sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Permita-me a indagação insólita: será que estamos mortos e não percebemos?


Para onde quer que olhemos, por aqui, só vemos andantes pálidos, inertes e insípidos
“Por mim, creio que estamos mortos há muito tempo: morremos no exato momento em que deixamos de ser úteis”.
Jean Paul Sartre


Que país é esse? Que mundo é esse? O que se passa na cabeça de cada ser humano, seja daqui, seja dacolá? Onde estão os indignados de todas as gerações, de todos os recantos? Nada lhes ofende, lhes mareja os olhos, lhes desperta a cólera e lhes motiva o protesto diante de tanta ignomínia? A tormenta que desce sobre as africanas terras líbias não é de sua conta?

Noites insones e dias tensos nada explicam: antes, para o meu desespero frenético não oferecem a menor chance de uma réstia de luz que enseje uma resposta, que sinalize o sintoma dessa letargia.

Meus Deus! O que estou fazendo diante de um computador ligado ao vazio de pessoas e de idéias, de cara para a inércia mais atormentadora, convertida numa contemplação pusilânime de um ritual movido a indignidades, abusos, violências, transgressões, usurpações, mentiras e hipocrisias?

Serei eu um débil mental que ainda não teve a lucidez de se olhar no espelho? Que mira pela fresta errada e não vislumbra um óbvio pútrido? Por que uma agressão criminosa a um país, agora esfacelado e desconstruído, toca a tão poucos e cada vez mais raros? Por que meio mundo se deixa entorpecer pela semântica de encomenda, pela desfaçatez do panfleto midiático enganador?

Incrível, penso em lamentos quase lacrimosos: agora que o mundo se tornou tão pequeno pela interação instantânea internáutica não seria o caso de uma mais cálida compreensão entre os seres humanos? Ou esse mundo que ficou pequeno tem o despudor de um brinquedo obsceno, uma abstração, de um exercício compensatório de ilusões forjadas?

Vi um patrono de uma turma de Direito declarar que nossa geração fracassou. No mesmo diapasão ele também se referia ao subproduto mais degenerado desse fracasso: a erupção de um individualismo desalmado nas gerações de agora, embaladas pelo metálico do som ensurdecedor ou pelo medíocre do funk que aportou entre nós como cavalo de tróia de uma gangrena mental.

E vi seus 99 formandos no culto patético de uma ansiedade ensimesmada, intelectualmente empobrecida, sem qualquer visão de contexto, como se nada lhes motivasse naquela noite de júbilo senão o olhar flamante na causa própria, no futuro pessoal, na esperança de que o mundo esteja cada vez mais conflitado para que disso tirem o seu sustento e disso façam sua razão de viver.

Vi jovens barbaramente envelhecidos pela balada altissonante do “salve-se quem puder”, o “daqui pra frente é com cada um” ou, no máximo, com o círculo de prediletos, como se o diploma conferido fosse a munição para a mais terrível das guerras, a sôfrega competição profissional nas pegadas dos exemplos herdados da esperteza como única via  da sobrevivência, do acesso ao conforto e ao prazer.

Enquanto isso, a mídia capta e exacerba todas as torpezas, fazendo delas elementos tão preponderantes no comportamento humano que nelas se inspira  no vôo cego de um cotidiano destituído de todos os valores restantes, no confronto explícito com os pulverizados pigmentos das virtudes em extinção.
Não causa surpresa que ninguém se sinta obrigado hoje em dia a reagir às barbaridades perpetradas pelos senhores do ágio e das armas, hipertrofiando a própria torpeza, num super dimensionamento da ambição voraz.

É certo alguém chegar em sua casa para determinar como deve ser sua relação com o clã? É tolerável alguém jogar seus filhos, uns contra os outros, para imobilizar a todos e se apoderar de suas posses?

Será que ninguém tem mais olhos para ver assaltos tão grotescos como os que países decadentes, endividados, em crises sistêmicas, enrolados em suas próprias pernas, promovem na maior sem-cerimônia para se apoderar das riquezas finitas de outros povos?

