sábado, 17 de julho de 2010

O alcance da bala que matou uma criança na sala de aula

“Não teria sido um erro construir escola perto de favela?”
Leilane Neubarth, da Globo News, ao entrevistar um especialista em violência no jornal Em cima da Hora das 18h do dia 16.7.2010.
Estão em êxtase frenético os patrocinadores da matança de jovens nas favelas e conjuntos habitacionais da cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, criminalizados como “santuários do crime e da violência urbana”.
Nesta sexta-feira, 16 de julho de 2010, a polícia, excitada pelo governador Sérgio Cabral Filho, matou dois coelhos de uma só cajadada, em uma enraivecida operação de guerra no bairro de Costa Barros: Wesley Gilber Rodrigues de Andrade, um garoto de 11 anos, foi atingido mortalmente por uma bala “perdida” e em plena aula num CIEP, a escola emblemática concebida por Brizola e Darcy Ribeiro.
Ao comentar a notícia no site do GLOBO, o leitor Sérgio Barros escreveu em letras maiúsculas, às 20h06m do dia 16: “TEM QUE INVADIR FAVELAS MESMO. QUEM MORA EM FAVELA É BANDIDO”. Esse não é o sentimento isolado de um debilóide – infelizmente, muitos pensam exatamente como ele.
O menino, que caiu com um lápis na mão durante a aula de matemática, foi um dos sete mortos, todos moradores do Morro da Pedreira: no confronto, nenhum policial saiu sequer arranhado.
Política oficial de extermínio
É mais um capítulo na mais brutal utilização de uma máquina de extermínio oficial na matança de jovens e adolescentes moradores nas áreas pobres e estigmatizadas do Estado: em 9 de novembro de 2009, o jornal ESTADO DE SÃO PAULO revelava: o número de mortos em autos de resistência, desde que esse tipo de morte começou a ser registrada oficialmente, passou de 10 mil no Estado do Rio de Janeiro. Dados da Secretaria de Segurança Pública indicam que, de janeiro de 1998 a setembro de 2009, policiais civis e militares mataram 10.216 pessoas acusadas de envolvimento em confrontos, média de 2,4 mortos por dia.
O episódio da sexta-feira fala por si. A polícia militar transformou o entorno de uma escola pública numa praça de guerra, ato tão infeliz que levou à demissão do comandante do 9º Batalhão, feito bode expiatório da tragédia anunciada.
Escolas questionadas pela localização
Crianças são as maiores vítimas das operações policiais realizadas em horas e locais em que deliberadamente inocentes viram alvos. E isso não acontece por acaso. Essas crianças, por coincidência, são das comunidades pobres, onde, para muitos, quem não é bandido faz o seu jogo.
Tão grave como a matança promovida pelos policiais do gosto do governador está sendo a reação de certos formadores de opinião. Ao comentar a morte do garoto no CIEP, a apresentadora Leilane Neubarth, da Globo News, questionou a existência de escolas perto de favelas. O problema seria esse, em sua opinião, levada a milhares de telespectadores.
Outro menino Wesley foi morto no Jacarezinho
Lembrei-me do que escrevi em 18 de janeiro de 2008, ao comentar a morte de outro Wesley, este, de 3 anos, do Jacarezinho:
A tarde já se ia quando três tiros de fuzil alvejaram mortalmente o menino Wesley Damião da Silva Saturnino de Brito, de apenas três anos de idade. Foram três “balas perdidas”, que atingiram o tórax, o ombro e no braço esquerdo.
O menino mulato de semblante risonho morreu em frente à casa de sua avó, na Rua Esperança, um dos acessos ao Jacarezinho que dá na Rua Pinto de Azevedo, já no bairro do Jacaré. Ele voltava para casa com a mãe de 23 anos, que trazia o caçula de 6 meses no colo e Wesley pela mão.
No dia seguinte, a notícia saiu nos jornais, mas depois não se falou mais nisso. As pessoas que fizeram grandes mobilizações quando da morte de um menino carregado por bandidos em fuga, presos a um cinto de segurança, não disseram nada. Nem os jornais, nem ninguém emprestou à morte do pequeno Wesley do Jacarezinho nenhum sentimento de indignação.
Afinal, Wesley Damião da Silva Saturnino de Brito é mais um menino da favela que, como já comentou um dia o governador Sérgio Cabral, poderia ser amanhã mais um traficante, de onde o caráter “profilático” de sua morte e a indiferença generalizada de uma sociedade hipócrita, para a qual três balas de fuzil disparadas contra uma criança de favela não lhe causa qualquer comoção”.
