sexta-feira, 18 de junho de 2010

Não tenho mais dúvidas: dessa estou fora como candidato

Informo que, apesar das dezenas de manifestações de apoio recebidas, decidi não participar desse processo eleitoral como candidato.
Quero,  em primeiro lugar, agradecer aos que postaram opiniões no blog ou me responderam diretamente. Oportunamente, direi com mais detalhes o que me levou à desistência.
Mas adianto, desde já, que o não envolvimento direto me permitirá discutir com os amigos o que fazer. Com certeza, terei candidatos de presidente da República a deputado estadual, segundo os meus próprios critérios de FICHA LIMPA (Não basta ter sido condenado: tem muito corrupto e negocista à salvo da Justiça).
O pior que pode acontecer, a meu ver, é não votar em ninguém. E também não me parece lúcido optar pelo VOTO DE PROTESTO em quem não tem condições de vencer.
Cabe relatar aqui que pesou muito na minha decisão a convicção, já manifestada anteriormente a alguns parceiros, de que cometera um grande erro na opção partidária.
Nesse nove meses de nova casa, fiquei do lado de fora, sabendo de suas decisões pelos jornais. Amarguei um grande desconforto, o isolamento,  no partido que escolhi segundo uma avaliação influenciada por relações pessoais, critério absolutamente anômalo para a minha personalidade e meus comprometimentos ideológicos.  Mas esperava assim ter uma perspectiva de  espaço mais amplo para desfraldar nossas bandeiras.
É claro que hoje no Brasil os partidos perderam inteiramente suas essências, suas responsabilidades gregárias numa sociedade plural. Em geral, têm "donos", são controlados por quem tem mais bala na agulha e é mais rápido no gatilho. 
Infelizmente, também, (quase) todos os políticos só têm olhos para o poder a qualquer preço, e o poder, no caso, para seu próprio ganho pessoal. Isso, eu pretendo discutir aqui mesmo, em meu blog.
Irei até mais além: será que realmente estamos vivendo numa democracia?
Uma das minhas idéias, de imediato, é ativar um grupo de debates, defesa dos dieitos do povo e formação política, valendo-me de algumas ferramentas já existentes como a Associação Brasileira do Cidadão. Um grupo que se reúna tanto pela internet como em núcleos que poderão se espalhar pelo país. Será possível ou estou sonhando?
Voltarei a vocês em breve.
Pedro Porfírio

17 comentários:

  1. amigo pedro porfírio,
    é uma pena que vc não saia candidato - votar ou pedir votos para vc seria alimentar a ilusão de mudança. sem vc, ficaremos mais perdidos. assim vai... é a vida
    abs
    ricardo

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  2. Caro Porfírio,

    Eu nem entendi porque fostes se filiar a tal partido, que não lembro a sigla, mas na época, vi que não havia nada com seu perfil político. Assim, entendo que não participar desse processo eleitoreiro, não deve ser encarado com uma frustração pessoal ou para seus eleitores. Lógico, que os núcleos na Internet são viáveis e muitos dos seus amigos e seguidores participarão.

    João Bosco (Florianópolis-SC)

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  3. Anônimo10:09 AM

    Caro Porfírio!
    Você não me conhece pessoalmente, talvez até conheça mas não vai ligar o nome à pessoa. Eu te conheço de eventos nos tempos do PDT.
    Não fiz comentários antes sobre tua opção partidária por respeito, mas já que reconhece que errou eu posso falar agora, realmente o PSDB não é melhor do que o PT em diversos aspectos e eu, se fosse optar por partido, o PSDB/DEM/PPS/PTB seriam os últimos aos quais me filiaria e, inclusive o PMDB esta manchado pela situação de busca de cargos nas administrações, sem ideologia alguma, vai apoiar qualquer um que vier a ser eleito, fato que também vai afetar o PDT, praticamente escondido na sombra do PT.
    Teu comentário sobre o fato de apoiar um candidato que tenha possibilidades de vencer uma eleição realmente esbarra no fato das "chances de vencer", pois na imagem que se nos afigura, só tem chances de vitória Dilma ou Serra,e Marina, sem estrutura partidária, com os poucos apoios que tem, quase sem tempo na TV, seria uma opção para fugir do continuismo, sem perder os principais atos de Lula, em defesa dos menos favorecidos.
    Quem tem ideologia tem dificuldade de escolher o melhor partido nos dias de hoje.
    Um abraço
    Nelson Marcondes

