terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

O dedo duro do mordomo


Documentos contrabandeados para fora do Vaticano com revelações escabrosas deixaram Bento XVI mal na fita

O mordomo Paulo Gabriele varejou os arquivos do Vaticano e
descobriu coisas que comprometem  Bento XVI e muitos cardeais
Bem que eu imaginava inútil escrever em plena esbórnia momesca. Mas a insólita renúncia do Papa Bento XVI, coisa que não acontecia desde antes da "descoberta" do Brasil, me obrigou a voltar ao sagrado ofício (meu), principalmente diante do monte de abobrinhas espargidas desde o anúncio patético por uma mídia entre desinformada e superficial. 

Trata-se de um assunto delicado, porque envolve o sumo pontífice, ou seja alguém que é visto como um semideus e está acima do bem e do mal perante 1 bilhão de seres humanos, entre os quais 123 milhões de brasileiros.

Mas a verdade verdadeira é que a rocambolesca decisão do velho chefe da Igreja católica tem pouco a ver com a versão oficial - ele estaria sem forças para conduzir o rebanho, o que não aconteceu com Leão XIII, que foi Papa até os 93 anos.

Como se fosse a própria morte

E uma renúncia dessas tem o impacto das próprias exéquias. O último Papa que renunciou foi Gregório XII (1406 a 1415), que viveu o chamado Grande Cisma do Ocidente, quando três papas se diziam chefe  da Igreja Católica: além de Gregório XII, o Papa de Roma; Bento XIII, o Papa de Avignon, e o chamado "antipapa" João XXIII. Com o concílio de Constança, o imperador Sigismundo obrigou os três pontífices a renunciar, mas só Gregório XII obedeceu e, depois dele, foi eleito Martinho V.

Mesmo apesar do clima de apoplética perplexidade no mundo ocidental e cristão, sou forçado a informar que Bento XVI foi "derrubado" pelos mais de mil documentos secretos que o seu mordomo Paolo Gabriele subtraiu dos cofres do Vaticano e fez atravessar suas muralhas no escândalo conhecido como Vatileaks (referência ao site de denúncias WikiLeaks).

Os documentos vazaram em janeiro e fevereiro do ano passado. Em 19 de maio saiu às livrarias o livro Sua Santita, do jornalista Gian Luigi Nuzzi, com uma centena desses documentos que revelam tramas e intrigas na Santa Sé. Em  25 do mesmo mês, o mordomo foi preso, acusado de ter subtraído essa preciosa documentação. No mesmo dia, Ettore Gotti Tedesch, homem de confiança de Bento XVI, e presidente do Instituto das obras da Religião, o banco do Vaticano, foi forçado a renunciar ao cargo para o qual havia sido nomeado em 2010.

Em meio a esse inferno astral, uma rede de TV italiana divulgou cartas enviadas pelo atual núncio nos Estados Unidos e ex-secretário-geral do Governo da Cidade do Vaticano, Carlo Maria Vigano, ao papa Bento XVI.

Nelas, o prelado denunciava a “corrupção, prevaricação, má gestão” na administração e troca de favores na distribuição de contratos de trabalho no Vaticano. Em uma dessas mensagens, Vigano denunciou que os banqueiros que integram o chamado “Comitê de finanças e gestão” do Governo e da Secretaria de Estado “se preocupam mais com seus interesses do que com os nossos”, e que em dezembro de 2009, em uma operação financeira, “queimaram (perderam) US$ 2,5 milhões”.

Tudo resvalou sobre a cabeça coroada de Bento XVI, que já era o homem forte do Vaticano antes mesmo de ser Papa. Como chefe da Congregação para a Doutrina da Fé, uma versão moderna do Tribunal da Inquisição, durante 20 anos, destacou-se pela  perseguição e punição de centenas de sacerdotes, multiplicando inimigos e desafetos.
A CRISE PROVOCADA PELA MORDOMO

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No entanto, foi a posse de dossiês sobre a vida de dezenas de cardeais que elevou o alemão Joseph Alois Ratzinger, ex-membro da Juventude Hitlerista,  à condição de Papa em 2005, aos 78 anos, quando já devia ter se aposentado. Mesmo Leão XIII, que morreu aos 93 anos, foi feito Papa quando tinha 68 anos - dez a menos do que ele.

