sábado, 12 de março de 2011

Obama vem aí. E nós, o que faremos?

Movimento O PETRÓLEO TEM QUE SER NOSSO quer promover ato em defesa de nossa soberania

“Com a visita de Obama, o Brasil passa a ser visto com um parceiro estratégico para os Estados Unidos, e não apenas como um parceiro comercial importante. E isso nunca existiu”.
Gabriel Rico, presidente executivo da Câmara Americana de Comércio.
Lula apresentou Dilma a Obama. Agora ele vem com tudo atrás do nosso petróleo

Daqui a uns dias, Barack (Hussein) Obama estará subindo um morro carioca “pacificado” dentro da mis-em-scene montada a quatro mãos para transformar sua visita de negócios em mais um espetáculo midiático, destinado a esconder a sete chaves os interesses que ele vem apadrinhar em nome do pai, do filho e do espírito santo.

Espessos e reluzentes tapetes vermelhos serão estendidos para dizer ao chefe do império decadente que, se depender dos nossos manda-chuvas, nem tudo está perdido para ele. Aqui, o “mui amigo” será recebido com as honras da corte e com direito a perorar as repetidas ladainhas do reino: até segunda ordem, não haverá ninguém para informar que os tempos mudaram. Porque aqui, em verdade, no fundo, no fundo, no que lhe diz respeito nada mudou.

Com todas as válvulas do pensamento livre devidamente entupidas de prebendas e grana farta, quem ousará levantar a voz para lembrar-lhe que valores como a soberania e a autodeterminação dos povos são irrenunciáveis?

Haverá quem ouse testemunhar da dolorosa frustração que representou para o mundo o cavalo de pau pós sua surpreendente ascensão, como representante da negritude que até outro dia não podia comer no mesmo restaurante dos brancos de olhos azuis?

Nosso petróleo vai à leilão

Nestes dias de burla cultivada, não faltarão mocinhas de uma juventude castrada para oferecer-lhe buquês de rosas vermelhas desidratadas junto com o gingar de nádegas protuberantes das passistas aculturadas. Não faltará nenhum ingrediente que o santo marketing político não tenha incluído no coquetel da mistificação dos papéis trocados que nos mareiam o raciocínio.

Barack (Hussein) Obama vem fazer o quê nestas terras das palmeiras, onde cantava o sabiá? Boa coisa não será. É dos viciados hábitos e costumes que o presidente dos United States Of America não dá ponto sem nó. Não sai do salão oval só para conhecer o Pão de Açúcar com a família.

A ANP já anunciou que levará a leilão, entre outros e já neste semestre, o poço de Libra, a maior descoberta do mundo em 2010. Com uma estimativa de uma média de 7,9 bilhões de barris no reservatório, podendo chegar a 15 bilhões de barris.

O Brasil vive sua própria crise existencial, o “ser ou não ser” que tira o sono de arqueiros encabulados, exibindo seu patético constrangimento na obrigação de conciliar interesses e administrar a opção pelo sistema de total dependência dos negócios externos.

Esse Brasil, porém, sinaliza um futuro de esplendor com a avalanche que pode advir de suas imensas riquezas, sejam a seis mil metros de profundidade, abaixo da camada de sal, sejam nas entranhas preciosas da Amazônia cobiçada.

Esse país do amanhã pode querer ser hoje e essa querência assusta aos estrategistas da potência decadente, que, embora nas últimas, não perde o garbo e conta com o alheio para dar a volta por cima.

Costurando uma certa aliança
Todo mundo sabe que no seu primeiro telefonema à presidente Dilma Rousseff, ao cumprimentá-la, Obama reclamou seu quinhão no pré-sal, que transformará o Brasil em uma dos maiores produtores de petróleo, com inevitáveis mudanças no moral de um povo cansado de ser quintal.

Além disso, os Estados Unidos querem uma mãozinha do governo brasileiro na sua obsessiva guerra contra os países que já escaparam claramente de sua tutela, como Cuba, Venezuela, Bolívia, Equador e Nicarágua, e contra Argentina e Uruguai, que também ameaçam correr atrás da alforria.  Além do Brasil, Obama irá ao Chile e a El Salvador, países com quem quer costurar uma certa aliança.

