terça-feira, 2 de julho de 2013

Para que não troquem 6 por meia dúzia

Se querem fazer reforma política, temos que ir fundo, para além das propostas cosméticas, doa em quem doer

Os aprendizes de feiticeiros que se encastelaram no poder e conseguiram a proeza de fazer muitas pessoas sentirem saudades da ditadura militar erram num quesito básico: imaginar que essa população que ganhou as ruas pode ser engabelada pelo falso brilhante de uma “reforma política” que troca 6 por meia dúzia e mantém incólume a farsa que leva 89% dos cidadãos a declararem que não se sentem representados nem pelos políticos, nem pelos partidos, alvos de um linchamento explícito, o que põe em risco a autoridade do regime democrático.

Dilma está entre as vozes das ruas que querem mudança real e
o poder paralelo de um congresso que só pensa em seus interesses
Uma “reforma política” não pode se limitar a três ou quatro mudanças que não tenham o alcance necessário para criar um novo quadro capaz de garantir a verdadeira representação política, livrando as eleições da influência nefasta do poder econômico, das máquinas oficiais e das fraudes.

Tem que ir fundo, desfazendo a malha farsesca que se transformou num estelionato sofisticado, graças ao qual o povo tem sido confinado ao exercício de aderir ou não, mas jamais se abriu espaço para que de seu cerne, com raras exceções, brotem os condutores da vida pública num país que trocou a essência pela maquiagem, com a ascensão da deletéria figura do marqueteiro político e a manipulação da vontade popular por truques bancados pelo sistema de interesses espúrios que  privatizou o Estado e faz dele a arena de disputas entre representantes de desses interesses.

Para ser uma reforma consistente, tem de desmontar o pacto de imposturas que envolve os três poderes e expõe a vida pública como um mero trampolim para o enriquecimento meteórico de súcias gananciosas de políticos e empresários insaciáveis.

Na prática, é temerário dizer que vivemos hoje melhor do que na ditadura militar em termos de representação política, só por que foi restabelecido o direito de espernear e já não vivemos o ambiente de violência institucional  que fez tantas vítimas fatais. Os códigos do poder continuam os mesmos, alterada apenas a linguagem, como deliberou a poderosa ONG internacional “Diálogo Interamericano”, formada em 1982 sob a liderança do banqueiro norte-americano David Rockefeller, que está completando 100 anos, à frente do Chase Manhattan Bank, hoje JP Morgan Chase, e da Rockfeller Military  que tem  a Lockheed Martin como subsidiária.

Se quisermos honestamente vitalizar a democracia verdadeira, temos que ter coragem de produzir a REFORMA DO ESTADO, nem que o preço dessa cirurgia seja atropelar as filigranas jurídicas brandidas pelos sustentadores dessa falsa democracia de arcabouço direcionado e blindagem midiática.

Quando pensaram em oferecer a “reforma política” como alquimia diversionista sob medida, os áulicos de todas as cortes fundamentaram-se apenas nos seus conhecimentos de superfície, servidos a uma clientela estúpida, que até hoje se deu bem com suas emboscadas e acabou abstraindo determinismo histórico de que UM DIA A CASA CAI.

Se é voto distrital ou proporcional, se tem financiamento público de campanha ou privado, se tem coligações ou não, se faz calendário único para eleições ou não, tudo isso é cosmética pura,  de alcance deliberadamente efêmero destinado apenas a ganhar tempo.

Com essas pétalas a coisa pública continuará tendo como seu grande ícone a figura de José de Ribamar Ferreira de Araújo Costa  - o Sarney – protagonista nos mais diversos regimes e variados governos, cuja falsidade ideológica é assimilada por  um séquito de oportunistas de todos os matizes.  Dono do Maranhão, é senador pelo Amapá, o que desmoraliza a cláusula do domicílio eleitoral e, por ela, demonstra a mais deprimente sujeição da política aos interesses abomináveis de uma malta viciada e incorrigível.