A morte de João Paulo I, a grande bomba revelada

Nem todos os documentos vazados são do conhecimento público. Há vários sobre pedofilia e  relações homossexuais na Igreja.  O mais grave, porém,  é o que revela a verdadeira causa da morte de João Paulo I, o Papa que durou apenas um mês no cargo, em 1978,  e que teria sido envenenado por elementos da Máfia depois que decidiu desmontar a quadrilha comandada pelo "banqueiro de Deus"  Roberto Calvi, do Banco Ambrosiano,  que chefiava um esquema de desvios de dinheiro da Igreja, e acabou aparecendo morto em 1982, sob uma ponte de Londres, numa queima de arquivo.

Entre os envolvidos no esquema, estariam o então secretário de Estado do Vaticano e Camerlengo, cardeal Jean Villot, o mafioso siciliano Michele Sindona, o cardeal norte-americano John Cody, na época chefe da arquidiocese de Chicago e o bispo Paul Marcinkus, então presidente do Banco do Vaticano, bem como supostos membros da loja maçônica P2, como Licio Gellie e a cúpula da Opus Dei.

Toda a trama foi desvendada pelo escritor britânico David Yallop, que publicou em 1984 o livro Em nome de Deus (In God's Name), no qual aponta as pistas sobre uma conspiração para matar João Paulo I. 

Suas descobertas, porém, foram apontadas pelo Vaticano como sensacionalistas. Mas  são expostas em detalhes: Yallop cita a digitalina (veneno extraído da planta com o mesmo nome) como a droga usada para pôr fim ao pontificado de João Paulo I. Essa toxina demora algumas horas para fazer efeito; Yallop defende que uma dose mínima de digitalina, acrescentada à comida ou à bebida do Papa, passaria despercebida e seria suficiente para levar ao óbito. E para o autor de Em nome de Deus, teria sido muito fácil, para alguém que conhecesse os acessos à cidade do Vaticano, penetrar nos aposentos papais e cometer um crime dessa natureza.

Ao  contrário de Paulo VI, que teve um relatório médico extremamente preciso quando de sua morte (até mesmo os horários das complicações médicas foram anotados), o mesmo não ocorreu ao João Paulo I. Seu corpo foi embalsamado imediatamente após o falecimento, e as verdadeiras causas do óbito nunca chegaram ao público. Não é preciso muito esforço mental, portanto, para imaginar as inúmeras especulações surgidas acerca do falecimento de um Papa que mal sentara no trono e já havia dado indicações que  queria ter uma gestão modesta, tendo dispensado, inclusive, a cerimônia de coroação.

Defesa dos direitos dos homossexuais, a gota d'água

Desde a prisão do mordomo, Bento XVI não escondia sua insegurança e um certo estado de depressão. Era visto com frequência em meditação e isolamento. Uma comissão de três cardeais nomeadas por ele para investigar a extensão do vazamento  chegou a uma dramática conclusão no início deste ano: tem muita coisa por ser revelada e isso o afetaria diretamente mais ainda.

Conservador ao extremo, Bento XVI foi desafiado no último dia 5, quando o monsenhor Vicenzo Paglia, presidente do Pontifício Conselho da Família, surpreendeu o mundo com a defesa do reconhecimento dos direitos civis do homossexuais.  Há quem diga que essa foi a gota d'água: ele já não tinha mais o controle de seu próprio séquito.

Tido como expoente de uma nova Igreja, Paglia foi incisivo: "é preciso encontrar soluções no âmbito do código civil para garantir questões patrimoniais e facilitar condições de vida para impedir injustiças com os mais fracos. Infelizmente, não sou um especialista em direito, mas, pelo que sei, me parece o caminho que precisa ser percorrido".

