quarta-feira, 25 de agosto de 2010

O Brasil acabou nas mãos dos bancos, quem diria? E com as bênçãos do príncipe operário...

Gostaria que a "esquerda" chapa branca explicasse melhor essa intimidade com  o sistema financeiro que fez a festa dos banqueiros
“Graças a Deus os bancos estão ganhando dinheiro, porque, quando eles não ganham dinheiro, eles dão mais prejuízo”.
Luiz Inácio Lula da Silva, São Paulo, 9 de agosto de 2010.
“O que é assaltar um banco, em comparação com fundar um banco?”
Bertolt Brecht, dramaturgo e pensador alemão (1898 -1956)
Meirelles no BC fez a festa
dos coleguinhas da banca

Vou logo dizendo e desafiando que me provem o contrário: nenhum país dominado pelos bancos, isto é, pela especulação financeira, vai muito longe. Digo mais: o Brasil está nas mãos de uma meia dúzia de agiotas com as bênçãos desse governo aí, que pôs uma raposa para tomar conta do galinheiro e, mesmo assim, ainda consegue enganar a todo mundo com o uso dos piores expedientes – a manipulação da informação, a distribuição de migalhas, a corrupção do pensamento crítico e a compra e cooptação dos novos pelegos sociais.
Os números estão aí e só não vê quem está mamando ou esperando a fila andar.
Dados da consultoria Economática não me deixam mentir: o setor de bancos foi o mais lucrativo entre as empresas de capital aberto (com ações na Bolsa) do país no segundo trimestre de 2010. Os 25 bancos com papéis na Bovespa lucraram R$ 10,1 bilhões e ficaram na frente do setor de petróleo e gás, que ganhou R$ 8,5 bilhões e veio em segundo.
Um escândalo que só a batuta de Henrique Meireles poderia produzir: desde priscas eras, diz-se que o melhor negócio do mundo é petróleo; e nesta atualidade esfumaçada, já existe até uma guerra civil na mídia pela fartura de um petróleo que estaria jorrando por todos os poros.
Em comparação com o mesmo período do ano passado, o lucro dos bancos subiu 18,38% (no segundo trimestre de 2009, os 25 bancos haviam ganho R$ 8,5 bilhões). Outro estudo da mesma consultoria é mais chocante: o lucro líquido dos três maiores grupos do país - Banco do Brasil (BB), Itaú e Bradesco, que respondem hoje por quase 80% do mercado - saltou quase 420% entre os oito anos do governo Fernando Henrique Cardoso e os sete anos e meio da gestão Luiz Inácio Lula da Silva. Os ganhos dessas instituições somaram R$ 167,471 bilhões desde 2003, contra R$ 32,262 bilhões no governo anterior.
Na Era Lula, a boa vida de fazer inveja
O CORREIO BRAZILIENSE mostrou que o carnaval dos bancos é mais alegre no governo Lula: "dados consolidados pelo Banco Central, referentes aos sete anos da administração do petista, mostram que as 100 maiores instituições financeiras do país acumularam no período R$ 127,8 bilhões em lucros, o equivalente a 2,3 vezes os R$ 55,2 bilhões gastos pelo Ministério do Desenvolvimento Social por meio do Bolsa Família, programa que ajuda a melhorar as condições de vida de 46 milhões de brasileiros.
Nem mesmo o estrago provocado pela crise mundial foi suficiente para inibir o apetite dos bancos. No ano passado, também segundo o BC, as 100 maiores instituições engordaram os seus cofres com ganhos de R$ 23,2 bilhões, resultado que superou em 26% os retornos de 2008 (R$ 18,4 bilhões). Isso, apesar de o Produto Interno Bruto (PIB), o total de riquezas produzidas pelo Brasil, ter encolhido 0,2% na mesma comparação".
Quem acompanha o mercado de perto avisa: o último ano da gestão Lula será fechado com pompa pelo sistema bancário: os lucros serão os maiores da história, o que já está sendo comprovado desde os números do primeiro trimestre.
Os dados do BC consideram, porém, somente os resultados dos bancos com a atividade própria. Ou seja, não contabilizam, por exemplo, as seguradoras controladas por eles, que têm inflado ainda mais os ganhos. Pelo critério do BC, o BB embolsou R$ 6,1 bilhões no ano passado (o total passou de R$ 10 bilhões, um recorde). Já Itaú Unibanco e Bradesco ganharam, respectivamente R$ 5,4 bilhões (foram R$ 10 bilhões no geral) e R$ 4 bilhões (R$ 8 bilhões).
Controlando empresas de outros ramos
Também não relatam o controle que alguns bancos exercem sobre empresas de outros ramos. Além dos bancos Itaú Unibanco e Itaú BBA, a Itausa controla empresas como Duratex, Elekeiroz, Deca e Itautec. No primeiro trimestre deste ano, a holding apresentou lucro líquido consolidado de R$ 3,47 bilhões no primeiro trimestre, um aumento de 25,8% sobre os R$ 2,75 bilhões em igual trimestre de 2009.
Com 21% das ações da Valepar, o Bradesco indicou o atual presidente da Vale do Rio Doce, responsável pela exportação de minério bruto para o mundo (um crime)embora a maior fatia na holding (49%) seja de recursos dos fundos de pensão das estatais, particularmente o Previ. Agora, Bradesco e Banco do Brasil assinaram contrato de associação com o Banco do Espírito Santo, em suas agências da África.
O BB, aliás, está dando gás ao Bradesco em empresas como a OdontoPrev, da qual o banco privado é sócio. A parceria envolve estudos para criação de uma empresa com 75% do capital da BB Seguros (49,99% das ações ordinárias e 100% das preferenciais) e de 25% do capital total da OdontoPrev, equivalentes a 50,01% de suas ações ordinárias.
Ainda assim, festejam o sucesso da especulação
