quinta-feira, 9 de maio de 2013

Para além do bloqueio aos médicos cubanos

Pedro Porfírio

Desequilíbrio e chavões grosseiros mostram que o corporativismo mercantilista é também mais embaixo


No terremoto de 2010, ao invés de soldados,
Cuba mandou para o Haiti uma brigada de
1200 médicos. Em 2 meses, eles já haviam 
tratado de 30 mil vítimas de cólera e
realizado 3 mil cirurgias em condições
 precaríssimas.
Quando fiz a defesa documentada do vitorioso modelo de medicina adotado em Cuba, cuja maior referência é a inquestionável gama de avanços em benefício de uma população que sobrevive com dignidade, franciscanamente, a um criminoso bloqueio econômico de mais de 40 anos,  não imaginava que ia mexer num frenético vespeiro e suscitar reações psicodélicas, muitas permeadas de palavrões e de uma agressividade que revela desequilíbrio, insegurança e imaturidade,  merecedores de tratamento especializado.

Tudo numa tentativa infantil de mudar o foco da questão – a diferença concreta entre  a profilaxia de ganhos reais exibidos pela Organização Mundial de Saúde e a indústria do tratamento robotizado, que torna o médico um autômato sem  obrigação de raciocinar, custa os olhos da cara e inviabiliza a prática da medicina sem o uso abusivo  da parafernália eletro-magnética.

Em nenhum momento há qualquer referência nos mais de 180 comentários postados às benesses de um Estado que gasta uma grana preta com jovens de boa situação, que representam a grande maioria das faculdades estatais e delas saem para o “mercado” sem
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qualquer compromisso com a sociedade que os bancou num regime absolutamente injusto de alocação dos recursos públicos para educação: só o terceiro grau abocanha 51% (R$ 18 bilhões), isso sem falar nos facilitários de programas de renúncias fiscais e subvenções, como o Prouni.

A grande preocupação dos adversários da contratação de cubanos é apontá-los como  inaptos, exigindo que se submetam a uma prova enigmática, como bem descreveu o leitor Nelson da Cunha, inspirada no modelo doentio equivocado que drena para um ralo as verbas oficiais, impondo um insólito constrangimento diplomático do tipo:

 "Precisamos dos seus médicos, mas não confiamos na aptidão dos mesmos atestada por suas universidades".

Esses não  são imigrantes avulsos que se mudariam de mala e cuia, mas profissionais selecionados nos termos de convênios entre nações que devem respeito mútuo, com experiência em outros países, os quais só serão chamados devido à determinação dos patrícios de preferirem o litoral onde se esbaldam em exames sofisticados, muitos desnecessários, e nas vantagens das variadas fontes de renda.

 Prova, aliás, a que não submetem os nossos recém-formados que, ao contrário dos advogados, podem saltar direto de um pardieiro mercantil, com médias baixas e conhecimento relativo para o exercício pleno e incontrolável do trato com a vida, saltos responsáveis por alarmantes taxas de sucessivos erros médicos, o que levou o Ministério da Saúde a lançar este ano o Programa Nacional de Segurança do Paciente.

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Também em nenhum dos comentários discordantes se viu uma autocrítica honesta sobre as notórias deficiências de muitos dos nossos profissionais, cuja maior protuberância é o excesso de generalistas sem especialidades. Segundo o próprio Conselho Federal, dos 388.015 médicos do país, 180.136 deles, ou 46%, não têm especialidade, o que significa uma temeridade para o conselheiro Desiré Callegari, diretor de Comunicação do CFM.

A legislação do Brasil permite que qualquer médico graduado aqui, em qualquer das 200 faculdades existentes, mesmo sem ter feito residência médica, exerça qualquer especialidade. "Esses médicos que, por algum motivo, não obtêm especialização costumam ir para áreas da medicina que necessitam de mais profissionais, como na atenção primária de saúde ou nos atendimentos de urgência ou emergência", diz Callegari: "a população acaba sendo exposta a profissionais menos experientes e qualificados nesses atendimentos. O médico exerce a sua profissão com pouca experiência em relação a diagnósticos e orientações de tratamentos, por exemplo."

Resistência também aos medicamentos genéricos

Sabia que havia qualquer coisa de deprimente e deplorável na área, fruto da atuação perniciosa do poderoso e ultra-lucrativo complexo farmacêutico (temos mais farmácias hoje do que padarias), do sistema viciado de terceirização do SUS, das práticas levianas de burla das obrigações funcionais, do complexo de interesses vorazes emanados dos planos de saúde e  de uma didática acadêmica perigosamente voltada para a robotização dos profissionais de saúde.

Mas não imaginava que o estrago já se enraizara em várias gerações, explicando por que nenhum cidadão comum se sente no gozo do direito constitucional à assistência médica. Ou por que operários da construção civil (como os que reconstruíram o
Em greve, trabalhadores da obra do
Maracanã pediam plano de saúde privado
Maracanã) fazem greves para exigir contratações de planos privados de saúde.
E por que empresas e “cooperativas” de medicina de grupo deitam e rolam, arrancando aumentos cada vez mais extorsivos principalmente nos planos-empresas, que estão livres de controles oficiais.

Ainda tenho esperança que os defensores da reserva de mercado que expõe um ralo com dinheiros públicos sejam minorias. Que minorias sejam os que estão inviabilizando os serviços de saúde para tirar proveitos pessoais indecorosos,  que sequer aceitam receitar um genérico por seus laços de dependência com laboratórios que lhes prestam todo tipo de carinho.

Imagino que a maior parte da classe médica entende que o seu legítimo direito à remuneração justa pela alta relevância de seu trabalho não passa por um jogo sujo que torna muito mais numerosa a rede de sanguessugas infiltrados em todos os labirintos da saúde ou atuando  sem recato no superfaturamento e na fraude de serviços, na indústria de exames caros, de cirurgias desnecessárias ou mesmo na avalanche de cesarianas forçadas.

A possível contratação de médicos fora do Brasil pôs a nu uma inquietação epidêmica e epidérmica, expondo as vísceras de um ambiente contaminado, a certeza de que há algo de podre a ser diagnosticado pelos médicos sérios, como o dr. Aloysio Campos da Paz, da Rede Sarah,  que teve de dar um chega pra lá nos próprios colegas e colocar-se ao lado dos pacientes para garantir a excelência do hospital que dirigia.

Governador de direita recorreu aos médicos cubanos

Junto com o destempero de recados intolerantes postados no nosso blog, o pior que aconteceu foi a tendência doentia de ideologizar e partidarizar as divergências, com expressões boçais que não podem ter partido de médicos ou estudantes de medicina, pois se assim fosse a necessidade de um choque de sensatez numa corporação envolvida diretamente com a vida e a morte seria uma operação de emergência inadiável. Corporação que não tem nada com maus hábitos fatais, como daquela médica do Paraná, especialista em abreviar a morte dos pacientes terminais.

