sábado, 3 de julho de 2010

E o dunguismo deu no que deu, aliás, como eu havia previsto

“Porque o futebol é acima de tudo um jogo feroz coletivo e somos incapazes de que, sendo individualista? Porque a meta para o indivíduo em nosso ethos civilizacional é nada menos do que Nirvana ou Moksha ou liberação total, e esse espírito não suporta um incêndio na barriga para colocar a bola na rede cabo e chamando-o de uma meta?”
BS Prakash,  embaixador da Índia no Brasil

Robinho, agressividade gratuita ao gosto do sargentão


Não pense que estou feliz diante do fiasco da seleção do sargento Dunga, tal como havia previsto na minha coluna do dia 20 de junho, quando ainda tudo eram flores. E mais: para início de conversa, condeno como peça do mau-caratismo em moda o seu linchamento,  agora que o leite foi derramado.
Como disse o veterano comentarista Luiz Mendes, 86 anos de idade e na cobertura de copas desde o fatídico 1950, nada podia se esperar de um time comandado por alguém que jamais havia sido antes treinador. “Isso não se podia fazer com um esporte que envolve 190 milhões de brasileiros”.
Como uma Copa do Mundo é hoje apenas uma grande exposição internacional de mão de obra especializada, onde cada atleta trata tão somente de sua cotação aos olhos de “empresários” inescrupulosos e patrocinadores insaciáveis, movimentando bilhões de dólares e euros em interesses paralelos, não me surpreende que o evento seja paradoxalmente o sepulcro do bom futebol.
Treinador por inseminação artificial
Dunga foi forjado por inseminação artificial como treinador sob medida nos tornos do fute-negócios e seus fabricantes sabiam exatamente onde ele poderia chegar. Sua escolha não foi uma opção técnica, mas uma obra da guerra psicológica relacionada com o gesto do Roberto Carlos, o lateral que cuidava de suas meias na hora do gol fatal que tiraria a seleção da Copa de 2006.
Naquele momento, os cartolas da CBF concluíram que o futebol de estrelas e egos desmedidos trazia mais prejuízos do que lucros. O jogador se confundia sem constrangimento com reles mercenários, dos tipos daqueles que Maquiavel já dizia serem inabilitados para ganharem uma guerra.
Era preciso apagar essa idéia: criar a imagem do gladiador, que envolveu até Kaká, com seus ares de presbítero. A escolha de um aprendiz que jamais fora técnico era o primeiro passo. Dunga se notabilizara em campo como o chefe da facção raçuda, que não se rendia e não via limites no afã de evitar a derrota, mesmo que faltasse o mínimo de aptidão técnica. Condição que engendrou xerifes porradores como Felipe Melo ou bravateiros, como Robinho.
Para os cartolas, maiores vilões do futebol, o noviciado inebriante faria do escolhido alguém mais manipulável, consciente ou inconscientemente. Por lógica, o comandante sem currículo seria um bom processador de interesses, independente de suas idiossincrasias.
As determinantes jogadas de grana
Num contexto mais amplo, o ambiente de uma seleção nacional se tornou tão dependente de jogadas de grana que a escalação de um grupo sofre influências de uma espécie de poder paralelo, mais exuberante do que os dotes eventuais de um treinador, seja ele quem for.
Este, por sua vez, tem de administrar o estrelismo e as ansiedades daqueles que aparecem temporariamente como os melhores produtos em campo. Para alguém que até outro dia estava dentro das quatro linhas, o exacerbar de uma competição de protagonismo surda em relação aos futuros comandados seria inevitável. Isso o próprio sargento Dunga deixou claro quando declarou, após o anúncio da convocação, que só trabalhava com jogadores que assimilassem a condição de subalterno.
Ao escolher o grupo para a batalha final, o vaidoso treinador havia acumulado forças com a escalada de vitórias nos ensaios com público. Ele se achava suficientemente blindado para escolher quem não lhe fizesse sombra, recorrendo a pretextos duvidosos, como notas de bom comportamento e não terem sido experimentados na fase preparatória.