O apartheid e a sensação de segurança
O episódio de agora tem que ser encarado como reflexo de uma política de segurança inspirada no apartheid. Sérgio Cabral Filho mostra-se, mais uma vez, o oposto de Brizola, cuja percepção remetia para o investimento maciço na educação. Esse CIEP já fora desfigurado quando aboliram o ensino de tempo integral, o único meio de preparar os jovens para uma Universidade pública sem precisar da janela indecente das cotas.
A grande mídia tem uma boa parcela de responsabilidade nesses massacres. Ela vende aos cidadãos da classe média a idéia de que o caos social é problema da polícia. E que a violência será resolvida com a militarização de algumas favelas da Zona Sul e da Tijuca, através das chamadas UPPs.
Nesse caso, vendem a “sensação de segurança” e a “seletividade da violência” como achados dignos de todo apoio. Não dizem que as ocupações policiais são, de fato, reles encenações, sustentadas por um “acordo” tácito com os traficantes: estes continuam seu comércio - nenhum deles foi preso nessas ações – mas passam agir com discrição, sem a exibição de armas e sem confrontos.
O caso desse garoto sairá rápido da mídia, mais atenta à novela que envolve o goleiro do time mais querido do Brasil. Hoje mesmo, o crime não aparecia na primeira página do site do EXTRA, o jornal de maior circulação no Rio de Janeiro. Sua manchete era reservada ao anúncio de que o goleiro Bruno será demitido por “justa causa” pelo Flamengo.
Isto quer dizer: punição para os matadores do menino? Nem pensar. Não haverá ninguém para cobrar uma investigação séria, que, para variar, será atributo exclusivo da própria polícia, fato que é apontado pela Human Rights Watch como certeza da impunidade.
Aliás, em relatório divulgado no dia 8 de dezembro de 2009, essa organização mostrou a essência da política de segurança de Sérgio Cabral ao comparar os números: Segundo o relatório, em 2008 a polícia do Rio prendeu 23 pessoas para cada morte em “autos de resistência”. Em São Paulo, foram 348 prisões para cada morte. Nos Estados Unidos, essa média é de 37 mil prisões para cada caso de resistência seguida de morte.
Ainda em 2008, a polícia do Rio matou 1.137 pessoas; a de São Paulo, 397; enquanto a polícia norte-americana matou, em um ano, 371 pessoas.
A matança vista por representante da ONU
Opinião parecida consta do relatório do comissário especial da ONU sobre Execuções Arbitrárias, Sumárias ou Extra-Judiciais, Philip Alston, que esteve por aqui de 4 a 14 de novemvro de 2007, motivado pela chacina do Morro do Alemão, ocorrida em 27 de junho daquele ano, na qual 19 pessoas foram mortas durante uma mega-operação que mobilizou 1.350 policiais. Em seu documento, ele escreveu:
“Na maioria dos casos, assassinatos cometidos por policiais em serviço são registrados como “atos de resistência” ou casos de “resistência seguida de morte”. Em 2007, no Rio de Janeiro, a polícia registrou 1.330 mortes por atos de resistência. Isto corresponde a 18 % do total de assassinatos no Rio de Janeiro. Em tese, essas são casos em que a policia teve de usar a força necessária e proporcional à resistência daquele que os agentes da lei desconfiavam ser criminosos. Na prática, o quadro é radicalmente diferente. É o próprio policial quem primeiramente define se ocorreu uma execução extrajudicial ou uma morte legal. Apenas raramente, essas auto-classificações são investigadas com seriedade pela polícia civil. Recebi muitas alegações altamente críveis de que as mortes especificadas como “resistência” eram, de fato, execuções extra-judiciais. Essas alegações são reforçadas pelo estudo de autópsias e pelo fato de que a proporção entre civis e policiais mortos é inacreditavelmente alta”. (CLIQUE AQUI E LEIA O RELATÓRIO NA ÍNTEGRA)
Finalmente, cabe alertar: a morte do aluno Wesley em plena sala de aula não é a primeira e nem será a última. A polícia não age assim por acaso. Por trás de suas truculências há um governador convencido de que é melhor “cortar o mal pela raiz”. E ele não está sozinho. Que o diga a aliança montada para garantir sua reeleição.

