segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Kadhafi: "Morrer protegendo nossa nação é uma honra, vendê-la é a maior traição que a história poderá recordar"

Para quem ainda não foi intoxicado pela propaganda maciça da mídia de aluguel




Seria bom que você lesse os testamentos de Kahafi, escritos sob os foguetes criminosos das potências agressoras. Essa leitura será últil principalmente para quem ainda não foi totalmente intoxicado pela mettralhadora  giratória da mídia de aluguel.

O primeiro é de abril e é o seguinte, na íntegra:

"Em nome de Alá, o benevolente, o misericordioso...



Por 40 anos, ou foi mais, eu não me lembro, eu fiz tudo que pude para dar ao povo casas, hospitais, escolas, e quando ele estava faminto, eu lhes dei comida. Eu até mesmo transformei Benghazi em terra arável a partir do deserto, eu resisti aos ataques daquele cowboy Reagan, quando ele matou a minha filha adotiva órfã, quando estava tentando me matar, e ao invés matou aquela pobre criança inocente. Então eu ajudei meus irmãos e irmãs da África com dinheiro para a União Africana.


Eu fiz tudo o que pude para ajudar o povo a compreender o conceito de democracia real, no qual comitês populares governam nosso país. Mas isso nunca foi o bastante, como alguns me disseram, até pessoas que tinham casas com 10 cômodos, ternos e móveis novos, jamais estavam satisfeitos, egoístas que são e queriam mais. Eles diziam aos americanos e a outros visitantes, que eles precisavam de "democracia" e "liberdade" jamais percebendo que este é um sistema suicida, no qual o cachorro maior come os outros, mas eles estavam encantados com aquelas palavras, jamais percebendo que na América não havia medicina gratuita, hospitais gratuitos, casas gratuitas, educação gratuita e alimentação gratuita, a não ser quando as pessoas tem que mendigar ou entrar em longas filas para ganhar sopa.


Não, não importava o que eu fizesse, jamais era o bastante para alguns, mas para os outros, eles sabiam que eu era o filho de Gamal Abdel Nasser, o único verdadeiro árabe e líder muçulmano que tivemos desde Salah-al-Deen, quando ele clamou o Canal de Suez para seu povo, como eu clamei a Líbia, para meu povo, foi suas pegadas que eu tentei seguir, para manter meu povo livre da dominação colonial - de ladrões que nos queriam roubar.


Agora, eu estou sob o ataque da maior potência militar da história, meu pequeno filho africano, Obama, quer me matar, para roubar a liberdade de nosso país, para roubar nossas casas gratuitas, nossa medicina gratuita, nossa educação gratuita e nossa alimentação gratuita, para substituir pela roubalheira americana, chamada "capitalismo", mas todos nós no Terceiro Mundo sabemos o que isso significa, quer dizer que Corporações governam os países, governam o mundo, e as pessoas sofrem. Então, não há alternativa para mim, eu devo resistir, e se Alá desejar, eu morrerei seguindo Seu caminho, o caminho que tornou nosso país rico com terra arável, com comida e saúde, e até mesmo nos permitiu ajudar nossos irmãos e irmãs árabes e africanos para trabalhar aqui conosco, na Jamahiriya líbia.


Eu não quero morrer, mas se chegar a isso, para salvar essa terra, meu povo, todos os milhares que são minhas crianças, então que assim seja.


Que esse testamento seja minha voz para o mundo, que eu resisti aos ataques dos cruzados da OTAN, resisti à crueldade, resisti à traição, resisti ao Ocidente e suas ambições colonialistas, e que eu resisti com meus irmãos africanos, meus verdadeiros irmãos árabes e muçulmanos, como um raio de luz. Quando outros estavam construindo castelos, eu vivi em uma casa modesta, e em uma tenda. Eu nunca esqueci minha juventude em Sirte, eu não gastei nosso tesouro nacional tolamente, e como Salah-al-Deen, nosso grande líder muçulmano, que resgatou Jerusalém para o Islã, eu peguei pouco para mim mesmo...


No Ocidente, alguns me chamaram "insano", "louco", mas eles sabem a verdade porém continuam a mentir, eles sabem que nossa terra é independente e livre, e que não está sob o jugo colonial, que minha visão, meu caminho, é, e tem sido claro e pelo meu povo e que eu vou lutar até meu último suspiro para nos manter livres, e que Alá Todo-Poderoso possa nos ajudar a permanecer fiéis e livres."

Coronel Muammar al-Kadafi, 05/04/2011

No segundo, mais recente, pede que ele seja enterrado em sua  cidade natal, Sirte. Aqui publico os trechos que encontrei na Gazeta de Luanda:

Um documento póstumo revela que Muammar Kadhafi não afastava a possibilidade de uma morte no campo de batalha e que o antigo presidente da Líbia recusou várias ofertas de asilo político.


O testamento foi divulgado pelo site Seven Days News, conotado com o antigo líder líbio.

“Se for morto, gostaria de ser sepultado, de acordo com os rituais islâmicos, com as roupas que estava a usar no momento da minha morte e o meu corpo por lavar, no cemitério de Sirte, junto à minha família”, declara Kadhafi na missiva.


“Quero que a minha família seja bem tratada após a minha morte, sobretudo as mulheres e as crianças”, acrescenta.


