domingo, 9 de outubro de 2011

A hora de discutir e participar dos destinos do nosso país

Diante do enorme volume de mensagens de indignação e revolta que me são repassadas ocorreu-me propor uma discussão direta para que possamos transformar essas expressões em ações afirmativas, com algum poder de contribuir incisivamente para abalar esse quadro deprimente que compromete o nosso amanhã.
Parto do princípio de que o grito isolado e inorgânico tem efeito efêmero e restrito a um espaço mínimo. E vejo que as iniciativas que tentaram levar para as ruas os sinais de uma revolta latente foram comprometidas por seu caráter pontual e isolado, servindo muitas vezes a manipulações facciosas.
Pré-candidato a um novo mandato de vereador no Rio de Janeiro (atualmente estou fora da Câmara) pretendo transformar a campanha no estuário dessa indignação, levando para as ruas propostas concretas, discutidas coletivamente.
Jornalista há 50 anos, com quase 40 como colunista da TRIBUNA DA IMPRENSA (interrompido pela prisão na ditadura e as perseguições posteriores) já havia dado minha missão por encerrado.
No entanto, observando o ambiente e vendo uma perigosa tendência de criminalização da atividade política, como se não houvesse chances para cidadãos honestos participarem da vida pública, vi-me estimulado a voltar à liça.
Pelo exercício do mandato em 4 legislaturas, nas quais dediquei-me à elaboração de leis e à fiscalização do poder executivo, sem as fraudes do clientelismo e das encenações para a platéia (muitos canalhas aparecem como bons moços), desfruto hoje da consolidada confiança de algumas categorias profissionais, segmentos de opinião e comunidades.
Mais do que nunca, assusta-me a possibilidade do triunfo dos bandidos em função da inocente omissão das pessoas de bem.
Contudo, considero ser necessário alcançar mais amplamente os cidadãos dispersos, que têm visão crítica e apostam numa agenda transformadora, imunes ao fisiologismo e à busca do poder a qualquer preço.
Com as ferramentas da modernidade, poderemos somar no sentido de interferir e construir uma alternativa consistente que possa motivar os cidadãos na afirmação do seu direito inalienável de influir nas decisões e nas suas imensas possibilidades de assumir seu papel na construção de um país mais justo e mais soberano.
Instalei-me numa sala de trabalho em local de fácil acesso, em que se pode trabalhar todos os dias da semana e onde há condições de estacionar um carro perto. Nessa sala, poderemos operar uma central de comunicação, reuniões e até de formação de pensamento e idéias.
Como não tenho idéia de quantos dos meus 7 mil parceiros moram no Rio de Janeiro e cidades vizinhas, estou fazendo este convite chegar a todos. Mesmo os que moram distantes poderão participar das discussões através da internet.
Para que possa organizar essa cidadela, PEÇO RESPONDER este e-mail, manifestando seu interesse e sua disponibilidade para participar do grupo de estudos e das atividades que produziremos.
Sua participação considerará rigorosamente suas reais possibilidades. Cada um fará aquilo que puder, sem afetar sua rotina normal.
Mesmo que de imediato não possa ligar-se ao grupo, peço enviar seu comentário sobre essa idéia de aproximar pessoas que tenham valores comuns. E de transformar uma campanha eleitoral num fórum enriquecido pela análise conjunta, pelo processamento das propostas e pela formatação de alternativas capazes de resgatar na vida pública a sua finalidade mais nobre.
Enfim, espero uma manifestação de sua parte.

Duas mesas de reunuião em uma sala ampla para que possamos discutir o país

8 comentários:

  1. Considero a ideia espetacular. Aliás, "representação" é exatamente isso: os representados conhecerem as ideias de quem os representará e o representante as ideias de seus representados.
    Sem isso, qualquer "representação" é essa farsa que temos visto ultimamente.
    Estou dentro.

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  2. Anônimo3:00 PM

    Prezado Pedro Porfírio,
    Minhas congratulações por postular mais uma vez o cargo de vereador na mui heróica Cidade de S. Sebastião do Rio de Janeiro. Não temos dúvidas de que serás uma voz a troar contra a corrupção, a falta de caráter em determinados homens públicos que se utilizam do cargo para praticar as maiores torpezas. Serás uma voz a defender a nossa enfraquecida Democracia e uma voz a lutar pelo nosso Rio de Janeiro. Apesar das minhas limitações, conte comigo. Saudações fraternais deste companheiro alagoano, que muito te admira. Cláudio Ribeiro - Casimiro de Abreu, RJ.

