domingo, 1 de setembro de 2013

A Síria que os EUA querem destruir

Ataque com armas químicas foi forjado para dar pretexto à agressão, quando o Exército recupera terreno e acumula vitórias

Séculos de história estão sendo destruídos pela ambição de interesses coloniais. Eu fui lá e  vi o apego dos árabes pela sua história, e a dignidade como enfrenta as agressões.CLIQUE NAS FOTOS PARA VÊ-LAS MAIORES
Num hospital bombardeado na Síria com meu colega Rubens Andrade. A mesma sina no convívio com a destruição  e o mesmo sonho de um tempo em que este povo possa viver em paz.
 "O que me move a escrever é o fato de que muito em breve irão ocorrer acontecimentos graves. Não transcorre em nossa época dez ou quinze anos sem que nossa espécie corra perigos reais de extinção. Nem Obama nem ninguém pode garantir outra coisa; digo isso por uma questão de realismo, já que só a verdade nos poderia oferecer um pouco mais de bem-estar e um sopro de esperança. Chegamos na fase da maior idade em relação a nossos conhecimentos. Não temos direitos de enganar nem de nos enganarmos".

Fidel Castro, Cuba Debate, 27 de agosto de 2013

Confesso que o artigo do líder cubano de 87 anos me fez suar frio. Conheço Fidel desde os tempos da Sierra Maestra. E  conheci a Síria em 2002, embora seja um estudioso do mundo árabe desde a década de sessenta.

De início diria que é profundamente lamentável o que vem acontecendo em toda aquela região, com o sacrifício de milhares de vidas. O povo árabe, ao contrário da  imagem disseminada por uma mídia desonesta, é um povo de paz.

Se tivesse alguns anos de paz esse povo hospitaleiro estaria usufruindo de um progresso invejável. Quando percorri alguns países lá, em companhia do então colega de Câmara, Rubens Andrade, vi o quanto é precioso para aquela gente poder desenvolver-se num ambiente de tranquilidde: a Síria era um mostruário desse potencial, registrando, então, um crescimento econômico em torno do 8% ao ano e apresentando índices surpreendentes de convívio democrático e religioso.

Na  Mesquita dos Omíadas, centro de Damasco, erguida no ano 706 DC.
Naquele ano, lembro, o prefeito de Damasco era cristão e alguns cristãos participavam do governo.  Também não se falava de grandes diferenças políticas entre os segmentos islâmicos.

A mística do Partido Baath Árabe Socialista, formalmente laico, preponderava à frente de uma coalizão de 9 partidos, entre os quais dois comunistas e alguns tradicionais e regionais. Vi e conversei com autoridades que não consideravam relevante o fato de ser da maioria sunita ou das minorias alauitas  e drusas, pilares do islamismo na Síria. Ali as tradicionais diferenças de origem tribal também pareciam superadas.

Curiosamente, a grande divergência que existia era entre a facção síria do Partido Baath, mais à esquerda, e a do Iraque de Sadan Hussein, mais conservadora.

Uma cidade onde se fala aramaico

No santuário católico de Malula, a noroeste de Damasco

Visitei a cidade montanhosa de Malula, uma comunidade católica, onde a Igreja Ortodoxa Síria tem um seminário e onde se conserva  até hoje o aramaico, a língua falada por Jesus Cristo pelo povo da Judeia há dois mil anos atrás.

Com seus quase 20 milhões de habitantes, a Síria sempre foi o país árabe de maior conhecimento político e melhores índices culturais, que teve papel de liderança nas resistências contra o domínio da Turquia e da França.

A guerra civil de hoje tem origem fora do país e faz parte do pacote de intervenções estrangeiras na região do mundo mais rica em petróleo, cuja marca mais gritante foi a derrubada e morte de Kadhafi, na Líbia, em outubro de 2011.


