terça-feira, 19 de abril de 2011

Nossos filhos, nossos netos, nossas escolas e nosso mundo

A alienação cultivada criou um jovem ensimesmado  e prisioneiro da busca individualizada

Mário Augusto Jakobskind, jornalista e escritor.

Agora que a tragédia da Escola Pública de Realengo vai sumindo da mídia, como soe acontecer no minguar de fatos novos e na indigência das últimas cenas, cabe-nos abrir a grande angular para alcançar esse universo vazio em que nossos filhos e nossos netos patinam ensimesmados na angústia de resolverem suas vidas sozinhos, na fogueira dos conflitos inflados pela individualização do triunfo.

Deploro do fundo d’alma que essas gerações imaturas tenham sido jogadas na modernidade mais farta em liberdades, em descontração e em conquistas tecnológicas sem que, ao mesmo tempo, salvaguardassem os valores mais nobres da natureza humana.

Ao contrário, a força potencializadora emanada dos incomensuráveis avanços no plano da informação e a liberalização saudável do corpo e da mente parece ter sido usada na determinação estratégica da bestialização imobilizadora dos focos susceptíveis à indignação e repulsa.

Mesmo admitindo que historicamente o envolvimento de jovens nas causas humanitárias, distantes do seu interesse pessoal,  e na despojada contestação dos desatinos limitou-se a uma minoria mais esclarecida, é difícil hoje ver jovens mobilizados por puro idealismo, tal como naqueles idos em que se alçavam alguns até para condenar a câmera de gás que executou em 1960 Caryl Chessman, o bandido que se fizera escritor brilhante no corredor da morte de San Quentin, na Califórnia.

A grosso modo, é deprimente constatar uma insolente inversão dos papéis: é mais fácil ouvir o esperneio dos avós premidos nos limites de sua capacidade física do que o grito sonoro dos peitos juvenis.

O bullyng das agressões interpessoais

Esse processo insidioso de redirecionamento dos ímpetos de uma idade ainda não contaminada pelo pragmatismo arrivista está dando na formação de hordas de solitários ególatras, confinados num ambiente em que cada um deve tratar exclusivamente de si, sem qualquer elo com seus iguais: antes, aliás, mais propensos a tratarem de serem mais desiguais possíveis, sob pressão da idéia de que não há espaço para todos.

Isso leva inevitavelmente a descobrir futuros competidores no seu meio e a buscar a própria afirmação na exploração da eventual deficiência e na timidez dos outros. Essa síndrome de uma “agressividade competitiva inconsciente”, que se manifesta nas escolas de primeiro grau com maior frequência, com o nome importado de BULLYNG por repetir práticas da matriz cultural, está intrinsecamente ligada ao processo de recanalização do potencial rebelde dos jovens,  sujeitos a perfis degenerativos.

Sabem as autoridades educacionais da proliferação de grupos de alto teor de agressividade, verdadeiras gangues, que impõem suas vontades com tal petulância que chegam a encurralar professores, sujeitando-os ao seu comando, inclusive na imposição de notas.

Gangues nas escolas e o silêncio dos mestres

Se o morticínio de Realengo expôs uma personalidade esquizofrênica e conscientemente envolvida na gestão de um ato brutal, seriam honestas a direções das escolas, sobretudo, infelizmente as públicas de áreas conflagradas, se tivessem coragem de coibir abusos de gangues, algumas auto-proclamadas como sob a proteção de bandidos de suas áreas.

De um modo geral, sem esperança de que um gesto possa produzir efeitos positivos, os professores calam mesmo quando são afrontados em plena sala de aula. Mas nenhum deles pode negar a existência de uma cultura de violência banalizada, coisa que não é exclusiva das periferias pobres.  Em escolas de ricos é comum professores serem alvos de bolinhas de papel quando estão de costas para a turna.

  Ali mesmo na capital federal não é rara a exibição de meninos de classe média na prática de atos perversos e nos conflitos intergrupais. Lá a proliferação de gangues de condomínios e de certas escolas é pública e notória.