Mal sabem esses subprodutos de um passado obscurantista que quem primeiro recorreu aos médicos cubanos foi um GOVERNADOR ASSUMIDAMENTE DE DIREITA, no
Afinado com os militares, o governador Siqueira
Campos  abstraiu divergências ideológicas
e chamou médicos cubanos para Tocantins.
passado ligado à linha dura do regime milita
r. Isso mesmo: principal artífice do Estado de Tocantins e primeiro chefe do seu Executivo, José Wilson de Siqueira Campos, que foi da Arena e do PDS, viu que só mesmo com um novo modelo de medicina pública, tal como se praticava naquela ilha, seria possível equacionar os problemas de saúde de muitos dos seus 139 municípios, dos quais 73 com menos de 5 mil habitantes.

Quando o CRM de Tocantins conseguiu a primeira liminar contra os médicos cubanos, seu filho, o senador Eduardo Siqueira Campos, do PSDB, subiu à tribuna para exigir do então governador Marcelo Miranda uma atitude corajosa em defesa daquele programa, que vinha produzindo resultados visíveis para a população do seu estado. “Há oito anos, em virtude de convênio, dezenas de médicos cubanos vêm atuando nos pequenos municípios de Tocantins, onde conseguiam prestar excelentes serviços de saúde à comunidade”.

R$ 35 mil para ter um ortopedista 

A segunda aleivosia desses ignorantes de má fé foi creditar à presidente Dilma Rousseff e ao PT, com fitos eleitorais e em face de “afinidades ideológicas”, a iniciativa de recorrer à contratação de médicos estrangeiros, especialmente os cubanos.

Foi a Frente Nacional dos Prefeitos que promoveu uma ida em massa à Brasília com o objetivo de pedir ao governo federal a imediata contratação de médicos fora do país e a redução das exigências do CFM.  Muitos alegavam que nem oferecendo salários superiores aos das grandes cidades conseguiam atrair profissionais litorâneos para seus municípios.

Houve um caso, no município maranhense de Açailândia, a 559 km de São Luiz, em que a Prefeitura levou um tempo e teve de colocar anúncios em jornais de outros Estados para contratar um ortopedista, oferecendo a bagatela de R$ 35.000 por mês. E olha que
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não se trata de uma cidadezinha: com a maior renda per capita do Maranhão, 104 mil habitantes e uma crescente atividade empresarial, ela conta com um hospital municipal de médio porte, além de 43 estabelecimentos de saúde, dos quais 37 ligados ao SUS. Por acaso, o Estado do Maranhão é o que registra a menor relação médico-população – 0,7 por 1000 hab.

Se um município desse porte teve que apelar, que dirá a situação de mais dois mil municípios onde moram pessoas até hoje dependentes da medicina caseira, de curandeiros ou de longos deslocamentos para avistar alguém de jaleco branco.

Mas não foram apenas os do interior que pleitearam a imediata contratação de médicos de fora para implementarem o programa saúde da família. O prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, em encontro com a presidente Dilma Rousseff, defendeu  a contratação de médicos estrangeiros para atuar em hospitais da rede pública da Capital. Para ele, seria uma forma de atender às reclamações de gestores municipais de todo o País sobre a falta de profissionais interessados em trabalhar nas periferias das grandes cidades.

Brasileiros recusaram incentivos do governo

Toda a classe médica está sabendo que de há muito o governo federal vem incentivando à interiorização de profissionais.  Além do Programa Nacional de Valorização do Profissional de Atenção Básica – o Provab - , o Ministério da Saúde, em conjunto com o da Educação, incluiu no mesmo pacote o Programa Pro - Residência,  que prevê a abertura de residências médicas para formação de profissionais nas especialidades e nas regiões onde são necessários.  

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Ofereceu também  abatimento no saldo devedor do FIES,  financiamento da Caixa Econômica, com valores proporcionais ao período em que trabalharem em um dos 2.282 municípios (40,7%) oficialmente com carência de profissionais na atenção básica.

No entanto, muitas prefeituras não conseguiram implementar o Provab, programa que também oferece curso de pós-graduação em Saúde da Família, e uma bolsa mensal do governo federal no valor de R$ 8 mil durante um ano. Neste ano, o Provab recebeu 4.392 médicos nos serviços de atenção básica de saúde em 1.407 municípios. Esses números correspondem a menos de 30% da meta estabelecida.

Uma geração voltada para a medicina robótica

Parece claro que o grande problema está na didática manipulada sob influência de quem ganha excessivamente com o tratamento das doenças, em grande parte  resultantes da falta de informação adequada. Embora muitas das faculdades de medicina tenham problema até de cadáveres, o jovem sonhador, que veio de colégios caríssimos e ganha casa, comida e roupa lavada às nossas custas, é induzido a concentrar-se na medicina robótica, em que não terá de queimar a mufa e recorrer à sua sensibilidade, talento e vocação. E provavelmente não lhe passa pela cabeça a dívida que teria de saldar pela habilitação onerosa a custo zero para ele.

Como os pilotos dos jatos modernos, nossos acadêmicos embarcaram na dependência de diagnósticos por aparelhos de alta tecnologia, ao contrário que acontecia com as antigas gerações, como a do meu irmão já falecido,  cearense formado na Universidade da Bahia, que salvou muitas vidas quando tais geringonças  não existiam.

Para alguns, provavelmente uma minoria, a farra do recurso à “medicina nuclear” tem outras motivações nada científicas, assim como no abuso de cirurgias, prática que já levou as autoridades norte-americanas a promoverem um choque contra os exageros, já nos anos setenta.

É muito deprimente que alguns médicos brasileiros tenham perdido a noção da realidade, por conta da manipulação inconsciente em que se envolvem. É claro que os avanços tecnológicos não podem ser recusados, mas o conhecimento do paciente em toda a intimidade, como acontece no sistema do médico de família é muito mais eficaz, principalmente quando a ele se tem acesso antes de contrair doenças evitáveis pela orientação preventiva.

Muitos médicos brasileiros, porém, se sentem ameaçados e não querem nem ouvir falar em cuidados profiláticos e em políticas mais permanentes, como o saneamento  básico e a educação alimentar, que reduziriam ao mínimo as filas nos consultórios, clínicas e hospitais. Pelos mesmos motivos esses profissionais se recusam a receitar genéricos, induzindo pacientes a acreditarem que não são medicamentos confiáveis.


Veja no que dá a febre de exames como a ressonância
Gestão da saúde nas mãos de médicos de alto a baixo

Independente de preferências ideológicas é preciso reconhecer que, embora tenha o maior orçamento do país em relação a outras áreas, inclusive educação, a saúde pública brasileira é extremamente precária.  Somando os orçamentos da União, estaduais e municipais, chegamos a R$ 150 bilhões em 2012 e a população continua apontando o sistema de saúde como o maior vilão do serviço público.

É preciso lembrar que toda a rede pública está em mãos de médicos, do Ministério da Saúde ao diretor do posto local. Não é honesto abstrair essa informação básica. Médicos costumam fazer lobbys, procurar políticos e apoios classistas para assumirem as direções e os orçamentos das unidades de saúde, cortejadas por inescrupulosas máfias de fornecedores e prestadores de serviços.