Os milhões que foram às ruas e os 85% de apoiadores das manifestações não podem ser tratados como babacas ou deficientes mentais.  Por mais díspares que sejam seus gritos e suas bandeirolas os corações e mentes que os produziram demonstraram que querem uma mudança de profundidade, que desmonte o estado patrimonialista de viés criminoso.

O povo dessa vez demonstrou que quer tirar a corrupção do folclclore político para sanear a vida pública e salvar o estado democrático de direito, vulnerável a uma quartelada quando o povo declara a total perda de confiança em seus mecanismos.

Elementos mínimos para uma reforma honesta,  consistente e consequente

Se quiser calar o povo com uma “reforma política” a aliança dos podres poderes terá que discutir desde o fim do voto obrigatório até a racionalização do Congresso, com a adoção do sistema unicameral enxuto que dê eficiência à atividade parlamentar e extirpe as farras que tornam Senado e Câmara mais onerosos do que milhares de escolas e centros de saúde.

Uma reforma política honesta tem de assegurar eleições limpas com a impressão do voto, a identificação das digitais do eleitor, o título com foto e digital, o envio dos resultados por telefone celular diretamente para a Central do TSE, a checagem posterior dos votos eletrônicos em comparação com os impressos, a mudança do método de escolha de mesários das mesas receptoras, a proibição rigorosa da “boca de urna” e do transporte de eleitores por candidatos, o fechamento de todos os “centros sociais” de políticos (muitos financiados pelos governos locais), a adoção de medidas contra o uso da máquina pública a serviço dos candidatos governistas e ações concretas contra a compra de votos no varejo e no atacado.

Uma reforma política consistente tem que acabar com os partidos cartoriais, negando posse a parlamentares  dos que não alcancem as cláusulas de barreira, com os eternos donos das legendas, com as regras que privilegiam tempos de propaganda gratuita a partidos com maiores bancadas, que permitem a definição arbitrária do tempo de cada candidato pelas direções partidárias, fiscalização rigorosa dos gastos de campanha (por dentro e por fora), proibições de doações de qualquer espécie para  campanhas, financiamento público sem cotas diferenciadas para ninguém,  assessoria a candidatos que não podem pagar contadores para prestações de contas e outras medidas que acabem com esse ambiente em que as disputas de mandatos se fazem em clima de absoluta desigualdade.

Uma reforma política confiável terá de acabar com as mordomias dos gabinetes fantasmas, que só servem para aumentar a remuneração dos parlamentares, terá que impor comissões de éticas e corregedorias em todos os órgãos públicos, controle externo dos mesmos, ritos sumários de cassações para políticos flagrados em desvios de conduta, prisão para todos os corruptos de todos os poderes em processos velozes, punição exemplar dos CORRUPTORES, com o confisco dos seus bens amealhados em práticas imorais,  especialmente os concessionários e prestadores de serviços para os órgãos públicos; terá que criar mecanismos para acabar a promiscuidade entre administradores e empreiteiros, fornecedores e concessionários, terá que acompanhar a vida contábil dos titulares de todos os poderes, detectar o enriquecimento ilícito e estimular a participação dos cidadãos no combate à corrupção.

Uma reforma política verdadeira terá de criar mecanismos de rigoroso controle dos gastos públicos, com ênfase no combate ao superfaturamento, aos aditivos abusivos em contratos de  obras públicas, bem como um monitoramento corajoso dos próprios órgãos de controle e fiscalização, como tribunais de contas,  coibindo toda e qualquer possibilidade de intercomunicação e permissividade entre os delinquentes da administração pública.


Uma reforma política pra valer terá que dar agilidade e efetividade à Lei da Ficha Limpa, alcançando também, ainda que em caráter liminar, os acusados em primeiras instâncias e objetos de denúncias comprovadas, julgadas ou não e definir claramente os limites entre os interesses públicos e privados.