A arrogância de um semideus
Como é da natureza humana, a vaidade engendrou a arrogância, o sentimento do semideus que há em cada vencedor de uma pugna, por mais pontual que possa parecer.
Dunga pode não ter cultura, mas reúne outras qualidades compensatórias, como a capacidade de percepção e o preparo para o conflito. Isso o levou a administrar suas ambiguidades e sujeições de forma a tirar proveito dos que imaginavam poder usá-lo incondicionalmente.
Ao final dos três anos vestibulares, ele já havia adquirido uma armadura própria, com a qual se sentia em condições de ombrear-se aos patrões. O episódio em que barrou a repórter da Tv Globo se insere dentro desse quadro novo. Os jornalistas negociaram as matérias exclusivas com “as pessoas erradas”. Se tivessem conversado diretamente com ele, certamente a reação seria outra. Uma vez na boca do lobo, ninguém poderia ter mais autoridade do que ele para decidir sobre hábitos de sua tropa. A entrevista que o goleiro Júlio Cesar deu à Globo no final do jogo contra a Holanda mostra que, nesse caso, os repórteres devem ter se entendido com a pessoa certa, mesmo porque, afinal, naquele momento, a casa acabava de cair.
Jogo sujo dos bodes expiatórios
O pior que acontece depois da queda é o jogo sujo dos bodes expiatórios e a precipitação na adoção de corretivos. Não há exagero em dizer que praticamente todo o povo brasileiro estava entristecido quando o juiz apitou o final do jogo.
E mais do que o povo brasileiro: os negociantes começavam a contabilizar os prejuízos provocados pela desclassificação “prematura”. É muito dinheiro em jogo. Muita cobrança que deverá ser debitada nas costas de alguém.
Porque nessa área os “investidores” não trabalham com cálculos de risco. Sabendo das paixões desenfreadas dos consumidores pelo futebol, multiplicam suas expectativas de vendas e pegam pesado. Em alguns segmentos, não há do que se queixar, apesar da desclassificação. Apesar do frio, o consumo de cerveja dobrou durante a Copa; as vendas de televisores tiveram um incremento superior a 50% em relação a outros eventos, como natal e dia das mães.
Agora, já se fala no contrário do contrário. Se o aprendiz de treinador cristalizava a mediocridade grupal disciplinada, o espírito de ordem unida, o confinamento em cárcere privado, já se fala no renascer das estrelas individualistas, no relaxamento dos hábitos. O isolamento e a abstenção dos prazeres não compensaram, admitem após o fiasco.
A manipulação das paixões continua
É uma lástima. O apaixonado sentimento futebolístico do povo brasileiro será mais uma vez trabalhado no processo de manipulação sistemática. Enquanto isso, a cartolagem continuará com a mão na massa, envolvida até a medula no mais impune ambiente de corrupção protegida que palmilha a cordilheira dos podres poderes.
Dessa copa desastrosa, ficará para o cidadão comum a imagem de desespero de uma tropa em retirada: um Robinho dando decisão no adversário e um Felipe Melo pisando com toda a raiva do mundo na perna do colega, como se tais gestos brotassem daquele discurso patrioteiro que o sargentão pronunciou, com seu adjunto, ao contrariar o país inteiro com a não convocação dos craques que poderiam ter sido mais competentes no único jogo em que sua tropa enfrentou uma seleção de verdade.
Só espero que meus parceiros tirem suas próprias lições do acontecido. E abram seus olhos para além dos códigos internalizados como únicas referências de avaliação.
Para além, muito além, desse campo de batalha forjado há uma vida real que precisa ser encarada com a mesma paixão e o mesmo envolvimento produzido pela disputa glamourizada de uma bola de futebol.