Muitos sequer têm conhecimento de administração hospitalar,  mas não medem expedientes para ter uma nesga do poder na área.  Quando um profissional alega que  falta tudo numa unidade de saúde, e falta mesmo em muitos lugares, ele tende a culpar os governos, que podem também ser responsabilizados. Mas e o seu colega que trocou o paciente por uma chefia? E o material que some como um fato consumado e corporativamente abafado?

Compras superfaturadas, relacionamentos promíscuos com fornecedores e tolerância com colegas que não aparecem (lembram do caso recente no Hospital Salgado Filho, do Rio de Janeiro?) são praticados por colegas sob o constrangimento do corporativismo: o diretor de hoje pode ser o subordinado de amanhã e vice-versa.

Tudo isso se junta na barricada contra o modelo preventivo, que é desprezado mesmo  nas unidades públicas criadas com esse fim, como acontece nas clínicas de saúde da família  implantadas pelo prefeito Eduardo Paes, no Rio de Janeiro. Aí, além das barreiras corporativistas, pesa também a falta de informação da população, que não faz diferença entre uma clínica dessas e uma UPA de pronto socorro.

Temos, portanto, um impasse de natureza conceitual. No Brasil onde todos querem se dar bem da noite para o dia, é cada vez mais difícil reformular as políticas de saúde, sem que haja um movimento de fora para dentro do sistema, pensando  primeiro na população,  sem que isso signifique postar-se contra a corporação.

É sobre a necessidade de mudar que escreverei meu próximo artigo.

PEDRO PORFÍRIO  é jornalista, escritor e teatrólogo. Tornou-se repórter muito jovem e exerceu várias funções públicas, como Secretário Municipal de Desenvolvimento Social por duas vezes, bem como mandatos de vereador no Rio de Janeiro em 4 legislaturas.

60 comentários:

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    1. Francisco, eu pelo menos não culpo os médicos por nenhum problema da saúde hoje!
      Mas é inegável que há falta de médicos em milhares de postos de saúde pelo brasil (e sim, eu já precisei de hospital público em um acidente, já levei minha avó para posto de saúde receber medicamento de graça, já levei colega de trabalho para posto de saúde para suturar corte, já levei minha empregada doméstica para emergência entre outras coisas e vi gente caída nas filas, passando mal...).

      É Jow, eu só fiz meu plano de saúde aos 27 anos... após trampar 3 anos formado. E olha que trabalho de carteira assinada desde os 16.

      Na minha cidade, de 500 mil habitantes, e região metropolitana, resolveria muito um ou dois médicos, enfermeiros, dentistas e assistentes sociais a mais pois tem van e microônibus vindo de todo canto onde não tem médicos especialistas para a minha cidade.

      Se para você ganhar 2 mil reais é trabalhar de graça, espero que trate bem quem trabalha "de graça" neste Brasil, pois temos nosso valor também, mas se ficasse reclamando de uma situação salarial sem trabalhar eu não teria meu carrinho e meu plano de saúde. Mas esta não é bem a realidade do estudante de medicina. Não venha me citar o caso do único aluno da turma que veio de família simples ou que estudou financiado pelo prouni, pois um, dois, ou três casos em uma turma de 50, não mostra a "realidade".

      Quero mostrar a realidade do povo brasileiro, que precisa urgentemente de mais de atendimento, mesmo que seja pouca coisa, a luta pelas condições de trabalho claro que vai continuar, pois o atendimento vai continuar ruim se não houver aparelhos, ambiente e remédios.
      A luta por salários dignos na rede pública, também vai continuar, assim como continua em qualquer classe.

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    2. Caro, trato todos muito bem independente do quanto recebo. 2000 reais por mes nao sustentam nem os congressos livros e cursos de atualizacao que o medico precisa apenas para evitar fazer cagada com a sua familia.

      Por que as pessoas acham que medico tem que ganhar pouco? Por que essa neura contra salario de medico?

      Falta medico? Claro. Nao precisa ir pro interior: na zona leste da cidade de Sao Paulo, falta medico.

      Por que? Por que nao tem medico? Nao, isso é mentira. Temos 2x mais medicos que o que a Opas preconiza.

      Nao tem medico pois falta equipamento de saude, estrutura, segurança e salario. Na ordem de importancia. Repare que salario nao é o primeiro.

      Que adianta colocar medico cubano no interior? Para ele ter que preencher 500 pedidos de encaminhamento ao grande centro por dia, por nao ter nada o que fazer pelos doentes na area onde ele vai atuar?

      Puta hipocrisia da sociedade e do governo. Constrangem o medico com esse papo de mercenario apenas para pagar pouco, e na hora que precisam procuram os medicos mais caros.

      Ou seja, se lixam para a populacao.

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    3. Anônimo5:41 PM

      Hoje em dia o pessoal tem preconceito com classe social. Parece que ter bos condições financeiras é crime. A pessoa é logo taxada de mercenário. Ué, se na minha cidade oferecem 20 mil, e no interior oferecem menos, claro que vou ficar na minha cidade. Não vejo nada de mercenário nisso.
      Essa é a idiota luta de classes que o governo petista colocou. Segundo eles:"o rico" "a elite" e agora "a classe média" não quer ver o pobre bem. Bela falácia! Como se todo mundo gostasse de ver miséria e pobreza.

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    4. Caro Sr. Francisco Cardoso.
      Vejo que o senhor não leu a reportagem, ou não percebeu que se tratam de DOIS MODELOS DISTINTOS DE SER PRATICAS A MEDICINA. O cubano, baseado na precaução, e a medicina ocidental moderna, baseada na intervenção. Cada qual com suas vantagens e desvantagens. Na própria reportagem se fala que no modelo cubano, a falta de infraestrutura é minimizada pelo médico de família, que faz um acompanhamento, evitando que a pessoa necessite de uma intervenção. Por favor, não misture alhos com bugalhos, e tampouco veja o mundo sob a ótica paulistana. Faz mal.

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    5. Anônimo11:16 PM

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    6. O modelo cubano é baseado na precaução. Suponho então que ninguém fique doente em Cuba pois todos estão cobertos por um médico que os precave de doenças....

      A medicina ocidental é baseada na intervenção, tipo você está em casa e entram pela janela cinco médicos ninjas, te dominam e carregam para o hospital onde o senhor será submetido a sessões de tortura com soros, cateterismos, tomografias e remédios intra-musculares...

      É para rir, né?

      É muita presunção achar que eu não sei os modelos ou achar que essa simplória definição de modelos é a correta.

      Pior é achar que não li as matérias. Tanto li que até agora ninguém rebateu meus argumentos com eficiência.

      O que ocorre aqui é uma mera luta de classes com sede no tema "saúde".

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    7. O Senhor viria para minha cidade, ela tem, 7 mil habitantes!!! E precisa de um médico ?
      Ela é pequena como bem sabe!!
      Não pode pagar mais de 10 mil reais para o senhor!!
      E não tem equipamentos caros (comprar com qual dinheiro ? )

      O senhor pode vir para cá! Pessoas pobres e sem recursos estão precisando de você!!
      Tem vidas sendo perdidas por sua falta!!