Aliados fortes e determinados

É uma conspiração insana que acontece por coincidência diante de acidentes graves com outras fontes de energia, especialmente a nuclear, que levou a Alemanha a fechar todas as suas usinas. Por pelo menos 60 anos o mundo ainda vai depender desesperadamente do petróleo. E muito do petróleo do Oriente Médio.

Só que o cenário hoje é totalmente diferente do que permitiu a intervenção na Líbia. O  Irã se considera o alvo imediato de um eventual bombardeio à Síria e dispõe hoje de Forças Armadas bem treinadas com um efetivo de  2 milhões.

No mesmo sábado em que Obama anunciaria o ataque à Síria uma delegação parlamentar iraniana foi a Damasco reafirmar seus compromissos com o governo de Assad. Nessa visita,  o chefe da missão, Allaeddine Boroujerdi (foto ao lado), declarou que seu país havia alertado oficialmente aos Estados Unidos, em 2012, que os rebeldes sírios tinham armas químicas.
Em entrevista coletiva, Boroujerdi exortou o governo dos EUA a “avançar pelo caminho da solução política na Síria e não brincar com o fogo”.  E foi bastante enfático: “se for desencadeada uma guerra, ela ultrapassará as fronteiras da Síria e incendiará todo o Oriente Médio”.

Rússia ameaça ataque à Arábia Saudita

A Rússia, por sua vez, enviou uma flotilha, liderada pelo contratorpedeiro Almirante Chabanenko, com destino ao porto sírio de Tartús (foto ao lado).

Um memorando classificado como urgente, segundo fontes militares russas, foi expedido pelo Gabinete do presidente Vladmir Putin, na quarta-feira,  ordenando um ataque imediato da Rússia contra a Arábia Saudita caso forças ocidentais  (por enquanto só EUA)  ataquem a Síria. A informação conteria instruções semelhantes a uma ordem de guerra, expedida há cerca de um mês pelo regime saudita, na qual teria declarado que, caso a Rússia não aceitasse o bombardeio, os sauditas iriam arregimentar militantes na Chechênia para “aterrorizar” os XXII Jogos Olímpicos de Inverno que a Rússia realizará na cidade de Sóchi.
A Rússia tem interesse direto ao posicionar-me militarmente ao lado da Síria. Isto por que  Arábia Saudita, principal aliada do Ocidente no mundo árabe, está bancando as forças insurgentes por que pretende atravessar o território sírio com o seu gasoduto com destino ao mercado europeu, já servido pelos russos, por enquanto, com exclusividade.

China já importa mais petróleo do que EUA

O mais irônico nesse cenário é a posição da China, que há alguns anos vem estreitando relações comerciais com a Arábia Saudita e os demais países reunidas no Conselho de Cooperação do Golfo - clube de seis ricas monarquias do Golfo Pérsico -  Arábia Saudita, Qatar, Omã, Kuwait, Bahrain e os Emirados Árabes Unidos, responsáveis por 25% da produção global de petróleo.

Desde 2011, a China importa mais petróleo da Arábia Saudita do que os Estados Unidos. E a projeção é de que em 2025 essas importações sejam três vezes maiores do que as do império. Enquanto a China vende produtos de bens duráveis, os EUA capricham em negócios bélicos.
O que os chineses mais temem é uma guerra que eleve os preços do petróleo e crie embaraços para seus projetos no Oriente Médio. A China também compra petróleo do Irã e paga em sua própria moeda, o Yuan, desprezando a intermediação do dólar. Com os sauditas ainda tem dólar no caminho.
Em outubro de 2011, Washington fechou vendas de armas de US$ 67 bilhões – o maior negócio bilateral na história dos EUA – para abastecer a Arábia Saudita com monumental coleção de jatos modelos F-15s, Black Hawks, Apaches, bombas explode-bunker, mísseis Patriot-2 e navios de guerra último tipo.

