terça-feira, 3 de abril de 2012

O senador, o contraventor e a jogatina que enche as burras dos corruptos em todo o país

Demóstenes está mal na fita, mas como fica o domínio dos contraventores sobre o carnaval carioca?

“Não sei se ele ganhou dinheiro em jogo, se era um negócio legal ou ilegal. Não me interessa. Não sei, não me aprofundei nem quero me aprofundar”.
Jovair Arantes, deputado federal e líder do PTB na Câmara.

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Insisto com todas as letras: tratar a relação de políticos, policiais e autoridades em geral com a jogatina e outras atividades fora da Lei de forma pontual é mais uma encenação de cartas marcadas. O senador Demóstenes Torres, que posava de vestal da moral e dos bons costumes, está mal na fita e será fatalmente punido, pelo menos por alguns anos. Mas e os outros que estão ligados a todo tipo de crime em todos os Estados do país?

E esse domínio ostensivo que os contraventores exercem sobre o carnaval do Rio de Janeiro, o maior evento turístico do Brasil, com a chancela oficial da Prefeitura? Alguém consegue se eleger em Nilópolis sem as bênçãos do Anísio da Beija-flor? Quantos parlamentares no país recebem uma mãozinha dos bicheiros e outros fora da lei para defender seus interesses?

Todo mundo sabe que o jogo sempre existiu em todas as cidades e que molha a mão de muitos policiais e de autoridades maiores, em todos esses podres poderes. Manter o jogo na clandestinidade é um ótimo negócio que irriga as poupanças e mandatários corruptos e o protege de toda e qualquer fiscalização, seja das secretarias de Fazenda, seja de quem for, permitindo um ambiente tão indecoroso que hoje é comum a fraude eletrônica para evitar que alguém ganhe uma boa bolada no sorteio diário.

Na minha opinião, o Brasil não deveria ser diferente da Argentina, Uruguai, Paraguai e outros países onde o jogo é legal e obrigado a pagar impostos. Qual o risco da legalização, além de bloquear uma boa fonte de renda das autoridades corruptas?

Joga quem quer. E quem quer se aproveita de algumas manobras, como essa fartura de navios com cassinos, que fazem cruzeiros a preços de banana, até de três dias, entre Rio e Santos, porque uma boa parte dos seus passageiros só embarca com o objetivo de participar da variedade de atrações que a jogatina a bordo oferece.

No nosso encontro de hoje, lembro que o senador pilhado na copa e cozinha do poderoso contraventor, patrocinador de outros políticos e outras autoridades públicas, posava como um exigente defensor da moral e dos bons costumes.

Vestia a fantasia de uma verdadeira vestal, atirava sem constrangimento pedras em todo mundo e fazia todo tipo de cobrança ética. E, no entanto, era um pau mandado de um poderoso mafioso, expondo o auge da HIPOCRISIA que campeia em nossa vida pública, cuja representação política é por si uma grande fraude, alimentada por todo tipo de farsas e mecanismos de manipulação da vontade popular.

Aproveito para falar de outra indústria imoral – a dos abortos clandestinos, que chegam a um milhão por ano no Brasil e são responsáveis por 10 mil mortes maternas. Mostro o meu livro SEM MEDO DE FALAR DO ABORTO E DA PATERNIDADE RESPONSÁVEL, que disponibilizo para quem se interessar por essa obra de 2002, que permanece ainda muito atual.

Em ambos os casos, a clandestinidade só serve para alimentar caixinhas que envolvem governantes e outras autoridades, somando milhões de reais em moeda sonante.

Nesse ponto, defendo a regulamentação do jogo e a descriminalização do aborto, até porque considero que só recorre a essas práticas quem quer.

