quinta-feira, 27 de junho de 2013

Médicos param pela "reserva de mercado" e o povo é quem paga o pato

Depois dessa, dá até arrepio depender do nosso sistema de saúde deformado pelo corporativismo mais insensível

O anúncio da presidente Dilma Vânia Rousseff  confirmando que o governo cogitava de contratar médicos no exterior para suprir sua falta em pelo menos 2.282 municípios brasileiros foi o bastante para que os médicos dos serviços públicos de Pernambuco, em todos os níveis,  cruzassem os braços, deixando milhares de pacientes que não podem pagar planos de saúde sem assistência nenhuma, com os riscos das próprias vidas.

Essa greve é o retrato sem retoque de uma boa parte de uma classe formada em faculdades públicas e gratuitas para salvar vidas. A greve não prejudicou os familiares da presidente, dos ministros, dos governantes em geral ou dos parlamentares.  Atingiu, sim,  de forma desumana e cruel, a população pobre que não tem nada a ver com o peixe e que, infelizmente, parece condenada a morrer  ou passar sufoco nas portas dos hospitais e postos de saúde, onde a falta de profissionais é crônica há anos, falta, inclusive, diga-se com todas as letras, pela baixa assiduidade. População que pode pagar o pato pelos humores de um  corporativismo insano.

É uma greve que não passou nem de raspão pelos hospitais privados ou pelo atendimento igualmente precário nos consultórios e clínicas conveniados com os planos que remuneram muito mal aos nossos doutores, mas que lhes permite recorrer a um monte de exames compensatórios  em laboratórios.

Essa decisão de negar atendimento aos dependentes dos serviços públicos não ficou por aí.  As principais entidades de classe, lideradas pelo Conselho Federal de Medicina, estão programando para o próximo 3 de julho uma paralisação nacional no sistema público de saúde,  o que, repito, causará transtornos a milhões de brasileiros que não podem pagar a planos privados.

Esses mesmos desatinados acabaram de demonstrar, em outra situação, que querem ser os ditadores da área de saúde, não importa o preço: assim, conseguiram que o Senado aprovasse uma Lei de EXCLUSIVIDADE, chamada de ato médico, que subordina todos os demais profissionais aos médicos, mesmo sabendo que isso poderá inviabilizar instituições de notória utilidade como a Rede Sarah de Hospitais de Reabilitação, além de golpear mais de uma dezena de carreiras igualmente qualificadas.

É a mais inacreditável formação de cartel profissional, algo impensado, como se para sobreviverem os médicos dependam de casuísmos indiferentes à sorte dos pacientes.

Não quer socorrer e não quer deixar que socorram

Essa não é uma greve por melhores salários,  por melhores condições de trabalho. A população que já passa semanas e meses para ter um atendimento em unidade pública vai penar por que a classe médica brasileira não quer ir para os grotões e não quer deixar que outros o façam, porque esses outros já demonstraram que têm muito mais espírito humanitário e vão acabar expondo as vísceras de uma medicina mercantilista, onde profissionais mal formados trocaram a consulta criteriosa pelo atendimento sumário e os exames a a bangu, como diagnosticou muito bem o médico Luiz Roberto Londres, diretor da Clínica São Vicente, reconhecida como o mais completo centro médico particular do Rio de Janeiro, em entrevista de página inteira ao jornal O GLOBO, no último dia 8 e junho.

“(O termo) medicina  diagnóstica, que se vê por aí, é uma mentira. O que existe é exame complementar. Um bom médico consegue ter uma hipótese correta em 90% dos casos, porque conversa com o paciente. A medicina seria baratíssima se ela se fiasse no encontro. Haveria menos hospitalização, menos cirurgias e menos exames complementares. Como hoje as escolas não ensinam mais, estão cada vez piores, os médicos não conversam, pedem exame e operam sem saber. Claro que quero ter internações aqui (na São Vicente), mas sem ferir um único preceito do código de ética.
É possível melhorar essa relação na saúde pública? Precisa-se de mais dinheiro?.  Dizem que o problema é financiamento... será que é? Acho que falta comprometimento de todos. Todos estão preocupados com sua coisinha, sem participar.”