      Saia de onde estiver e venha correndo pra cá!!

      Gostaria de você ensinasse a eles a prevenção de doenças
      Assim o senhor trabalharia menos!!
      E poderia até ter tempo de estudar mais para ajudar mais ainda o povo que esta nesse lugar com 7 mil pessoas precárias de assistência médica!

      Caso o senhor não venha aqui e tenha um bom argumento de ser contra a sua vinda!!

      Por favor permita que outro médico venha!!

      Eu penso na vida de pessoas, se o senhor também pensa em vida venha ganhar 10 mil por mês!!

      Mas se o senhor quer mais de 10 mil, e o seus colegas querem mais de 10 mil!!

      Pessoas vão morrer (já morrem ) pois não terão a sua ajuda!

      O que nós dessa pequena cidade do interior vai fazer ??

      Precisamos de médico!! E dos bons!!

      Pelo própria Organização mundial da Saúde não existem médicos melhores que os cubanos!!

      Ou existem ??
      Se eles existem por favor nos fale em qual país eles estão
      que procuraremos traze-los aqui para salvar vidas!!

      Obrigado!!




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    8. Anônimo8:02 PM

      Então pra que emancipar um distrito de 7 mil habitantes para virar uma cidade? Isso é um absurdo (se realmente existir essa cidade que você não menciona o nome). Se essa "dita cidade" fosse um distrito de uma cidade maior, com certeza teria finanças para abrigar um posto de saúde.
      7 mil habitantes? Para que se cria uma cidade de 7 mil habitantes? Só para receber repasse do Governo Federal!

      A questão não é achar ruim médicos cubanos no Brasil, a questão é que eles não querem fazer o exame! Isso é fato!

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    9. Anônimo12:43 AM

      Sinto muito, se a sua pequena cidade não pode dar as mínimas condições a um médico, porque eu é que vou ter que me sacrificar? Onde está escrito que sou obrigado a isso?

      Se a sua cidade não consegue sequer pagar a um médico não deveria ser cidade, deveria voltar a ser território de algum outro município.

      Ou melhor, deveria abrir mão da gestão do SUS e deixar o gestor estadual assumir e o Estado sim montar um equipamento de saúde na sua cidade.

      Mas ai o Secretário de Saúde não tem como usar o cargo para promover o partido, né?

      O que o senhor e seus 7 mil vizinhos devem fazer? Derrubar o prefeito pilantra e exigir que o Estado assuma o SUS do seu município.

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    10. Anônimo10:16 AM

      "Gostaria de você ensinasse a eles a prevenção de doenças". Isso é ensinado em colégios públicos. O interessante é que, para se emancipar, todo mundo foi a favor. Ninguém pensou do que a cidade iria viver, qual seria a fonte do seu orçamento!
      Como já falado pelo outro anônimo de cima, a questão não é médico no interior ou não, a questão é validar o diploma desse pessoal que vem de Cuba. Por que não querem fazer a prova?
      E Uriel dos Santos, sinceridade, para de inventar estorinha que não existe! Cidade de 7 mil habitantes! Se existe mesmo, vá pedir ao governador para ela ser incorporada a uma cidade maior!

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    11. Anônimo11:28 PM

      "Pessoas vão morrer (já morrem ) pois não terão a sua ajuda!"
      Não, pessoas vão morrer porque não tem antibiótico pra tratar a infecção e nem adrenalina para uma parada cardio-respiratória. O pessoal acha que médico faz milagre, faz mágica. O médico apenas detém um conhecimento e precisa d
      e MEIOS para aplicá-lo.

      Sabe o que previne doenças? Saneamento básico e tratamento de esgoto. Mas muitas cidades pequenas não cogitam isso pois, pra manter o tratamento de água,a conta iria encarecer e o prefeito perderia votos.

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    12. Concordo com tudo que disse Francisco Cardoso e demais: mais uma vez querem jogar para os médicos a culpa de um governo ineficiente.Se querem os médicos cubanos em áreas distantes, sem prova, que lutem por uma liminar, e que estes médicos fiquem somente nestas áreas.Se a experiência em Tocantins foi boa assim realmente... vale a pena o risco. Mas isto é a exceção. Na maioria dos casos o que falta mesmo é saneamento,infra-estrutura, medicamentos,exames e outros profissionais de saúde.

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  2. Os médicos brasileiros são tão "mercenários" que são eles que sustentam esse SUS desmontado pelo governo petista ganhando 1/3 do piso básico defendido pela FENAM.

    A maioria dos municípios sem médicos não possui um único centro hospitalar que possa ser chamado de decente. Quando o tem, o que pega é a precariedade do vínculo trabalhista.

    Quem tem que garantir o direito constitucional à assitência médica é o Governo, montando equipamentos de sáude, estruturando e financiando o SUS e montando uma carreira pública de Estado que fixe médicos no interior como o fazem com os magistrados.

    Mas o governo que se trata nos hospitais mercantilistas de elite de São Paulo e de lá bradam por socialismo, prefere contratar cubanos, pois eles aceitam a ninharia que o governo quer pagar.

    E mais: Esse dinheiro vai ser pago à Cuba, não aos médicos diretamente, ou seja, quem trabalha não recebe, isso é trabalho análogo à escravidão.

    Cuba vive disso: exportando trabalho escravo médico, pois nem exportação de açúcar segura mais o regime.

    Quem vai se dar bem? Os petistas e rabanetes (pcdob) da elite (filhos de políticos, membros de partido) que foram indicados para estudar na ELAM e não conseguem revalidar o diploma.

    Por que o articulista não comenta o fato da Dilma procurar o Sìrio, e não um hospital público, quando fica doente? Os mesmos médicos que a atendem a preços caríssimos no Sírio também trabalham no SUS, perto dali, no HC. Por que ela prefere o Sírio? Luxo? Mercantilismo?

    Ah, me poupe. A maioria dos médicos é assalariada, explorada, ganha mal, precisa trabalhar 7 dias na semana para juntar alguma coisa.

    Porfírio, quando vc precisa ir ao médico, qual hospital/clínica o senhor usa? O senhor tem plano? Qual?

    O sofisma do discurso está em atribuir em nós a culpa que é do governo.

    A mentira está em dizer que o governo que socializar a medicina, quando na verdade quer pagar barato, medicina de pobre para pobre.

    Prefeitos que defendem isso são os mesmos que não montam nenhum hospital, vivem de comprar ambulâncias superfaturadas cheias de logotipos na lataria para despejar literalmente os doentes nos PS das capitais.

    O que um médico cubano vai ajudar, se não há remédio, hospital, órteses e em muitos casos, sequer há comida, para os doentes?

    Hipócrita! Esse texto é mero panfleto partidário, facilmente desmontável.

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    1. Anônimo10:56 AM

      Franciscão... se são os médicos que sustentam o SUS, eu tenho sérias reclamações...

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    2. Anônimo10:57 AM

      se é coisa boa é médico que faz e se é coisa ruim é o governo? e o consenso entre os dois? fica onde nessa? e os desvios?