A feérica festa dos banqueiros – hoje uma meia dúzia – explica por si a insanidade púrpura que desenvolve o culto ao masoquismo burilado. Até outro dia, sabíamos todos que o capital financeiro é a terrível fonte da apropriação perversa de toda a atividade produtiva. Agora, o discurso inverteu. O sucesso da especulação é festejado em prosa e versos pelo príncipe operário.
Um banco é um grande cassino onde rigorosamente o seu sucesso acontece na proporção exata da espoliação dos seus clientes. O banco de hoje é ainda mais insaciável do que nos idos do primeiro Rothschild, ou nos tempos em que assassinaram dois presidentes norte-americanos para forçar a criação do Federal Reserve privado, intento conseguido em 1913, pelas mãos de um ex-reitor corrupto, o presidente Thomas Woodrow Wilson, financiado em sua campanha por J.P Morgan e coleguinhas.
São mais vorazes porque já não vivem só da usura. Para explorar clientes indefesos, muitos compulsórios, cobram por uma porção de serviços.
Ao todo, as receitas com cobrança de serviços impostos - tarifas bancárias, de fundos de investimentos, de seguros etc. - saltaram 83% entre as eras FH e Lula, somando R$ 258,7 bilhões só entre 2003 e junho passado, segundo a Economática. No caso do Bradesco, as receitas com serviços cresceram 130% no período, somando R$ 76,1 bilhões.
Demitindo e contratando por salário menor
Curiosamente, essa engorda festejada por Lula e pelo PT se deu junto com a redução do número de bancos, tendência cada vez mais observada. Como é da lógica do capital, as fusões vieram  com demissões em massa de bancários e fechamentos de agências. Só no primeiro semestre de 2010, os bancos demitiam 18.261 empregados, segundo o DIESE.
E mais: quando voltam a contratar, os bancos estão pagando menos 38% a cada bancário, como constatou a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro. Em média, os demitidos ganhavam R$ 3.500,00. Seus eventuais substitutos recebem R$ 2.200,00.
Como compensação, em 2009, o governo determinou a abertura de 15 mil vagas nos bancos oficiais. Isto é, os privados “enxugam e otimizam” seus custos. Os públicos são chamados a compensar, com reflexos inevitáveis em seu desempenho.
Banco, uma fraude pela própria natureza
Quando digo que sujeitar a economia de um país à banca é uma temeridade, não estou inventando a roda. A crise do ano passado foi parida no sistema financeiro da economia mais serelepe do mundo. Mas se quiser saber mais, nos mínimos detalhes, sugiro ler o estudo de Nehemias Gueiros Junior, da FGV, que mostra a maior fraude da história
Vale repisar: banco não tem dinheiro; especula com o meu, o seu, o nosso depósito. Porque qualquer peão tem de abrir uma conta para receber salário – aí ele é atacado por todos os lados, obrigado a ter cartão de crédito e a um monte de “produtos” empurrados goela abaixo.
Como você deve saber, a economia brasileira está na mão do Banco Central, que está na mão de um banqueiro nascido e criado no valhacouto dos agiotas. Senhor dos anéis, o BC joga principalmente com as taxas de juros, como forma de inibir a inflação. Só que a cada elevação da taxa básica, os bancos se enchem de gás para aumentar suas próprias taxas.
Então, temos:
1) as taxas cobrados aos clientes são muito maiores do que a oficial;
2) os bancos remuneram nossas aplicações na renda fixa por uma mixaria tão braba que por meses a inflação subiu mais. Mas na hora de emprestar é um horror: o cheque especial, por exemplo, cobra mais de 100% ao ano.
No contexto universal, os bancos sediados no Brasil registraram lucros maiores do que os do primeiro mundo. Curioso, não acha? Desde 2005, A rentabilidade sobre o patrimônio líquido de bancos brasileiros superou o resultado obtido pelas maiores instituições dos Estados Unidos. É o que vem mostrando o ranking de ROE (Return on Equity, rentabilidade sobre o patrimônio), no qual quatro bancos brasileiros figuram no topo da tabela entre os 20 maiores por ativos.
Não há estatísticas oficiais, mas todo mundo sabe que os bancos são campeões de leis e decisões judiciais em seu favor, graças a um lobby sinistro mantido pela Febraban, que joga na onze: exemplo emblemático foi a boca livre organizada para magistrados em 2006, descrita com maestria por Fernando Rodrigues, na FOLHA DE SÃO PAULO:
“O feriado de Sete de Setembro foi especial para 16 ministros (dois aposentados) do STJ (Superior Tribunal de Justiça) e 31 desembargadores de sete Estados: eles receberam passagem e estada grátis no resort de luxo Transamérica da Ilha de Comandatuba, no litoral baiano, para assistirem a algumas palestras sobre como funciona a arquitetura do crédito do sistema bancário brasileiro.
O patrocínio do evento foi da Febraban (Federação Brasileira de Bancos), que arcou com uma fatura de ao menos R$ 182 mil com hospedagem e transporte dos 47 juízes”.
E os políticos? E os príncipes do Banco Central que ou vieram dos bancos privados, como o Meireles, ou se tornam banqueiros depois que deixam os cargos oficiais?
Francamente, à luz do dia não dá para entender a omissão e cumplicidade desse grupo dito de esquerda, que está por cima da carne seca e tende a perpetuar-se no poder por  muitos longos e tenebrosos invernos.
Como diria o Barão de Rothschild, quem controla
 o Banco Central é quem manda no país

