quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Desfiliação do PSDB, uma imposição da coerência de quem rejeita o discurso das baixarias

Como discordo radicalmente do discurso e do comportamento do candidato José Serra, em quem não votei no primeiro turno e em que não pretendo votar no segundo, estou formalizando o meu pedido de desfiliação do PSDB, com cópia para o cartório da minha Zona Eleitoral.
Na verdade, filiar-me a essa legenda foi um grande equívoco, por considerar que seria possível uma campanha de mudança fundada na idéia de um avanço, em relação ao quadro atual. O PSDB seria o único partido em condições reais de capitanear uma campanha de confronto político com os rumos do atual governo, cujo receituário me assusta, por todas as razões imagináveis.

Serra com a cúpula da plutocracia sionista no Brasil:
Boris Ber, Ricardo Berkiensztat e Cláudio Lottenberg
Compromisso de uma marcha-à-ré na política externa
A prática mostrou que não é esse o propósito do candidato tucano. Ao contrário – a vitória dessa oposição seria um retrocesso ao gosto das elites mais reacionárias e da plutocracia acostumada a servir-se insaciavelmente das políticas públicas de todos os governos. Antes de uma discussão corajosa sobre os descaminhos materializados numa fórmula viciada e perigosa de formação de maioria e sustentabilidade de governo, a campanha do PSDB preferiu o caminho da mentira e do engodo.
Aí não me refiro somente à central de boatos, futricas e baixarias com que pretende solapar a candidatura adversária. Graças ao primarismo de uma campanha movida pelo desespero, questões como os direitos da mulher decidir sobre a concepção, a existência de uma perigosa máfia de abortos clandestinos e o reconhecimento civil de uma realidade explícita - a liberdade de orientação sexual - foram transformadas levianamente em peças do pior terrorismo, num desrespeito indecente ao Estado laico, conquista da República, que separou o Estado da Igreja. Com isso, o Brasil corre o risco de continuar  prisioneiro de alguns prelados hipocritas e pastores picaretas, os quais, no fundo, usam a religião com o objetivos de enriquecerem e manterem um pier para negócios espúrios, como obtenção de concessões para rádios e televisões.
Causa-me indignação a adoção de expedientes desonestos para ganhar votos, como prometer um reajuste de 10% aos aposentados e pensionistas do INSS sem tocar no fator previdenciário, redutor criado no primeiro governo FHC. Na mesma linha de inconsistência é oferecer o aumento do salário mínimo para R$ 600,00, já em 2011, sem os fundamentos legais pertinentes.
Teria muito mais a relatar, mas espero que essa minha atitude, antes do resultado das urnas, quando ninguém pode dizer quem vencerá, sirva como uma autocrítica oportuna. Já cometi muitos erros em minha vida pública, em geral, em face da minha ingenuidade e boa fé: nenhum deles, porém, foi da gravidade de alimentar esperança em quem não tem nenhum espírito público e também vê o poder como um fim em si.

Quando achar oportuno, voltarei ao assunto.

Serra está à frente na pesquisa do blog PORFÍRIO LIVRE

Nas primeiras 48 horas da pesquisa do blog PORFÍRIO LIVRE, 152 pessoas já indicaram sua intenção de votos na eleição presidencial do próximo dia 31 de outubro.
Os primeiros números apresentam os seguintes resultados:
Serra - 75 (69%)
Dilma - 60 (39%)
Indecisos - 3 (1%)
Brancos - 1 (0%)
Nulos - 13 (8%)
Esta enquete não pretende refletir o universo do eleitorado brasileiro, mas dá uma idéia das intenções de votos dos leitores do blog, que recebem o JORNAL ELETRÔNICO POR CORRESPONDÊNCIA.
Ainda há 9 dias para a coleta de votos. Para conferir você mesmo o andamento da pesquisa, clique em EXIBIR RESULTADO. Se não tiver vendo os números, passe o mouse sobre os votos dos candidatos.

8 comentários:

  1. Anônimo10:07 AM

    Muito bem!
    O bom seria resgatar a originalidade do PDT juntando os idealistas que se esvairam.
    Abs. Weber Figueiredo

    ResponderExcluir
  2. Anônimo10:09 AM

    Parabéns Pofírio, a gente aprende corrigindo os erros.

    Infelizmente, as cúpulas de praticamente todos os nossos partidos políticos estão muito ruins e a população do Brasil sofre com isto.

    Para não anular e "protestar", votei no Plínio, embora não concorde inteiramente com o PSOL, e agora votarei na Dilma, por considerá-la "menos-pior" que o Serra.