Cardeal de Milão deverá ser o novo Papa

Admite-se que a renúncia dele, agora, faça parte de um acordo. A partir do dia 28,Joseph Alois Ratzinger, deverá recolher-se a um isolamento em  Castelgandolfe  e não poderá ter nenhuma interferência na escolha do seu sucessor. 
Cardeal Ângelo Scola, o próximo Papa

Este dificilmente não será um italiano. E para ser arriscado, eu diria que  o novo Papa será o cardeal de Milão, Angelo Scola, de 71 anos, que representaria uma mudança na relação do Vaticano com outras religiões e uma liberalização na própria vida sacerdotal. Scola foi um dos fundadores da Oasis Foundation, que procura aproximar teólogos islâmicos e cristãos e tem ocupado cargos importantes na hierarquia católica do seu país.  Seria o único, desde João Paulo I, que poderia unir a poderosa bancada de cardeais italianos, que representa 25% do "colégio eleitoral" de 118 eleitores (entre 210 cardeais - muitos com mais de 80 anos,  não votam).

Mesmo sendo considerado mais aberto, sempre foi muito próximo de Bento XVI e o único italiano a lhe fazer sombra é o cardeal Tarciso Bertone, número 2 do Vaticano, na condição de Secretário de Estado.  Mas há quem diga que alguns dos documentos do mordomo ainda não revelados respingam sobre ele.

Os próximos dias serão decisivos para a Igreja Católica, que enfrenta a perda de fiéis e de sacerdotes: no Brasil, maior nação católica do mundo, a previsão estatística é de que em 20 anos os evangélicos serão maioria entre os cristãos.

Mídia vê disputa política 2 dias depois do que escrevi

Aos poucos, os jornalistas irão abandonando a linha emocional mercadológica para entrar  no âmago de uma renúncia que deixa a Igreja da era moderna sem explicações para o dogma da escolha do Papa e seu reinado. Veja matéria em http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,disputa-de-poder-na-igreja-pode-ter-provocado-renuncia-de-bento-xvi-,996374,0.htm



38 comentários:

  1. Pedro, no domingo de carnaval, assisti ao filme O poderoso chefão III, no qual Michael Corleone tem ligações com o Banco do Vaticano. Claro que é ficção e tal, mas esse filme mostra que o Papa João Paulo I foi envenenado, o que na época já se especulava, por conta de intrigas e escândalos no Banco do Vaticano.
    A realidade supera a ficção.
    E as profecias de São Malaquias, que dizem que o próximo será o último papa? Depois será o fim. Mas, para mim, este fim pode muito bem ser o fim dessa instituição falida que está aí, dando mostras de que já anda putrefata.
    Quem viver, verá.
    Grande abraço

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    1. Anônimo5:25 PM

      Não fala bobeira meu amigo, instituição putrefada? Não existe um mundo sem religião, se o cristianismo cair, a religião dominante vai ser o Islamismo, ae eu quero ver, você com o cuzinho na mão, se vc escrever isso sobre eles, vc é morto. Fica a dica.

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    2. Anônimo10:57 PM

      Perfeito Maria Helena.

      Quando o papa disse que ia renunciar achei estranho, mas pensei q poderia ser um problema sério de saúde, mas o q tem por traz é sujeira dessa igreja. E falar que a igreja que Jesus fundou é esse isso é mentira, a ireja de Jesus é o AMOR, CARIDADE, RESPEITO.
      Abraços.

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    3. Anonimo\; 20.02.13

      A igreja tem muita roupa suja pra lavar.além disso, tem água suja no lavatório. Fica realmente difícil.
      Há noticias de práticas de pedofilia no mundo inteiro, inclusive nos EEUU onde a Santa Sé teve que indenizar uma montanha de pessoas com valores altissímos.
      Tenho muito respeito pela fé que alguns devotados seguidores esboçam.Mas não posso relegar ao descaso o passado de práticas irregulares e desumanas da Igreja. De qualquer modo o fato da renuncia de Bento XVI não deixa de abalar as estruturas da milenar instituição.
      Um abtraço para todos.

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  2. sempre foi putrefata... o certo é incinerar todos estes bandidos embustores. Não existe religião boa. Todas são criações hipócritas humanas

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    1. Sempre a puta que te pariu. Toda a trama de pedofilia na Igreja foi feita desde a Rússia. Aprenda a ler as Professias de La Salette e de Fátima.

      A Igreja Católica que significa Igreja do Universo foi fundada por Jesus Cristo e foi organizada como instituição central em Roma.

      Esse povo não lê documentação primária e fica cuspindo superioridade ao repetir mantros mentirosos da maçonaria.