16 comentários:

  1. Este tipo de tragédia é anunciada na medida que as políticas de enfrentamento e de pacificação não possuem salvaguardas de um estado de direito.

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  2. Anônimo8:07 PM

    Em dois pontos: 1- quem é leilane das couves para dar essa opinião ridícula? Apenas uma bosta global semiendeuzada por trouxas e idiotas da própria ralé que ela mesmo estigmatiza.
    2- O trôco pode ser dado imediatamente, as eleições estão aí. Comam-lhes os churrascos, bebam-lhes as cervejas e nas urnas mandem-os à merda! Indistintamente.

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  3. Prezado Porfírio Postei seu comentário em Protógenes em resposta a uma Tese de Revolta de Cariocas pela ingerência aliada a impunidade.
    Lendo,estudando como estou fazendo chegamos nas oligarquias que dominam através das classes dominantes.Sabemos também que as drogas para "estes" é grande fonte de renda; - pergunto-lhe? e se os bandidos começassem migrar para o nordeste vc. já pensou o que aconteceria? Leia meu ultimo trabalho/ - abraços/ Marilda /
    http://mudancaedivergencia.blogspot.com/2010/07/campos-de-concentracao-no-nordeste.html#links

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  4. Anônimo6:20 PM

    Apenas uma pergunta: Porque todas as balas perdidas saem das armas de policiais, será que os bandidos têm melhor preparo?

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  5. Jose Guilherme Schossland9:20 PM

    Caro Porfirio, a culpa é do Governo Brasileiro que não exige que as Industrias de Armas se adaptem a Tecnologia que viria a resolver essa e outras questões e notadamente a relativa a tráfico de armas e munições, tanto nacionais como internacionais, fazendo de nosso País, partir esse exemplo mundial, ou conforme o exposto ja em: http://www.comunidadesegura.org/pt-br/node/30775

    "A Tecnologia Contra os Crimes
    Enviado por José Guilherme Schossland em Qua, 06/24/2009 - 11:07.
    Sempre em tempo:
    A ânsia é tamanha de "identificar= marcar" o ser humano que esquecem de "chipar" um mero projetil, fato esse alcançado que viria a resolver a questão de armas até no tocante à balas perdidas em tiroteios a êsmo e irresponsavéis. Ao buscar e implementar a injeção de um micro-chip em projetil, cuja munição seria fabricada sob encomenda com todos os dados correlatos (do fabricante, do vendedor e do comprador), tanto seu portador como os demais estariam identificados perante os Orgãos Fiscalizadores, pois qualquer arma ou munição portada sem essas características denotaria infringência à Lei então estabelecida. Esse projetil "identificador e responsabilizador" transportaria a atual prova de balística à Idade da Pedra. A uns 10 anos venho insistindo com essa simples mas objetiva idéia e obtenho como resposta o mutismo ou uma alegada perda de lucratividade pelo fabricantes, pois essa medida viria a extirpar o comércio ilegal de armas e munições em qualquer parte do Mundo.
    Há que se buscar essa "proteção dos dados=chip" inserido no projetil e por cujas polaridades "adentraram" todos os dados correlatos, como soe acontecer com ss seguras caixas-pretas posteriormente "dissecadas=lidas". O chip poderá encontrar no próprio projetil como invólucro, sua resistente caixa-preta. No mais, como "auxílio e incentivo" aos Fabricantes e Governos há que se convocar "Pardais" e "Lampadinhas", e o resto é moleza digo, dificuldades para toda espécie de ilegalidade que até aqui envolve e resulta da questão "Armas".