A entrevista desse médico vitorioso no âmbito da medicina privada, que transcrevo na íntegra no blog DEBATE BRASIL, é a resposta mais autorizada ao corporativismo que hoje só serve para garantir mercado para profissionais medíocres,  de conhecimentos limitados, que não querem nem ouvir falar de concorrentes, que se perderam numa lógica perversa produzida por uma grande farsa, onde, como honrosas exceções, médicos fazem que trabalham com “plantões de 24 horas” e os governos fazem que pagam uma merreca num pacto demoníaco em que quem sai perdendo é o paciente, ao qual, aliás, se aplica com precisão etimológica essa condição de PACIENTE.


Quem está por trás da resistência

É bastante sintomático que na crista desses movimentos estejam faculdades conhecidas por suas deficiências como a Faculdade de Medicina do Planalto Central,  a mesma que figurou no Diário Oficial da União em abril de 2010 para sofrer processo administrativo do MEC, juntamente com outras cinco pilhadas por ensino de baixa qualidade, que só não foi fechada por que soube mexer seus pauzinhos.

É lamentável que todo esse complexo de interesses bilionários, envolvendo a indústria farmacêutica e as empresas de medicina diagnóstica, esteja por trás dessa resistência, numa de que, mais do que de médicos, precisamos de equipamentos caríssimos, superfaturados no uso abusivo das brechas nas leis de licitações.

O governo da presidenta Dilma Vânia Rousseff sabe que a população não aguenta mais esse sistema de saúde caricato, que está sendo sucateado para que os planos de saúde tomem conta de tudo, auferindo lucros gigantescos e abrindo caminho para um varejo médico cada vez mais mercantilizado.

Não é de hoje que o governo tenta atrair médicos

Essa proposta de oferecer melhores salários para médicos irem trabalhar onde sua simples presença já é uma bênção não é coisa nova. Como já escrevi aqui, além do Programa Nacional de Valorização do Profissional de Atenção Básica – o Provab -, o Ministério da Saúde, em conjunto com o da Educação, incluiu no mesmo pacote o Programa Pro - Residência,  que prevê a abertura de residências médicas para formação de profissionais nas especialidades e nas regiões onde são necessários. 

Ofereceu também  abatimento no saldo devedor do FIES,  financiamento da Caixa Econômica, com valores proporcionais ao período em que trabalharem em um dos 2.282 municípios (40,7%) oficialmente com carência de profissionais na atenção básica.

No entanto, muitas prefeituras não conseguiram implementar o Provab, programa que também oferece curso de pós-graduação em Saúde da Família, e uma bolsa mensal do governo federal no valor de R$ 8 mil durante um ano. Neste ano, o Provab recebeu 4.392 médicos nos serviços de atenção básica de saúde em 1.407 municípios. Esses números correspondem a menos de 30% da meta estabelecida.

O problema está na formação dependente

Esses grupos de profissionais brasileiros não querem ir para os grotões por que não aprenderam a lidar com pacientes no formato vitorioso do médico da família, tornaram-se dependentes, sob todos os aspectos, dos “exames complementares” e de toda a parafernália em que o sistema mercantilista os engessou.

Não querem ir e não querem deixar que os outros prestem esse atendimento inadiável. Sabem que não estão em conflito com “médicos estrangeiros”, mas com o resgate da verdadeira assistência médica, aquela que se faz no controle preventivo, na disseminação da informação e na educação para a saúde.

Ficam dizendo asneiras sobre os médicos cubanos e esquecem que as populações distantes de Tocantins e Roraima já conheceram sua competência e sentem enorme falta deles.  Exemplo disso é o caso do médico  cubano Josué Jesus Matos, que trabalhou em Roraima num convênio com Cuba, casou-se com uma brasileira e acabou vindo morar aqui, naturalizando-se.  Hoje, é o prefeito da cidade de Mucajaí, a 60 Km de Boa Vista, eleito pelo pequeno PSL sem gastar um tostão, num pleito em que derrotou o candidato que tentava a reeleição pelo PMDB.