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    2. Oh boneca abobalhada, cega e medíocre.

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  3. Ekiton10:35 AM

    Caro Porfírio! Em pleno carnaval ainda consegue-se ter boa informação através do seu blog e seu conhecimento.Não é de hoje que esse Papa,desde do tempos de Cardeal já infernizava a vida daqueles que se opunham a ele,que o diga,Leonardo Boff,Frei Beto,um ex-arcebispo de El Salvador que faziam parte da Teologia da Libertação,que foram excomungados pelo Cardeal,ranzinza,Ratzinger,linha dura da inquisição moderna. Desde há muito tempo,esse Papa não é flor que se cheire,e o resultado aí está.Ele só será lembrado por entrar na galeria dos Papas que renunciaram,talvez a forma encontrada para uma saída menos indigna.

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  4. Waldemar Augusto da Silva11:01 AM

    É mais uma notícia vergonhosa desse ambiente podre que é o Vaticano. Esse Papa então é o ficha suja mais sem vergonha da história dos papados.

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    1. Anônimo2:25 PM

      Desculpe´me amigo mas acho que Rdrigo Borgia o Papa Alexandre IV era mais porco, ladrão e assassino. Seus filhos Lucrecia e Cesar Bórgia arrumavam casamentos milionarios via o papa e assassinam os conjugês para ficar com a herança.

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    2. De facto a podridão que ataca a Igreja de Deus é a podridão do diabo que há dentro dos podres de alma. E não os mandamentos da Igreja. As pessoas confundem uma coisa com outra.

      Recomendo ao Waldemar a ler sobre a aparição de Fátima, Lourdes e La Salette.

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    3. Como tem crente idiota (pleonasmo) neste mundo...

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    4. Anônimo2:55 PM


      Cada pessoa pensa ao seu modo e interpreta esta situação, como mais um acontecimento na Orla do Vaticano.Contudo, para saber análizar os fatos como de fato são, é preciso estar inteirado e não
      ficar alimentando ódios e costumes que não são dignos do "ser humano".
      "Cuide de teu Rabo e deixe o rabo do vizinho em paz".Sem Cristianismo a humanidade vai se ferrar
      e como não sou tolo, fico apenas curioso em saber
      quem dos Cardeais irá assumir tamanho pepino.

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  5. Coisas profundas de Satanás (Ap 2:24)

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    1. Indo ao comunismo, iurd et caterva.

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    2. eita cara bobão... também, com um nome destes...

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  6. Anônimo11:34 AM

    Essa história é muito triste. Mas assim caminha a Igreja Católica, uma grande burocracia com poder político sobre os seres humanos. Lembremos dos BORGES .
    Outras Igrejas também são burocráticas e empresariais.
    Em respeito aos que acreditam e necessitam do conforto de DEUS lamento. Que busquem um DEUS generoso e bondoso e orem com outros seres humanos. Um DEUS que não aponte os defeitos e cobre virtudes, uma DEUS de abraços abertos, acolhedor sem elogios à propriedade privada, riquezas materais e fraterno. Pois, viver na terra é difícil. A Condição Humana não é fácil. E ainda temos Renans, Sarneys, Indústria Bélica etc. para dificultar. Oremos, Felipe Silva

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  7. Anônimo11:36 AM

    Um DEUS de Braços Abertos, quero dizer.

    Desculpem-me.

    Felipe Silva.

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  8. COMO NO CASO DOS CINCOS PASTORES, QUE FORAM, PRIVILEGIADO POR DEUS E FICARAM RICOS, É O MESMO CASO DA IGREJA CATÓLICA.
    REPITO TODOS SOMOS FILHOS DE DEUS, SO ELES TEM O MÉRITO DO DINHEIRO EM ABUNDANCIA. REGATTIERI

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  9. Anônimo4:12 PM

    Concordo com sua argumentação e com sua previsão para o novo Papa.
    Como brincadeira, eu ia dizer, ao estilo do futebol atual, que o Papa Bento XVI foi contratado pela IURD.

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    1. Tentemos imaginar pegar uma casa com mais de 1 bilhão de pessoas e umas centenas delas a aprontar PuTaria em nome do pai do comunismo e não as coisas certas em nome de Deus. Por isso que o pedirmaiscedo odeia o Papa porque nenhum papa fechará a Igreja para a satisfação ao satanás.