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  6. Jose Guilherme Schossland9:29 PM

    Caro Porfirio, complementando.....
    A seguir o que resultou de diálogos mantidos em blog’s;
    a) o primordial é acabar com a possibilidade de contrabando de armas e munições, e para isso devemos responsabilizar primeiramente quem as produz, razão para que a munição somente seja fabricada “a pedido” oficial do portador de uma arma, e via ofício através da comercial autorizada. Todos esses registros deverão permanecer sob responsabilidade do Fabricante, e dos Órgãos Fiscalizadores.
    b) aproveitando-se a memória de um chip do tamanho de um ponto (.) e alí inserindo por suas polaridades expostas, todos os dados envolvidos seriam guardados e estariam disponíveis para os Órgãos Fiscalizadores(Exército/Perítos) diante de qualquer justificado evento que estivesse ligado àquela arma ou projetil.
    c)haveria uma ligação documental disponibilizada a qualquer tempo, aos órgãos de segurança e fiscalizadores, dos dados pessoais do portador, da fábrica, da arma, e da munição(projetil/cápsulas/caixa) personalizadas e confeccionadas pelo fabricante via oficio do comprador através da Comercial autorizada. Exatamente, a munição seria especifica para aquela arma, e para aquele requerente/portador. Fabricante, Comercial e comprador seriam responsabilizados e estariam “ligados” àqueles produtos. Não se justificaria portanto achar um revolver ou pistola de qualquer marca como objeto de contrabando, já que a transação comercial de uma arma ou munições estaria fundamentada nessas inovadoras características de efeito mundial.
    d) Pergunta: Porque uma arma raiada de qualquer calibre chega às mãos de qualquer malfeitor?
    Respondo: Porque ela é fabricada como parte de uma produção fabril, e sem o conhecimento(à revelia) do presente ou futuro interessado:
    Em suma, os fabricantes de armas não se importam e nem sabem´em que mãos acabarão aqueles produtos.
    O que é necessário modificar?
    Respondo citando como exemplo: Se eu me interessar por uma arma raiada exposta em uma Comercial de Armas, devo seguir a seguinte sistemática:
    a) efetuada a transação(compra) solicito via requerimento/comunicação a confecção pelo Fabricante da Arma, da munição personalizada com todos os dados correlatos: da comercial, pessoais, policiais, exército, da arma, do comprador, do fabricante, do pais de origem, etc, etc……. Em se fechando esse cerco documental, facilita-se o processo Fiscalizador.
    e) essa idéia faz uns 11 anos que venho enviando a todos os organismos correlatos, desde ministérios à presidência da república, aos fabricantes de armas, à ONU e outras entidades mundiais. Nenhum som ouvi como eco, senão o do Senador Tuma que me respondeu o que ouviu da CBC diante do conteúdo da minha idéia, porque creio que acreditou-a viável e solucionadora do que assiste como eterno policial. Se as empresas brasileiras se dispusessem a adaptar-se a essa tecnologia, seu inteligente exemplo seria seguido pelos demais fabricantes de armas mundiais e teriamos extinto o contrabando de armas e munições porque não haveria desculpa para que esses componentes estivessem expostos ou fossem portados sem as obrigatórias características de identificação e origem. Basta que o Governo Lula ou o Ministério da Justiça conceda em Projeto de Lei ou Decreto, detrminado tempo para que nossos Fabricantes de Armas se adaptem a essa tecnologia. Quem portar uma arma doravante terá que exercer completo controle sobre suas emoções, pois o projetil será seu primeiro, mas suficiente denunciante.
    No mais o que se vê é o incremento de uma ditadura universal, daí ser perigoso para os tais que o povo se mantenha armado, e por isso se calam.”
    .............................