Isso sem falar no imbróglio do Oriente Médio, onde o Pentágono, a Cia e o Departamento de Estado estão mais perdidos do que cego em tiroteio. E sem lembrar, principalmente, o banho que vêm levando dos chineses, que se são hoje nossos maiores e melhores parceiros comerciais (em 2010, tivemos um superávit de US$ 5,5 bilhões nos negócios com a China, enquanto com os EUA o déficit foi de US$ 7,7 bilhões). O presidente norte-americano quer virar esses números no tapetão.

Títere de um ditador invisível

Barack (Hussein) Obama vai mal das pernas nos Estados Unidos, onde seu governo de tantas expectativas ajoelhou-se ao poder avassalador da força oculta que faz de presidentes covardes meras figuras decorativas. Esbarrou e amarelou, como sói acontecer diante de um DITADOR INVISÍVEL, cuja tirania é tão férrea que todos os moradores da Casa Branca a ele se rendem como títeres mansos e submissos. O último mandatário norte-americano que ousou contrariar  esse ditador foi executado em Dallas com um tiro no peito.

Que Barack Obama venha agora vender seu peixe é de ofício. Que o governo constituído o receba segundo o requinte de um cerimonial zeloso, não se poderia esperar comportamento diferente. Relações entre chefes de Estado têm seus protocolos.

Fora disso, não tem sentido que as cúpulas do movimento sindical participem do almoço oficial oferecido a ele, sob o pretexto de levar pedido para melhoria do comércio entre os dois países. Nessa, esses dirigentes abrem mão da “liturgia dos seus cargos”, já que serão apenas comensais perdidos no banquete, como se chancelando a priori qualquer acordo que nos arranhe a soberania.

Pelo menos uma manifestação em defesa da soberania
Até agora, a única cidadela que pretende botar a boca no trombone é o pessoal do movimento O PETRÓEO TEM QUE SER NOSSO, que realizará uma plenária nesta quarta-feira, dia 16, às 18 horas no Sindipetro-RJ (Avenida Passos, 34) para discutir o que fazer diante dessa visita cobiçosa.

O foco dessa mobilização é a defesa do petróleo. O grupo considera que a vinda de Obama e sua recepção pela presidente Dilma simbolizam a opção pela exportação e pelos leilões do petróleo, duas práticas que prejudicam a imensa maioria do povo brasileiro.

Mas tem uma compreensão  ampla dessa visita insólita: “além de energia e petróleo, vários outros temas estarão na pauta das reuniões e encontros de Obama no Brasil, inclusive com a presidente Dilma. Daí a importância de reunirmos os movimentos e organizações de todas as áreas de atuação e não apenas os que já vêm construindo a campanha do petróleo. Nosso manifesto e nosso ato público precisam ser construídos da forma mais ampla e unitária possível, para mostrarmos que a sociedade brasileira não está omissa, nem disposta a apenas bater palmas para os EUA”.

E a UNE, UBES? Ah, como tenho saudades daqueles tempos juvenis em que nos lançamos nas ruas para dizer ao presidente Eisenhower que desaprovávamos sua política de hegemonia imposta ao Continente e de agressões a Cuba, ainda no início da revolução. Nossa intenção era impedir que ele passasse pela frente da sede da UNE, na praia do Flamengo. Como a força da repressão falou mais alto, as diretorias das duas entidades se mudaram provisoriamente para a Avenida Pasteur, até que ele passasse.

De qualquer forma, o que se tentar fazer agora será simbólico. A mídia já se encarregou de adoçar a pílula com essa história de que o Brasil poderá ter seu apoio para uma cadeira permanente no Conselho de Segurança da ONU – e eu devo ser muito burro, porque não descobri ainda qual a vantagem que isso nos trará, ao ponto de abrirmos nossas comportas no mar.