Você vê isso à luz do dia e não se sente nem um pouco atingido? Você quer o que, que chegue a nossa vez? Essa modernidade mal grada está nos impingindo o silencioso suicídio nacional em doses homeopáticas, está nos bestializando, nos acostumando ao convívio indolor com o massacre dos mais fracos, na configuração psicanalítica de uma apatia crônica, na qual nos servem brotos de papoulas imobilizantes encapados em papel celofane com as cores lustrosas da ilusão ótica minúscula e temporária.

Esse espetáculo da mais trágica alienação não poupa ninguém. Minha geração se repete na ladainha de um fracasso mensurado pela descontinuidade do sonho. Mas pode ser que aqueles rueiros dos anos sessenta tenham blefado e agora, lépidos e fagueiros, se desdizem no leme dos podres poderes.  

Ou, como se pode constatar, você não percebeu até que nossa vez já chegou, na intervenção sibilina e camuflada que varou a imensidão do território desguarnecido em pomposas mistificações em nome da demarcação de territórios gigantescos convertidos em flancos para a mais sofisticada pirataria alienígena?

Curioso: aqui quem quiser ver massa nas ruas só lhe resta contemplar os milhões das paradas gays e dos desfiles pentecostais.
Fora disso, meia dúzia de gatos pingados tenta chamar atenção para algumas tragédias pontuais que já não sensibilizam o povaréu. Por que a maioria já renunciou ao direito ao conhecimento, às obrigações do Estado com sua saúde e ao respeito devido à dignidade de todos.

Tal é o traste da alma humana que até a solidariedade se profissionalizou em organizações especializadas na terceirização do pensamento, da ação, da insatisfação social e dos deveres oficiais. Aqui, nesta terra invadida por Pedro Cabral, está cada vez mais difícil falar em dignidade e autoestima, eis que de migalha em migalha a massa enche o papo.

Diante desse quadro de cores pálidas veio-me uma despropositada indagação, que faço a você, envolto na mais pungente perplexidade: será que somos mortos vivos, almas penadas, corações sangrados, mentes entorpecidas e inebriadas?
Será?

17 comentários:

  1. Joaquim Augusto8:31 AM

    A propósito da LIBIA. O BRASIL agora é a BOLA da VEZ agradeÇamos ao LULA com a demarcação das terras INDÍGENAS sob a BATUTA da CORRUPTA ONU. Aliás o LULA é um PERNAMBUCANO FROUXO que tremia diante do HUGO CHAVES, do EVO MORALES e do presidente do EQUADOR. Já imaginaram diante da INGLATERRA, FRANçA e ESTADOS UNIDOS ? Hein ? Agora então com um povo doutrinado pelas tvs inócuas e pelos desfiles GAYS fechou-se o círculo da desgraça.

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  2. Anônimo9:41 AM

    Prezado Porfírio.

    Agradeço o reenvio, é exatamente isto. Tenho conversado com velhos companheiros de militância social, estou impressionado com o nível de desinteresse das pessoas de minha convivência pelas questões ao redor. Questões de trabalho, questões do bairro ou da cidade. Até as assembléias de trabalhadores se esvaziaram, mesmo quando se discute a aprovação de algum pagamento salarial. Ninguém reage. O petismo destruiu o sindicalismo que demais partidos querem se apoderar, sem conseguir a confiança de ninguém. Ignoram deliberadamente que a crise é de credibilidade. Rompeu-se o pacto silencioso do respeito. Perdemos as referências. Perdemos as lideranças, não são mais confiáveis. Os "estrategistas" acreditaram ser mais poderosos que a própria natureza humana.

