domingo, 8 de maio de 2011

Dia das Mães: quando o consumismo esmaga os sentimentos

Veja o vídeo com minhas reflexões no You Tube
Até parece que a comemoração serve para compensar relações que já não têm a ternura  de antigamente

No dia das mães, mais um pique do consumo. E o sentimento, como vão as relações familiares?

Deixei para falar a respeito da data já no cair da tarde, para não cortar o barato de ninguém, nem estragar o almoço na churrascaria.


No entanto, constato que estamos cada vez mais diante de um calendário comercial, detalhadamente programado para transformar os sentimentos filiais em corrida às lojas. Tanto que o comércio chega a calcular quanto cada um vai gastar, segundo sua classe social – a,b,c,d ou seja lá qual for.

Tenho a sensação de que muitas pessoas aproveitam a data para tentar compensar com presentes uma relação que já não tem o calor de antes, quando comíamos juntos à mesa, pedíamos a benção aos nossos pais ao amanhecer e tínhamos um respeito verdadeiro – quando um simples olhar já dizia tudo.

A modernidade nos cortou os laços naturais com sua tecnologia e essa corrida desesperada pela sobrevivência que cada um persegue individualmente, como se o sistema competitivo nos houvesse inoculado o vírus da guerra interpessoal inconsciente.

Claro que ainda há famílias entrelaçados pelos mais belos sentimentos. Mas provavelmente estas não são a regra. Pode até ser que no fundo, no fundo, guardemos o melhor de nosso apreço por nossas mães. Mas essa vida corrida nos congela numa armadura racionalizada.

As relações entre filhos e mães se inserem num contexto de uma sociedade que vai onde os níveis de auto-estima e impulsos sentimentais estão em queda livre.

É isso que comento no nosso ENCONTRO MARCADO deste 8 de maio.

Para uma conversa olho no olho clique na foto.




3 comentários:

  1. Dalva Xavier Gonçalves2:05 AM

    Como mãe da antiga, posso dizer que essas palavras parecem muito com a realidade que vivemos hoje, infelizmente. Eu ainda preferia a maneira como me relacionei com meus pais.

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  2. Claudia Aguiar1:06 AM

    Eu ainda penso como antigamente. Na minha casa, temos referências e respeito pela história dos mais velhos.

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  3. Anônimo1:10 PM

    A "VIRTUDE" está no "MEIO"; no "PONTO DE EQUILÍBRIO" das "COISAS"; e não nos "EXTREMOS". Isto vale para tudo, nesta "VIDA".

    Pouco OXIGÊNIO, mata! Muito, também mata!!

    Pouca ÁGUA, mata! Muita, também mata!!

    Pouca COMIDA, mata! Muita, também mata!!

    Pouco "DINHEIRO", mata! Muito, também mata!!

    No atual estágio do desenvolvimento humano, já é possível e necessário, uma revisão dos valores individuais e coletivos, para viabilizar uma "Sociedade mais JUSTA".

    É um processo D - E - M - O - R - A - D - O, para os nossos parâmetros, mas é "O" caminho....

    O "TEMPO" é uma variável relativa!!!

    "TUDO" (inclusive nós) está em "MOVIMENTO" e em "CONSTANTE MUTAÇÃO"!!!

    Somos todos filhos da "MÃE NATUREZA"!!!

    Ou não ???

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Quem sou eu

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Jornalista desde 1961, quando foi ser repórter da ÚLTIMA HORA, PEDRO PORFÍRIO acumulou experiências em todos os segmentos da comunicação. Trabalhou também nos jornais O DIA e CORREIO DA MANHÃ, TRIBUNA DA IMPRENSA, da qual foi seu chefe de Redação, nas revistas MANCHETE, FATOS & FOTOS, dirigiu a Central Bloch de Fotonovelas. Chefiou a Reportagem da Tv Tupi, foi redator da Radio Tupi teve programa diário na RÁDIO CARIOCA. Em propaganda, trabalhou nas agências Alton, Focus e foi gerente da Canto e Mello. Foi assessor de relações públicas da ACESITA e assessor de imprensa de várias companhias teatrais. Teatrólogo, escreveu e encenou 8 peças, no período de 1973 a 1982, tendo ganho o maior prêmio da crítica com sua comédia O BOM BURGUÊS. Escreveu e publicou 7 livros, entre os quais O PODER DA RUA, O ASSASSINO DAS SEXTAS-FEIRAS e CONFISSÕES DE UM INCONFORMISTA. Foi coordenador das regiões administrativas da Zona Norte, presidente do Conselho de Contribuintes e, por duas vezes, Secretário Municipal de Desenvolvimento Social. Exerceu também mandatos em 4 legislaturas na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, sendo autor de leis de grande repercussão social.