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  7. Jose Guilherme Schossland9:29 PM

    Caro Porfirio, complementando.....
    A seguir o que resultou de diálogos mantidos em blog’s;
    a) o primordial é acabar com a possibilidade de contrabando de armas e munições, e para isso devemos responsabilizar primeiramente quem as produz, razão para que a munição somente seja fabricada “a pedido” oficial do portador de uma arma, e via ofício através da comercial autorizada. Todos esses registros deverão permanecer sob responsabilidade do Fabricante, e dos Órgãos Fiscalizadores.
    b) aproveitando-se a memória de um chip do tamanho de um ponto (.) e alí inserindo por suas polaridades expostas, todos os dados envolvidos seriam guardados e estariam disponíveis para os Órgãos Fiscalizadores(Exército/Perítos) diante de qualquer justificado evento que estivesse ligado àquela arma ou projetil.
    c)haveria uma ligação documental disponibilizada a qualquer tempo, aos órgãos de segurança e fiscalizadores, dos dados pessoais do portador, da fábrica, da arma, e da munição(projetil/cápsulas/caixa) personalizadas e confeccionadas pelo fabricante via oficio do comprador através da Comercial autorizada. Exatamente, a munição seria especifica para aquela arma, e para aquele requerente/portador. Fabricante, Comercial e comprador seriam responsabilizados e estariam “ligados” àqueles produtos. Não se justificaria portanto achar um revolver ou pistola de qualquer marca como objeto de contrabando, já que a transação comercial de uma arma ou munições estaria fundamentada nessas inovadoras características de efeito mundial.
    d) Pergunta: Porque uma arma raiada de qualquer calibre chega às mãos de qualquer malfeitor?
    Respondo: Porque ela é fabricada como parte de uma produção fabril, e sem o conhecimento(à revelia) do presente ou futuro interessado:
    Em suma, os fabricantes de armas não se importam e nem sabem´em que mãos acabarão aqueles produtos.
    O que é necessário modificar?
    Respondo citando como exemplo: Se eu me interessar por uma arma raiada exposta em uma Comercial de Armas, devo seguir a seguinte sistemática:
    a) efetuada a transação(compra) solicito via requerimento/comunicação a confecção pelo Fabricante da Arma, da munição personalizada com todos os dados correlatos: da comercial, pessoais, policiais, exército, da arma, do comprador, do fabricante, do pais de origem, etc, etc……. Em se fechando esse cerco documental, facilita-se o processo Fiscalizador.
    e) essa idéia faz uns 11 anos que venho enviando a todos os organismos correlatos, desde ministérios à presidência da república, aos fabricantes de armas, à ONU e outras entidades mundiais. Nenhum som ouvi como eco, senão o do Senador Tuma que me respondeu o que ouviu da CBC diante do conteúdo da minha idéia, porque creio que acreditou-a viável e solucionadora do que assiste como eterno policial. Se as empresas brasileiras se dispusessem a adaptar-se a essa tecnologia, seu inteligente exemplo seria seguido pelos demais fabricantes de armas mundiais e teriamos extinto o contrabando de armas e munições porque não haveria desculpa para que esses componentes estivessem expostos ou fossem portados sem as obrigatórias características de identificação e origem. Basta que o Governo Lula ou o Ministério da Justiça conceda em Projeto de Lei ou Decreto, detrminado tempo para que nossos Fabricantes de Armas se adaptem a essa tecnologia. Quem portar uma arma doravante terá que exercer completo controle sobre suas emoções, pois o projetil será seu primeiro, mas suficiente denunciante.
    No mais o que se vê é o incremento de uma ditadura universal, daí ser perigoso para os tais que o povo se mantenha armado, e por isso se calam.”
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  8. Jose Guilherme Schossland9:29 PM