Reserva de mercado com o “Ato Médico”

Meteram-lhes nas cabeças que só poderão sobreviver se detiverem o monopólio do atendimento curativo e se a medicina preventiva for sabotada.

Agora mesmo, no último dia 18, aprovaram no Senado o Projeto de Lei 286, o chamado Ato Médico, que subordinará todos os profissionais que atuam na área de saúde à autoridade de um médico, independentemente de sua qualificação, outra forma brutal de reserva de mercado, que está mobilizando 13 categorias, entre as quais, biomédicos, psicólogos, enfermeiros e fisioterapeutas. E que teve a repulsa de instituições de renome internacional, como a Rede Sarah de Hospitais de Reabilitação, com seus 5 mil profissionais e mais de 16 milhões de atendimentos por ano com equipes multidisciplinares.

Eu jamais poderia imaginar que chegássemos a um quadro de tanta irresponsabilidade e tanta ganância numa área que trata de vidas.  E falo por experiência própria: quando em 1977 tive um acidente de moto em que fiquei com fratura cominutiva no fêmur da perna direita, em meio a tantas controvérsias entre médicos brasileiros de três hospitais – Souza Aguiar, Ordem do Carmo e Santa Terezinha, foi um boliviano, o ortopedista Oscar Lara Rocha, que topou me operar, abreviando em pelo menos um ano o tempo da minha recuperação.  
Se continuarem nessa obsessão mercantilista e monopolista, negando atendimento ao povo no sistema público  e não deixando que os outros o façam, esses manipulares da classe médica vão acabar semeando o ódio e o desrespeito dos cidadãos, muitos dos quais já estão perdendo a paciência e partindo para a agressão.

O direito à saúde é cláusula pétrea da Constituição brasileira. O governo tem obrigação de assegurá-lo, encarando os corporativismos tacanhos sem tergiversar. Agindo assim, terá todo o apoio de quem não admite a insanidade assumida de mercadores da saúde.

33 comentários:

  1. GRANDE PARTE DOS MÉDICOS QUE ATUAM NO BRASIL SÃO PICARETAS DE CARTEIRINHA!
    Em 1980 fui vítima da incúria, desleixo e desonestidade moral de vários médicos! Escapei com vida nem posso imaginar como. Durante muitos anos amargurei nos hospitais e postos de saúde do falecido INAMPS, hoje representado no SUS que continua tão ruim ou pior. Depois de sofrer 03 AVC's em 2003, desisti por completo de procurar tratamento para meus males no SUS porque fui maltratado por vários médicos e quando me queixei ao ministério da saúde,um grupo de médicos da região foram convocados para me escutar e durante a reunião, senti que estavam todos combinados para me passarem um atestado de insanidade mental. Escapei de ser taxado como esquizofrênico ou psicopata porque uma jovem médica discordou e saiu da reunião. O que vi de barbaridades cometidas por médicos nos hospitais, prontos-socorros e postos de atendimento do SUS, daria para fazer uma enciclopédia da picaretagem médica

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    1. Anônimo11:43 PM

      Vc foi vítima de tantos erros médicos, teve 03 AVC, desistiu do SUS e está Aqui lendo e escrevendo com vigor e prolixidade e o médico é que é o picareta? O médico é culpado pelo SUS não funcionar?

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    2. Anônimo4:03 PM

      DEVE TER SIDO, QUEM SABE, SEU ENFERMEIRO OU SEU PSICÓLOGO, OU QUEM SABE SEU FISIOTERAPÊUTA QUE LHE TRATOU E LHE SALVOU,PARA HOJE ESTAR AQUI JOGANDO TODOS OS MÉDICOS NA MESMA FOGUEIRA DA INJUSTIÇA!

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  2. Maria Luisa5:18 PM

    Estou perplexa com a atitude da classe medica para garantir o controle de tudo. Meu pai era médico e se tivesse vivo certamente estaria condenando esse comportamento. Era ewra um adepto daquele velho sistema em que cada cliente era um amigo e ele tratava de todos, do avÕ ao neto. Não e coisa de médico, com certeteza

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    1. Anônimo4:05 PM

      NÃO QUERIDA, SE SEU PAI ESTIVESSE VIVO, SENTIRIA A MESMA INDIGNAÇÃO E DESGOSTO POR ESTAR SENDO JOGADO NA MESMA FOGUEIRA, SEM DISTINÇÃO!

