quarta-feira, 7 de abril de 2010

Temporais de incompetência, insensibilidade e má fé

Agora, vamos ter a farra das obras de emergência: sem licitação e com fartura nos gastos
Numa reunião com o ministro da Integração Nacional, João Santana e o governador Sérgio Cabral, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, apresentou hoje (7) um plano com 38 ações de emergência contra os estragos causados pelas chuvas e com a previsão recursos na ordem de R$ 370 milhões. Esse filme eu vi antes.







Se há um pecado pelo qual o sr. Cesar Epitácio Maia deve ser crucificado, esse pecado é a inserção na vida pública de alguns mauricinhos hedonistas, para os quais o poder é uma festa. E nada mais.
Com a cooptação desses garotões preocupados por índole com os negócios privados, sem qualquer lastro político, sem compromissos com a polis e com os cidadãos, o Rio de Janeiro inverteu a referência e alterou o processo de escolha: antes de passar pela pedreira dos embates em arenas adversas, os escolhidos por Cesar eram catapultados aos píncaros do poder, onde ganhavam visibilidade, exercitando suas idiossincrasias histriônicas e suas ambições personalistas.
O bacharel em direito Eduardo da Costa Paes seria o mais saliente espécime dessa fauna. Aos 23 anos, ganhou a "Subprefeitura" da Barra da Tijuca e Jacarepaguá, como se donatário fosse. Logo, enturmou-se com os emergentes e potentados da "Beverly Hil ls" carioca, construindo aos poucos a imagem de um arrogante guardião dos interesses das "melhores famílias", defensoras de um aparthaid à brasileira - com "carinho e afeto".
Com luz própria desde que rompeu com o criador, do qual herdou e burilou seu lado reacionário, uniu-se a Sérgio Cabral Filho, outro preposto das elites, depois de disputar com ele o governo do Estado, então como tucano de "alta plumagem".
Prefeito sem oposição e despreocupado
No seu vai-e-vem, Eduardo da Costa Paes se viu prefeito do Rio de Janeiro, cargo que ganhou no segundo turno das eleições passadas, graças a um feriado sob encomenda e ao apoio dos carreiristas do PT, PC do B, PDT, do senador Crivella (da Igreja Universal) e outros ex-adversários, devidamente compensados com prebendas no primeiro escalão de sua administração anódina. Ou outras moedas.
À frente da cidade mais emblemática da alma brasileira, Eduardo Paes deslumbrou-se, pri ncipalmente pela montagem que o poupou de uma oposição arisca. Nunca um prefeito do Rio de Janeiro, que teve pouco mais de 50% dos votos (no 2º turno), reuniu uma "base parlamentar" tão acachapante, com 80% de aliados explícitos e outros 15% de híbridos coniventes.
Contando também com o carinho do governador e do presidente Luiz Inácio, o prefeito dormiu no ponto diante do desafio de uma urbe complexa com o Rio de Janeiro e preferiu impregnar sua gestão da caça aos louros do poder: mudou seu discurso em relação ao banco estrangeiro que detém a conta da Prefeitura (Ia trocá-lo), fez os gostos dos empreiteiros, com o restabelecimento do BDI (Budget Difference Income - Benefícios e Despesas Indiretas que engorda em 30% os custos de uma obra e permite um orçamento com gastos presumidos), prorrogou por 20 anos a concessão da rendosa Linha Amarela, isso 13 anos antes de expirar o contrato, e entregou o Instituto de Previdência dos Servidores Mu nicipais a uma quadrilha que teve de afastar à pressas ao vazar o uso indevido e leviano de R$ 70 bilhões numa aplicação de má fé .
O descuido em relação a ações preventivas contra enchentes dá uma outra forma ao uso do dinheiro público. Agora, tudo poderá ser feito como "emergência", isto é, pagando o que quiser, a quem desejar. E contando com recursos excepcionais do governo federal. Em intervenções regulares, dentro de um planejamento que foi "esquecido", as obras deveriam ser objeto de concorrência pública.
A culpa dos mortos
Eduardo Paes abusou da sorte e se deu mal. No sábado, 6 de março, uma chuva de menor intensidade só não provocou o caos de agora porque era fim-de-semana. Foi um aviso que os mauricinhos da Prefeitura carioca não consideraram.
O temporal que se abateu sobre o Rio atingiu as duas faces da cidade partida. Mas, para variar, provocou mortes nos morros, onde vivem milhares de pe ssoas desafiando a natureza.
O prefeito, que teve a faca e o queijo na mão por década, recorreu à mesma ladainha do governador Cabral Filho: a culpa é dos mortos, que não podiam estar onde estavam e foram para lá sem que nenhum governante decidisse demovê-los dessa moradia suicida.(Num primeiro momento, antes de ser aconselhado, havia assumido o fracasso de sua administração)