    A "partidarização" da política, aquela em que o homem vira soldado de seu grupo, deixou-nos esgotados quanto as nossas expectativas. Cansou. Os partidos políticos falharam. A justiça não disfarça cada vez mais sua preocupação em defender o andar de cima, que nada produz e se julga permanentemente no direito à posse das coisas e das habilidades das pessoas. Vivemos realmente uma era negra, e a vimos assim porque aquela "zelite" branca de olhos azuis que o molusco acusou na crise de 2008 está minando nossos valores mais elementares.

    É realmente uma grande crise, de identidade, do homem que é parte animal, parte divino, e nem sabe o que é.

    Perdoe-me se não consegui ser menos confuso.

    Obrigado pelo texto.

    “Quando você perceber que, para produzir precisa obter a autorização de quem não produz nada; quando comprovar que o dinheiro flui para quem negocia não com bens, mas com favores; quando perceber que muitos ficam ricos pelo suborno e por influência, mais que pelo trabalho; que as leis não nos protegem deles mas, pelo contrário, são eles que estão protegidos de você; quando perceber que a corrupção é recompensada e a honestidade se converte em auto-sacrifício, então poderá afirmar, sem temor de errar, que sua sociedade está condenada,” Ayn Rand

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  3. MAIS UMA VEZ OS CRIMINOSSOS DE PLANTÃO INVADIRAM E MATARMA O POVO LIBIO. ATÉ QUANDO TODOS NOS VAMOS ASSISTIR ISSO, SEM FICAR-MOS INDIGINADOS. NÃO DESISTO NUNCA. PRECISAMOS IR PARA RUAS, CHAMAR O POVO PARA PROTESTAR PORQUE EM BREVE TEREMOS E NOSSAS PORTAS SOLTADOS AMERICANOS ATIRANDOS CONTRA NOSSOS FILHOS NETOS AMIGOS E COMPANHEIRO DE LUTA. NÃO PODEMOS DESANIMAR E DEIXAR DE ACREDITAR E NOS MESMOS. FORÇA PORFIRIO, VOCE É O NOSSO LIDER AGORA NO PSB VOCE PODERA DESEMVOLVER TUDO QUE A PLITICA DO BEM, QUE O NOSSO GRANDE LIDER LEONEL NOS LEGOU. SAUDAÇOES BRIZOLISTA E SOCIALISTA. A LUTA COMPANHEIRO. REGATTIERI

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  4. Caro Porfírio, compartilho com seu pensamento e pouco tenho manifestado, mesmo porque este estado de ânimo tornou-se contagiante diante da apatia nacional. A desinformação midiática está anestesiando as mentes a ponto de nos dificultar esclarecer a diferença da verdade e da versão. Ainda ontem, ouvi comentário de pessoa da minha intimidade se referir ao Kadhafi, como sendo um ditador "que proibiu no jogos de futebol anunciar a escalação dos clubes, para evitar que alguns ídolos pudessem se tornar líderes".
    Procurei alertar, sob o preocupação de não causar constrangimento, para ter cuidado com as notícias divulgadas pela mídia convencional, que distorce os fatos de acordo com o interesse das potências imperialistas.

    Mas sei que esta diferença de compreensão depende de acompanhamento político mais profundo para buscarmos as informações alternativas. E entender o jogo de interesses em que a mídia convencional se encontra envolvida.

    Procurei lembrar que a invasão da Líbia é uma repetição da invasão do Iraque. Em ambas o motivo é o petróleo e demais riquezas naturais de cada povo. E que aí é que mora o perigo para o Brasil também.

    Isto não está ao alcance de todos, porque as novelas entremeadas por "noticiários" deixam as mentes passivas, embevecidas, principalmente diante do baixo índice de escolaridade, com seus analfabetos funcionais e absolutos.