    Caro Porfirio, complementando.....
    A seguir o que resultou de diálogos mantidos em blog’s;
    a) o primordial é acabar com a possibilidade de contrabando de armas e munições, e para isso devemos responsabilizar primeiramente quem as produz, razão para que a munição somente seja fabricada “a pedido” oficial do portador de uma arma, e via ofício através da comercial autorizada. Todos esses registros deverão permanecer sob responsabilidade do Fabricante, e dos Órgãos Fiscalizadores.
    b) aproveitando-se a memória de um chip do tamanho de um ponto (.) e alí inserindo por suas polaridades expostas, todos os dados envolvidos seriam guardados e estariam disponíveis para os Órgãos Fiscalizadores(Exército/Perítos) diante de qualquer justificado evento que estivesse ligado àquela arma ou projetil.
    c)haveria uma ligação documental disponibilizada a qualquer tempo, aos órgãos de segurança e fiscalizadores, dos dados pessoais do portador, da fábrica, da arma, e da munição(projetil/cápsulas/caixa) personalizadas e confeccionadas pelo fabricante via oficio do comprador através da Comercial autorizada. Exatamente, a munição seria especifica para aquela arma, e para aquele requerente/portador. Fabricante, Comercial e comprador seriam responsabilizados e estariam “ligados” àqueles produtos. Não se justificaria portanto achar um revolver ou pistola de qualquer marca como objeto de contrabando, já que a transação comercial de uma arma ou munições estaria fundamentada nessas inovadoras características de efeito mundial.
    d) Pergunta: Porque uma arma raiada de qualquer calibre chega às mãos de qualquer malfeitor?
    Respondo: Porque ela é fabricada como parte de uma produção fabril, e sem o conhecimento(à revelia) do presente ou futuro interessado:
    Em suma, os fabricantes de armas não se importam e nem sabem´em que mãos acabarão aqueles produtos.
    O que é necessário modificar?
    Respondo citando como exemplo: Se eu me interessar por uma arma raiada exposta em uma Comercial de Armas, devo seguir a seguinte sistemática:
    a) efetuada a transação(compra) solicito via requerimento/comunicação a confecção pelo Fabricante da Arma, da munição personalizada com todos os dados correlatos: da comercial, pessoais, policiais, exército, da arma, do comprador, do fabricante, do pais de origem, etc, etc……. Em se fechando esse cerco documental, facilita-se o processo Fiscalizador.
    e) essa idéia faz uns 11 anos que venho enviando a todos os organismos correlatos, desde ministérios à presidência da república, aos fabricantes de armas, à ONU e outras entidades mundiais. Nenhum som ouvi como eco, senão o do Senador Tuma que me respondeu o que ouviu da CBC diante do conteúdo da minha idéia, porque creio que acreditou-a viável e solucionadora do que assiste como eterno policial. Se as empresas brasileiras se dispusessem a adaptar-se a essa tecnologia, seu inteligente exemplo seria seguido pelos demais fabricantes de armas mundiais e teriamos extinto o contrabando de armas e munições porque não haveria desculpa para que esses componentes estivessem expostos ou fossem portados sem as obrigatórias características de identificação e origem. Basta que o Governo Lula ou o Ministério da Justiça conceda em Projeto de Lei ou Decreto, detrminado tempo para que nossos Fabricantes de Armas se adaptem a essa tecnologia. Quem portar uma arma doravante terá que exercer completo controle sobre suas emoções, pois o projetil será seu primeiro, mas suficiente denunciante.
    No mais o que se vê é o incremento de uma ditadura universal, daí ser perigoso para os tais que o povo se mantenha armado, e por isso se calam.”
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  9. Jose Guilherme Schossland9:29 PM