7 comentários:

  1. com a dilmente e o pndh3 chegaremos aos cinco quintos dos infernos... ou mais...

    escravos eram menos explorados.

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  2. Caro Porfírio
    A sua matéria "O brasil acabou nas mãos dos bancos, quem diria? ... toca no aspecto principal desta colônia. A propósito, não há nenhuma novidade no fato de o brazil ser uma colônia de banqueiros. A novidade, como vc muito bem demonstrou, e demonstrou melhor do que 99% dos "economistas" (e eu posso falar porque sou professor de Economia), repito, a novidade está unicamente nos "números". Apenas nos valores estratosféricos desta festa de arromba dos bancos com as elites políticas, judiciárias, e legislativas desta colônia. Há décadas, o competente intelectual brasileiro (com S), Gustavo Barroso, já marcava o título de um de seus livros como: "Brasil, Colônia de Banqueiros". Portanto, repito, a novidade da festa encontra-se nos números e não na essência. Este governo malandro, o mais malandro que a república conheceu, conhece perfeitamente bem a alma de 90% dos brazileiros ... e é por esta razão que a dilma "já ganhou" as eleições. Por baixo, os malandros magros comem migalhas e se contentam. E por cima (febraban, fiesp, e outras instituições diabólicas da vida) emporcalham-se com tantas moedas. Eu gostaria apenas de dizer que o "caso" brazileiro não é uma exceção. O mundo ocidental encontra-se nas mãos destes diabos há muito tempo ... Em alguns países orientais, principalmente os muçulmanos que NÃO PERMITEM JUROS, a situação ainda é bem diferente; e é por esta razão que alguns estão no "eixo do mal" para serem destroçados por mefistófeles !! Parabéns mais uma vez pela sua resistência ... e grande abraço
    Prof. Murillo Cruz