Até uma pesquisa realizada no Rio de Janeiro mostrou o grau de insuficiência no trato com o bullyng. O Instituto INFORMA revelou, em matéria publicada com destaque por O GLOBO, um grande percentual de vítimas dessas práticas entre os 830 estudantes ouvidos. Curiosamente, nenhum dos entrevistados admitiu ter praticado ele próprio esse tipo de violência cada vez mais perversa.

Não seria forçado associar tais práticas aos trotes que ainda fazem parte da crônica juvenil. A única diferença é que esses parecem integrados ao currículo escolar, no processo de iniciação dos novos alunos, tal como acontece em algumas seitas e sociedades fechadas.

Jovens no descaminho manipulado
De fora do ambiente escolar, o progresso tecnológico da mídia e dos games se encarrega de oferecer insumos à substituição dos impulsos motivacionais, levando em última instância à forja de um jovem moderno “sem saco” para os atos que afetam o sistema de castas cristalizado através da pirâmide social intocável.

Em troca, os anabolizantes mentais oferecem a esse mesmo jovem sensações compensatórias, primeiro no plano da afirmação de um egoísmo hipertrofiado; num segundo momento, na indução a atitudes mais radicais, como o uso de drogas cada vez mais facilitado até mesmo por seus preços popularizados.

Os jovens se movem a pilhas novas, com cargas em excesso. Ao exacerbarem seus fins pessoais, correm o risco do próprio curto circuito. Assuntos pessoais, inclusive de ordem sentimental, são maximizados e viram torturantes cavalos de batalha. Há uma grande possibilidade de que o vírus narcisista se volte contra eles próprios, na medida em que seu egocentrismo não se realize em toda a sua plenitude.

Novas formas seletivas
O sistema opera igualmente a seleção prévia dos seus nerds, seus meninos prodígios que escapam às conturbações angustiantes da idade para ingressar na nova elite dirigente. Isso em função de um elemento excludente de natureza existencial, tão influente como os limites de classe.

Aí entra outra frustração construída. O acesso à Universidade se tornou mais fácil com as ofertas de um varejão escolar, mas isso não significa necessariamente emprego na área de formação.

Há uma irresponsabilidade visível na proliferação de faculdades de baixo rendimento, em condições de oferecer não mais do que o diploma. Só na área do Direito, mais de mil cursos. Comunicação Social, um segmento que se desvaloriza e se estreita de ano para ano, atrai milhares de garotos cheios de sonhos, tendo como referência, em especial, os espaços televisivos, fomentadores de expectativas de ordem profissional e existencial, e o endeusamento de alguns raros “gênios” da propaganda.

O arco midiático reproduz de tal forma o modelo da matriz norte-americana que até os hábitos alimentares foram incorporados, com previsões pessimistas das autoridades de saúde: em 13 anos teremos o mesmo percentual populacional de obesos dos Estados Unidos.

As televisões incrementam a dependência cultural com a massificação de enlatados norte-americanos. Quase todos os quase cem canais a cabo são dos Estados Unidos e refletem seu modo de vida, seus problemas típicos, suas idiossincrasias recheadas de hipocrisias. Dos 2.150 filmes em média  exibidos mensalmente, mais de 70%,  realçam cenas de violência e de crimes, muitos com formatos didáticos.

A família perdida na mudança de hábitos

O conflito de gerações tem novas conotações e não se limita ao culto da rejeição aos discursos “ultrapassados”. Há inversão de hábitos. Antes, o neto ia buscar o chinelo da avó. Agora é a pobre velhinha que se sujeita à tirania de uma garotada prenhe de auto-afirmação e de prazer personalíssimo.

A pressão do cotidiano eliminou a ceia em família. Já não se faz consulta aos velhos: a garotada já “nasce sabendo” ou prefere se informar na feira da internet. Suas relações ocorrem agora com maior intensidade no Orkut e no faceboock.