    Caro Porfirio, complementando.....
    A seguir o que resultou de diálogos mantidos em blog’s;
    a) o primordial é acabar com a possibilidade de contrabando de armas e munições, e para isso devemos responsabilizar primeiramente quem as produz, razão para que a munição somente seja fabricada “a pedido” oficial do portador de uma arma, e via ofício através da comercial autorizada. Todos esses registros deverão permanecer sob responsabilidade do Fabricante, e dos Órgãos Fiscalizadores.
    b) aproveitando-se a memória de um chip do tamanho de um ponto (.) e alí inserindo por suas polaridades expostas, todos os dados envolvidos seriam guardados e estariam disponíveis para os Órgãos Fiscalizadores(Exército/Perítos) diante de qualquer justificado evento que estivesse ligado àquela arma ou projetil.
    c)haveria uma ligação documental disponibilizada a qualquer tempo, aos órgãos de segurança e fiscalizadores, dos dados pessoais do portador, da fábrica, da arma, e da munição(projetil/cápsulas/caixa) personalizadas e confeccionadas pelo fabricante via oficio do comprador através da Comercial autorizada. Exatamente, a munição seria especifica para aquela arma, e para aquele requerente/portador. Fabricante, Comercial e comprador seriam responsabilizados e estariam “ligados” àqueles produtos. Não se justificaria portanto achar um revolver ou pistola de qualquer marca como objeto de contrabando, já que a transação comercial de uma arma ou munições estaria fundamentada nessas inovadoras características de efeito mundial.
    d) Pergunta: Porque uma arma raiada de qualquer calibre chega às mãos de qualquer malfeitor?
    Respondo: Porque ela é fabricada como parte de uma produção fabril, e sem o conhecimento(à revelia) do presente ou futuro interessado:
    Em suma, os fabricantes de armas não se importam e nem sabem´em que mãos acabarão aqueles produtos.
    O que é necessário modificar?
    Respondo citando como exemplo: Se eu me interessar por uma arma raiada exposta em uma Comercial de Armas, devo seguir a seguinte sistemática:
    a) efetuada a transação(compra) solicito via requerimento/comunicação a confecção pelo Fabricante da Arma, da munição personalizada com todos os dados correlatos: da comercial, pessoais, policiais, exército, da arma, do comprador, do fabricante, do pais de origem, etc, etc……. Em se fechando esse cerco documental, facilita-se o processo Fiscalizador.
    e) essa idéia faz uns 11 anos que venho enviando a todos os organismos correlatos, desde ministérios à presidência da república, aos fabricantes de armas, à ONU e outras entidades mundiais. Nenhum som ouvi como eco, senão o do Senador Tuma que me respondeu o que ouviu da CBC diante do conteúdo da minha idéia, porque creio que acreditou-a viável e solucionadora do que assiste como eterno policial. Se as empresas brasileiras se dispusessem a adaptar-se a essa tecnologia, seu inteligente exemplo seria seguido pelos demais fabricantes de armas mundiais e teriamos extinto o contrabando de armas e munições porque não haveria desculpa para que esses componentes estivessem expostos ou fossem portados sem as obrigatórias características de identificação e origem. Basta que o Governo Lula ou o Ministério da Justiça conceda em Projeto de Lei ou Decreto, detrminado tempo para que nossos Fabricantes de Armas se adaptem a essa tecnologia. Quem portar uma arma doravante terá que exercer completo controle sobre suas emoções, pois o projetil será seu primeiro, mas suficiente denunciante.
    No mais o que se vê é o incremento de uma ditadura universal, daí ser perigoso para os tais que o povo se mantenha armado, e por isso se calam.”
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  10. Jose Guilherme Schossland9:35 PM