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  4. Anônimo10:12 AM

    Caro Porfírio!
    Não tenho conta no google, minha conta é no yahoo e você tem o registro.
    Um abraço
    Nelson Marcondes

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  5. ...Camarada Pedro, creio que a sua postura de não participar como candidato nas próximas eleições, foi correta. Votar e pedir votos para os demos-tucanos é traição ao Brasil e ao povo brasileiro. Não sou eleitor no Rio de Janeiro, mas um leitor assíduo de todos os seus escritos, por isso, não entendi quando mudastes, para pior, de partido. As eleições burguesas são iguais às "Saturnais Romanas" quando os senhores liberavam os seus escravos apenas para trocarem de donos. Assim são as eleições e a democracia em todos os países capitalistas. Devemos participar da política nacional? Sim. Mas de maneira critica, aplaudindo e colaborando com o que é certo e denunciando o que é errado. Parabéns por sua determinação.

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  6. Caro Pedro,
    É com pesar que digo que toma a decisão correta. No momento precisamos atuar nos bastidores. Há algum tempo sugeri esta tua posição tomada agora. Se não me engano antes até de sair do PDT. Teu futuro partido ainda não foi criado.
    Ajude a fazer este que será o maior partido do nosso país.
    Um abraço fraterno.

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  7. Caro Pedro,
    É com pesar que digo que toma a decisão correta. No momento precisamos atuar nos bastidores. Há algum tempo sugeri esta tua posição tomada agora. Se não me engano antes até de sair do PDT. Teu futuro partido ainda não foi criado.
    Ajude a fazer este que será o maior partido do nosso país.
    Um abraço fraterno.

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  8. EVANIZE3:24 AM

    EVANIZE
    Fiquei entristecida ao ler no blog a notícia da decisão tomada pelo senhor Pedro Porfírio. Como sendo: “Não tenho mais dúvidas: dessa estou fora como candidato”. Pouca sorte a nossa, haja vista quase não existir opção de escolha. O político tem que ser honesto e comprometido com as necessidades do povo. Tem que fazer jus ao mandato, no caso, trabalhar para atender as necessidades de sua região. Coisa que todo político deveria fazer, afinal o verdadeiro patrão é povo. Uma vez que, quem paga os altos salários, ainda bancam passagens, mordomias dentre outras benesses é o cidadão, principalmente o assalariado. Através das cargas tributárias altíssimas, diga-se de passagem. O político que cumpre o seu papel não é “bonzinho” está apenas cumprindo com a sua obrigação que lhe foi concedida por um mandato eletivo. Inobstante, a maioria dos eleitores não ter essa consciência ainda, mas isso vai mudar. Os dias estão contados para os políticos desonestos aquele que vai enganando aqui, ali e acolá e alhures mostrando aos cidadãos apenas o que lhe é conveniente, através de uma cortina de fumaça construída por ele próprio. Por fim, acabamos de perder, temporariamente, um ilustre nome que deveria está disputando a próxima eleição, já que decidiu só nos resta respeitar. Ele deve reabastecer as suas energias e voltar com mais fôlego. Acredito.

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  9. Eta! estava preocupada com vc... fizeste a coisa certa, refletir... não abandone a política é necessário enquanto puderes dedicar seu conhecimento e honestidade em defesa do cidadão; respondo sua pergunta.A DEMOCRACIA está aí... amputada, seqüestrada, condicionada.

    O poder do cidadão, de cada um de nós, limita-se na esfera política; a tirar um governo de que não gosta, e colocar outro a que talvez venha a gostar.