      Infelizmente ao pedirmaiscedo eu repito a frase chave da Igreja Católica dita por Deus: as portas do inferno não prevalecerão. Perdeu a meta, pedirmaiscedo!

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  10. Porfírio, à meses temos notícias que o Papa renunciaria ou morreria... Dentro dos muros do Vaticano existe uma ditadura igual à de Hitler, o Papa dirigiu ao custo de conflito com uma cultura de segredo que ainda prevalece em círculos do Vaticano, o escândalo dos padres pedófilos, e continuam surgindo "buracos" no orçamento, em detrimento de instituições católicas;- após a suposta fraude em detrimento dos milionários salesianos, o cardeal salesiano Tarcisio Bertone, escolhido pelo papa Bento XVI como seu secretário de Estado... Uma guerra subterrânea, legado de ódio, arrogância, a luta entre atuais feudos econômicos, a "doença" da crise do Vaticano de credibilidade, não resolvido e aparentemente insolúvel, sobre os ombros de Bento XVI;- os países pobres ocidentais tradicionalmente, mais generosos em relação à Igreja, enquanto isso países evangelizados, como Índia e China, estão se tornando locomotiva econômica do mundo. Bento XVI não encontrou a força para lutar contra eles e carregar o peso de seu ministério.
    Nos crimes praticados contra a humanidade, a omissão das igrejas quanto a crescente miséria e mediocridade dos povos. Sinto, pelas pobres almas que ainda acreditam, que para crer em Deus, deve-se visitar o padre.
    Quando pesquisei o Padim Ciço que no sertão brasileiro sempre apoiou os coronéis oligarcas, e antes de morrer destinou sua fortuna acumulada para os padres salesianos, inclusive as terras do Caldeirão aonde fiéis puros e inocentes, foram sacrificados pelo céu não de Deus, mas dos canhões e até hoje não informaram a vala que enterraram os corpos, confirmou ainda mais minhas suspeitas com aqueles que se dizem “missionários“.
    http://mudancaedivergencia.blogspot.com/2010/07/genocidio-no-ceara-ocorrencias-que.html
    http://mudancaedivergencia.blogspot.com.br/2010/08/os-salesianos-o-itesp-faenquil-e.html

    Grande abraço,
    Marilda Oliveira

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  11. Pedro Moacyr Campos6:38 PM

    Realmente uma ação à qual a análise com muita essência e sabedoria soubestes expor. Estamos diante de algo novo, um fato novo que a história nos há de revelar as causas, e as consequências óbvias.
    Convenhamos, todavia, que Ratzinger ao tomar esta decisão, não foi por si mesmo mas sim diante de um contexto de extraordinária complexidade religiosa e política. O mundo está diante de uma encruzilhada fatal, isso é evidente e o Vaticano, não mais o próprio Pontífice terá que tomar decisões extremas, quando então, Ratzinger não terá mais energia física, quem sabe até espiritual para enfrentar.
    Existem sistemas que não estão mais ocultos, mostram-se e revelam-se, mas com tal poder de agressividade que sequer sua identificação, preferimos desconhecer ou fuingir que não sabemos. Chego a pensar que o conhecimento de determinados fatos, outrora ocorridos, seriam armas fatais à pessoa do Sumo Pontífice.

    Como dizia meu falecido pai, "antes um mau acordo que uma questão em juízo"...

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  12. (Comentário enviado por e-mail por Raul Longo para a redecastorphoto e postado nos “comentários” por Castor)

    NO HABEMUS PAPAM
    Raul Longo

    Muitas vezes concordo com Nietzsche. Como o próprio Nietzsche nem sempre concordava consigo mesmo, eu posso concordar muitas vezes com ele, porque não era hipócrita.

    Daí que em “Genealogia da Moral” o sábio pôde ter dito com muita propriedade que o que nos repugna não é a religião, mas a língua bigume da igreja.