Deir Ezzor bombardeada com armas pesadaspelos terroristas
Arsenais de artilharia e infantaria incluídos no pacote abastecem a heterogênea coalizão oposicionista na Síria, da qual fazem parte desde alguns homens de confiança dos EUA, como o xeque Ahmed Moaz Al-Khanaib, presidente da Coalizão Nacional Síria, baseada no Egito,  até terroristas da Al Qaeda, sob a liderança de Abu Mohammad al-Golani, da Frente al Nusra, um grupo que monta seus próprios foguetes e que estaria de posse de armas químicas, em conexão com a CIA, embora os Estados Unidos o rejeite em público.

Casa Branca sem apoio brinca com fogo

Finalmente, vale lembrar a disposição de luta das forças militares fiéis ao governo Bashar al-Assad, que têm conseguido avançar sobre os redutos rebeldes e vem colecionando vitórias recentemente, o que levou os Estados Unidos a assumir publicamente o que já fazia por baixo dos panos.

Essa história de armas químicas usadas pelo Exército sírio é mero pretexto e muitos especialistas militares consideram que é mais fácil que tenham sido usadas por terroristas, numa farsa para justificar a ação militar norte-americana.

Revista Time relata repúdio aos EUA em mais uma gerra
Pela primeira vez, a Casa Branca está sozinha tanto a nível externo como em relação ao público interno. Os bombardeios seriam mais uma jogada de grana, a serviço da indústria bélica e, curiosamente, a maioria dos republicanos (Sempre belicistas)   se juntou a alguns democratas no Congresso na oposição a uma intervenção militar direta dos EUA na Síria.

A revista Time publicou matéria de capa dizendo que Barack Obama foi eleito para tirar os EUA das guerras e não para envolver-se em novos conflitos. No texto, afirma que em todas as pesquisas o povo norte-americano se manifestou contra a intervenção na Síria, o que cria uma saia justa para os congressistas. A última, divulgada sexta-feira pela Reuters/Ipsos, aponta 53% contra a ação militar e 20% a favor. Os demais disseram não ter opinião.

No plano externo, o parlamento da Grã-Bretanha, principal aliada no Afeganistão, votou contra sua participação na aventura. Já na França, apesar da estranha posição beligerante do desgastado presidente "socialista" François Hollande, as enquetes divulgadas neste sábado, 31 de agosto, não deixam dúvida:

Uma pesquisa da BVA publicada pelo Le Parisien-Aujourd'hui na França, mostrou que 64% da população se opõem a uma ação militar, 58% não confiam em Hollande para conduzir a ação, e 35% temem que isso possa "colocar toda a região (do Oriente Médio) em chamas".

A impressão que o secretário de Estado John Kerry passa é que já foi tudo acertado com a indústria bélica e com o  American Israel Public Affairs Committee, que, segundo a revista Time, está cabalando apoio entre os congressistas para a a agressão.

Obama estaria disposto a bombardear a Síria mesmo sem apoio do Congresso e contra a posição do Conselho de Segurança da ONU. E só não ordenou o ataque no sábado por que quer saber até onde Irã e Rússia podem chegar na defesa do aliado.

Se de fato esse crime se consumar será uma violência contra a história. A bela Damasco - "Cidade do Jasmim" - que já sofre com ações tipicamente terroristas, é a mais antiga do mundo, com seus 10 mil anos de existência e um patrimônio inesgotável.


  Tantos anos não podem ser destruídos por império que não pode passar sem uma guerra...na terra dos outros.


Na Síria que eu vi, as orações uniam e não se falava em conflitos religiosos

9 comentários:

  1. OS EUA SÓ QUEREM A SÍRIA PARA CONSTRUIR UMA PASSAGEM PPR SEI TERROTPROP A FO, DE TRANSPORTAR O PETROLEO QUE ROUBAM DO IRAQUE ALÉM É CLARO, DE ROUBAR TAMBEÉM O PETROLEO DOS SÍRIOS, SÓ PARA ADICIONAR MAIS COMBUSTÍVEL AO QUE RETIRAM DAQUELE CONTIGUO SOLO.