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    3. Eu tb tenho, anonimo. A principal é a que quem sustenta o SUS nas capitais sao os residentes medicos. Medicos que deveriam estar lá para aprender e sao jogados na fogueira pois o governo nao quer contratar, fazer carreira publica decente e prefere usar a mao de obra barata dos residentes.

      Tire os medicos do SUS, em 12h haverá uma revolucao nesse pais.

      Se o SUS está ruim, cobre de quem pilota o sistema, nao de quem está sem condicoes de trabalhar.

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    4. Anônimo6:39 PM

      Já vi muitas greves municipais e não houve nem faísca de revolução... e essas duraram dias...

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    5. Anônimo12:07 AM

      Claro, tinha a rede estadual e federal dando suporte.

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    6. Anônimo11:34 PM

      Francisco Cardoso, parabéns pelo comentário extremamente sensato.

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  3. Nao sei avaliar a competencia dos cubanos, nao vou fazer julgamentos.

    O que eu sei é: faltam médicos no Brasil? Nao.

    Mas o que o governo quer pagar, os brasileiros nao querem aceitar. Mas os cubanos querem, talvez os espanhois idem. E a isso chamam de sermos mercenarios. Onde está escrito que tenho que trabalhar de graça ou a preços vis? Vou começar a chamar de mercenarios os donos de supermercados (comida é fundamental), farmacias, postos de gasolina, etc...

    Quanto ao texto do articulista, acho engraçado a denúncia da medicina elitista e mercantilista em um país onde a maioria dos médicos sao apenas funcionarios assalariados com grande exploracao de mais valia e os poucos medicos que sao grandes atores desse grande esquema, os chamados medicos de grife, estao nos Megahospitais da vida, tratando justamente a Dilma, o Lula e todos os partidarios com cargos no governo. Ou seja, os supostos líderes desse movimento de "justiça social" sao ps primeiros a aproveitarem as benesses da medicina mercantilista, em hospitais onde a maioria de nós médicos "mercenarios" nao tem dinheiro para se internar. Hipocrisia é pouco...

    Que vira oportunismo quando sabemos que isso na pratica vai servir para legalizar a entrada dos companheiros e filhos de companheiros que foram indicados pelo PT e PCdoB para irem estudar na ELAM, como filhos de senadores, o neto do jango, filhos de empresarios ligados ao PT, etc.

    Alias, para ir para a ELAM, tem que apresentar teste HIV negativo registrado mcartorio. Segundo consta nos editais publicos dos partidos citados. Dizem que é exigencia de Cuba, mas que exigida aqui no brasil se configura crime, ao qual pelo visto ninguem vai responder.

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  5. Nossa, lendo os comentários acima deu até uma vontade de doar uma cesta básica para o primeiro médico que encontrar na rua. Não consigo acreditar que os médicos realmente pensam que são "assalariados, explorados, ganham mal e precisam trabalhar 7 dias na semana para juntar alguma coisa". Se realmente acreditam nisso, é mais uma prova de que sempre viveram em seu mundinho elitizado e não têm a mínima noção de como é o mundo aqui fora. Nenhuma outra profissão é tão bem remunerada quanto a medicina e o pior, você não precisa nem ser bom. Mesmo o médico medíocre terá um vasto campo de trabalho bem remunerado aberto. De forma bastante simplória, o que vejo ao meu redor são médicos ganhando acima de R$ 5.000,00 tranquilamente logo após sua colação de grau. Em qual outra área é assim?! Outro exemplo: concurso público. O número de candidatos para cargos de analista da área judiciária de tribunais federais ultrapassa tranquilamente a barreira dos 20 mil candidatos nos grandes estados quando nem vaga imediata existe. Já o mesmo cargo de analista, para a área médica, com a mesma remuneração, já vi apenas 50 médicos inscritos, isso com vaga disponível. Se a situação aí fora para vocês médicos estivesse tão complicada, certamente haveria interesse em concursos como este, com remuneração por volta de R$ 7.000,00. Ofereça trabalho com remuneração em torno de R$ 20.000 em pequenas cidades para qualquer outra área e veja se não haverá uma lista de interessados na primeira hora. Se o CFM estivesse tão preocupado com a qualidade da medicina no Brasil, puniria médicos criminosos, imprudentes e negligentes. Investigaria condutas abusivas cometidas por médicos no exercício da profissão, como assédio moral e sexual. Puniria médicos que assinam o ponto sem ter ido trabalhar. Instituiria um exame nacional para aferir a qualidade dos médicos egressos da faculdade. Promoveria o exercício médico nessas regiões emergenciais, etc, etc, etc...É muito irritante esse chororô médico. Saiam dessa maldita bolha e vejam como é a vida aqui fora.

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  6. Concurso para promotor: 25.000 reais.
    Garçom do Senado: 10.000 reais
    Salario de medico no SUS: 2.000 reais

    Preço de chapinha no cabeleteiro: 100 reais
    Preço de consulta de plano pago aos medicos: 30 reais

    Medico elitizado só existe no mundo da fantasia dos paeudoesquerdistas. Médico é trabalhador e explorado como qualquer outro.

    Saia voce da sua bolha ideológica. Isso é que dá ficar vendo muita TV e estudar pouco a realidade.

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  7. Anônimo9:32 AM

    Artigos para se pensar...
    http://www.cremesp.org.br/?siteAcao=SaladeImprensa&acao=crm_midia&id=513

    http://www.dn.pt/inicio/interior.aspx?content_id=599986&page=1
    Para quem postou lindas acusações dos americanos falando a "realidade" de Cuba. Os reis da "propaganda"(no significado do termo em inglês - que tem conotação de "informação manipulada")
    Erro médico mata mais que taco de beisebol e arma de fogo nos estados unidos!
    E lembrei deste artigo pois em um TED, foi falado que os médicos americanos condenados por imperícia, imprudência ou negligência, recebem mais pacientes depois de condenados por que a classe indica! para ajudar.

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    1. Anônimo5:46 PM

      Pois é, caro comunista de cima. Já que você é contra o "imperialismo americano", desconecte da internet (criação deles, e não dos cubanos), ou saia do seu Iphone.
      Acho ridículo esses comentários criticando o governo americano. Pelo menos nesse governo não tem censura, as instituições realmente funcionam, e o povo de lá não passa fome. Já o de Cuba... é só lembrar do Panamericano, que o boxeador gostava tanto, mas tanto de Cuba que foi parar em São Paulo.
      E o Lulinha, ao invés de extraditar o terrorista Cesare Battisti, resolveu extraditar o boxeador cubano que era contra o regime totalitário e desumano de Fidel.
      Abraços aos novinhos Che Guevaras, que são contra a democracia!!!