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2 comentários:

  1. Porfírio, Carlinhos Cachoeira, inspira cuidados no PT e com isso o PT já está querendo abafar as investigações em andamento utilizando novas estratégias...
    ENQUANTO,
    Pedro Simon diz: “Os bons homens já morreram” a qualidade do Parlamento na média é muito ruim, os líderes políticos só pensam em cargos e que a presidente Dilma não vai conseguir acabar com o fisiologismo...

    O ex-Delegado da PF Protógenes Quieiroz... Grampos telefônicos da Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, identificaram conversas suspeitas entre o deputado federal Protógenes Queiroz (PCdoB-SP) e Idalberto Marias Araújo, o Dadá, apontado como um dos integrantes mais ativos do esquema do bicheiro goiano Carlinhos Cachoeira. As informações estão em reportagem do jornal “O Estado de S.Paulo” desta quarta-feira (11).

    O PT SE PREOCUPA... Amigos, o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT, ex-PC do B), firma-se cada vez mais, ao que tudo indica, na marca de pênalti. O governo Dilma cedeu dois servidores seus para cobrir o flanco petista na capital : Swedenberger Barbosa, ex-José Dirceu e secretário-Executivo de Gilberto Carvalho foi para a Casa Civil do DF, e Luiz Paulo Barreto, ex-secretário Executivo da Justiça saiu para a Secretaria do Planejamento. As razões do cerco petista a Agnelo são duas : histórias duvidosas e deficiência administrativa. E isso pega muito mal a Brasília. E o Senado vai escolher novo presidente do Conselho de Ética. JUSTO QUEM???? o senador Renan Calheiros (PMDB-AL). Justamente ele que, envolto numa FANTÁSTICA nuvem de maracutaias divulgadas em maio de 2007, precisou renunciar em novembro à presidência do Senado, que então exercia, para escapar da cassação do mandato — por falta de ética e de decoro parlamentar.
    E O PIOR DE TUDO PORFÍRIO... A DÍVIDA PÚBLICA ESTÁ ULTRAPASSANDO 2 TRILHÕES. E estes parlamentares OMISSOS E CONIVÊNTES, estes que fraudaram a Constituinte criando no fantasma Art.166 a fraude, o favorecimento dos juros da dívida pagos... (?) indevidamente desde 1988.
    Até quando o Senado e os parlamentares atuarão servindo aos interesses das Grandes Organizações Internacionais, traindo a sociedade brasileira, tramando sempre manobras sujas para se libertarem dos roubos e desvios do erário público. ACORDA SOCIEDADE BRASILEIRA

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  2. Anônimo11:50 PM

    https://www.facebook.com/NelsonGSouza?ref=tn_tnmn

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Quem sou eu

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Jornalista desde 1961, quando foi ser repórter da ÚLTIMA HORA, PEDRO PORFÍRIO acumulou experiências em todos os segmentos da comunicação. Trabalhou também nos jornais O DIA e CORREIO DA MANHÃ, TRIBUNA DA IMPRENSA, da qual foi seu chefe de Redação, nas revistas MANCHETE, FATOS & FOTOS, dirigiu a Central Bloch de Fotonovelas. Chefiou a Reportagem da Tv Tupi, foi redator da Radio Tupi teve programa diário na RÁDIO CARIOCA. Em propaganda, trabalhou nas agências Alton, Focus e foi gerente da Canto e Mello. Foi assessor de relações públicas da ACESITA e assessor de imprensa de várias companhias teatrais. Teatrólogo, escreveu e encenou 8 peças, no período de 1973 a 1982, tendo ganho o maior prêmio da crítica com sua comédia O BOM BURGUÊS. Escreveu e publicou 7 livros, entre os quais O PODER DA RUA, O ASSASSINO DAS SEXTAS-FEIRAS e CONFISSÕES DE UM INCONFORMISTA. Foi coordenador das regiões administrativas da Zona Norte, presidente do Conselho de Contribuintes e, por duas vezes, Secretário Municipal de Desenvolvimento Social. Exerceu também mandatos em 4 legislaturas na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, sendo autor de leis de grande repercussão social.