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  3. Prezado Porfírio,

    Corajosa,contundente e oportuna abordagem. Conheço muitos excelentes médicos que tem uma visão crítica dos rumos do ensino e da prática médica atual. Infelizmente estes profissionais estão dispersos e ou são massacrados por estas fôrças que você menciona no seu artigo.
    Faltam médicos (aquele que é capaz de diagnosticar e viabilizar uma terapia adequada) e sobram tecnólogos.
    Este assunto é muito sério e precisa ser devidamente aprofundado e denunciado na medida do necessário.
    Confio que o clamor das ruas coloque a questão médica no rumo das necessidades nacionais e do resgate da dignificante profissão de MÉDICO.
    Abraço
    Carlos Fayal

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    1. Anônimo4:11 PM

      SOU MÉDICA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE, POR "AMOR À CAMISETA" ESTOU TRABALHANDO NO INTERIOR DA BAHIA, ONDE SOU MUITO QUERIDA POR MEUS PACIENTES. NÃO SÃO MEUS COLEGAS MÉDICOS QUE ME MASSACRAM, MAS OS GESTORES LOCAIS DA SAÚDE (ESTES MESMOS POLÍTICOS QUE ESTÃO VIBRANDO JUNTO COM VOCÊ NESTA INJUSTIÇA COM OS MÉDICOS)! SEMPRE QUE TENTEI MELHORAR O MEIO ONDE MEUS PACIENTES VIVIAM, ESTES GESTORES ME PERSEGUIAM, ME MASSACRAVAM. NESTA HORA, GRAÇAS A DEUS MEU SINDICATO ME ACUDIA!

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  4. Anônimo7:50 PM

    Sou médico e concordo com vários aspectos sobre a farra dos exames complementares desnecessários, o péssimo preparo dos médicos recém formados e o mercantilismo desprezível da Medicina atual. Acredito que médicos cubanos ou estrangeiros podem e DEVEM ser contratados para trabalhar onde os brasileiros não querem ir, DESDE QUE, passem pelo devido exame, COMO ACONTECE EM QUALQUER PAìS SÉRIO.
    Quanto ao Ato Médico, veio para coibir que uma série de profissionais formados na baciada, queiram se passar por médicos, como fisioterapeutas, enfermeiros, terapeutas ocupacionais, farmacêuticos, massagistas, etc.
    Só o médico pode FAZER diagnóstico e PRESCREVER tratamento.
    Os outros são executores daquilo que o médico determina.
    Equipes multidisciplinares tem que ter hierarquia, senão vira zona.
    Ainda em tempo, devemos também atentar para o mercantilismo dos pedreiros, pintores, colocadores de mármore, colocadores de gesso e outros profissionais que estão ganhando PROPORCIONALMENTE mais do que 80 % dos médicos do Brasil.
    Não dá pra pagar 50,00 para colocar um metro de gesso ou um metro de mármore ou 100,00 para fazer um carreto que de meia hora, com os planos de saúde pagando menos na consulta.
    Consultem a tabela do SUS e dos planos de saúde e descubram quanto um médico recebe para fazer um parto, operar um úlcera ou retirar um rim. Quem consultar vai ficar horrorizado para SEMPRE e ficar com PAVOR de entrar num hospital.
    Ao pegar o sal´rio de um médico, descontar os impostos e dividir pelo número de pacientes atentidos, vão ver que, PROPORCIONALMENTE, o médico ganha menos que uma diarista.
    Pelo valor de uma cirurgia pelo SUS, ninguém consegue um eletricista para trocar a resistência de um chuveiro, MUITO MENOS arrumar uma geladeira ou máquina de lavar roupas.
    Quando a grande midia vai ter CORAGEM de publicar as tabelas pelos quais os médicos são remunerados?
    Nunca se esqueçam que a porcentagem de médicos que vivem só de atendimento particular não deve passar de 2 %.
    Abaixo o mercantislimo da Medicina e a reserva de mercado, MAS, não dá pra receber uma fração de tantas outras atividades que envolvem responsabilidade e investimento para formação, INFINITAMENTE menores.