Essa tática de "partir para a ofensiva" para escamotear sua responsabilidade é outro sintoma da incompetência e da má fé que inspiram os administradores públicos, preocupados tão somente com as vantagens do poder.
Casa como compensação - o estímulo a ocupação irregular
Desde o tempo de Carlos Lacerda, que nadava em dinheiro a fundo perdido da "Aliança para o Progresso", o governo resolveu construir casas em bairros distantes para "limpar" a Zona Sul, frequentada pelos turistas estrangeiros.
Instituiu assim uma compensação para os arrancados dos seus barracos em Copacabana e adjacências. Suas remoções foram tão infelizes que, na pressa, o governo teve de construir em madeira "centros de habitação provisóri a", localizados em alguns pontos: estes se tornaram megafavelas, como Nova Holanda, na Maré (CHP-1) e Manguinhos (CHP2).
Negrão de Lima e a SHISAN - repartição federal - adotaram a mesma fórmula na "limpeza" das favelas do entorno da Lagoa Rodrigo de Freitas. O que seria uma solução, virou um problema: independente de sua necessidade real, dos fatores que os fazem morar perigosamente, os favelados aprenderam a tirar proveito de instalar-se em áreas impróprias.
Experiência desprezada por miopia política
Quando em 1989 fui ser secretário municipal de Desenvolvimento Social pela segunda vez, herdei mais de 5 mil famílias desabrigadas pelas chuvas de 1988, que ocupavam várias escolas ou estavam em abrigos provisórios de madeira e acampamentos de lonas. Além disso, quase 500 famílias "moravam" sobre a tubulação de uma adutora da CEDAE em Manguinhos (no CHP2) e outras 600 deveriam ser retiradas da beira do rio Jacaré, que canalizamos (acabando virtualmente com as enchentes na favela do Jacareinho e proximidades).
Como a Prefeitura vinha de uma falência declarada e não contava com recursos federais, tínhamos que fazer tudo com criatividade e muita parcimônia. Pela experiência anterior, vi que seria indispensável o máximo rigor em relação aos beneficiados e fui mais além: no lugar de casas, construímos embriões em lotes urbanizados.
Nesses reassentamentos, tivemos que agir com firmeza, destruindo os abrigos provisórios na hora da mudança dos seus ocupantes. Do contrário, no dia seguinte, teríamos novos "desabrigados". Para isso, tive de encarar pessoalmente bandidos que queriam tirar proveito, tentando colocar seus "protegidos" nos abrigos a serem desmontados.
Implantei também um projeto de "agentes comunitários de defesa civil". Em cada favela, contratamos e treinamos dois encarregados de impedir novas ocupações das áreas de risco a formação de "lixões" nos morros ou de lançamentos de entulhos nos rios.
Eleito pela oposição ao governo do PDT, Cesar Maia nomeou para a SMDS a então vereadora Laura Carneiro. Sua primeira preocupação foi desmontar nossos projetos, alegando que os mesmos tinham nossa cara. Ela fez um trabalho tal que em dois anos o prefeito começava a retalhar a Secretaria, vista como "a prefeitura dos pobres" - ou uma prefeitura paralela, por estar preparado para responder a todas as demandas das comunidades de baixa renda.
Agora, seus projetos se distribuem entre outras novas secretarias, como de Habitação, Meio Ambiente (o mutirão de reflorestamento dos morros), Idosos e Assistência Social. Com isso, ninguém aparece para evitar tragédias como essa, que tantas vidas ceifam. E fica fácil empurrar responsabilidade para outros.
A bem da verdade, posso dizer de camarote: muito desse drama vivido seria evitado se o foco das intervenções públicas fosse a população e não as empreiteiras e os interesses criados a partir do uso abusivo do poder.
Infelizmente, porém, como tenho dito exaustivamente, implantou-se no Brasil uma mentalidade malandra, destinada tão somente a enriquecer governantes e amigos. O que conta para os gestores públicos de todos os partidos (não sei se ainda existe exceção) é criar mecanismos de favorecimentos em causa própria ou de seus financiadores, implementados sistematicamente, na certeza de que o povo tem memória fraca e juízo crítico limitadíssimo.
Quando acontece um caos como o desta semana no Rio o cidadão sofre as consequências. Mas tende esquecer o sufoco e embarca na canoa de quem mais souber mistificar, tiver grana farta, for mais cínico e melhor assessorado por marqueteiros de plantão.