Uma reforma política consequente terá de mudar o sistema de escolha dos magistrados dos tribunais superiores, de disciplinar com exigências éticas as promoções no âmbito da Justiça, democratizar as indicações feitas por órgãos classistas e reduzir ao mínimo a blindagem de juízes envolvidos em atos de corrupção, com a maior participação da sociedade no Conselho Nacional de Justiça, que tem de ser um órgão de efetivo controle externo do Judiciário.
Se não por for aí,  será melhor erigir de vez um monumento ao crime organizado e sacramentar a degeneração do Estado, assumindo de vez que a vida pública é o grande valhacouto da improbidade e da roubalheira.

E depois, pagar para ver.

10 comentários:

  1. Lá pelos idos de 1920 Olavo Braz Martins dos Guimarães Bilac já dizia uma VERDADE DESALENTADORA:
    “Uma onda desmoralizadora de desânimo avassala tosas as almas. Não há em cada alma a centelha criadora, que é a consciência da força e da bondade; e de alma para alma não há uma corrente de solidariedade, de crença comum e de entusiasmo, que congregue todo o povo em uma mesma aspiração.
    Hoje a indiferença é a lei moral. Em matéria de incapacidade cívica e moral, de inconsciência, de animalidade vergonhosa, a nossa pátria está superior a quase todas as nações da Europa e da América. Se é que pode haver alguma superioridade na vergonha e na ignomínia."

    ResponderExcluir
  2. Anônimo9:13 AM

    Tomei a liberdade de compartilhar esse artigo em meu FB. Pra se manter a pressão sobre a Bruxa Alcéia e a turma que precisa de uma vassourada. Valeu! Miuito bom artigo!

    ResponderExcluir
  3. Anônimo9:51 AM

    PREZADO PORFIRIO,
    CONSIDERO VOCÊ UMA DAS JÓIAS DA SOCIEDADE BRASILEIRA. DESDE O INÍCIO DO NOSSO CAVÁRIO PELA MORALIDADE, DESDE ANTES,LÁ NA MALSINADA ILHA DAS FLORES E ATÉ HOJE,A SUA LUTA CÍVICA ENCORAJA MUITAS PESSOAS A VOLTAR PARA AS RUAS E INGRESSAR NO LADO LIMPO DAS REDES SOCIAIS PARA QUEIMAR DE UMA VEZ ESSA RATATUIA QUE CONSPURCA O PODER PÚBLICO NO PAÍS.FRATERNAS SAUDAÇÕES!
    HERBERTO TAVARES

    ResponderExcluir
  4. Porfírio,o seu conhecimento poderá me ajudar a desvendar o NÓ!. O Plebiscito iniciará uma nova Corrupção iniciando com 18 milhões pegos no BID. Tudo me leva a crer, que os protestos, as passeatas partiram do próprio PT para justificar tal quantia que na certa foi para completar o pgto. dos juros da dívida pública. As passeatas iniciaram logo após a publicação do empréstimo no Diário Oficial da União. (que o feitiço vire contra o feiticeiro e o povo continue nas ruas).
    O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), publicou na quinta-feira, 20/6/2013 no Diário Oficial da União (DOU) resolução em que autoriza a União a contratar até US$ 18 milhões do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para combater a corrupção na gestão pública brasileira. Segundo a resolução, os recursos destinam-se, especificamente, ao financiamento parcial do ''Programa de Fortalecimento da Prevenção e Combate à Corrupção na Gestão Pública Brasileira (Proprevine), e a autorização para a contratação do crédito concedida pelo Senado deverá ser exercida no prazo de 540 dias. - Da Agência Estado:
    http://jc3.uol.com.br/blogs/blogjamildo/canais/noticias/2013/06/20/brasil_pode_receber_us_18_milhoes_do_bid_para_combater_corrupcao_153660.php

    Por incrível que pareça a corrupção que não é nossa, sim provocada “por eles”...
    O BID vai financiar para acabar???... quer dizer, iniciar outra corrupção???... essa cartilha do enriquecimento alheio, tenho linho nos 600 anos da história do Brasil mal contada, aonde a verdade está embutida nos milhares de BIDs, que surgiram pelo percurso da invasão do Brasil pelos hoje, seus dominadores.