8 comentários:

  1. Nada pois temos outros interesses que não dizem reseito a políticos locais e muit menos de outras ribeiras. Desfaçatez é tratar a maioria dos supostos políticos, como políticos. São meliantes mimados pela toga e leis buriladas por eles mesmos, tornando-os acima da lei.Porfírio parabéns pela tua obstinação. Simples, faremos o de sempre contiuaremos bovinamente a semos explorados pelos de dentro e pelos de fora. Viva Bakunin!!!!

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  2. Anônimo11:46 PM

    Caro Porfírio, não é possível se omitir na hora de dizer que manda de verdade nos Eua, quem são os verdadeiros patrões que usam os presidentes do império decadente como fantoches. É o sionismo, uma doutrina política racista e criminosa, tantas vezes condenada pela Onu e que usa os Eua e os estadounidenses como bucha de canhão para acumular mais "ouro". É preciso difundir cada vez mais o que representa o sionismo como uma política nefasta para a humanidade. Sugiro que escreva um artigo sem meias palavras sobre quem manda nos Eua e sua sede insaciável pelo "ouro".

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  3. Anônimo2:48 PM

    Caro amigo Pofírio, como temos semelhanças de pensamentos e coincidência de objetivos gerais, não posso discordar de modo algum do que foi por ti dito.
    O que me faz estremecer realmente, é a desfaçatez de nossos políticos mandatários, sejam eles de que matizes forem, pois em síntese basta ficar em cima da carne seca que as idéias mudam.
    Como dizia meu velho e querido pai, aqui no brasil não existe comunistas, e sim coministos, ou seja todos esperando morder a carneseca, mas suculenta da viúva. Sempre ouvi que o petróleo acabaria em trinta anos, mas sempre desconfie dessa afirmação, como também o pretróleo nao existia no Brasil, aliás o tal geólogo americano que afirmava isso, era justamente ao contrário, onde tentavam explorar é que nao havia petróleo. No entanto há alguns anos atrás outro geólogo americano, afirmarva que aqui e principalmente na amazônia fronteiriça a Venezuela, havia mais petróleo do que o deserto dos árabes. Na verdade a missão Obama, é justamente legar os lucros aos seus patrões petrolíferos, e resguardar as reservas deles.
    Mas num país em que as energias alternativas são tratadas da boca para fora, indústria genuinamente nacional é falimentada pela burocracia fiscal, por exemplo até alguns anos atrás a China era movida a bicicletas, e hoje tem indústria automotiva própria está aí os carros chineses entrando no mercado, enquanto que uma Gurgel da vida foi tão sabotada que nunca conseguia os avais necessários do BNDES, seus carros elétricos. Tudo o que atrapalha a indústria petrolífera aqui é sabotado, o Gui Négre com seu carro movido a ar comprimido nem sequer conseguiu registrar em nosso território, nossos gènios políticos não deixaram, atrapalha suas mamatas na petrolífera local. Portanto tudo a esperar nessa terra brasilis.
    Até quando vamos continuar indo para o abatedouro, somente mugindo como deseperados, mas sem outra reação?
    Wagner

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  4. Anônimo3:07 PM

    Quem manda no Obama (e na Dilma/Lula; no Serra/FHC; etc.) é a Ditadura Midia-Financeira Mundial do G8, com comando anglo(judáico)americano e sede em Londres. Nomes: Rothchild, Rockfeller e "amigos"....

    Ou não ???

    Mais de 70% do PIB "Verde-Amarelo", já está nas mãos de estrangeiros, com o aval dos "nossos" governantes dos 3 podres-PODERES.