    DO IRAQUE O PETROLEO TEM QUE SEGUIR O LONGO CAMINHO ATÉ O MAR ARÁBICO - SE UM OLEODUTO PASSASSE PELA SÍRIA, O MAR MEDITERRANEO SERIA O CAMINHO, ENCURTANDO O TRANSPORTE ATÉ O OCIDENTE.

    A GUERRA DA PRIMAVERA ÁRABE FOI DESENVOLVIDA PARA MANTER NA REGIÃO AS TROPAS DE MERCENÁRIOS CONTRATADAS PELOS USAMERICANOS E QUE FAZEM AS REVOLTAS "POPULARES" NOS PAÍSES ÁRABES.

    SE OS EUA QUISEREM FAZER DE FATO A GUERRA NINGUEM OS DETERÁ NEM OS VENCERÁ PORQUE A DISTANCIA TECNOLOGICA É BRUTAL ENTRE ELES E OS RUSSOS OU OS CHINESES (ESSES NÃO SE ENVOLVERÃO PORQUE QUEREM MAIS É VER O CIRCO PEGAR FOGO E, TUDO O QUE SOBRAR SERÁ DELES, COMO JÁ É A PRODUÇÃO INDUSTRIAL GLBOAL).

    SE A SIRIA PERMITISSE UM OLEODUTO DO IRAQUE ATRAVESSANDO SEU TERRITORIO PARA ACESSO AO MEDITERRANEO ESSA GUERRA NÃO EXISTIRIA.

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  2. Paulo Gianinni9:57 AM

    Prezado,

    Você está correto, mas infelizmente quem tem o poder impõe a MENTIRA e o MEDO para se manter no poder.

    A PAZ só virá com a VERDADE e a CORAGEM!!!!!

    Paulo

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  3. Anônimo12:54 PM

    O Império vai atacar novamente, com as mentiras de sempre, na boca do seu atual representante, o guerreiro infeliz Barak "Darth Vader" Obama.
    E viva a Hipócrita Civilização Judaico-Cristã Ocidental Anglo-Americana, que vai acabar com o Mundo !

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  4. Anônimo5:48 PM

    É o fim do Império. Cai o monstro diante de Davi. Deus é MAIOR e a humanidade segue sua vontade.

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  5. Anônimo5:48 PM

    É o fim do Império. Cai o monstro diante de Davi. Deus é MAIOR e a humanidade segue sua vontade.

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  6. Este comentário foi removido pelo autor.

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  7. As guerras não têm justificativas na minha humilde opinião , é uma ato bestial e louco por parte de poucos seres humanos que dominam o mundo desde os primórdios. O que eles querem e já conseguiram é o controle total sobre todos os seres humanos. Quem leu os protocolos dos sábios de sião sabe do que eu estou falando e pior que são verdadeiros é só pegar a realidade dos fatos e compará-los com os ditos. Realmente é uma vergonha! Imbecilidade! Só o ser humano consegue ser mais bestial que os próprios animais ditos não pensantes. Abraços.

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  8. Anônimo1:04 PM

    Como o que vale é fazer parte do bolo. Russia aceita a intervenção. Sírios? Só lamento.