    ResponderExcluir
  5. Anônimo5:18 PM

    Amo suas mensagens, me faz acreditar que há esperança e que somos capazes de virar esta mesa e acabar com essa roubalheira inusitada.
    O povo não é boneco de pano desse políticos que, sem ética alguma tenta tapar nossos olho enfeitando com bandeirolas enxovalhada por tanta porcaria que alegam ser medidas provisórias. Não precisamos de medidas nem de emendas ou novas Leis, o que nos falta é gente que tenha honra e coragem para nos representar com clareza, dedicação, honestidade e ética.
    Luka
    estudante de Direito da Uniban Anhanguera SP.

    ResponderExcluir
  6. Anônimo6:13 PM

    Inimigo ..não é a Dilma como muitos míopes aqui refletiram. Para haver um reforma política...primeiro tem que se combinar os "ALEMÃS"...(((e eles, são os canalhas de sempre ..que posam de moralistas e éticos ...e são na realidade a "canalhada",que como o bom ladrão malandro , que quando rouba.....grita;>>>>>>>>peguem o ladrão))). Haja paciência para ver tanta burrice de un s e outros que servem de marionetes para a mídia que faz a cabeça do "tontos" e "cegos"...que são levados a dar tiros nos pés.Quando o inimigo são outros !! Haja paciência !!!

    ResponderExcluir
  7. Anônimo6:29 PM

    JÁ QUE BURRICE NÃO PAGA IMPOSTOS...VAMOS DETONAR DILMA ...FALAR BESTEIRA É LIVRE!


    http://contrapontopig.blogspot.com.br/2013/07/contraponto-11608-vamos-detonar-dilma.html

    "NÃO SEI QUEM FEZ ESTE TEXTO...MAS MEUS PARABÉNS...MAGNÍFICO!"

    Vamos detonar a DILMA, pois o PT propiciou as condições para geração de 18 milhões de empregos e isso não pode!!!
    Vamos detonar a DILMA, pois o PT reduziu os impostos e isso não pode...
    Vamos detonar a DILMA, pois o PT é vergonha internacional e somente 60 países vem buscar com o PT, no Brasil, subsídios para administrar seus países...
    Vamos detonar a DILMA, pois este PT, decidiu criar os direitos para empregadas (os) domésticos (as), e isso é um sacrilégio.
    Vamos detonar DILMA, pois o PT, tirou mais de 40 milhões de pessoas da pobreza e isso não pode...
    Vamos detonar a DILMA, pois o PT trouxe 6000 médicos cubanos, para atender onde os Mauricinhos e Patricinhas se negam a trabalhar.
    Vamos detonar a DILMA, pois com o PT no governo mais de 1,5 milhões de trabalhadores, viraram doutor com o PROUNI e isso não pode...
    Vamos detonar a DILMA, pois ela o LULA e o PT, criaram mais de dois milhões de casas para os pobres e isso não pode...
    Vamos detonar a DILMA, pois ela, baixou os juros (na era FHC, 1999 era de 44%, hoje de 8%) e isso não pode...
    Vamos detonar a DILMA, pois ela, o LULA e o PT, baixaram os preços da energia elétrica, e, isso não pode...
    Vamos detonar com a DILMA, pois ela o LULA e o PT, estão realizando a copa do mundo no BRASIL, e isso comparando o investimento e o retorno terá um retorno de mais de 600%, e isso não pode...
    Vamos detonar a DILMA, pois, ela o LULA e o PT, reduziram a inflação e reajustaram em mais do que o dobro o salário mínimo, dobrando o poder aquisitivo, e isso não pode...
    Vamos detonar a DILMA, o LULA e o PT, pois eles estão quase finalizando a duplicação da BR 101 sul, e isso não pode...
    Vamos detonar a DILMA, o LULA e o PT, pois estes criaram meia centena de universidades federais. E mais de 250 extensões universitárias, e isso não pode...
    Vamos detonar a DILMA, pois ela, o LULA e o PT, facilitaram o acesso dos pobres à internet. E isso não pode, já viram dar direito a pobre de reclamar alguma coisa ou opinar?? Isso é inadmissível...
    Vamos detonar a DILMA, o LULA e o PT, pois estes criaram o bolsa desconto do IPI, na compra de veículos, e isso não pode...
    Vamos detonar a DILMA, o LULA e o PT, pois estes falam com os pobres. E isso é coisa do demônio, quando é que pobre teve direito de conversar com Presidente Da República...
    Vamos detonar a DILMA, o LULA e o PT, pois estes, fizeram com que brasileiros, pobre viajassem de avião por todos os estados do BRASIL e até para o exterior e isso antes era só coisa de ricos...
    POR ISSO QUE DIGO ESSES REVOLUCIONÁRIOS GOLPISTAS EXTREMAMENTE DE DIREITA NÃO ME REPRESENTAM NUNCA. NUNCA, NUNCA.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Anônimo4:19 PM

