segunda-feira, 4 de julho de 2011

Antes que a gripe nos separe

Estou levantando da cama para escrever algumas poucas linhas. É o que posso, agora. Desde o domingo, 26 de junho, fui acometido de forte gripe, embora TIVESSE TOMADO A TAL VACINA no posto de saúde de Jacarepaguá.

Como em outras oportunidades, supus curar-me com os mesmos medicamentos – vitamina C, apracur, um xarope e pastilhas de flogoral.

A gripe resistiu. No meio da semana, saí para resolver um problema na obra da  minha futura sala, perto da minha casa.  No sábado, dia 2, sentindo-me melhor – e já sem tosse – fui a duas festas juninas – da minha querida Lauro Muller, onde em 1975 fundamos a primeira associação de moradores de classe média do Rio de Janeiro, e, ali perto, ao arraial do PSOL, onde fui dar um abraço num dos políticos mais íntegros com quem convivi, o vereador Eliomar Coelho, por coincidência, cearense, como eu. Por motivos alheios à minha vontade, não havia ido à festa dos seus 70 anos, semanas atrás.

Passei no máximo 40 minutos em cada festa para não “forçar a barra”.

Cheguei em casa de novo em petição de miséria. A tosse voltou e o corpo só pedia cama.

Devo dizer que na terça-feira pensei em recorrer ao bactrim, mas agora esse medicamento só pode ser vendido com receita médica. Qualquer remédio que tenha antibiótico, mesmo uma pomada, só com receita médica.

Tenho plano de saúde, pelo qual pago os olhos da cara. Mas não se consegue marcar uma consulta médica em menos de 15 dias. Logo, se depender desses médicos, não terei a consulta em tempo hábil com a receita devida.

Podia ir tentar o Cardoso Fontes, um hospital público que tem uma excelente equipe de profissionais. Mas gripe não é emergência, até segunda ordem. Imaginei igualmente que mais de mil pessoas recorrem ao atendimento desses profissionais dedicados. Desisti.

Creio que com um pouco de paciência, cama e vitamina C, estarei de novo em forma nos próximos dias. Minha gripe é gripe mesmo, tenho certeza. Não tem nada com aquela que matou inexplicavelmente Carlos Lacerda em maio de 1977, em seguida à morte por envenenamento de João Goulart, em dezembro de 1976, e do “acidente” que matou Juscelino Kubitscheck em agosto do mesmo ano.

Estou escrevendo estas mal traçadas linhas do meu quarto para que você não pense que estou fugindo da raia. Tem muita indignidade na praça, e eu, mesmo sabendo do curto alcance dos meus petardos, não posso me omitir.

Por hoje, gostaria apenas de lembrar a situação dos professores do Estado do Rio, que ganham uma miséria, enquanto rola grana nos cofres estaduais para empreiteiros e campeiam renúncias fiscais por todos os lados. Eles estão em greve porque um professor no Rio não ganham nem o piso nacional.

Nós devemos aos profissionais da educação a mesma calorosa solidariedade que foi fundamental para levar o governador a admitir que foi infeliz ao chamar os bombeiros de vândalos. Infelizmente, aliás, além das anistias votadas, aumento decente que é bom, necas.

Quero ter a saúde plena de volta para escrever sobre tudo, sempre com a consistência de que pretendo revestir meus textos. ´ Se fosse só para atividades físicas, até daria, moderando os movimentos. Mas nem ao meu futebol pude pir, e esse é o úncio exercício que faço. Por outro lado, para escrever, com a responsabilidade que cristaliza a credibilidade, é preciso um clima inspirador: o primeiro dano que a gripe nos causa é tornar a cabeça mais pesada, prejudicando o raciocínio. Ou estou exagerando?

Por favor, espere um pouco. O máximo que consegui foi este texto corrido, que dedico aos que partilham das minhas matérias.
Mesmo com o quarto fechado, ainda preciso estar agasalhado.

2 comentários:

  1. Pedro
    Desejo-lhe melhoras.
    Passei por algo parecido à pouco, e o melhor a fazer nestas condições é ingerir muito líquido e repouso.
    Um abraço fraterno.
    Dag Vulpi
    http://dagmarvulpi.blogspot.com/

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  2. Anônimo12:54 PM

    Muita vitamina C e cama !!!

    Se sair, cuidado com os BUEIROS !!!

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Quem sou eu

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Jornalista desde 1961, quando foi ser repórter da ÚLTIMA HORA, PEDRO PORFÍRIO acumulou experiências em todos os segmentos da comunicação. Trabalhou também nos jornais O DIA e CORREIO DA MANHÃ, TRIBUNA DA IMPRENSA, da qual foi seu chefe de Redação, nas revistas MANCHETE, FATOS & FOTOS, dirigiu a Central Bloch de Fotonovelas. Chefiou a Reportagem da Tv Tupi, foi redator da Radio Tupi teve programa diário na RÁDIO CARIOCA. Em propaganda, trabalhou nas agências Alton, Focus e foi gerente da Canto e Mello. Foi assessor de relações públicas da ACESITA e assessor de imprensa de várias companhias teatrais. Teatrólogo, escreveu e encenou 8 peças, no período de 1973 a 1982, tendo ganho o maior prêmio da crítica com sua comédia O BOM BURGUÊS. Escreveu e publicou 7 livros, entre os quais O PODER DA RUA, O ASSASSINO DAS SEXTAS-FEIRAS e CONFISSÕES DE UM INCONFORMISTA. Foi coordenador das regiões administrativas da Zona Norte, presidente do Conselho de Contribuintes e, por duas vezes, Secretário Municipal de Desenvolvimento Social. Exerceu também mandatos em 4 legislaturas na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, sendo autor de leis de grande repercussão social.