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  3. Pedro Porfírio6:16 PM

    Muito em breve, estaremos abrindo o BLOG COLETIVO, no qual cada um postará livremente seu comentário. Se você acha essa uma boa idéia e se poderá parfticipar, peço que responda para o meu endereço porfirio@palanquelivre.com

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  4. Anônimo9:10 PM

    Estou como uma grávida, à princípio enjôos inconytoláneis depois o organismo se acostuma. Não consigo mais sentir nojo desta turma, apenas não mais me entusiasmo com a esquerda. A direita pelo menos tem identidade. No fundo esquerda e direita são fezes que frequentam o mesmo sanitário de rodoviária.

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  5. Prezado Porfírio, ou, como disse Lord Rothschild: "Deixe-me emitir e controlar o dinheiro de uma nação e não me importarei com quem redige as leis." (Leis!...disse OBA! Gilmar Mendes!)

    Mayer Amschel (Bauer) Rothschild

    "Todo aquele que controla o volume de dinheiro de qualquer país é o senhor absoluto de toda a indústria e comércio, e quando percebemos que a totalidade do sistema é facilmente controlada, de uma forma ou de outra, por um punhado de gente poderosa no topo, não precisaremos que nos expliquem como se originam os períodos de inflação e depressão."
    James Garfield
    Presidente americano, 1881.
    - Mas o presidente do Banco Central Meirelles não quíz saber de ouvir, esta recomendação.....
    Meirelles,
    PREFERIU a recomendação abaixo:
    "O mundo já está suficientemente preparado para se submeter a um governo mundial. A soberania supranacional de uma elite de intelectuais e de banqueiros mundiais, seguramente é preferível à autodeterminação nacional."
    David Rockefeller

    Leia,http://mudancaedivergencia.blogspot.com/2010/07/esses-sao-os-interesses-do-poder.html
    Abraços Fraternos,
    Marilda Oliveira

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  6. Anônimo6:46 PM

    É isso aí, manos !!!

    Enquanto a imensa maioria dos contribuintes-eleitores forem (e continuarem mantidos) de ignorantes-políticos, gananciosos (escravos das suas próprias emoções) e aculturados, a Ditadura Mídia-Financeira do G8, com comando anglo-americano e sede em Londres, continuará dominando e infernizando o planeta Terra.

    A primeira revolução é individual e interna, é o controle das próprias emoções negativas e positivas, e, a opção pelo "Lado BOM da Força".

    A segunda revolução é consequência da primeira, é a construção de uma Sociedade menos Hipócrita e mais Justa.

    O "Jogo da Vida" não é bom, nem mau e tem regras claras. Nós é que fazemos este jogo ser bom ou mau.

    Nem Dilma, nem Serra, nem Marina, talves (???) o Plínio......

    O jeito é continuar "pregando" até "cair a ficha"..., talves em 4010.

    Gacho,
    BUnDA TROPICAL

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Quem sou eu

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Jornalista desde 1961, quando foi ser repórter da ÚLTIMA HORA, PEDRO PORFÍRIO acumulou experiências em todos os segmentos da comunicação. Trabalhou também nos jornais O DIA e CORREIO DA MANHÃ, TRIBUNA DA IMPRENSA, da qual foi seu chefe de Redação, nas revistas MANCHETE, FATOS & FOTOS, dirigiu a Central Bloch de Fotonovelas. Chefiou a Reportagem da Tv Tupi, foi redator da Radio Tupi teve programa diário na RÁDIO CARIOCA. Em propaganda, trabalhou nas agências Alton, Focus e foi gerente da Canto e Mello. Foi assessor de relações públicas da ACESITA e assessor de imprensa de várias companhias teatrais. Teatrólogo, escreveu e encenou 8 peças, no período de 1973 a 1982, tendo ganho o maior prêmio da crítica com sua comédia O BOM BURGUÊS. Escreveu e publicou 7 livros, entre os quais O PODER DA RUA, O ASSASSINO DAS SEXTAS-FEIRAS e CONFISSÕES DE UM INCONFORMISTA. Foi coordenador das regiões administrativas da Zona Norte, presidente do Conselho de Contribuintes e, por duas vezes, Secretário Municipal de Desenvolvimento Social. Exerceu também mandatos em 4 legislaturas na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, sendo autor de leis de grande repercussão social.