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    1. Anônimo1:43 AM

      Acontece que todos que fazem a opção por Medicina,sabem dos valores a serem recebidos por consultas,por cirurgias,e por outras necessidades dos pacientes,fazem o juramento de Sacerdócio,que é fazer de tudo pelas vidas das Pessoas,e depois de formados se esquecem do juramento,e querem receber de volta em pouco tempo,tudo que gastaram para se formar,e não demonstram nenhum sentimento pela dor das pessoas.Graças a Deus,isso não é para todos os Médicos.

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    2. Anônimo4:18 PM

      PALHAÇADA! ATÉ PARECE QUE APENAS O PROFISSIONAL MÉDICO É QUE TEM QUE SER SENSÍVEL! OUTROS SERES HUMANOS NÃO PRECISAM, NÉ? ALIÁS, NÃO SOMOS SERES HUMANOS, NAO TEMOS FAMÍLIA, FILHOS, NÃO PRECISAMOS PAGAR NOSSA CONTAS E DÍVIDAS, NÃO TEMOS DIREITO AO LAZER, SE FACILITAR, NÃO PODEMOS NEM ALMOÇAR DURANTE UM PLANTÃO! É MUITO FÁCIL DIZER: "TE RALA"! MAS VOCÊ NÃO TRABALHARIA SOB HUMILHAÇÃO. OU SEJA: TODAS AS CLASSES DE TRABALHADORES DEVEM PRIMAR POR MELHORIAS SALARIAIS E DE CONDIÇÕES DE TRABALHO, MENOS OS MÉDICOS! VOCÊ ME PARECE MUITO JUSTO E HUMANO; OBRIGADA!

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    3. Anônimo12:09 PM

      Comédia esse médico.. Não conheço nenhum médico duro.. Todos principalmente os cirurgiões, moram na Barra da Tijuca,Ipanema, Copacabana, Recreio, tem carro importado, filhos no colégio Cruzeiro, ou semelhante ( média de 3.500,00 mensalidade). Atendimento de M.... quando é pelo plano de saúde.. perdem 5 minutos e jogam a bola pra frente normalmente. Unimed que é cooperativa, eles deveriam defender, normalmente atacam, sei que há grupos de médicos disputando chapa na Unimed, é terrível, e o paciente é que paga a conta duas vezes, péssimo atendimento, e custo elevado!

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  5. Existe muita coisa que realmente acontece. Agora, falar que a defesa do povo contra uma Medicina de péssima qualidade é reserva de mercado, me desculpe. Esquerdista. Você não sabe do que fala, apesar dos cabelos brancos. Com 29 anos, 9 de medicina, Cirurgião Geral e Médico Residente de Cirurgia Oncológica, por meu próprio mérito e sem ajuda de ninguém, sei muito mais da realidade do que você, leigo.

    Vá se informar e seja imparcial nas tuas análises, tendencioso.

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    1. Anônimo4:21 PM

      NÃO ADIANTA, DR VINÍCIUS! QUEM NÃO ESTÁ NA NOSSA PELE, NÃO SABE O QUE ESTÁ DIZENDO! BLÁ BLÁ BLÁ. MAS, TERIAM MUITO ORGULHO DE TER UM FILHO FORMADO MÉDICO, NÃO É? AÍ, QUERIA VER SE IRIAM BATER E DESRESPEITAR DESTA MANEIRA!

