussão social.