    As religiões tratam daquilo que Carl Jung chamou de símbolos do homem. Nada mais natural, afinal as religiões são meios utilizados pelos humanos para transcender a compreensão de sua materialidade para que possa compreender algo de outro aspecto muito importante à nossa espécie. Uns chamam a isso de alma, outros de psique, e também de consciência. Há aqueles, como Jung mesmo, que foram mais fundo em pesquisar nosso subconsciente e até o inconsciente.

    Discute-se e discorda-se quanto ao uso dessas nomenclaturas, mas é fato inegável que além de nossa racionalidade escondem-se muitas outras realidades que por mais abstratas e metafísicas nos afetam concretamente e, sem dúvida, as religiões naturais, desenvolvidas e estruturadas através das histórias de cada povo por seus símbolos culturais, conseguem ser de fundamental importância para o desenvolvimento da identidade e manutenção da integridade humana nos diversos e diferentes grupos em que se compõe a espécie.

    Isso de símbolos materiais como bandeiras e brasões é demasiadamente supérfluo e efêmero. Embora igualmente simbólicos, os preceitos religiosos são incomparavelmente mais profundos e perenes, transformando-se no que também é chamado de consciência coletiva.

    Seja na África, no Oriente, entre os aborígenes da Oceania, ou os indígenas da América e esquimós do polo, até mesmo entre os Lapões, último povo indígena da Europa; através de seus símbolos a religião cumpre uma função de resistência e identificação cultural.

    As igrejas formadas por identificação de interesses de grupos dominantes e não de culturas populares naturais, sempre se utilizaram desses símbolos religiosos para desenvolver suas conversas bigúmeas, de duas línguas como as das serpentes.

    Muito se acusa Nietzsche de contraditório, mas na verdade o sábio tinha era coragem de compreender a imponderabilidade do ser humano que jamais será o predeterminado e preestabelecido aos interesses dos grupos que criaram as igrejas, essas sim realmente contraditórias em seus mais básicos preceitos como o de que todos são iguais perante Deus. Um Deus que se torna falho pelas próprias igrejas que o pregam promovendo e explorando diferenças que sequer têm a ver com a essência humana.

    Mas de toda forma as igrejas, sejam judaicas, cristãs ou islamitas, se aprimoraram em utilizar a linguagem simbólica das religiões, inclusive daqueles que consideram pagãos, como os Lapões de quem os católicos adotaram a comemoração do solstício de inverno para definir a data de nascimento de seu símbolo máximo.

    Com a Reforma de Martinho Lutero algumas igrejas cristãs se dedicaram mais a símbolos conceituais relacionados ao Velho Testamento, mas Católicos Ortodoxos e Católicos Romanos mantiveram suas simbologias litúrgicas em cada ato, em toda atitude, sempre ciosos em dar uma justificativa canônica para a mais ínfima atitude de seus prelados.
    (continua)

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  13. (Comentário enviado por e-mail por Raul Longo para a redecastorphoto e postado nos “comentários” por Castor)
    Continuação do comentário anterior
    NO HABEMUS PAPAM
    Raul Longo

    Considerando que a única renúncia papal de que se tem notícia ocorreu há 6 séculos atrás, é no mínimo estranho o antidogmático anúncio da renúncia de Bento XVI em meio ao período da mais pagã das festas mundanas, segundo a própria igreja. Mais estranho ainda se lembrarmos de que o Natal não vai tão longe e por sua simbologia teria sido data bem mais indicada para o Ratzinger anunciar seu cansaço. Melhor ainda a Páscoa daqui a apenas 40 dias, com toda a simbologia da Ressurreição e o sentido de “Passagem” na origem grega da palavra.

    Mas assim, agora, e pro dia 28 de fevereiro? Por quê? Nem ano bissexto é!

    Meio fora de hora esse Papa! Ou será contraditório?

    E se descobriu que Nietzsche é quem estava certo e Deus morreu mesmo?

    Fato é que não habemus papam e como tenho dificuldades para entender as muitas e contraditórias línguas da igreja, procurei informações mais confiáveis no blog do Porfirio que entende do assunto e pode explicar melhor para quem queira entender o que é que deu no alemão pra rasgar a fantasia em plena segunda-feira de carnaval.