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  6. Luiz dos Santos11:39 PM

    Solicito a todos aqueles que são contrários ao ATO MÈDICO que quando passarem mal ou tiverem algum problema de saúde procurem qualquer um dos profissionais de saúde e se tratem exclusivamente com eles ! Quero ver quem tem coragem de fazer isso...Luiz dos Santos, Médico, Prof. Ed. Fìsica

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  7. Miguel Angelo8:17 AM

    Sr Pedro, lamentavelménte acredito que que tenha escrito este artigo sem nenhum conhecimento de causa e, que talvez se tivesse se informado melhor não teria sido tão infeliz nas suas palavras. O Brasil não precisa de médico de fora para seu mercado de trabalho, e sim de uma política de Saúde Pública séria e competente, com investimentos em hospitais e não em atendimentos paliativos que não ajudam em nada a saúde da população. Não somos contra o ingresso de médicos do exterior em nosso país, mas sim em uma avaliação técnica justa que demonstre suaa competências em relação ao exercício da profissão, lembrando que esta avaliação já é realizada em nosso país há muito tempo. Em relação a qualidade dos profissionais médicos, concordo em parte de sua desqualificação mas, quem é o culpado por autorizar a abertura de muitas universiadades privadas no nosso país e não fiscalizar o ensino ofertado. O médico não autoriza abertura de faculdades de medicinas. Lembro também que que a má qualificação dos profissionais que chegam ao mercado não é exclusivo da carreira médica e, sim de todos os segemntos de nosso país, que passa por uma crise sócio-culutral grave pela falta de investimento em educação, basta ver a situãção dos professores no país. Quanto ao ato médico, qualquer profissional voltado para uma carreira específica, tem que ter autonomia e se prepara para tal, pela sua teoria em relação ao mesmo, motorista poderia pilotar avião, advogado poderia julgar e por aí afora. Os médicos lutam pelo reconhecimento de sua profissão somente.
    Em relação a sua cirurgia, parabenizamos o médico que lhe operou, mesmo não sendo brasileiro, pois demonstrou competência para o exercício de sua profissão, que acredito tenha sido avaliada, quando de sua chegado ao Brasil. Acreditamos também, que se este artigo fossse escrito por um jornalista Boliviano, talvez a leitura fosse diferente, pois seria escrito por alguém imparcial, sem tendências, fazendo um julgamento justo em relação a situração, como faz grande parte de impressa em nosso País.

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  8. Anônimo1:45 PM

    O Conselho não é contra a vinda desses médicos cubanos. O que se quer é que eles sejam submetidos ao exame que todos que querem aqui trabalhar são obrigados a fazê-lo. Se são tão bons, porquê não seguir as regras do país.

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  9. Enio Panetti Usiglio8:40 AM

    A pior coisa que existe é quando alguém emite uma opinião sem o menor conhecimento. Esse jornalista não sabe o que é a medicina, não conhece a profissão médica, não conhece a medicina pública e a privada em nosso país.

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    1. Eduardo Di Piero12:34 AM

      Parabéns Dr. Enio. Dia 20 é nossa última chance de salvar a medicina no Brasil. Todos para Brasília! A opinião desse jornalista tendencioso não vale nada.

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  10. Anônimo9:39 AM

    Incrível como tem genteque tem o pensamento tão limitado e acha que os médicos brasileiros são sempre os culpados.

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  11. Porfírio, quando vc ficar doente vá pra Cuba! Lá é melhor... abraço.

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  12. Mário Lacerda Aguiar3:06 PM

    Eu esive em Cuba e vi com meus próprios olhos o trabalho sério da medicina preventiva adotada lá. Li os índices oficiais da Organização Mundial de Saúde, dão um banho nos nossos, quem quiser que prove o conrário. Estão falando em contratá-los por que os médicos brasileiros formados com o dinheiro do contribuinte não acordaram ainda para o retorno que devem dar pelo curso que fizeram nas faculades públicas sem pagar um tostão. A atitude egoísta dos médicos é muito feia, não condiz com a vocação de quem se formou para tratar de vidas humanas.

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    1. No filho dos outros tudo é bonito, não é? Defender médico estrangeiro sem revalida com carteirinha de plano no bolso é mole. São todos covardes. Só vou de fato acreditar em quem defende cubano se suspenderem imediatamente seus convênios e irem morar nos povoados sem hospital, sem energia elétrica, sem internet. Ai sim serão dignos de respeito. Defender medicina de pobre para pobre é bem coisa de petista mesmo...