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  3. Luiz dos Santos5:12 PM

    A "infiltração" de atletas civis em representações das Forças Armadas não é novidade nem exclusividade nossa, pois a Itália, França, a ex-URSS formaram suas equipes Olímpicas a partir de um Batalhão Desportivo, algo que quase conseguimos durante o período de 1973/75; cheguei a participar de um Seminário sobre Organização de um Laboratório de Pesquisa em EDF/Desp na Escola de Ed.Física do Exército, em dez/73, sob a Chefia do Gal. de Divisão Ary Pires, que chefiava a Divisão de Educação Física do Exército,que depois foi extinta e o Batalhão e o Laboratório não sairam; A maioria de nós cívis, da área de EDF torciamos para tal, pois seria uma civilização da área militar, que sempre possuiu organização e tinha verbas para tal. Luiz dos Santos, Fisiatra, Med.Desp e Prof.Ed.Física

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  4. Este comentário foi removido pelo autor.

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  5. Caro Porfírio,
    Esta sua proposta vem em boa hora, quando a atividade política cada vez mais está desviada para fins espúrios, que podem favorecer os pregoeiros do retorno à Ditadura.
    É bom que seu plano seja aberto e pronto para enfrentar o confronto de idéias e de propostas.
    De início, penso que o primeiro passo é lutar para eliminar o financiamento privado de campanha, e que se estabeleça o público exclusivamente. Depois, buscar os caminhos para se estabelecerem parâmetros para os vencimentos dos membros de governo nos três poderes. Este parâmetro tem que manter uma relação entre o maior e o menor salário(vencimento) pago no País.
    Toque em frente sua idéia. Poderá ser um começo do que almejamos.
    Franklin Ferreira Netto

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  6. PQP.
    O palavrão é de felicidade.
    Não tenho recebido seus informes. Li sobre a sala na rede castor.
    O que houve? Por que não estou mais recebendo seus informes?
    Quero que saiba que pode contar comigo se eu puder ajudar em algo.
    Onde é a sala? Necessita de pintura? De extensões elétricas ou telefônicas? Saiba que quero muito te ajudar.
    Qualquer coisa mande um e-mail. O meu endereço (acho que você perdeu) é cefteixeira@gmail.com
    Se quiser me ligue (2558-9778/8193-6933).
    Estou muito feliz por nós. Você só não comentou por qual partido virá.
    Um abraço.

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  7. Senhor Pedro Porfírio.

    O Senhor, como um bravo combatente, sempre de pé, ainda que alguns pensem e digam que esteja politicamente morto, propõe uma espécie de sala de debates sobre os problemas citadinos.
    A primeira vista, me parece uma proposta arrojada, já que nós de tanto ouvir as mentiras ditas como verdade, acabamos acreditando que nada há por fazer e que aqueles que levantam temas
    apenas querem ganhar visibilidade para ocupar espaços, cargos e disputar eleições.
    Terei prazer mesmo de longe; em ao menos tentar ser útil e como ponto de partida sugiro uma indagação sua aos seus seguidores.
    "Que eles digam qual a diferença, (se existe) entre governo e estado.
    Me parece um ponto importante para se iniciar uma discussão sobre as questões citadinas que é identificar o conhecimento dos cidadãos sobre o principal problema político nacional e mundial:
    A ignorância sobre o papel do estado e nele os partidos e os governos eleitos por este partido; ou pelo conjunto deles.
    No meu modesto modo de pensar, enquanto o estado for um arcabouço para esconder a realidade nacional, a política será apenas instrumento de manobras para enganar o povo.
    Um abraço.

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  8. Velho amigo e companheiro Porfírio. Sua idéia émais uma vez brilhante. Quando voltar para o Rio tentarei dar alguma colaboração ao debate de idéias que você propõe e que apresentará tão logo volte a dignificar a Câmara copm suas propostas. Conte também comigo para a campanha. Victor Cavagnari Filho.

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Quem sou eu

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Jornalista desde 1961, quando foi ser repórter da ÚLTIMA HORA, PEDRO PORFÍRIO acumulou experiências em todos os segmentos da comunicação. Trabalhou também nos jornais O DIA e CORREIO DA MANHÃ, TRIBUNA DA IMPRENSA, da qual foi seu chefe de Redação, nas revistas MANCHETE, FATOS & FOTOS, dirigiu a Central Bloch de Fotonovelas. Chefiou a Reportagem da Tv Tupi, foi redator da Radio Tupi teve programa diário na RÁDIO CARIOCA. Em propaganda, trabalhou nas agências Alton, Focus e foi gerente da Canto e Mello. Foi assessor de relações públicas da ACESITA e assessor de imprensa de várias companhias teatrais. Teatrólogo, escreveu e encenou 8 peças, no período de 1973 a 1982, tendo ganho o maior prêmio da crítica com sua comédia O BOM BURGUÊS. Escreveu e publicou 7 livros, entre os quais O PODER DA RUA, O ASSASSINO DAS SEXTAS-FEIRAS e CONFISSÕES DE UM INCONFORMISTA. Foi coordenador das regiões administrativas da Zona Norte, presidente do Conselho de Contribuintes e, por duas vezes, Secretário Municipal de Desenvolvimento Social. Exerceu também mandatos em 4 legislaturas na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, sendo autor de leis de grande repercussão social.