    Prefiro ser oposição ao "Governo-Dilma".

    Considerando que a maioria dos seus leitores apoia o Serra e são pessoas bem intensionadas, gostaria de saber o que os leva a ter esta atitude.

    Quem está melhor informado ?

    ResponderExcluir
  3. Anônimo12:56 PM

    Só tem um jeito: volte para o pdt e faça uma boquinha na casa da mãe joana, digo, mãe dilma e papai lula.

    ResponderExcluir
  4. Meu caro Porfírio
    Fiquei confortado com a sua decisão de abandonar o ninho sujo da tucanalha, Era isso que eu e milhares de admiradores seus de todo o país estávamos esperando de você, Assim você resgata o que sempre teve de melhor: a honestidade, Onde estiver o velho Brizolla deve ter ficado feliz.Volte para o PDT, trave uma luta interna. Recomponha o partido para fazer uma oposição construtiva. É isso que o país espera de um homem honrado como você. Por sua causa hoje estou particularmente feliz.
    Seu colega do Colégio Salesiano de Baturité.
    Grande abraço
    Gilberto Telmo Sidney Marques - o que usava óculos

    ResponderExcluir
  5. Gilson Raslan6:38 PM

    Pedro, quando você se filiou a este partido, você não conhecia a sua política de entregar o patrimônio público ao capital privado a troco de banana podre?
    Sua desfiliação do PSDB não está ligada aos motivos alegados. Você se desfiliou porque não conseguiu entrar para o clube da elite tucana. Confessa, Pedro, confessa.

    ResponderExcluir
  6. Denis8:45 PM

    Parabéns Porfírio mais uma vez pela sua dignidade, não esperava outra atitude sua senão a sua sua saída do PSDB, todos nós seus eleitores e amigos sabemos que foi na mais absoluta boa fé, de protestar contra tudo que se passa no nosso país, grande abraço. Denis

    ResponderExcluir
  7. André10:30 AM

    Caro Porfirio,
    admiro suas matérias como sabe.
    Agora vejo que está confirmando que PSDB não merece nem ser tratado como partido brasileiro - talves PSDB na verade signifique PARTIDO SIONISTA DO BRAZIL.
    Quem têm um mínimo de consciência, cultura e sentimento de nacionalismo ou patriotismo deveria se envergonhar de votar em PSDB.
    Os auto-intitulados inteligentes dizem que quem vota em Dilma é ignorante, mas são tão inteligentes que não percebem votando PSDB, nem em brasileiro estão votando, mas em $ionistas Sanguessugas e afins.
    Entre Tiririca e um sionista/lobysta do PSDB, Tiririca merece muito mais respeito!
    Parabéns pela sua liberdade de opinião, se fosse do PSDB não poderia falar dos "bons" sionistas da coligação haha.
    Um abraço,
    André LPP.

    ResponderExcluir
  8. Anônimo9:26 PM

    Ainda bem que você se livrou deste partido "Judáico-Nazista". Vide farsa nazista da "bolinha de papel".

    PSDB = Diabos em forma de Anjos

    ResponderExcluir

Quem sou eu

Minha foto
Jornalista desde 1961, quando foi ser repórter da ÚLTIMA HORA, PEDRO PORFÍRIO acumulou experiências em todos os segmentos da comunicação. Trabalhou também nos jornais O DIA e CORREIO DA MANHÃ, TRIBUNA DA IMPRENSA, da qual foi seu chefe de Redação, nas revistas MANCHETE, FATOS & FOTOS, dirigiu a Central Bloch de Fotonovelas. Chefiou a Reportagem da Tv Tupi, foi redator da Radio Tupi teve programa diário na RÁDIO CARIOCA. Em propaganda, trabalhou nas agências Alton, Focus e foi gerente da Canto e Mello. Foi assessor de relações públicas da ACESITA e assessor de imprensa de várias companhias teatrais. Teatrólogo, escreveu e encenou 8 peças, no período de 1973 a 1982, tendo ganho o maior prêmio da crítica com sua comédia O BOM BURGUÊS. Escreveu e publicou 7 livros, entre os quais O PODER DA RUA, O ASSASSINO DAS SEXTAS-FEIRAS e CONFISSÕES DE UM INCONFORMISTA. Foi coordenador das regiões administrativas da Zona Norte, presidente do Conselho de Contribuintes e, por duas vezes, Secretário Municipal de Desenvolvimento Social. Exerceu também mandatos em 4 legislaturas na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, sendo autor de leis de grande repercussão social.