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  13. Anônimo4:48 PM

    O articulista falou sobre o ato médico e nem ao menos o leu... Quantos anos de jornalismo meu filho? Acho que já está na hora do governo trazer jornalistas cubanos pq os brasileiros possuem uma qualidade muito duvidosa.

    O SUS, a saúde brasileira sucateada por culpa dos médicos... sei.

    Rafael César

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  14. Anônimo10:00 AM

    A ignorância é abençoada...

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  15. Eh tanta merda proferida, q nao consigo nem escrever todos os argumentos contra esse Sr.
    Mas alguns pontos devem ser salientados:
    -Pq soh os medicos formados em faculdades publicas devem retribuir o trabalho a sociedade?? E os engenheiros, os jornalistas, arquitetos, administradores?? E os bolsists do ProUNI, tb nao deveriam retribuir a sociedade? Vc sabia q o aluno de medicina eh o unico aluno de curso em tempo integral q nao recebe durante seu estagio curricular?? Um estudante de engenharia chega a receber R$ 1500,00 por mes, e ainda se forma um ano antes. Medicina são 6 anos de dedicaçao exclusiva. E ainda tem a residencia medica q na pratica eh um medico que recebe menos da metade do que um medico deveria receber, pra fazer o trabalho de dois ou tres medicos.
    -A Lei do Ato Medico, nao eh uma reserva de mercado, nao coibe o trabalho dos profissionais das areas afins da saude, apenas regulamenta o que é atividade exclusiva do medico. Nao nos propomos a fazer reabilitacao, tratamentos odontologicos ou planos dieteticos.. Recomendo que leia o texto final da lei, antes de critica. Obviamente o sr. nao leu.
    -As entidades medicas nao sao contra a vinda de medicos estrangeiros, mas sim contra a vinda arbitraria desses medicos, sem as avaliacoes LEGAIS q jah existem e sao regulamentadas...

    Bom, sao esses topicos que desejo ressaltar, claro q tem muitas outras incongruencias no seu texto, mas pra comecar, jah basta...

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  16. Flávio Prieto6:22 PM


    De acordo! Perfeito, Pedro. Greve corporativista. São contra o ponto biométrico para continuar dando plantão fantasma na rede pública,
    onde são contratados, e plantões efetivos na rede particular, onde não faltam. Isso é honesto? É ético? E se alguém morrer por falta do
    médico especialista? (como morreu recentemente) Se a rede pública paga mal, não faça concurso para trabalhar lá: se faz, trabalhe!
    Abraço
    Flávio Prieto

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  17. Quanta mentira nesta matéria, esse petista continua jogando nas costas dos médicos a incomoetência do governo em oferecer à populacao um sistema de saúde digno... O Brasil investe 400 dólares em saúde por habitante, a Inglaterra 3000 dolares. Os médicos não vão pro interior por falta dd carreira, segurança, estabilidade, porque esses salários são mentirosos, 100% sofreu calote, o sus paga 1500 reais de salário, isso é uma indecência. O ato médico foi discutido por 12 anos no congresso, a base do governo votou a favor, apenas diz o óbvio: diagnóstico e tratamento médico é com o médico, o articulista mente descaradamente ao dizer o contrário... Sem nenhuma credibilidade, isso aqui não é um blog, é um panfleto governista...

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  18. No filho dos outros tudo é bonito, não é? Defender médico estrangeiro sem revalida com carteirinha de plano no bolso é mole. São todos covardes. Só vou de fato acreditar em quem defende cubano se suspenderem imediatamente seus convênios e irem morar nos povoados sem hospital, sem energia elétrica, sem internet. Ai sim serão dignos de respeito. Defender medicina de pobre para pobre é bem coisa de petista mesmo...