Pode-se dizer que os filhos passaram a pautar os pais ou a cultivarem suas agendas paralelas, infensas a qualquer palpite paternal.

A alienação que exacerbou o individualismo

Os jovens que um dia foram contestadores dos estados atrabiliários tendem agora ao choque familiar, mesmo sem a explicitação dos atritos. A carga de informação recebida dos meios eletrônicos substitui tudo, do pai ao pároco. Os antigos valores tornam-se jurássicos, a cultura nativa cede à hegemonia dos metaleiros e dos roqueiros que entram em suas veias no bojo de uma excessiva bateria de clipes alucinógenos, acolitados pela facilidade com que se pode baixar qualquer música do mundo pela internet.

Tudo isso decompôs o ideal juvenil, extirpou aquela velha premissa de que o sucesso pessoal dependia do avanço conjunto da sociedade. Alastra-se como axioma a compreensão de que é cada um por si e nada mais.

No mesmo diapasão, gerações aflitas de pais apegados ao ganha-pão, qualquer ganha-pão, vão deixando de ser referência na “concorrência” desleal dos mitos massificados, heróis de laboratório que são mais poderosos do que a figura paterna, modelares em um passado esquecido.

Em suma, para ficar por aqui, é plausível admitir que o sistema venceu no seu projeto alienante. Mas tudo que diz respeito à espécie humana carrega em si o seu contrário, a possibilidade de um desdobramento fora da programação.

Nossos filhos, nossos netos e nossas escolas já não incomodam o Estado das elites dominantes. Mas suas energias subsistem e se voltarão contra os seus, os parceiros e até mesmo contra os próprios. É aí que reside o núcleo de aberrações traumáticas, como que gerou a tragédia da Escola Pública de Realengo.

10 comentários:

  1. Caro Porfírio
    Você esqueceu a completa DESPOLITIZAÇÃO dos jovens e dos professores.
    A criminalização da POLÍTICA realizada diuturnamente pela nossa PÉSSIMA e corrupta IMPRENSA tem a maior parcela de culpa na alienação e ignorância dos jovens.
    Estes, desde muito, muito cedo mesmo, identificam o político como corrupto e a política como atividade SUJA. E quem incute isso na população é a IMPRENSA que é MUITO mais corrupta que o mais corrupto dos políticos.
    Abraço
    Castor Filho

    ResponderExcluir
  2. Anônimo5:33 PM

    É isso aí, macacada amiga:

    Os efeitos, da DITADURA MÍDIA-FINANCEIRA MUNDIAL DOS BANQUEIROS ANGLO-AMERICANOS de origem judáica e seus SATÉLITES, são PHODAS !!!

    Espero que o aculturado do FHC (Falso-Hipócrita-Cínico) seja julgado, condenado e fuzilado, pelos crimes de LESA-PÁTRIA do seu governo entreguista.

    Nós, nossos filhos, nossos netos, nossas escolas e nosso mundo, precisamos deixar de ser TROUXAS...

    Estamos em uma civilização SUICIDA ..., mas, no fim, tudo dará certo !! Será ???

    ResponderExcluir
  3. Felícia Antonieta Barros6:44 PM

    No caso da minha família, a atração por coisas que não têm nada com a gente fez com que as relações dos nossos filhos ficassem no limite do necessário. Infelizmente, meus dois filhos foram conquistados por esse mundo aí fora e só descansaram com puseram tatuagens nos corpos.

    ResponderExcluir
  4. Franklin Ferreira Netto7:20 PM

    Caro Porfírio,

    Eu já fiz um comentário sobre a tragédia de Realengo, considerando-a como consequência da derrubada do projeto das Escolas de Tempo Integral(CIEPs), idealizado e praticado por Leonel Brizola e Darcy Ribeiro. O protagonista principal, Wellington Menezes, com 24 anos, por ter sido abandonado pelos pais biológicos e adotivos, teria sido o modelo do jovem, há 15 ou 20 anos a ser abrigado naquela escola, no clássico tempo integral, ou até como residente.