      Anônimo das 06:29, o seu comentário é surreal; acredito que você deva ser habitante de marte...

      Excluir
  8. Não acredito em reformas.Nós vivemos reformas,desde a primeira república e o Brasil continua o mesmo:o Brasil dos miseráveis e o Brasil dos ricos.
    Acredito,sim,em mudança,e, mudança se faz pela raiz,isto é,rompendo-se com o modo de produção capitalista(economia de mercado).E não será esse movimento heterogênio,difuso,desorganizado e contraditório,que romperá com a estrura que levará à mudança,principalmente vindo de uma classe que não tem essa proposta.Estaria com muito mais esperanças se fosse um movimento da única classe que poderá realizar essa estupenda rutura,que é o proletariado.Entretanto,apesar de não acreditar em reformas,não sou totalmente avessa a elas.E,por falar nisso
    ,alguns elementos mínimos a que o texto se refere já existem, a citar:Lei da ficha limpa,proibição de boca de urna, lei de improbidade administrativa etc.A grande questão é que a direita é forte,porque representa o capital.
    Finalizando,gostaria de aplaudir de pé o comentário de um anônimo,o último antes dem mim.Faço minhas algumas de suas palavras: Esses antirrevolucionários,golpistas não me representam!Nunca!Nunca!Nunca!

    ResponderExcluir
  9. Anônimo6:11 PM

    Habitante de "Marte" , responde perguntando ao "cara pálida...que o "questiona"...e você "caro"; mora em que planeta?
    Ué , você.... disse se sou "surreal", porque "discorda" do que eu "postei" ou então faz "coro" aos que fizeram parte do bloco de carnaval que desfilou ........"pela aí".........destilando o ódio dos perdedores de 2002,...2006,....2010. Abraços aos verdadeiros habitantes de "Marte".

    ResponderExcluir

Quem sou eu

Minha foto
Jornalista desde 1961, quando foi ser repórter da ÚLTIMA HORA, PEDRO PORFÍRIO acumulou experiências em todos os segmentos da comunicação. Trabalhou também nos jornais O DIA e CORREIO DA MANHÃ, TRIBUNA DA IMPRENSA, da qual foi seu chefe de Redação, nas revistas MANCHETE, FATOS & FOTOS, dirigiu a Central Bloch de Fotonovelas. Chefiou a Reportagem da Tv Tupi, foi redator da Radio Tupi teve programa diário na RÁDIO CARIOCA. Em propaganda, trabalhou nas agências Alton, Focus e foi gerente da Canto e Mello. Foi assessor de relações públicas da ACESITA e assessor de imprensa de várias companhias teatrais. Teatrólogo, escreveu e encenou 8 peças, no período de 1973 a 1982, tendo ganho o maior prêmio da crítica com sua comédia O BOM BURGUÊS. Escreveu e publicou 7 livros, entre os quais O PODER DA RUA, O ASSASSINO DAS SEXTAS-FEIRAS e CONFISSÕES DE UM INCONFORMISTA. Foi coordenador das regiões administrativas da Zona Norte, presidente do Conselho de Contribuintes e, por duas vezes, Secretário Municipal de Desenvolvimento Social. Exerceu também mandatos em 4 legislaturas na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, sendo autor de leis de grande repercussão social.