    Caro Porfirio
    Complementando.... em 3º tempo
    Excetuando-se as "repetições" aqui finalizo.
    Em: http://www.espada.eti.br/assinante.htm
    “São as Armas o Verdadeiro Inimigo?
    A história prova que o maior inimigo das liberdades de um povo é seu próprio governo, quando este não tem limites naquilo que pode fazer. O direito de portar armas é uma proteção preciosa para evitar que o governo se torne muito grande, poderoso e opressivo!
    Eis na íntegra o que foi remetido também em 26.01.2000 especificamente ao nosso Senado Federal, bem como endereçado a todos os Órgãos correlatos:
    “Esse Congresso ao estabelecer através de Lei, o contido nas explanações abaixo, coibirá os abusos hoje existentes no que se refere ao fabrico, comercio, uso e controle de armas e munições, trazendo à luz dos fatos esses problemas e dando a cada um, tanto fabricante e comerciante, como comprador e Estado, a sua respectiva parcela de responsabilidade.
    - que o código de barra constante na caixa ou invólucro das munições, seja pela ordem também inserido na arma, na cápsula, no projetil, no registro policial e pessoal do comprador e acrescido após a venda da arma desses dados, em ofício do Registro de Armas e Munições ao Fabricante, que atualizará seu sistema computadorizado:
    - que a arma quando da sua manufatura deverá conter, o código de barras e como “conjunto” fazer-se-á acompanhar de (x) caixas de munições com o mesmo código de barra da arma, não podendo ser vendidos separadamente e cukos dados deverão constar no registro policial de armas e munições;
    - que a Comercial deverá manter igual registro da tramitação e vendas de armas e munições por alí “tramitadas” (xerox de registros, têrmos e ofícios de requisições de munições);
    - que a compra inicial e reposição da munição deverá ser efetuada mediante têrmo de requisição do portador à Comercial Credenciada e desta via Ofício à Manufatora (Fabricante) contendo todos os elementos identificadores para confecção da munição com àquelas características (personalizantes);
    - é imperativo que o projetil tenha interiormente inserido um micro-chip que conterá todos esses elementos identificadores, o que virá após deflagrado facilitar a “leitura e identificação” de possíveis irresponsáveis causadores de perdas de vidas via “balas perdidas”, crimes hoje tidos como insolúveis e possibilitar um efetivo controle sobre esse pertinente assunto;
    - Ao fazer essa “amarração”, personalizando através desse código de barra, fabricante, arma, cápsula, projetil, caixa ou invólucro, comerciante, comprador e Estado ou Nação, facilitado estará o controle através de periódicas “visitas” fiscalizadoras a fabricantes e comerciantes, checando seus estoques e registros, fazendo que cada qual avalie o risco e a responsabilidade que cercam essa primordial forma de defesa da vida, dado que o “conjunto” restará identificado.

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  11. Anônimo9:40 PM

    Os verdadeiros chefes dos bandidos são os "nossos" governantes, aculturados, gananciosos e entreguistas, eleitos "democraticamente" pelos contribuintes-eleitores, ignorantes em política e também aculturados, gananciosos e entreguistas.

    É a roda do "Destino", que enquanto não for quebrada pela evolução da raça humana, continuará a ser esta "merda".

    Quem sabe em 4010....???

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  12. Perguntinha própria de uma nazi-fascista preconceituosa! Leilane, por que não te calas?

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  13. O culpado maior de todas as balas perdidas que têm matado inocentes nos bairros pobres do Rio é o Sérgio Cabral Filho que não tem competência para administrar para administrar o estado!

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Quem sou eu

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Jornalista desde 1961, quando foi ser repórter da ÚLTIMA HORA, PEDRO PORFÍRIO acumulou experiências em todos os segmentos da comunicação. Trabalhou também nos jornais O DIA e CORREIO DA MANHÃ, TRIBUNA DA IMPRENSA, da qual foi seu chefe de Redação, nas revistas MANCHETE, FATOS & FOTOS, dirigiu a Central Bloch de Fotonovelas. Chefiou a Reportagem da Tv Tupi, foi redator da Radio Tupi teve programa diário na RÁDIO CARIOCA. Em propaganda, trabalhou nas agências Alton, Focus e foi gerente da Canto e Mello. Foi assessor de relações públicas da ACESITA e assessor de imprensa de várias companhias teatrais. Teatrólogo, escreveu e encenou 8 peças, no período de 1973 a 1982, tendo ganho o maior prêmio da crítica com sua comédia O BOM BURGUÊS. Escreveu e publicou 7 livros, entre os quais O PODER DA RUA, O ASSASSINO DAS SEXTAS-FEIRAS e CONFISSÕES DE UM INCONFORMISTA. Foi coordenador das regiões administrativas da Zona Norte, presidente do Conselho de Contribuintes e, por duas vezes, Secretário Municipal de Desenvolvimento Social. Exerceu também mandatos em 4 legislaturas na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, sendo autor de leis de grande repercussão social.