A carta transforma-se depois num testamento político de defesa das ações do líder líbio. “Que o povo líbio preserve a sua identidade, os seus feitos, a sua história e a honorável imagem dos seus antepassados e os seus heróis. (…) Apelo aos meus seguidores que continuem a resistir e a lutar contra qualquer agressão estrangeira contra a Líbia, hoje, amanhã e sempre”, declara Kadhafi.


“Que as pessoas livres de todo o mundo saibam que podíamos ter negociado e abdicado da nossa causa em troca de segurança pessoal e de uma vida estável. Recebemos muitas ofertas para este efeito, mas escolhemos estar na frente de batalha como prova do nosso dever e da nossa honra”, afirma.


“Mesmo que não ganhemos imediatamente, deixamos às gerações vindouras a lição de que escolher proteger a nossa nação é uma honra, e que vendê-la é a maior traição que a história poderá recordar”, termina Kadhafi.

3 comentários:

  1. Gaddafi supunha que fosse parceiro da OTAN. A OTAN arrancou-lhe a cabeça.
    A OTAN, é uma milícia alta-tecnologia ocidental para defender interesses dos EUA e de países europeus e isolar os BRICS emergentes e outros, e para manter curvados os “nativos”, sejam africanos ou asiáticos.
    A guerra na Líbia foi uma guerra francesa. O conselho Nacional de Transição ‘rebelde’ é invensão francesa. Sarkô tinha uma mala de motivos para vingar-se do Grande Gaddafi. Bancos franceses contaram a Sarkô que Gaddafi preparava-se para transferir seus bilhões de euros para bancos chineses... E para eles, Gaddafi não podia, de modo algum, servir de exemplo para OUTRAS NAÇÕES ou fundos soberanos árabes. Empresas francesas contaram a Sarkô que Gaddafi decidira não comprar aviões Rafale e não contratar franceses para construírem uma usina nuclear, Gaddafi preferia investir em serviços sociais. Washington uniu-se alegremente ao convescote... e Gaddafi recebeu cartão vermelho, foi expulso do jogo para sempre.
    Seria muito inconveniente pôr Gaddafi no banco dos réus em julgamento público. Se Kadafi fosse mantido vivo e levado a julgamento ele poderia se aproveitar da situação como um “palanque e tentar fazer a população se voltar contra o novo regime”.
    Como disse Naeem Mohaiemen, “Mortos não falam. Não precisam ser julgados. Não dizem quem foram seus cúmplices nem que os ajudou a manter-se no poder. Todos os segredos morrem com eles”. Enquanto isso... o petróleo Líbio já deve estar sob controle e poder das transnacionais. Uma infâmia mais da suposta “ordem mundial” que está caindo aos pedaços graças aos contínuos atropelos das grandes potências.

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  2. Senhor Pedro Porfírio

    Vossa Excelência, com coragem, nos traz o retrato do mundo, com a falacia dos seus “grandes” dirigentes que na verdade são prepostos dos conglomerados econômicos à frente o capital financeiro.
    Confesso, tenho pena de mim mesmo, pela impotência no ato de convencer meus pares para que se faça alguma coisa na defesa, por exemplo: da nossa maior riqueza ainda intocada a AMOZANIA, já declarada como bem da humanidade (sic..)
    Golpistas estão ai, prontos para o butim.

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  3. testamento diz tudo. o imperio do mal venceu mais uma. até quando? QUANDO SERA NOSSA VEZ? em 64 estivemos nas maos deles. hoje não sei? PORFIRO, A VOZ DA VERDADE. FALA E ESCREVE TODA VERDADE. A MIDIA BRASILEIRA É AMESTRADA, DIRIGIDA, INFILTRADA PELO IMPERIO DO MAL. SO VAMOS ACORDAR QUENDO TIVER-MOS NAS NOSSAS PORTAS SOLTADOS AMERICANOS MATANDO NOSSOS IRMÂOS. AI É TARDE. REGATTIERI

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Quem sou eu

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Jornalista desde 1961, quando foi ser repórter da ÚLTIMA HORA, PEDRO PORFÍRIO acumulou experiências em todos os segmentos da comunicação. Trabalhou também nos jornais O DIA e CORREIO DA MANHÃ, TRIBUNA DA IMPRENSA, da qual foi seu chefe de Redação, nas revistas MANCHETE, FATOS & FOTOS, dirigiu a Central Bloch de Fotonovelas. Chefiou a Reportagem da Tv Tupi, foi redator da Radio Tupi teve programa diário na RÁDIO CARIOCA. Em propaganda, trabalhou nas agências Alton, Focus e foi gerente da Canto e Mello. Foi assessor de relações públicas da ACESITA e assessor de imprensa de várias companhias teatrais. Teatrólogo, escreveu e encenou 8 peças, no período de 1973 a 1982, tendo ganho o maior prêmio da crítica com sua comédia O BOM BURGUÊS. Escreveu e publicou 7 livros, entre os quais O PODER DA RUA, O ASSASSINO DAS SEXTAS-FEIRAS e CONFISSÕES DE UM INCONFORMISTA. Foi coordenador das regiões administrativas da Zona Norte, presidente do Conselho de Contribuintes e, por duas vezes, Secretário Municipal de Desenvolvimento Social. Exerceu também mandatos em 4 legislaturas na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, sendo autor de leis de grande repercussão social.