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  14. (Comentário enviado por e-mail por ArnaC para a redecastorphoto e postado nos “comentários por Castor)

    Diante de tamanha exploração mediática em torno da anunciada renúncia de Benedito XVI. ex-membro da Juventude Hitlerista, da Força Aérea e da Infantaria nazistas, fico a pensar no grande teólogo Dietrich Bonhoeffer, de nível mais elevado que o papa renunciante, que Hitler mandou enforcar nu, há exato um mês antes da rendição nazista.

    Acho que conviria a Leonardo Boff, Rubem Alves e outros teólogos de nomeada (pena que Hugo Assman não se encontre mais entre os vivos) escrevessem obituários reais sobre Josef Aluisius Ratzinger, que anteontem uma repórter da Globo pronunciou ridiculamente à maneira estadunidense, com sotaque (forçado) e tudo.

    Abraços do ArnaC

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  15. Anônimo11:26 PM

    ─ Está provado e comprovado, não existe crentes, existe crédulos. Porque, "quando se trata de dinheiro, todos são da mesma religião." Enquanto a humanidade não se conscientizar e parar alimentar esses espertalhões que vivem às custas de deus e do diabo, determinando que todos fiquem de olhos no céu, para que os poderosos fiquem com as riquezas da terra, essas falcatruas e maracutaias. Azar, de quem acredita neles.
    Yusef D'ojuara.

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  16. Se, de fato, a crentalhada se tornar maioria no Brasil, este país está perdido!

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  18. Anônimo1:41 PM

    Os humanos criaram os deuses, para serem criados por eles.
    No fim, o que vale é o controle das emoções e a busca do equilíbrio, individual e coletivo.

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  19. TODO IMPÉRIO TEM SEU FIM. RESTA OS ENSINAMENTOS DE CRISTO - AMOR, PAZ, HARMONIA, IGUALDADE. DEUS NÃO CRIOU NENHUMA RELIGIÃO, FORAM OS SERES (HOMENS E MULHERES)QUE CRIARAM TODA ESSA CONFUSÃO. REGATTIERI

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    1. Anônimo11:49 PM

      Vale lembrar que a igrja não foi fundada por Jesus e sim por políticos da eppca que viram surgir um grande negócio e que negócio, em minha opinião a igreja deveria ser dê judas que ao trair jesus arrependeu -se e pagou com a vida se enforcando. Ao contrário dê Pedro que o renegou várias vezes e tá aí basilicá dê S Pedro. Virou santo.

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  20. Anônimo3:21 PM

    Nunca li tanta bobagem numa só página.

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  21. Anônimo3:50 PM






















    Caríssimos,
    A Igreja jamais permitirá aquilo que vai contra a vontade de Deus e nenhum Papa tem o poder de modificar isso. A doutrina católica é imutável. Ademais, os fiéis jovens da Igreja têm se mostrado cada vez mais conservadores e avessos à moral liberal. Inovações liberais para atrair fiéis nunca deram certo e os bancos vazios da Igreja Anglicana são a maior prova disso.O comportamento vil da mídia secular leva-nos a fazer sérios questionamentos sobre a credibilidade e idoneidade dos chefes de redações que compõem as mesas desses jornais. Das duas, uma: ou esses senhores carecem de formação adequada e por isso seus textos são recheados de ignorâncias e nonsenses, ou então, esses doutos jornalistas têm um sério compromisso com a desinformação e a manipulação dos fatos, algo que está diametralmente oposto ao Código de Ética do Jornalismo. Se fôssemos seguir a cartilha desses órgãos de imprensa, hoje seríamos obrigados a crer que Bento XVI liberou a camisinha, excomungou o boi e o jumento do presépio, acobertou padres pedófilos e mais uma série de disparates que uma simples leitura correta dos fatos seria o suficiente para derrubar a mentira.
    Na sua mensagem para o Dia Mundial da Comunicação de 2008, o Papa Bento XVI alertou para os riscos de uma mídia que não está comprometida com a reta informação. "Constata-se, por exemplo, que em certos casos as mídias são utilizadas, não para um correcto serviço de informação, mas para «criar» os próprios acontecimentos", denunciou o Santo Padre. Bento XVI assinalou que os meios de comunicação devem estar ordenados para a busca da verdade e a sua partilha. Pelo jeito, a imprensa secular ainda tem muito a aprender com o Santo Padre.





