14 comentários:

  1. Anônimo4:07 PM

    O que vi na partida entre Brasil X Holanda foi uma falta de comprometimento e respeito com o povo brasileiro. E cheguei a conclusão que até no futebol não existem mais ideias. O Brasil parou para ver uma seleção brilhar como nos tempos áureos. Mas não foi o que ocorreu.
    Evanize

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  2. Anônimo4:08 PM

    Antes de pensarem num novo técnico, deveriam pensar num novo presidente para a CBF
    Paulo Orrlando

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  3. SERGIO OLIVEIRA6:33 PM

    O lula disse para dilma, segundo um blog, que em2014 ela vence a copa, crente que ela será a presidente; se o brasil tivesse ido a final e ganhasse creio que ele diria ter ganho a copa; passou a torcer para o Mercosul (Argentina, Paraguai, que já escafederam-se. Resta o Uruguai). Diante disto passei a torcer para a União Européia.

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  4. SERGIO OLIVEIRA6:34 PM

    O ELIAKIM ARAUJO ESCREVEU UM TEXTO DIZENDO QUE DUNGA, NO EPISÓDIO DA GLOBO, FOI UM NOVO BRIZOLA.CONVENHAMOS. ACHO QUE NÃO CHEGARAM NA GRANA DELE, NO PREÇO DELE.

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  5. Anônimo8:50 PM

    Perguntas ao Porfírio:

    1- Como é constituida a CBF - Confederação Brasileira de Futebol ?

    2- Como é eleito o Presidente da CBF ? Quem o elege ?

    Aguardo artigo com as respostas.

    Mario - SP

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  6. Anônimo3:09 AM

    Perdoe-me, mas o Dunga fez o trabalho dele seguindo métodos conhecidos de todos aqueles que da equipe fizeram parte. Em todo lugar é assim, se vc não concorda com os critérios,simplesmente pega seu banquinho e se manda de mansinho. Quem trabalhou com ele já sabia disso. Ele foi criterioso e respeitou as demais emissoras ao não conceder privilégios a rainha celestial. Arrogancia? De quem, meu caro escriba? Pelo visto, o senideus não é o Dunga, mas o solerte reporter que covardemente se escondeu por trás da credencial e do corporativismo medíocre. Pátria de chuteiras? Poupe-ne! Os caras vão continuar enchendo as burras e os trouxas se descabelando de quatro em quatro anos e só assim apredem a cantar o Hino Nacional. Pela sua análise do treinador que nunca foi treinador, começo a entender porque os jovens não se inserem no mercado de trabalho; nunca trabalharam e por essa ótica, não poderão ter cargo algum. Que lindo!

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  7. Anônimo4:40 PM

    Mais perguntas ao Porfírio:

    1- Por que a CBF colocou o Presidente do Corintians como cartola na África ?

    2- Por que a CBF podou o Morumbí ?

    3- Por que a CBF quer con$truir um novo e$tádio em $ão Paulo ?

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  8. Anônimo9:04 PM

    PÃO e CIRCO

    Ainda bem que a seleção do DUNGA/TEIXEIRA (Brazil-Globalizado) perdeu. A vitória encobriria os erros.

    Já que não tem mais CIRCO, quero o meu PÃO......

    E os nossos "amados governantes", gananciosos, aculturados, corruptos e entreguistas, continuarão felizes e impunes....A TAÇA DO MUNDO É NOSSA - 2014 !!!

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  9. Anônimo1:00 PM

    Pergunta que não quer calar:

    Por que o Ricardo Teixeira é sempre eleito (re-eleito) para Presidente da CBF ???

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  10. Anônimo6:09 PM

    O Leonardo seria um ótimo técnico-capacho para o Ricardo Teixeira....

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  11. Sou do contra (rs)

    Apesar do fracasso desta seleção, se eu fosse o Ricardo Teixeira ficaria com Dunga por mais esses próximos 4 anos.
    Ele teve uma passagem vitoriosa pela seleção brasileira e a derrota perante a Holanda foi uma fatalidade devida a detalhes que poderiam ter acontecido com qualquer outra seleção: só critico veementemente a atitude de mau-caráter de Filipe Melo na sua expulsão de campo.
    Veja bem: daqui a 4 anos a Copa do Mundo será no Brasil. Se a nossa seleção de 2010 chegasse à final, teria todas as chances de ser novamente campeã do mundo (hexa) tirando parte do brilho e interesse da próxima copa, virando uma “carne de vaca” como se diz na gíria ao se referir a algo que sempre acontece.
    A seleção da Holanda jogou com a cabeça, procurando inicialmente irritar os jogadores da nossa seleção, apostando num árbitro pouco acostumado à malícia do futebol mundial. Só se desequilibraram um pouco quando do gol do Brasil, num lançamento perfeito do criticado Felipe Melo, que para mim tem as qualidades técnicas para permanecer como titular do Brasil mas não tem equilíbrio emocional e bom caráter. O Brasil poderia ter vencido o jogo ainda no primeiro tempo.
    Mesmo no segundo tempo, apesar da Holanda vir um pouco mais ofensiva, o Brasil estava bem, apesar do nervosismo aumentado ainda mais com o gol tomado numa falha individual do “melhor goleiro do mundo”. Mas a expulsão acabou com o resto de nervos que ainda sobravam dentro e fora das quatro linhas, onde Dunga perdeu seu controle (pequeno) emocional logo no começo, com as palhaçadas dos holandeses.
    Até mesmo a não convocação de Ronaldinho Gaúcho, Adriano e da unanimidade Nacional (Ganso), eu desculpo em Dunga, pois foi corajoso com relação aos dois primeiros que não vinham jogando nada, e fiel aos demais convocados com quem já tinha um pacto de “homem de palavra” anteriormente fechado.
    Poucas vezes, em toda minha vida, conheci um treinador de seleção brasileira com tamanha personalidade, a ponto de peitar a grande “Rede Globo” de TV. Seu trabalho, apesar de nunca ter treinado outro time de futebol, foi profícuo e deve ser mantido para o bem do futebol brasileiro, moral e tecnicamente falando.