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    2. Paulo Azevedo Dutra6:53 PM

      Quando leio um comentário como esse de cima, tenho a impressão de que estamos em plena ditadura militar. A discussão é outra. Uma das mais importantes políticas do PC do B, a deputada Jandira Feghali, é MÉDICA e COMUNISTA. Há muitos médicos comunistas, simpatizantes do regime cubano. O que se discute é como levar a medicina a lugares distintos, nas condições possíveis. Quem vem com esse papo anticomunista deve ser MESMO UM APROVEITADOR DAS DEFICIÊNCIAS DA SAÚDE PÚBLICA, DEVE COBRAR CONSULTAS CARAS. Houve um que disse que o Plano de Saúde paga R$ 30,00. MENTIRA. Paga R$ 50,00 ou mais por consulas mais rápidas do que no SUS e você ainda tem que esperar mais de um mês para marcar. Para um médico ser um plano de saúde também tem que se virar, porque também tem reserva de mercado e os planos de saúde credenciam m número mínimo para não ter que pagar toda hora. Acorda, cara. Quem está feliz com tudo isso são os donos dos planos e hospitais particulares. Se você se sente mais seguro aqui, deixa o governo arranjar um jeito de levar o médico para o interior. VOCÊ QUANDO SAIU DA FACULDADE FEZ ALGUM REVALIDA? VOCÊ ESTUDOU EM FACULADE PÚBLICA? Sabe de onde saiu o dinheiro para o seu anel? Você só está dando razão para quem defende faculdade paga, como nos Estados Unidos, Inglaterra e China(comunista).

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    3. Anônimo12:08 AM

      Plano pagando 50 reais??? Hahaha, me mostre um que pague 50 reais liquido.

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    4. Anônimo4:47 PM

      Primeira vez que entro neste blog, sou médico, e fico irritado com quem nos chama de mercenários! Mas esse comentário do Sr. Paulo Azevedo é triste!
      Rebatendo ao Sr.Paulo Azevedo Dutra.
      "O que se discute é como levar a medicina a lugares distintos, nas condições possíveis". Não está se discutindo isso. Discute-se sobre o teste de revalidação do diploma, mas esse blog pífio distorceu os fatos, e colocou os médicos, juntamente com o conselho de medicina, como mercenários, que querem manter a sua clientela, custe o que custar.
      "Quem vem com esse papo anticomunista deve ser MESMO UM APROVEITADOR DAS DEFICIÊNCIAS DA SAÚDE PÚBLICA, DEVE COBRAR CONSULTAS CARAS". Então você é fã do comunismo? Um regime tão cruel como o nazismo, que só resiste em governos totalitários e ditatoriais (vide Cuba e Korea do Norte). Aproveitador da deficiência da saúde pública? Ah, meu amigo, me poupe desse argumento esdruxulo. Se a saúde pública é deficitária é por culpa do povo que vota em políticos corruptos. O preço cobrado pelas consultas não leva em consideração a população brasileira, e sim o meu tempo de estudo de faculdade, residência, doutorado e pós doutorado. Os melhores médicos claro que cobrarão caro, mas existem também os que não possuem um currículo tão vasto, você poderia procurar esses. Mas claro, em tratando-se de saúde, sempre procuramos o melhor (pelo menos o mais gabaritado). Mas no dia que sucesso financeiro for crime, me avise, que eu não quero ser preso não.
      "Houve um que disse que o Plano de Saúde paga R$ 30,00. MENTIRA. Paga R$ 50,00 ou mais por consultas mais rápidas do que no SUS e você ainda tem que esperar mais de um mês para marcar". Mais desinformação por parte do mesmo. Esse demonstra não saber nem aonde se encontra a tabela do SUS ou de algum plano de saúde privada. Se conhece, cole aqui neste blog!
      "Se você se sente mais seguro aqui, deixa o governo arranjar um jeito de levar o médico para o interior". Repetindo, não sou contra, desde que os meios de se levar o médico ao interior seja o correto, meu jovem comunista! Qual o problema deles fazerem a prova? E por que médicos de Cuba? E não da Argentina, Paraguai, Uruguai, Chile, Peru...? Será que é para ajudar um regime falido dos irmãos Castro????
      "VOCÊ ESTUDOU EM FACULADE PÚBLICA? Sabe de onde saiu o dinheiro para o seu anel? Você só está dando razão para quem defende faculdade paga, como nos Estados Unidos, Inglaterra e China(comunista)". Estudei sim em Faculdade Pública, e o dinheiro para pagar o meu anel veio dos tributos que o Poder Público extorquiu de mim e de minha família. Dinheiro este que pagou a remuneração das 4 legislaturas deste bloguista, além de diversas bolsas, que funcionam como uma compra de voto legalizada. Ademais, como se não bastasse, a Constituição Federal me garante o direito à educação. Sei que as faculdades mundo afora não são gratuitas, não positivaram este direito em suas respectivas Constituições (diferentemente do Brasil), mas você sabia que a saúde na Inglaterra e EUA não é gratuita? Na Inglaterra funciona igual a saúde brasileira antes da Carta Magna de 1988, só tem acesso a ela quem é segurando da previdência social e possui X tempo de carência (é por isso que no Brasil existiu as Santas Casas). Já no EUA, você é atendido e tudo mais, mas a conta vai até a sua casa, e seus bens estão sujeitos a penhora.
      Quando a China ser comunista, você mostra total desconhecimento do assunto, a China deixou e há muito tempo de ser comunista. Hoje seu regime é socialista, claro que possui resquícios no seu sistema desse regime ridículo por você ora citado de forma errônea.
      Agora, se você tem tanta raiva do imperialismo norte americano, e ama o regime comunista, vai morar em Cuba ou na Korea do Norte e me cite um regime comunista, meu jovem Che Guevara, que não tenha sido implantado através de uma ditadura, que tenha respeitado a democracia e os direitos humanos. Eu o desafio!

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  8. Anônimo11:21 AM

    Sobre os salários dos médicos no Brasil alguns dados tirados do CREMESP

    O concurso público para provimento de vagas de médicos oftalmologistas em Ambulatório Médico de Especialidades (AME) em São João da Boa Vista, por exemplo, oferece salário de R$ 5.833,61, por 22 horas semanais. Já a Prefeitura Municipal de São Luiz do Paraitinga paga R$ 7.252,20, por 40 horas semanais, para clínicos gerais no Programa de Saúde da Família (PSF), e R$ 2.755,83 a médico ginecologista, por 16 horas semanais.
    Por sua vez, o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, subordinado à Secretaria de Estado da Saúde, oferece salário de R$ 1.862,64 para médico cardiologista, por 20 horas semanais.
    Quando o Hospital do Servidor-SP (Iamspe) abre vagas para contratação de novos médicos, não consegue preenchê-las em função do péssimo salário. Eles irão ganhar R$ 1.910,00 ao longo de 30 anos, por isso não se preenchem as vagas. Em função disso, os que já estão lá acabam assumindo mais responsabilidades para suprir as necessidades de atendimento.

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  9. Engraçado desses pseudoesquedistas de iphone é que seus líderes Dilma, Lula, etc, frequentam o top top da elite hospitalar e médica brasileira, hospitais tao caros que nem nós médicos temos dinheiro para se internar neles. Onde está a coerencia do discurso? Os mercenarios dependem de planos, os socialistas no Sírio? Por favor, chega de demagogia.

    Todos sabem que a ELAM forma politicos, o curso nao tem nem 15 anos de existencia e já é vendido como the best???