    Pelas razões contextuais e o domínio do capital sem critério nas campanhas eleitorais, deixei de manifestar minha opinião sobre sua candidatura. A não ser que você participe para aproveitar o espaço de campanha na forma de anticandidato para denunciar, mesmo que no vazio, todos os vícios das próprias campanhas e dos mandatos eletivos. O dinheiro financiador tanto pode vir de um honrado capitalista, como do Crime Organizado.
    A única forma que tenho encontrado para cooperar com suas posições - e enriquecer o nosso conteúdo - é reproduzir suas matérias em nosso modesto Consciência da Mata.
    Abraços,
    Franklin

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  5. vera vassouras2:46 PM

    A questão é a seguinte: Sim, estamos mortos e, devido à maquinaria que nos torna escravos da matéria, ficamos imobilizados. Você, por exemplo, um homem que despertou para a realidade poderia iniciar um movimento e, assim, sairíamos todos das cadeiras "das ilusões forjadas" e partíriamos felizes a construir uma nova mentalidade e, por fim, uma nova visão de homem. Já lhe fiz esta proposta, aliás, repito-a constantemnte; enquanto isso, só me resta permanecer em frente à tela emitindo mensagens para que saiamos dessa depravação mental que contamina tudo o que vive e que viver. Veremos ...

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  6. Hugo Karam9:13 PM

    Pedro Porfírio,


    Como tenho várias indignações solidarizo com você ao nível de governo federal, estadual e municipal, como exemplo mais próximo de um cidadão comum temos:
    Recentemente, o GLOBO, em 20/08/2011, noticiou que "Causa mais provável das explosões dos bueiros da LIGHT se devem a 97% da falha dos cabos secundários nas câmaras de transformação." A LIGHT continua sem apresentar um laudo técnico e sem um plano de contingência para manutenção, apesar do erário pagar a maior taxa de energia elétrica do mundo, essa empresa se beneficiar na aplicação de derivativos e de investimentos de ampliação dos consumo com dinheiro subsidiado do BNDES e, ainda, de incentivos fiscais do governo, tudo com aval da ANEEL.
    Com relação ao municipal, vejo com muita apreensão a posição dos vereadores, dos representantes de entidades de classe, do ministério público e do tribunal de contas do município sobre a atitude de diligenciamento de apuração dos fatos já ocorridos na obra da Cidade da Música com relação as responsabilidades técnicas.Na minha análise existem duas causas técnicas que contribuíram legalmente para improbidade técnica no PROCESSO LICITATÓRIO ( falha na Lei 8666/93 ) pela PREFEITURA e a EXECUÇÃO DA OBRA ( falta de Fiscalização: CREA-RJ, de um orçamento público previsto de R$ 80milhões e deverá se realizado com R$600milhões.
    Afirmo que sua geração não fracassou na construção de um pais mais digno para todos, não é projeto de uma , duas, ou mais gerações, pois dependem da velocidade do processo de mudanças e participação de todos que acreditam nesse ideal.
    Temos que continuar sendo persistentes nesse ideal de indignação, ou seja, novas formas de Luta de mudança com novos agentes transformadores da sociedade numa nova dimensão de conflitos mais complexos e inconscientes.
    Nesse momento de transição de uma sociedade globalizada e banalizada temos que reunir todos os conhecimentos e cultura despojados de dogmas para elaboração de um novo modelo de politica para uma sociedade mais digna com a participação dos nossos filhos.

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  7. Anônimo11:44 AM

    Estimado Pedro:
    Você não está só, mas sinto verificar que quase só, porque também sou um dos poucos que paga (e pagou) por ser um indignado. Digo "quase só", porque somos realmente poucos com disciplina intelectual para repelir e pregar num virtual deserto de demência. Sua reflexão-protesto será encaminhada a algumas centenas de alunos e colegas da área acadêmica, um dos poucos redutos onde ainda se pode pensar, ou pelo menos de se indignar.
    Paulo (Brasília-DF)

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  8. Não cosumo entrar nos comentários - nem sei se essa é a postura mais correta - mas gostaria de registrar minha alegria pelo alto nível das intervenções feitas aqui. Essa idéia de organizar um grupo de debates é por demais oportuna. Vou consultar a quem enteende mais do qe eu de internet para ver como fazer.

