domingo, 8 de julho de 2012

Um mandato que nos dará poderes para representar, questionar, interferir e mudar

Aos 69 anos, quero resgatar a dignidade do homem público e a confiança da cidadania nas instituições democráticas

"O que mais preocupa não é o grito dos violentos, dos corruptos, dos desonestos, dos sem-caráter, dos sem-ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons."
Martin Luther King


"O preço que os homens de bem pagam pelo seu desinteresse da política é a qualidade dos políticos".
Platão

"Há homens que lutam um dia e são bons. Há outros que lutam um ano e são melhores. Há os que lutam muitos anos e são muito bons. Mas há os que lutam toda a vida e estes são imprescindíveis".
Bertold Brecht
“Só há duas opções nesta vida: se resignar ou se indignar. E eu não vou me resignar nunca”.
Darcy Ribeiro
 
Uma articulação direcionada que explora o escândalo como arma para manter a população à margem de tudo vem trabalhando ao longo de décadas o imaginário popular com o discurso de que a política é uma atividade privativa dos escroques, dos bandidos e dos oportunistas sem escrúpulos.
Em ações orquestradas e de má fé, transforma cada desvio de conduta pontual numa monstruosidade que por si revelaria a prática generalizada de todos os políticos, como se nada mais restasse ao cidadão-eleitor senão virar às costas para TODOS os homens públicos e esperar que um dia falsas vestais passem a dar as cartas ou que alguma conspiração forje um novo ditador com “poderes excepcionais para dar um basta à corrupção”.
É a indústria da alienação alimentada pela manipulação leviana das informações, que imobiliza uma massa mal-informada, acrítica e bitolada. Indústria que esconde o próprio envolvimento em negociatas e encobre sua parceria disfarçada com chefes do crime organizado, como se revelou – e tenta se abafar – no caso desse mafioso conhecido como Carlinhos Cachoeira.
A você, cidadão de bem, que luta com dignidade para cumprir seus compromissos, serve-se a sensação da inutilidade de acompanhar e intervir no processo político. A idéia que se passa e se inocula é a de que todo candidato a um cargo público é alguém de olho nas mordomias do poder, que só tem uma preocupação: locupletar-se no exercício de um mandato.
Exatamente por conta dessa imagem negativa generalizada, homens de bem, vocacionados para a vida pública, são vistos sob as mesmas reservas dos que, aproveitando-se desse ambiente de descrença, compram mandatos a peso de ouro e ocupam cada vez mais os centros decisórios.
A imagem capciosa de que todo político é corrupto esconde a malta de sonegadores e sanguessugas, burladores de todas as leis, que fizeram e fazem fortunas corrompendo e subornando em todos os níveis. Essa imagem manipulada destaca o corrupto e oculta o CORRUPTOR, o que enriquece da noite para o dia à sombra do poder vulnerável aos interesses insaciáveis.
Nesse discurso, dissemina a imagem que deliberadamente desfigura a atividade pública, visando com isso enfraquecer as instituições e minar suas defesas, abrindo caminho para a farsa do Estado nanico, aquele entregue às terceirizações que são hoje, elas sim, portas escancaradas para a propina e o superfaturamento.
De tal forma se irradiou no inconsciente coletivo a convicção de que “todos os políticos são ladrões” que um homem de bem se obriga a ressaltar aos quatro ventos suas virtudes éticas, sua comprovada honestidade e sua irretocável biografia.
Enquanto temos nossos olhares concentrados nos políticos, somos roubados na mão grande todos os dias e a cada instante por toda uma teia de vigaristas e vendedores de falsos brilhantes; somos submetidos a salários insuficientes e somos obrigados a pagar em despesas particulares aquilo pelo que já pagamos em impostos por serviços públicos deliberadamente sucateados, em áreas essenciais, como a educação, saúde e segurança.
Aos 69 anos, com um histórico de lutas de mais de meio século, em que se inclui um ano e meio de prisão e torturas nos cárceres da ditadura, sempre travando o bom combate, bem que poderia ficar assistindo de camarote a esse jogo que tritura, aliena e escraviza os cidadãos e se alimenta do descrédito nas instituições republicanas.

No entanto, por dever histórico, estou voltando à atividade política para disputar um novo mandato de vereador na cidade do Rio de Janeiro, com a cabeça erguida de quem passou pelo Legislativo e pelo Executivo sem abrir mão dos seus valores éticos e morais e de quem produziu leis que tiveram grande alcance social, como a que liberou 6 mil taxistas do regime escravo das diárias, ou até mesmo de aparente efeito simbólico, como a que manda multar letreiros com erros gramaticais.