    A Igreja jamais permitirá aquilo que vai contra a vontade de Deus e nenhum Papa tem o poder de modificar isso. A doutrina católica é imutável. Ademais, os fiéis jovens da Igreja têm se mostrado cada vez mais conservadores e avessos à moral liberal. Inovações liberais para atrair fiéis nunca deram certo e os bancos vazios da Igreja Anglicana são a maior prova disso.O comportamento vil da mídia secular leva-nos a fazer sérios questionamentos sobre a credibilidade e idoneidade dos chefes de redações que compõem as mesas desses jornais. Das duas, uma: ou esses senhores carecem de formação adequada e por isso seus textos são recheados de ignorâncias e nonsenses, ou então, esses doutos jornalistas têm um sério compromisso com a desinformação e a manipulação dos fatos, algo que está diametralmente oposto ao Código de Ética do Jornalismo. Se fôssemos seguir a cartilha desses órgãos de imprensa, hoje seríamos obrigados a crer que Bento XVI liberou a camisinha, excomungou o boi e o jumento do presépio, acobertou padres pedófilos e mais uma série de disparates que uma simples leitura correta dos fatos seria o suficiente para derrubar a mentira.


    Na sua mensagem para o Dia Mundial da Comunicação de 2008, o Papa Bento XVI alertou para os riscos de uma mídia que não está comprometida com a reta informação. "Constata-se, por exemplo, que em certos casos as mídias são utilizadas, não para um correcto serviço de informação, mas para «criar» os próprios acontecimentos", denunciou o Santo Padre. Bento XVI assinalou que os meios de comunicação devem estar ordenados para a busca da verdade e a sua partilha. Pelo jeito, a imprensa secular ainda tem muito a aprender com o Santo Padre.









    Célia Maria(Maria do Monserrate)Oblt.O.S.B.

    U.I.O.G.D.! "Guarde sua paz,entregue-se a Jesus.Continue a estudar e trabalhar firme.

    Não se preocupe com o passsado,olhe o presente e o futuro com absoluta confiança em Deus.'"

    (D. Estevão Bettencourt O.S.B .1919-2008)."Não a ciência, mas a caridade é que mudará esse mundo”.(Giuseppe Moscati 1880-1927)


































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  22. Anônimo11:34 PM

    Uma pessoa que tem o poder de um papa, pode aprontar muito. Ainda mais porque acredita que existe um Deus para lhe perdoar. Ou então, não acredita nem um pouco.

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  23. Anônimo6:05 PM

    Quando os pobres "inteligentes" começarem a raciocinar e verificarem o embuste que é toda a igreja (toda de todas, entenderam?)a vida vai ser muito mais agradável e tudo se tornará mais racional. Detesto igrejas e religiões. No fundo, todos querem o nosso dinheiro. É esse o único "deus" que essa gente enxerga. Tenho dito!!!

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Jornalista desde 1961, quando foi ser repórter da ÚLTIMA HORA, PEDRO PORFÍRIO acumulou experiências em todos os segmentos da comunicação. Trabalhou também nos jornais O DIA e CORREIO DA MANHÃ, TRIBUNA DA IMPRENSA, da qual foi seu chefe de Redação, nas revistas MANCHETE, FATOS & FOTOS, dirigiu a Central Bloch de Fotonovelas. Chefiou a Reportagem da Tv Tupi, foi redator da Radio Tupi teve programa diário na RÁDIO CARIOCA. Em propaganda, trabalhou nas agências Alton, Focus e foi gerente da Canto e Mello. Foi assessor de relações públicas da ACESITA e assessor de imprensa de várias companhias teatrais. Teatrólogo, escreveu e encenou 8 peças, no período de 1973 a 1982, tendo ganho o maior prêmio da crítica com sua comédia O BOM BURGUÊS. Escreveu e publicou 7 livros, entre os quais O PODER DA RUA, O ASSASSINO DAS SEXTAS-FEIRAS e CONFISSÕES DE UM INCONFORMISTA. Foi coordenador das regiões administrativas da Zona Norte, presidente do Conselho de Contribuintes e, por duas vezes, Secretário Municipal de Desenvolvimento Social. Exerceu também mandatos em 4 legislaturas na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, sendo autor de leis de grande repercussão social.