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  5. Denis3:14 PM

    Porfírio, essa visita do Obama é bastante suspeito, como todos os presidentes americanos que já vieram ao Brasil, para os famosos "acordos" que na verdade classifico como promiscuidade, é como se fosse a relação entre o cafetão e a garota de programa no bordel, o cafetão são americanos que pegam toda a grana e o Brasil é a prostituta, tudo que ganha repassa ao cafetão, trocando em miúdos, tudo que é descoberto é entregue de mão beijada à eles, afinal estamos em um país de status de semicolônia, claro que não é só isso, Obama precisa de um servente, pois precisa do quintal bem limpo, pois tem pessoas muito "mal educadas", como Hugo Chávez, Daniel Ortega, Cristina Kirchner, Evo Morales, entre outros querendo sujá-la, nada como o Brasil, um país com imenso território, rico, politicamente influente, brigando por um lugar no conselho de segurança da ONU, que nada mais é para alimentar a ditadura e arrogância das potências sobre os demais países, o que é perigoso para nós em termos de política externa, pois somos considerados neutros nas negociações e mediações de conflitos. A China sem dúvida é um ótimo parceiro comercial, isso tanto incomoda os EUA, que a mídia incentiva e envenena o nosso povo "marginalizando" os produtos chineses de "piratas", alegando invasão de produtos e tirando os nossos de circulação, gerando desemprego, os americanos querem a aplicação do "dumping" para os produtos daquele país como protesto, basta ler os jornais "Valor Econômico" e "Jornal do Commercio" além da mídia televisiva, mas os mesmos se calam quando falam-se na ALCA que gerariam desemprego em uma escala assombrosa, na sobretaxa que aplicam aos nossos produtos, nas exportações na parte siderúrgica e de mineração para os asiáticos gerando receitas além de empregos, é lógico e evidente que os americanos e os serventes de Washington vão reclamar, não podem perder uma mina de ouro como o Brasil, onde ganha-se dinheiro fácil sem fazer esforço algum, Obama ainda quer aproveitar a fama de salvador do mundo, mas já é tarde, o povo americano já começou a acordar partindo das urnas, depois da derrota nas urnas, é minoria no Congresso, tinha o povo com ele, não tem mais, pra piorar, cortou a assistência aos mais necessitados em cerca de 20 bilhões de Dólares, sobretudo em calefação no inverno e no seguro desemprego, mas aumentou o orçamento da Defesa com a autorização do Congresso em cerca 50 bilhões de Dólares, uma coisa é certa, ele nem de perto é e será Martin Luther King, pra variar a UNE e a UBES são capazes de bater palmas pra ele na recepção, são petistas, não defendem causa alguma, apoiam tudo que a presidente Dilma fizer, a mesma coisa vai para a CUT e para a Força Sindical, tá tudo dominado.

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  6. Anônimo10:10 AM

    VIVA OZAMA, digo OBAMA !!! nosso verdadeiro Presidente e "mulatinho" como o FHC.

    Agora Dilma, Presidenta da Colônia, é "A CARA" !!!

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  7. Anônimo6:15 PM

    Todos na Cinelândia, dia 20 (domingo): É DE GRAÇA !!!!

    "A CARA" pagará com o PETRÓLEO do Pré-Sal e com o ETANOL da cana-de-açúcar, do "nosso" querido PATROPÍ.

    VIVA "O Mulatinho" !!!

    Americano é tão "bonzinho".....

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Quem sou eu

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Jornalista desde 1961, quando foi ser repórter da ÚLTIMA HORA, PEDRO PORFÍRIO acumulou experiências em todos os segmentos da comunicação. Trabalhou também nos jornais O DIA e CORREIO DA MANHÃ, TRIBUNA DA IMPRENSA, da qual foi seu chefe de Redação, nas revistas MANCHETE, FATOS & FOTOS, dirigiu a Central Bloch de Fotonovelas. Chefiou a Reportagem da Tv Tupi, foi redator da Radio Tupi teve programa diário na RÁDIO CARIOCA. Em propaganda, trabalhou nas agências Alton, Focus e foi gerente da Canto e Mello. Foi assessor de relações públicas da ACESITA e assessor de imprensa de várias companhias teatrais. Teatrólogo, escreveu e encenou 8 peças, no período de 1973 a 1982, tendo ganho o maior prêmio da crítica com sua comédia O BOM BURGUÊS. Escreveu e publicou 7 livros, entre os quais O PODER DA RUA, O ASSASSINO DAS SEXTAS-FEIRAS e CONFISSÕES DE UM INCONFORMISTA. Foi coordenador das regiões administrativas da Zona Norte, presidente do Conselho de Contribuintes e, por duas vezes, Secretário Municipal de Desenvolvimento Social. Exerceu também mandatos em 4 legislaturas na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, sendo autor de leis de grande repercussão social.