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  9. Porfírio. Nossos compatriotas Sírio-Libaneses que no Brasil tornaram-se gentios e não materialistas, hoje os vemos em campos de concentração, dando seguimento desde 1789, ao materialismo sionistas das clãs, imperando os Rothschild encabeçados pelo domínio na conquista dos EUA irmãos de guerras do sanguinário Israel, até quando veremos à nossa frente o perigo? E tudo pelo poder do óleo negro. Israel concedeu direito de exploração de petróleo dentro da Síria, nos territórios ocupados da Golan Heights, a Genie Energia. Os principais acionistas da Genie Energia - que também tem interesses em gás de xisto nos Estados Unidos e óleo de xisto em Israel - include Rupert Murdoch e Lord Jacob Rothschild. Isso de um Genie 2010 Energia imprensa:
    Claude Pupkin, CEO da Genie Petróleo e Gás, comentaram: "O sucesso da Genie vai depender, em parte, o acesso ao conhecimento da indústria de petróleo e gás e nos mercados financeiros. Jacob Rothschild e Rupert Murdoch estão muito bem considerados e ligados aos líderes nesses setores. Sua orientação e participação irão provar inestimáveis............?
    "Sou grato a Howard Jonas e IDT para a oportunidade de investir nesta importante iniciativa", disse Lord Rothschild. "Realizações extraordinárias de Rupert Murdoch falam por si e nós estamos muito contentes que ele concordou em ser nosso parceiro. Genie Energia está fazendo um bom progresso tecnológico para tocar substanciais depósitos de xisto de petróleo do mundo, que poderiam transformar as perspectivas futuras de Israel, no Oriente Médio e os nossos aliados ao redor do mundo. "
    Para Israel para tentar explorar reservas minerais nos territórios ocupados da Golan Heights é claramente ilegal no direito internacional. O Japão foi processado com sucesso por Singapura perante o Tribunal Internacional de Justiça para a exploração dos recursos de petróleo de Cingapura durante a segunda guerra mundial. O argumento tem sido feito no direito internacional que uma potência ocupante tem direito a opeate poços de petróleo que foram previamente funcionando e operado pelo poder soberano, em cuja posição a potência ocupante está agora. Mas não há absolutamente nenhuma divergência nas autoridades e na jurisprudência que a perfuração de novos poços - e muito menos fracking - por uma potência ocupante é ilegal.
    Israel tentou fazer o mesmo movimento de vinte anos atrás, mas foi forçado a recuar depois de uma forte reação do governo sírio, que ganhou apoio diplomático dos Estados Unidos (?). Israel está agora a tentar tirar proveito do Estado sírio enfraquecido, o movimento talvez lança uma nova luz sobre os recentes bombardeios israelenses na Síria.
    Em um mundo racional, o envolvimento de Rothschild e Murdoch nesta atividade criminosa internacional iria mostrar-lhes para não estar em forma e as pessoas adequadas para realizar grandes interesses comerciais em outro lugar, ea ação seria tomada. Naturalmente, nada disso vai acontecer.

    http://www.idt.net/about/press/story.aspx?id=41777

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Quem sou eu

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Jornalista desde 1961, quando foi ser repórter da ÚLTIMA HORA, PEDRO PORFÍRIO acumulou experiências em todos os segmentos da comunicação. Trabalhou também nos jornais O DIA e CORREIO DA MANHÃ, TRIBUNA DA IMPRENSA, da qual foi seu chefe de Redação, nas revistas MANCHETE, FATOS & FOTOS, dirigiu a Central Bloch de Fotonovelas. Chefiou a Reportagem da Tv Tupi, foi redator da Radio Tupi teve programa diário na RÁDIO CARIOCA. Em propaganda, trabalhou nas agências Alton, Focus e foi gerente da Canto e Mello. Foi assessor de relações públicas da ACESITA e assessor de imprensa de várias companhias teatrais. Teatrólogo, escreveu e encenou 8 peças, no período de 1973 a 1982, tendo ganho o maior prêmio da crítica com sua comédia O BOM BURGUÊS. Escreveu e publicou 7 livros, entre os quais O PODER DA RUA, O ASSASSINO DAS SEXTAS-FEIRAS e CONFISSÕES DE UM INCONFORMISTA. Foi coordenador das regiões administrativas da Zona Norte, presidente do Conselho de Contribuintes e, por duas vezes, Secretário Municipal de Desenvolvimento Social. Exerceu também mandatos em 4 legislaturas na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, sendo autor de leis de grande repercussão social.