sexta-feira, 16 de março de 2012

Porque a democracia brasileira é uma fraude

Em entrevista à TV Comunitária, reflexões sobre a farsa que modela o sistema político em nosso país

CLIQUE NA FOTO E VEJA A ENTREVISTA

“A democracia brasileira é uma fraude” – afirmações como essa dentro de um contexto que expõe meu pensamento crítico sobre a realidade política brasileira estão numa entrevista de uma hora que concedi a Reinaldo Cunha no seu programa “Maré na TV”, transmitido pela TV Comunitária do Rio de Janeiro.
Numa conversa informal, editada praticamente sem cortes, passo em revista algumas das mazelas que tornam caricata e ilusória a democracia em nosso país, cujo exemplo mais patético é a composição de um Poder Legislativo que não reflete o perfil social e nem diversidades de idéias, estas soterradas pelo jogo de interesses escusos que movem as ações de cada parlamentar, em todos os níveis.
A entrevista foi concedida sem nenhum agendamento prévio. Fui visitar a ASFUNRIO, atuante associação de funcionários municipais do Rio de Janeiro, presidida com muita garra por Reinaldo Cunha e este, que faz parte da Tv Comunitária e lidera também no Complexo da Maré a AULA – Associação Universitária Latino-Americana – resolveu gravar minhas reflexões, a partir do artigo que escrevi sobre a necessidade da implantação de uma Comissão da Verdade sem constrangimentos. (Veja o artigo em http://www.blogdoporfirio.com/2012/02/antes-que-comissao-da-verdade-comece-em.html).
Reproduzida na internet, você poderá ver toda a entrevista clicando em http://www.youtube.com/watch?v=Fcu_NVecLK4 .
Gostaria muito de que essas reflexões servissem de base para uma tomada de posição da parte dos indignados que não se acomodaram, não se acovardaram e não perderam os critérios críticos essenciais para a conquista de um sistema realmente democrático num país soberano,justo e próspero.
É importante que você conheça detalhes de um processo eleitoral EXCLUDENTE, que favorece claramente quem derrama muito dinheiro em campanhas financiadas sabe Deus como, campanhas tão onerosas que superam em muito tudo o que um político vai perceber a título de subsídios em quatro anos de mandato.
Processo eleitoral que inviabiliza candidaturas de quem não pode gastar dinheiro ( ou não pretende fazer de uma campanha um INVESTIMENTO) e se caracteriza pela absoluta falta de transparência – a impressão do voto, que existe em países como a Venezuela e a Bolívia, vem sem postergada, assim como a identificação biométrica do eleitor, que este ano só alcançará um milhão de brasileiros, menos de 1% dos votantes.
Estou convencido de que a divulgação dessa entrevista é uma contribuição honesta e consistente para o entendimento de toda essa frustrante e desanimadora crônica das práticas políticas no Brasil.
Espero seu comentário.

4 comentários:

  1. PORFIRIO, COMO SEMPRE VOCE ESTA CORRETO NOS SEUS COMENTÁRIO. PÓS DITADURA, CHEGOU AO PODER EM NOME DA DEMOCRACIA PRESIDENTES, SENADORES, DEPUTADOS ETC. COMPROMETIDO COM O ANTIGO REGIME, VISTO QUE ATÉ HOJE NÃO PASSARAM O BRASIL A LIMPO.
    OS TORTURADORES, OS QUE COMETERAM CRIMES (VOCE FOI VIDA DELES) AINDA CIRCULAM, PELAS RUAS IMPUNES. NÃO FORAM FEITAIS AS REFORMAS DE BASE, MUNTO BEM COSTURADAS NO GOVERNO JOÃO GULART. EM RESUMO QUEM MANDO NO BRASIL E NÃO VAI DEIXAR NUNCA A VERDADEIRA DEMOCRACIA ACONTECER, SÃO OS MESMOS, OU SEJA A CLASSE DOMINANTE - BANQUEIROS - RURALISTA - OS DONOS DAS MULTI-NACIONAIS. ETC. REGATTIERI

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  2. Senhor Pedro Porfírio.

    Não vi a entrevista, li o resumo, melhor a sintese que Vossa Senhoria
    faz do que disse.
    Mas me parece que a questão é de fundo, de estrutura do estado e de seus entes, entre eles o poder legislativo. Quando da elaboração da Constituição de 88, esta foi elaborada por um Congresso que não foi eleito para tal, e os Congressistas garantiram que o poder seria representativo. O Senhor sita Venezuela e Colombia, lá, que a mídia daqui diz haver um governo antidemocrático, tudo o que os parlamentares votam que é de interesse nacional, tem que ser submetido a um plesbicito. Ou seja: A democracia é participativa, quem decide realmente é o povo. E nós aqui, achamos que eles são indios ignaros. É claro que o nosso parlamento que não era e não constituinte votou uma constituição que lhes interessava e agora modificam-a a revelia do povo.

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Quem sou eu

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Jornalista desde 1961, quando foi ser repórter da ÚLTIMA HORA, PEDRO PORFÍRIO acumulou experiências em todos os segmentos da comunicação. Trabalhou também nos jornais O DIA e CORREIO DA MANHÃ, TRIBUNA DA IMPRENSA, da qual foi seu chefe de Redação, nas revistas MANCHETE, FATOS & FOTOS, dirigiu a Central Bloch de Fotonovelas. Chefiou a Reportagem da Tv Tupi, foi redator da Radio Tupi teve programa diário na RÁDIO CARIOCA. Em propaganda, trabalhou nas agências Alton, Focus e foi gerente da Canto e Mello. Foi assessor de relações públicas da ACESITA e assessor de imprensa de várias companhias teatrais. Teatrólogo, escreveu e encenou 8 peças, no período de 1973 a 1982, tendo ganho o maior prêmio da crítica com sua comédia O BOM BURGUÊS. Escreveu e publicou 7 livros, entre os quais O PODER DA RUA, O ASSASSINO DAS SEXTAS-FEIRAS e CONFISSÕES DE UM INCONFORMISTA. Foi coordenador das regiões administrativas da Zona Norte, presidente do Conselho de Contribuintes e, por duas vezes, Secretário Municipal de Desenvolvimento Social. Exerceu também mandatos em 4 legislaturas na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, sendo autor de leis de grande repercussão social.