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  9. jileno Sandes5:37 PM

    Amigo,acredito que uma grande vacine
    tenha sido inoculada pela população mundial.
    Ninguém grita nem socorre milhões de inocentes trucidados pelos "donos do mundo" em todos os cantos do planeta.
    Afeganistão, Iraque,Líbia e quem mais tiver algo que interesse aos poderosos donos do mundo.

    Jileno Sandes

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  10. Anônimo7:19 PM

    Pensamos, logo existimos !!!

    Estamos vivos e testemunhando o início do ocaso da Ditadura Anglo(sionista)Americana.

    Deve demorar, ainda, uns 100 anos, até esta Ditadura ser substituida por outra forma de governo, espero que mais justa...

    Ontem o Iraque, hoje a Líbia, amanhã o Brasil....

    Ou não ???

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  11. Luiz dos Santos11:27 AM

    Sobre o "enxerto" de atletas profissionais nos Jogos Militares, lembro-te que - à exceção dos EUA - todos os países que cresceram em níveis mundiais, nos esportes individuais, o fizeram através dos Batalhões Desportivos (URSS, Itália, França e outros), pois -( não sou militar, nem adepto do militarismo como filosofia ou serviço) a única organização que pode sustentar o treinamento desportivo ao nível mundial/olímpico é o Batalhão Desportivo. Luiz dos Santos, Médico do Desporto, Prof. Ed. Fìsica

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  12. Luiz dos Santos11:27 AM

    Sobre o "enxerto" de atletas profissionais nos Jogos Militares, lembro-te que - à exceção dos EUA - todos os países que cresceram em níveis mundiais, nos esportes individuais, o fizeram através dos Batalhões Desportivos (URSS, Itália, França e outros), pois -( não sou militar, nem adepto do militarismo como filosofia ou serviço) a única organização que pode sustentar o treinamento desportivo ao nível mundial/olímpico é o Batalhão Desportivo. Luiz dos Santos, Médico do Desporto, Prof. Ed. Fìsica

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  13. Laerte P.11:40 AM

    O caso da Libia eh um erro querendo consertar outro erro. Quanto ao nosso Brasil, acho que a principal arma do povo eh o VOTO. Se o povo nao sabe escolher seus governantes pelo voto so poderiamos esperar essa escumalha que diz que dirige o pais.

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  14. Anônimo11:07 PM

    Adorei o texto... apesar da minha limitação de vocabulário devo admitir que foi bem elucidativo.
    Clareou minha mente, já demasiado entorpecida pelas frivolidades cotidianas.

    um grande abraço

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Quem sou eu

Minha foto
Jornalista desde 1961, quando foi ser repórter da ÚLTIMA HORA, PEDRO PORFÍRIO acumulou experiências em todos os segmentos da comunicação. Trabalhou também nos jornais O DIA e CORREIO DA MANHÃ, TRIBUNA DA IMPRENSA, da qual foi seu chefe de Redação, nas revistas MANCHETE, FATOS & FOTOS, dirigiu a Central Bloch de Fotonovelas. Chefiou a Reportagem da Tv Tupi, foi redator da Radio Tupi teve programa diário na RÁDIO CARIOCA. Em propaganda, trabalhou nas agências Alton, Focus e foi gerente da Canto e Mello. Foi assessor de relações públicas da ACESITA e assessor de imprensa de várias companhias teatrais. Teatrólogo, escreveu e encenou 8 peças, no período de 1973 a 1982, tendo ganho o maior prêmio da crítica com sua comédia O BOM BURGUÊS. Escreveu e publicou 7 livros, entre os quais O PODER DA RUA, O ASSASSINO DAS SEXTAS-FEIRAS e CONFISSÕES DE UM INCONFORMISTA. Foi coordenador das regiões administrativas da Zona Norte, presidente do Conselho de Contribuintes e, por duas vezes, Secretário Municipal de Desenvolvimento Social. Exerceu também mandatos em 4 legislaturas na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, sendo autor de leis de grande repercussão social.