    Aquele abraço...

    Luiz

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  12. Sou do contra (rs)

    Apesar do fracasso desta seleção, se eu fosse o Ricardo Teixeira ficaria com Dunga por mais esses próximos 4 anos.
    Ele teve uma passagem vitoriosa pela seleção brasileira e a derrota perante a Holanda foi uma fatalidade devida a detalhes que poderiam ter acontecido com qualquer outra seleção: só critico veementemente a atitude de mau-caráter de Filipe Melo na sua expulsão de campo.
    Veja bem: daqui a 4 anos a Copa do Mundo será no Brasil. Se a nossa seleção de 2010 chegasse à final, teria todas as chances de ser novamente campeã do mundo (hexa) tirando parte do brilho e interesse da próxima copa, virando uma “carne de vaca” como se diz na gíria ao se referir a algo que sempre acontece.
    A seleção da Holanda jogou com a cabeça, procurando inicialmente irritar os jogadores da nossa seleção, apostando num árbitro pouco acostumado à malícia do futebol mundial. Só se desequilibraram um pouco quando do gol do Brasil, num lançamento perfeito do criticado Felipe Melo, que para mim tem as qualidades técnicas para permanecer como titular do Brasil mas não tem equilíbrio emocional e bom caráter. O Brasil poderia ter vencido o jogo ainda no primeiro tempo.
    Mesmo no segundo tempo, apesar da Holanda vir um pouco mais ofensiva, o Brasil estava bem, apesar do nervosismo aumentado ainda mais com o gol tomado numa falha individual do “melhor goleiro do mundo”. Mas a expulsão acabou com o resto de nervos que ainda sobravam dentro e fora das quatro linhas, onde Dunga perdeu seu controle (pequeno) emocional logo no começo, com as palhaçadas dos holandeses.
    Até mesmo a não convocação de Ronaldinho Gaúcho, Adriano e da unanimidade Nacional (Ganso), eu desculpo em Dunga, pois foi corajoso com relação aos dois primeiros que não vinham jogando nada, e fiel aos demais convocados com quem já tinha um pacto de “homem de palavra” anteriormente fechado.
    Poucas vezes, em toda minha vida, conheci um treinador de seleção brasileira com tamanha personalidade, a ponto de peitar a grande “Rede Globo” de TV. Seu trabalho, apesar de nunca ter treinado outro time de futebol, foi profícuo e deve ser mantido para o bem do futebol brasileiro, moral e tecnicamente falando.

    Aquele abraço...

    Luiz

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  13. Anônimo9:25 AM

    Sou do contra (rs)