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  19. Anônimo12:29 AM

    Com todos respeito aqueles que lutam por mudanças transparentes, efetivas e opinam suas indignações, mas quanta besteira proferida aqui! Desejo que essas pessoas sejam tratadas por este Sistema de saúde doente e a caminho do óbito, como está o nosso! Muito provavelmente isso não acontecerá pois pessoas assim costumam ser parentes ou amigos de político corrupto. Falo isso com a indignação de médico e coordenador de outros tantos médicos que se DOAM na Saúde Pública de um município de médio porte. Já vi gestor (político!) ter a pachorra de questionar o porquê de colegas médicos solicitarem exames laboratoriais básicos (e essenciais!) como são as sorologias (HIV, sífilis, hepatites virais) para os casos suspeitos. Peraí, cadê o amor à vida, ao próximo e a vontade politica de se viabilizar uma saúde, no mínimo, preventiva. Então, informem-se bem, questionem sem imparcialidades, sem se venderem (!), antes de expor suas opiniões! A hora de todos, vai chegar! Revalida, SIM!

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  20. Anônimo5:37 PM

    Impressionante como esse velho tenta corromper a dignidade dos médicos brasileiros.Espero que tenha a coragem de se identificar quando necessitar da ajuda de um médico o que não vai demorar muito se Deus Quiser. É tanta bobagem que sua má intenção transparece então não vale a pena perder tempo argumentando. Lhe desejo um bom fim de vida!

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  21. Anônimo8:53 AM

    Esse PP clame a Deus para nao adoecer, caso isso aconteça va pra Cuba se tratar, se for po$$ivel, pois jornalistas( com algumas exceçoes) nao podem, va ver que eh por isso que sao tao despeitados com os medicos, talvez tentaram e nao conseguiram nem passar no vestibular pra Medicina. Entao, se for depender dessa estrutura da saude oferecida por Dilma Hipocrita( cliente do Sirio Libanes) vai morrer a mingua, pois falta tudo e a culpa sera Dela e nao dos Médicos! Boa Sorte!!!

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  22. Anônimo9:53 AM

    Aponsentadoria compulsoria ja, pra esse jornalista de ideias pertubadas, mas talvez seja um novo tipo de esclerose - corrupção, pra poder se sustentar, ja que a aponsentadoria no nosso pais eh uma miseria! Peça a um cubano pra lhe tratar, mas torça que ele saiba alguma coisa e fale ao menos portunhol, pois acredito que os bons e inteligentes ficaram la em Cuba!!!

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  23. Anônimo1:03 PM

    É lamentável essa guerra de acusações entre profissionais. Cada um tem seu valor e estudou para isso. O que não pode acontecer é uma classe querer o domínio do conhecimento para si. Os médicos deveriam ter definido sua área de atuação lá no passado, agora quando outras categorias vieram e fazem o que eles não querem fazer, começa a briga. O conhecimento do farmacêutico, psicólogo, enfermeiro e as demais área da saúde, são distintos e se complementam. Médicos deixem disso, porque isso é legalizar a reserva de mercado da profissão. NÃO AO ATO MÉDICO. VALEU DILMA!!!!!!!!!!

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Quem sou eu

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Jornalista desde 1961, quando foi ser repórter da ÚLTIMA HORA, PEDRO PORFÍRIO acumulou experiências em todos os segmentos da comunicação. Trabalhou também nos jornais O DIA e CORREIO DA MANHÃ, TRIBUNA DA IMPRENSA, da qual foi seu chefe de Redação, nas revistas MANCHETE, FATOS & FOTOS, dirigiu a Central Bloch de Fotonovelas. Chefiou a Reportagem da Tv Tupi, foi redator da Radio Tupi teve programa diário na RÁDIO CARIOCA. Em propaganda, trabalhou nas agências Alton, Focus e foi gerente da Canto e Mello. Foi assessor de relações públicas da ACESITA e assessor de imprensa de várias companhias teatrais. Teatrólogo, escreveu e encenou 8 peças, no período de 1973 a 1982, tendo ganho o maior prêmio da crítica com sua comédia O BOM BURGUÊS. Escreveu e publicou 7 livros, entre os quais O PODER DA RUA, O ASSASSINO DAS SEXTAS-FEIRAS e CONFISSÕES DE UM INCONFORMISTA. Foi coordenador das regiões administrativas da Zona Norte, presidente do Conselho de Contribuintes e, por duas vezes, Secretário Municipal de Desenvolvimento Social. Exerceu também mandatos em 4 legislaturas na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, sendo autor de leis de grande repercussão social.