    E o Padilha querendo financiar plano privado com dinheiro publico? Cade a postagem do articulista sobre isso?

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    1. Anônimo4:28 PM

      Francisco, o cara pra ser promotor precisa de 3 anos de exercício na atividade judiciária. E pra passar num concurso de promotor, o cara tem que pegar pesado nos livros mais uns dois anos, no mínimo. Sem contar que a faculdade não pode ter sido feita nas coxas, pq só chega lá se tiver realmente estudado.

      Além disso, é covardia vc colocar esse salário do garçom do senado como argumento, pq isso foi um ato secreto espúrio e sem medição de competência. O garçom foi nomeado por um bandido e está lá mamando nas tetas.

      Seu comentário vai exatamente ao encontro do que o autor quis dizer: quando mexem numa ferida, a pessoa vai lá e apela pra argumentos simplistas, como os partidários. E se cegam pro que realmente importa, atacando o PT como se fosse culpado de um problema estrutural, que abrange todos: governos e classe médica.

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    2. Anônimo5:49 PM

      E é pra culpar quem? Quem é o Ministro da Saúde? Ele é de qual partido?
      Peraí, esse blog é extremamente partidário ao PT, e ainda defender um partido que tá matando a democracia no Brasil? Já tá demais, meu filho!

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    3. A quem interessar possa: Este blog não tem preferência por nenhum partido. Seu editor, jornalista há 52 anos, é atualmente filiado ao PSB, mas não se sente constrangido partidariamente por isso, sendo fiel ao seu maior compromisso: a VERDADE!

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    4. Anônimo12:10 AM

      Se o seu compromisso é com a verdade porque não publica que enquanto a Dilma defende medicina de pobre para pobre com colocação de estrangeiros sem revalidação para atender aos mais carentes, ela só se consulta com a nata da medicina mercantilista que o senhor denunciou existir?

      O senhor culpa o médico (peão) pelo problema de modelo criado pelo GOVERNO cumpliciado com o MERCADO.

      Onde está a verdade?

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    5. Anônimo6:51 AM

      Pois não parece ser um blog sério. Do jeito que é escrito, é um blog com o intuito de somente difundir uma ideologia partidária! Por que você não faz uma reportagem sobre a fortuna e a fazendo do Lulinha? É por que é muito estilo Revista Veja (revista que os partidários do PT odeiam, e insistem em dizer que a mesma é sem credibilidade)?

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  10. Quantos anos vc acha que precisamos para poder abrir a barriga de um paciente??

    Tá Achando o que? Que medicina é fácil assim? Tipo dr. Google??

    Que ferida está sendo mexida, exatamente? Só vejo im governo incompetente fazendo demagogia sanitária para tapar os erros de sua propria gestao.

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    1. Anônimo4:57 PM

      O que eu quis dizer é que não se deve menosprezar o esforço de outros só pq vc é médico, deu duro pra entrar na faculdade e ralou por 6 anos, sem contar as residências e etc. Ninguém se torna promotor por acaso, nem médico.

      Quanto ao argumento político, me recuso a comentar. Com certeza eles tem responsabilidades pela situação (federal, estadual e municipal). Mas acho muito frustrante sua posição de não reconhecer erros da sua classe e ficar bradando contra o governo. Isso é muito simplista.

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    2. Anônimo3:34 AM

      Erros de qual gestão Sr. Francisco Cardoso? Continuas com a política e a politicagem na mente. Lembre-se que ates do atual governo existiram muitos outros. Ou vc não sabia disso. A mim não importa partido político, sexo, preferência sexual, cor da pele, tom da voz, cor dos olhos, o cheiro, muito menos a nacionalidade do médico que venha fazer o que a oligarquia brasileira, os médicos brasileiros não querem fazer. Ahhhh! E antes de criticar uma faculdade cubana de medicina, vá lá se matricule e vamos ver se na terceira semana ainda serás estudante de medicina. Em cuba a medicina é coisa séria caros amigos. Não tem vestibular não, lembrando que o único país onde existe isso é o Brasil que tem uma educação FALIDA, mas mesmo sem vestibular ou seja lá o que for eu desafio a qualquer um entrar e sair seis anos depois com o canudo na mao.

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    3. Erros da gestão petista, que subfinancia o SUS, deixa o Brasil lá embaixo no ranking de financiamento percapta, não combate corrupção, não estrutura o SUS, não monta carreira de estado e privatiza tudo, agora tentando empurrar a classe média pros planos. Medicina em Cuba é coisa séria sim, os médicos em massa que lá se formam são os principais injetores de dinheiro na economia falida de lá. E mais, não preciso me matricular em Cuba, fiz vestibular e passei aqui no Brasil mesmo. Os médicos brasileiros não querem fazer? Que hipocrisia!!! Vá você ir trabalhar em local sem segurança, sem estrutura, sem recursos e com salário baixo, irregular com vínculo precário. Vai lá trabaljar e depois me conta.

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  11. "a diferença concreta entre a profilaxia de ganhos reais exibidos pela Organização Mundial de Saúde e a indústria do tratamento robotizado, que torna o médico um autômato sem obrigação de raciocinar, custa os olhos da cara e inviabiliza a prática da medicina sem o uso abusivo da parafernália eletro-magnética."

    O articulista não faz a menor idéia do que está escrevendo, não faz a menor idéia do que é o ensino médico.

    Leiam um pouco da lei do SUS pra ver se param de escrever tanta besteira. Façam esse favor à humanidade.

    Estudar para entrar num dos cursos mais concorridos do país, passar 6 anos estudando horário integral sem final de semana nem feriado para aprender o básico da medicina, estudar mais ainda para passar em uma residência médica ( que dura no mínimo 2 anos em tempo integral, todos os dias) e quando termina isso tudo precisar de 3 ou 4 empregos diferentes para poder ter uma renda decente... Não vejo como não é justo cobrar um valor pelo conhecimento adquirido.

    Achei o blog por acaso e me espantei com a quantidade de absurdos e ignorância da realidade médica que vi aqui. Eu sendo o articulista teria vergonha de escrever, sem ao menos pesquisar a realidade médica do país.

    Saibam que a vinda desses cubanos vai iniciar o fim do nosso belo, na teoria, e precário, na prática, SUS. Sempre busquei votar em políticos com propostas coerentes, independente do partido político, mas essa atitude de tentar acabar com a saúde do país me fará evitar partidos alienados comoo da atual presidente.


    Rafael César, estudante do 6 ano de medicina.

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    1. Anônimo11:35 PM

      Não sabe nada esse cara. Belas palavras ! Não e Medico e tão pouco entende sobre a realidade da área. Usa palavras e texto rebuscado como jornalista pra falar um monte de besteiras. Deixar médicos virem sem prova - e um desrespeito para com a população e dar incerteza qt a qualidade de atendimento e a vida de outros.Médicos e pácientes devem ser todos valorizados.

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    2. Anônimo12:45 AM

      Os argumentos do articulista não resistem a análise mais primária. Texto panfletário, apenas isso.