    Apesar do fracasso desta seleção, se eu fosse o Ricardo Teixeira ficaria com Dunga por mais esses próximos 4 anos.
    Ele teve uma passagem vitoriosa pela seleção brasileira e a derrota perante a Holanda foi uma fatalidade devida a detalhes que poderiam ter acontecido com qualquer outra seleção: só critico veementemente a atitude de mau-caráter de Filipe Melo na sua expulsão de campo.
    Veja bem: daqui a 4 anos a Copa do Mundo será no Brasil. Se a nossa seleção de 2010 chegasse à final, teria todas as chances de ser novamente campeã do mundo (hexa) tirando parte do brilho e interesse da próxima copa, virando uma “carne de vaca” como se diz na gíria ao se referir a algo que sempre acontece.
    A seleção da Holanda jogou com a cabeça, procurando inicialmente irritar os jogadores da nossa seleção, apostando num árbitro pouco acostumado à malícia do futebol mundial. Só se desequilibraram um pouco quando do gol do Brasil, num lançamento perfeito do criticado Felipe Melo, que para mim tem as qualidades técnicas para permanecer como titular do Brasil mas não tem equilíbrio emocional e bom caráter. O Brasil poderia ter vencido o jogo ainda no primeiro tempo.
    Mesmo no segundo tempo, apesar da Holanda vir um pouco mais ofensiva, o Brasil estava bem, apesar do nervosismo aumentado ainda mais com o gol tomado numa falha individual do “melhor goleiro do mundo”. Mas a expulsão acabou com o resto de nervos que ainda sobravam dentro e fora das quatro linhas, onde Dunga perdeu seu controle (pequeno) emocional logo no começo, com as palhaçadas dos holandeses.
    Até mesmo a não convocação de Ronaldinho Gaúcho, Adriano e da unanimidade Nacional (Ganso), eu desculpo em Dunga, pois foi corajoso com relação aos dois primeiros que não vinham jogando nada, e fiel aos demais convocados com quem já tinha um pacto de “homem de palavra” anteriormente fechado.
    Poucas vezes, em toda minha vida, conheci um treinador de seleção brasileira com tamanha personalidade, a ponto de peitar a grande “Rede Globo” de TV. Seu trabalho, apesar de nunca ter treinado outro time de futebol, foi profícuo e deve ser mantido para o bem do futebol brasileiro, moral e tecnicamente falando.

    Aquele abraço...

    Luiz

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  14. Anônimo1:16 PM

    mesmo com a derrota da seleção o pior está acontecendo e por acontecer.
    No caso especifico de São Paulo, com pelo menos 4 estádios em plenas condições de sediar qualquer jogo, e principalmente o Morumbi,o maior estádio particular do mundo, essa bandidagem-cartolagem(pleonasmo) tem a cara de pau de virem com a proposta de construção de um novo estádio.
    Os hipócritas governador Goldman e prefeito exibicionista Kassab declaram solenemente que não entrará um tostão de dinheiro público.Contraditoriamente porém, o exibicionista Kassab viaja para a Africa do Sul, provavelmente bancado pelo mafioso Ricardo Teixeira, para participar do anuncio da construção do novo estádio.Aonde estão os vestais da moralidade na grande imprensa, tão avidos para denunciar o desperdicio de dinheiro público, o rombo da previdencia, etc,etc...
    Estão provavelmente no bolso da m´´afia capitaneada pelo Sr. Teixeira.Preferem ficar discutindo e chutando bodes expiatórios como Dunga, Felipe Melo, etc..
    De bom assistindo os jogos pela televisão sem me deixar levar por fanatismo a gente aprende a apreciar o futebol como esporte fascinante que de fato é.Por isso mesmo a gente aprende a ver tudo com senso crítico.Infelizmente somos minoria, a maioria esmagadora vai ficar discutindo Dunga, Felipe Melo mas não vai questionar um gasto absurdo num novo estádio com dinheiro limpo e suado dos impostos que deveriam servir para educação, saneamento, transportes, saúde, etc e não para enriquecer marginais como esse Teixeira, rico e gordo como um porco CACHAÇÃO!!

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Quem sou eu

Minha foto
Jornalista desde 1961, quando foi ser repórter da ÚLTIMA HORA, PEDRO PORFÍRIO acumulou experiências em todos os segmentos da comunicação. Trabalhou também nos jornais O DIA e CORREIO DA MANHÃ, TRIBUNA DA IMPRENSA, da qual foi seu chefe de Redação, nas revistas MANCHETE, FATOS & FOTOS, dirigiu a Central Bloch de Fotonovelas. Chefiou a Reportagem da Tv Tupi, foi redator da Radio Tupi teve programa diário na RÁDIO CARIOCA. Em propaganda, trabalhou nas agências Alton, Focus e foi gerente da Canto e Mello. Foi assessor de relações públicas da ACESITA e assessor de imprensa de várias companhias teatrais. Teatrólogo, escreveu e encenou 8 peças, no período de 1973 a 1982, tendo ganho o maior prêmio da crítica com sua comédia O BOM BURGUÊS. Escreveu e publicou 7 livros, entre os quais O PODER DA RUA, O ASSASSINO DAS SEXTAS-FEIRAS e CONFISSÕES DE UM INCONFORMISTA. Foi coordenador das regiões administrativas da Zona Norte, presidente do Conselho de Contribuintes e, por duas vezes, Secretário Municipal de Desenvolvimento Social. Exerceu também mandatos em 4 legislaturas na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, sendo autor de leis de grande repercussão social.