Por conta do meu próprio estilo e da convicção de que não se pode gastar numa campanha aquilo que não terá retorno honesto, considerando também as limitações físicas da idade e de alguns problemas de saúde, pretendo fazer uma campanha franciscana, baseada na capacidade multiplicadora dos que me conhecem nesse meio século de jornalismo e no que já pude demonstrar quando no exercício de cargos públicos.
Minha campanha, por sua envergadura, terá que considerar o mandato de vereador como uma trincheira para posicionamentos em todos os níveis, valendo-se da estrutura disponibilizada a um parlamentar numa Câmara como a do Rio de Janeiro. Isto é: estaremos atentos, como sempre estivemos, para a defesa da cidade, de sua população, da ética e dos valores essenciais no trato com o dinheiro público.
Mas faremos do nosso Gabinete uma cidadela em lutas mais amplas, em tudo o que diz respeito ao cidadão do Rio de Janeiro, mesmo que isso signifique disponibilizar assessores e advogados em causas judiciais, como a primeira delas: a derrubada da cobrança do laudêmio, um tumor que veio do tempo de Dom Pedro I e é mantido sem o conhecimento da maioria dos cidadãos. Poucos sabem que quem compra um imóvel em “terrenos de marinha” e áreas foreiras é obrigado a pagar 5% do seu valor, mesmo que esse imóvel tenha sido “expropriado” de forma arbitrária e irregular pela Secretaria do Patrimônio da União, desrespeitando a própria Lei que regula essa matéria.
Na campanha e no exercício do mandato, não pretendemos trocar favores por votos, não vamos usar a máquina pública para chantagear comunidades carentes e não aluguaremos nosso mandato em troca de ajuda financeiro para a campanha.
Vamos preferir expor e discutir os grandes temas que são de responsabilidade do poder público, como educação, saúde, segurança, meio ambiente, qualidade de vida, direitos dos idosos, aposentados e pensionistas, carga extorsiva de impostos, políticas de transportes urbanos, pedágios e pardais irregulares, direitos do consumidor e toda a pressão que sacrifica a CLASSE MÉDIA, de quem se cobra o maior preço, obrigando-a a pagar em caráter particular por serviços que já são pagos por impostos que equivalem a 149 dias de sua jornada anual de trabalho.
Enfim, faremos uma campanha de idéias e propostas tendo como ambiente de discussão o nosso blog VEREADOR DE VERDADE, que estará aberto às opiniões e críticas de todos os que estão dispostos a ocupar o espaço hoje abusivamente tomado pelos manipuladores da opinião pública e pelos que se aproveitam do desinteresse e da omissão das pessoas de bem.
Esses serão os fundamentos de uma campanha que nos traz de volta a uma disputa que já sabemos difícil, mas que pretende ser o grande diferencial no processo eleitoral que se inicia agora.

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Quem sou eu

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Jornalista desde 1961, quando foi ser repórter da ÚLTIMA HORA, PEDRO PORFÍRIO acumulou experiências em todos os segmentos da comunicação. Trabalhou também nos jornais O DIA e CORREIO DA MANHÃ, TRIBUNA DA IMPRENSA, da qual foi seu chefe de Redação, nas revistas MANCHETE, FATOS & FOTOS, dirigiu a Central Bloch de Fotonovelas. Chefiou a Reportagem da Tv Tupi, foi redator da Radio Tupi teve programa diário na RÁDIO CARIOCA. Em propaganda, trabalhou nas agências Alton, Focus e foi gerente da Canto e Mello. Foi assessor de relações públicas da ACESITA e assessor de imprensa de várias companhias teatrais. Teatrólogo, escreveu e encenou 8 peças, no período de 1973 a 1982, tendo ganho o maior prêmio da crítica com sua comédia O BOM BURGUÊS. Escreveu e publicou 7 livros, entre os quais O PODER DA RUA, O ASSASSINO DAS SEXTAS-FEIRAS e CONFISSÕES DE UM INCONFORMISTA. Foi coordenador das regiões administrativas da Zona Norte, presidente do Conselho de Contribuintes e, por duas vezes, Secretário Municipal de Desenvolvimento Social. Exerceu também mandatos em 4 legislaturas na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, sendo autor de leis de grande repercussão social.