    As grandes decisões são tomadas em uma ou outra esfera e todos sabemos qual é:

    Os FMIs, as grandes Organizações Financeiras Internacionais, as OMC, os Bancos Mundiais, as OSNE.

    Nenhuma destas organizações é DEMOCRÁTICA.

    Portanto! Como eles podem continuar a falar em DEMOCRACIA?

    Estas organizações que governam o mundo são escolhidas democraticamente pelo POVO?

    NÃO!...

    ENTÃO, AONDE ESTÁ A DEMOCRACIA?

    (José Saramago)

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  10. Caro Porfírio:

    Homens da sua estirpe, com a sua combatividade, inteligência e visão política, são raros e fazem falta ao país.

    Não sei que apoios você tem, mas ainda que sejam mínimos neste momento, candidate-se, mesmo se tiver poucas condições de se eleger, o que obviamente, seria tão somente por falta de recursos e não de capacidade.

    O tempo é curtíssimo para tomar essa decisão e homens como você - na hipótese de não se elegerem - jamais devem se envergonhar disso e, pelo contrário, continuar insistindo, lutando contra o sistema.

    Utilize a força da internet e de seus blogs (que considero "o 4º poder") e, através deles, faça uma rede poderosa para lhe apoiar e divulgar sua ideias. Forme uma corrente, talvez ainda haja tempo.

    De minha parte, por exemplo, possuo uma pequena rede de 10 sites (4 deles voltados para a política)e em todos poderia fazer a divulgação de suas matérias e pedir aos sites parceiros - cerca de outros dez - que fizessem o mesmo. Quantos iguais a mim existem por aí e que, conhecendo o seu trabalho, poderiam fazer o mesmo?

    Faça-se ouvido! O país precisa conhecer suas ideias. Pense nisso!

    Abraços!

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  11. Em tempo:

    É claro que todos os que somos admiradores da sua personalidade como homem,cidadão e observador político, lamentamos a sua decisão de não se candidatar nas próximas eleições.

    Mas se, de fato, essa decisão já for definitiva, é porque foi muito pensada e certamente foi a mais acertada para o momento. Ainda assim, isto não invalida a minha sugestão anterior no sentido de que forme uma rede de sites e parceiros para apoiá-lo na divulgação das suas ideias.

    Desde já, peço a sua autorização para replicar a maioria dos seus atigos em minha modesta rede (DDD), que dentre 10 sites, possui 4 (um deles uma rede social)especialmente voltados para assuntos políticos.

    Aguardo sua manifestação.
    Abraços!

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Quem sou eu

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Jornalista desde 1961, quando foi ser repórter da ÚLTIMA HORA, PEDRO PORFÍRIO acumulou experiências em todos os segmentos da comunicação. Trabalhou também nos jornais O DIA e CORREIO DA MANHÃ, TRIBUNA DA IMPRENSA, da qual foi seu chefe de Redação, nas revistas MANCHETE, FATOS & FOTOS, dirigiu a Central Bloch de Fotonovelas. Chefiou a Reportagem da Tv Tupi, foi redator da Radio Tupi teve programa diário na RÁDIO CARIOCA. Em propaganda, trabalhou nas agências Alton, Focus e foi gerente da Canto e Mello. Foi assessor de relações públicas da ACESITA e assessor de imprensa de várias companhias teatrais. Teatrólogo, escreveu e encenou 8 peças, no período de 1973 a 1982, tendo ganho o maior prêmio da crítica com sua comédia O BOM BURGUÊS. Escreveu e publicou 7 livros, entre os quais O PODER DA RUA, O ASSASSINO DAS SEXTAS-FEIRAS e CONFISSÕES DE UM INCONFORMISTA. Foi coordenador das regiões administrativas da Zona Norte, presidente do Conselho de Contribuintes e, por duas vezes, Secretário Municipal de Desenvolvimento Social. Exerceu também mandatos em 4 legislaturas na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, sendo autor de leis de grande repercussão social.