    Pelo que ele manifesta na sua carta insana, seu gesto teria sido uma vendeta contra marginalização que ele sofreu, quando ali estudou.

    Veja, os CIEPs seriam modelo de inclusão social. E ele passou por uma escola de exclusão.

    Ele não foi, não é e não vai ser o único a se enquadrar neste padrão. Milhões de outros como ele passaram ou estão passando por esse processo.

    E, para autenticar esta realidade, aquela escola de Realengo é um instituição pública.

    Quando o prefeito do Rio e o Governador falam em indenizar o quanto antes as famílias das vítimas, estão fazendo, como governantes, inconscientemente, uma "mea culpa" de classe.

    Os governantes sucessores de Brizola construíram este modelo de delinquente, por não tê-lo amparado enquanto "menino de rua", levando-o para um ambiente sadio, com alimentação, higiene, educação e lazer durante todo o tempo em que ele permaneceu na escola da rua, aprendendo o que a rua ensina.

    É tempo de fazermos o que a Grande Mídia evita: mostrar que aquele tipo de escola é o que há de melhor para salvar, ou, pelo menos, melhorar os valores que a juventude vem aprendendo durante quase meio século de decadência educacional e comportamental.

    Franklin Ferreira Netto

    ResponderExcluir
  5. Anônimo10:13 PM

    Meu amigo Porfírio, duas coisas somente a dizer. Antigamente dizia-se que fez-se uma radiografia da situação, mas posso afirmar, as coisas modernizaram-se, fizeste uma ressonância magnética da situação, onde se mostra todos os detalhes das entranhas da sociedade atual.
    O cometário do Sr. Castor é importante, pois ele extrais e aflora do teu texto o que está subentendido, dando nome à bois.
    O comentário do Sr.Franklin, mais uma vez acertando na mosca, o que eu concordo plenamente, pois sou egresso da antiga Escola Técnica Nacional, hoje Centro Tecnológico, onde tive oportunidade de estudar em tempo integral. Isso tem que voltar, o Brizola estava certissimo ao criar os CIEPS, e olha que da minha turma saímos para criar algo pelo País. Se quizermos de verdade acertar as coisas esse é o caminho, tirar a gurizada da rua, e colocar para aprender de verdade, saírem pessoas de fibra e laborativas.
    Caso contrário até cuecas vamos importar da China!
    Wagner

    ResponderExcluir
  6. Prezado Porfírio, gaças a profissionais íntegros como vc, Castor Filho e alguns outros noticiando a VERDADE REAL, que a sociedade está se abrindo para os perigos impostos em nosso País através dos consensos criminosos que tornou nossos jovens impensantes para servir a clã dos nobres, como mão-de-obra-barata-impensante. Leia parte das consequências destes desmandos:
    http://aguanectardivino.blogspot.com/2011/02/nao-privatizacao-das-reservas-hidricas.html
    Saudações,

    ResponderExcluir
  7. Pelo menos desde Darwin, vivemos em um país que não tem justiça. Nossos juízes, de todos os níveis, decidem o que querem sem dar satisfações, são totalmente irresponsáveis pelas sentenças que proferem mesmo influindo diretamente na vida de inúmeros cidadãos e indiretamente de toda a sociedade. Assim, não há brasileiro vivo que tenha o costume de justiça o que leva a esta alienação. Não distinguimos o certo e o errado, o justo e o injusto, a verdade e a mentira. Desta forma, tudo é válido e salve-se quem puder. Pior é que nada faremos e legaremos um país pior ainda para nossos filhos e netos se não exigirmos uma profunda reforma do Judiciário, com controle externo que ponha na rua, por justa causa, os juízes que não provarem, sem sombra de dúvidas que fizeram JUSTIÇA. A injustiça é o pior mal que aflige o Brasil e nosso Judiciário age como se fosse o maior bem. A sociedade deveria se unir para corrigir esse incapacitante defeito. Oswaldo Gribel