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  12. Felipe dos Santos11:34 PM

    Vergonhoso seu artigo Pedro. Falta com a verdade desde o inicio. Quer dizer que é uma temeridade o medico não ter uma especialidade? Saiba que nenhum desses 6000 cubanos ou brasileiros que não conseguiram passar no vestibular nem na prova de revalidação tem. Que besteira é essa de medicina robótica, nuclear, etc? Por que você não diz que a prova Revalida foi aplicada aos alunos do quarto ano da UFRGS e todos passaram? Propagandear que o governo investiu na interiorização do medico só com cartaz de panfletagem mesmo. Pegar um caso de uma medica para generalizar milhares é difícil adjetivar, faça você mesmo seu exame de consciência e veja até onde você foi para propagandear um decreto e uma opinião pessoal. Quanto a tal medicina robótica, nuclear, magnética que você teve a criatividade de inventar. Fale a verdade, exames complementares são indispensáveis também em medicina preventiva, são indispensáveis para diagnostico correto de inúmeras doenças e são impulsionadas também pelos processos judiciais contra médicos que se não pedirem o tal exame, foi negligência. Espero, sinceramente, pouco mais de imparcialidade, pesquisa e verdade. Sobre classificar as criticas que recebeu de descontroladas e infantis, dei uma lida e classificaria a maioria de raivosas o que é natural, já que você semeou injustiça ao generalizar, e ódio ao desqualificar tanto milhares de profissionais. Aos médicos, dou um conselho de advogado, criem a ordem dos médicos do Brasil, façam uma prova também.

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    1. Sou aluna do 6° ano da UFMG e concordo completamente. Já passou da hora de termos uma prova assim como os advogados. Tratando-se da vida de seres humanos, para mim, não existem precauções que bastem !
      Incrédula com os textos veiculados neste blog...

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  13. O mesmo governo que quer fazer factoide com cubanos é o que bloqueou a EC 29 e está privatizando o SUS para OSS, OSCIP e ONGs em geral. Como os companheiros de La Habana explicam tamanha dualidade?

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  14. Anônimo8:07 AM

    O interessante é como ele começa a matéria: "[...]Quando fiz a defesa documentada do vitorioso modelo de medicina adotado em Cuba, cuja maior referência é a inquestionável gama de avanços em benefício de uma população que sobrevive com dignidade, franciscanamente, a um criminoso bloqueio econômico de mais de 40 anos, não imaginava que ia mexer num frenético vespeiro e suscitar reações psicodélicas, muitas permeadas de palavrões e de uma agressividade que revela desequilíbrio, insegurança e imaturidade, merecedores de tratamento especializado".
    Interessante, o Pedro pode chamar os médicos de mercenários, desumanos, mas, quando nós discordamos dos seus posicionamentos (aqui nesta página não vi nenhuma agressividade, pelo contrário, apenas comentários que o mesmo desconhece o assunto e não condiz com a verdade), o mesmo se sentiu ofendido. Assim fica complicado de discordar do vosso posicionamento, se você encara isso como uma ofensa!

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  15. O Brasil precisa de muitos medicos sim....e pode importar sim....basta visitar as emergencias....falta medicos e isto é a pior coisa... e tem mais, para a populacao mais abastada tem medico cobrando R$ 600 reais uma consulta na especialidade de Pediatria no Rio de Janeiro....Uma vergonha....agora para atender a populacao carente ninguem quer....e ainda querem afirmar que vamos ter problemas com os medicos de outros paises...isto é uma balela....o MInistro e a Dilma estao certos...

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  16. Anônimo4:06 AM

    E no final, somos nós contra nós mesmos! À todos médicos, profissionais de outras categorias e pacientes com ou sem plano de saúde, as analises dos comentários até agora se mostra válida para o julgamento do maior problema de todos: nossos representantes políticos! São eles que tratam tudo como um grande e lucrativo negócio. Aliás, não só a saúde como a educação básica (a base) é tão precária quanto os hospitais de alguns interiores... Pra finalizar, vale uma seguinte ressalva: em momento algum vi nos comentários o Sr Pedro Porfírio (dono do blog) responder aos comentários plausíveis de alguns representantes da classe médica. Deve levar tempo para juntar argumentos acredito! Ou pode ser falta de tempo! E de nada adiantará os médicos do mundo todo enquanto continuarmos colocando os políticos corruptos no poder... Mas é mais fácil fazer um texto argumentativo que gere divergências entre classes do que um que provoque um debate político, nem porque quase todo mundo tem o rabo preso ou mesmo um conjunto de interesses e conveniências a manter!

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  17. Sr. Porfírio, gostaria de criticá-lo, mas até agora não consegui. Parabéns pelo seu profissionalismo e imparcialidade. E... QUE VENHAM OS MÉDICOS CUBANOS! SEJAM BEM VINDOS AOS ESGOTOS(e a outros lugares que nem são tão esgotos assim...) E QUE DEUS ACOMPANHE NÃO SÓ A VOCÊS, NESTA JORNADA, MAS AOS MÉDICOS BRASILEIROS(que eu acho meio difícil, mas existem...rs) QUE QUEIRAM SEGUÍ-LOS...!

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  18. Anônimo5:04 PM

    Caro blogueiro, quanta hipocrisia.
    Bastou ter uma neoplasia maligna para correr para os braços de um MÉDICO formado no Brasil.
    Por que não procurou um CUbano uo mesmo foi se tratar em CUba?
    Pimenta no ânus de pobre é refresco!

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  19. Anônimo1:17 PM

    Não vou falar dos médicos.
    Só queria saber por que, se Cuba é tão boa assim, você ainda está no Brasil?
    Vá para lá viver as maravilhas do sonho comunista.

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Quem sou eu

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Jornalista desde 1961, quando foi ser repórter da ÚLTIMA HORA, PEDRO PORFÍRIO acumulou experiências em todos os segmentos da comunicação. Trabalhou também nos jornais O DIA e CORREIO DA MANHÃ, TRIBUNA DA IMPRENSA, da qual foi seu chefe de Redação, nas revistas MANCHETE, FATOS & FOTOS, dirigiu a Central Bloch de Fotonovelas. Chefiou a Reportagem da Tv Tupi, foi redator da Radio Tupi teve programa diário na RÁDIO CARIOCA. Em propaganda, trabalhou nas agências Alton, Focus e foi gerente da Canto e Mello. Foi assessor de relações públicas da ACESITA e assessor de imprensa de várias companhias teatrais. Teatrólogo, escreveu e encenou 8 peças, no período de 1973 a 1982, tendo ganho o maior prêmio da crítica com sua comédia O BOM BURGUÊS. Escreveu e publicou 7 livros, entre os quais O PODER DA RUA, O ASSASSINO DAS SEXTAS-FEIRAS e CONFISSÕES DE UM INCONFORMISTA. Foi coordenador das regiões administrativas da Zona Norte, presidente do Conselho de Contribuintes e, por duas vezes, Secretário Municipal de Desenvolvimento Social. Exerceu também mandatos em 4 legislaturas na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, sendo autor de leis de grande repercussão social.