    ResponderExcluir
  8. Gonzaga lopes9:06 AM

    Caro amigo Porfírio, seus artigos são todos de uma grandiosidade enorme que nada pode ser acrescentado, entretanto, como professor que fui durante 30 anos acumulei algumas experiencias. Vi gradativamente o sucateamento das escolas publicas,faltava até giz sem falar no salário aviltante que os mestres recebia e recebem atualmente. Nesse período poucas escolas foram construidas, não chagavam nem a suprir as necessidades dos alunos da classe pobre mas durante esse mesmo período foram construídos vários presídios para abrigar jovens que se iniciavam na vida do crime. Este ditado que diz : FECHAR ESCOLAS É ABRIR PRISÕES é uma realidade.Outro problema é que nossa geração não pode transferir e ensinar as gerações que se sucediam a nossa, o grande crime da ditadura militar instaurada em 1o de abril de 1964. A nossa juventude de hoje é totalmente alienada, é uma geração coca cola, não sabe de nada; os grêmios estudantis que preparavam os jovens para o ingresso na política foram esfacelados durante a ditadura e hoje são cooptados pelo governo e não poderia ser diferente nos dias de hoje, é uma pena e nem mais vejo a luz no fundo do túnel. "O futuro do Brasil a juventude é guardiã", uma parte do hino da juventude do cantor José Jatahy parece que se perdeu no tempo. Juventude sem consciencia política, sem perpectivas de nada, é uma presa fácil para as drogas e para o fim de uma sociedade e de um país. Confesso amigo que o quadro é muito triste.
    As lideranças de esquerda estão cooptadas e nada fazem também. Nós estamos aqui e acolá dando nossa opinião, escrevendo alguma coisa para tentar acordá-la mas parece que não ouvem nossos clamores e fazer o que não sei amigo. É minha opinião sincera, um grande abraço.

    ResponderExcluir
  9. Anônimo9:36 AM

    A evolução da humanidade é mesmo muito lenta, mas, existe.

    "Água mole, em pedra dura, tanto bate, até que fura". Demora séculos, milênios, mas, fura....

    O TEMPO é uma variável RELATIVA !

    Quem viver, verá !!!

    ResponderExcluir
  10. Anônimo11:39 AM

    Se VOCÊ (e eu) mudar os seus valores internos, dominando as suas EMOÇÕES (sinapses cerebrais), principalmente a GANÂNCIA, estará mudando seus filhos, seus netos e nosso mundo.

    A primeira EVOLUÇÃO (REVOLUÇÃO) é INTERNA.

    Ou não ?

    ResponderExcluir

Quem sou eu

Minha foto
Jornalista desde 1961, quando foi ser repórter da ÚLTIMA HORA, PEDRO PORFÍRIO acumulou experiências em todos os segmentos da comunicação. Trabalhou também nos jornais O DIA e CORREIO DA MANHÃ, TRIBUNA DA IMPRENSA, da qual foi seu chefe de Redação, nas revistas MANCHETE, FATOS & FOTOS, dirigiu a Central Bloch de Fotonovelas. Chefiou a Reportagem da Tv Tupi, foi redator da Radio Tupi teve programa diário na RÁDIO CARIOCA. Em propaganda, trabalhou nas agências Alton, Focus e foi gerente da Canto e Mello. Foi assessor de relações públicas da ACESITA e assessor de imprensa de várias companhias teatrais. Teatrólogo, escreveu e encenou 8 peças, no período de 1973 a 1982, tendo ganho o maior prêmio da crítica com sua comédia O BOM BURGUÊS. Escreveu e publicou 7 livros, entre os quais O PODER DA RUA, O ASSASSINO DAS SEXTAS-FEIRAS e CONFISSÕES DE UM INCONFORMISTA. Foi coordenador das regiões administrativas da Zona Norte, presidente do Conselho de Contribuintes e, por duas vezes, Secretário Municipal de Desenvolvimento Social. Exerceu também mandatos em 4 legislaturas na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, sendo autor de leis de grande repercussão social.