17 comentários:

  1. As ações do tráfico de drogas na cidade do Rio de Janeiro, mostram-nos a falta de competência do pseudo governador do estado Sérgio Cabral Fº( a vergonha maior do pai)e do prefeito municipal Eduardo Paes para tratarem da segurança dos cidadãos que trabalham honestamente e a grande maioria são pobres, forçados a viverem em lugares impróprios para serem habitados, exatamente os mais atingidos pelas fortes chuvas que continuam caindo e provocando deslizamentos de terra que já causaram mais de cem mortes. Os fantoches acima mencionados, culpados pela tragédia que se abateu sobre a cidade, tiveram a ousadia de culpar os moradores das áreas atingidas, em vã tentativa de se livrarem da responsabilidade que lhes cabe em manterem a cidade em condições de ser habitada normalmente. As declarações de ambos foram tão infelizes que mereciam logo ser confinados em presídio e julgados em júri popular, não só pela incúria e desleixo de suas péssimas administrações, como de crimes anteriores cada vez mais presentes hoje, como o enriquecimento notóriamente ílicito do Sérgio Cabral Fº, um irresponsável falastrão cujo lugar é na cadeia!

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  2. Tudo o que você disse a respeito da incompetência do prefeito do Rio serve para o nosso prefeito de Niterói. Infelizmente, fomos a bola da vez nas tragédias provocadas pelas águas que fecham o verão. Dos meus cinquenta e um anos, só me recordo de ver e ouvir notícias de tragédias desse porte envolvendo o Rio e Petrópolis. Julgávamos afortunados por não sermos atingidos pelas catástrofes naturais, apesar de estarmos do outro lado da baía, com uma geografia tão similar (guardadas as proporções).
    Porém, como reza o ditado popular, "um dia a casa cai". Lamentavelmente, várias casas caíram aqui e nos vemos completamente abandonados à própria sorte, já que nosso alcaide se revelou um tremendo omisso. A impressão que nos passa é que nossa prefeitura está totalmente desnorteada, deixando para os nossos heróis de verdade, os bombeiros, a função de resolver a calamidade que nos abateu.
    Não fui diretamente atingida, mas poderia ter sido, pois várias estradas sofreram deslizamentos, fazendo com que carros fossem arrastados. Tenho irmã, sobrinhos e tia isolados na região oceânica, porque as vias que ligam o resto da cidade estão interditadas. Até quando nossa sociedade irá continuar votando com tamanha displicência? Jorge Roberto Silveira está no governo há mais de vinte anos, ainda que indiretamente, uma vez que seus sucessores eram do seu partido ou correligionário, e, no entanto, vem agora culpar as pessoas que sofreram o desastre por estarem em áreas de risco. E o que ele fez durante tanto tempo em relação à política de habitação e saneamento? Só soube dar licença para novos empreendimentos imobiliários, fazendo com que a cidade tenha se transformado num imenso canteiro de obras, em que mais de quarenta novos prédios estão sendo levantados! Lamentavelmente, é com a vida que se paga pela irresponsabilidade na hora de eleger nossos governantes.

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  3. Anônimo10:48 AM

    Prezados(as),

    Em quem vocês votarão para Governador e Deputado do RJ, em OUTUBRO próximo.......

    Enquanto a maioria dos contribuintes-eleitores for de IGNORANTES em política, os "espertos" continuarão fazendo a festa......

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  4. Pedro:

    Pelo que estou lendo, assistindo e ouvindo, quem tem culpa de tudo, definitivamente, é a população pobre, que construiu suas casas onde não deveria. É o que fica evidente nos pronunciamentos das autoridades constituídas.
    Os administradores públicos, conscientes ou não, governam para uma sociedade fundamentada na exclusão, na diferença e na indiferença. Nunca valorizarão o trabalho, base de tudo, porque eles enxergam nos homens e mulheres dos bairros dos subúrbios e das favelas apenas uma fonte de mão-de-obra barata a ser explorada diariamente e um manancial de votos para a confirmação da ordem política.
    A letra da lei é bonita e só vale no papel, como todos sabem. É fácil, na tragédia, transferir a responsabilidade para a população, incriminando-a como sempre fizeram ao longo da História. Porém, é negado aos pobres e aos miseráveis o direito de habitar com o mínimo de dignidade e em condições salubres, apesar de estar consignado na Constituição (artigo 6º).
    Não podemos perdoar estes políticos, pois o problema não é a falta de dinheiro, tecnologia e áreas em condições de construir residências dignas para todos. Não fazem porque não querem e por ser próprio do regime em que vivemos a manutenção da desigualdade, apesar de ser apregoado, por todos os cantos, que constituímos uma sociedade livre e democrática.
    Enquanto houver a exploração de homens e mulheres, os idosos não forem amparados e as crianças viverem sem esperança de futuro, tudo estará na mais perfeita ordem natural das coisas, com chuva ou qualquer outra forma de tragédia que recaia sobre nós.
    Manifesto minha tristeza por tudo isto, que não é novo e infelizmente se repetirá amanhã ou depois de amanhã, na medida em que não existe interesse de acabar com esta lamentável situação. O duro é ver governantes na televisão com charme de tristeza e cara de choro diante de famílias que jamais protegeram ou protegerão.

    Jorge Rubem Folena de Oliveira

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  5. Anônimo12:32 PM

    Excelentes os comentários. Partilho das opiniões expressas, especialmente do José Rubem Folena. Assim como Maria Helena, que mora em Niteroi, recebi e-mail do professoer Jileno, de São Gonçalo, informando que o caos lá é maior do que aparece. O que Maria Helena fala é a pura expressão da verdade. Niterói ainda não havia provado de tragédias dessa envergadura. E seu prefeito não está preparado para a degradação urbana. Insisto em que tudo decorre do foco: infelizmente os adnistradores trabalham para empreiteiros - e em causa própria, de olho nas propinas. Nisso, não há praticamente exceções a registrar em partido nenhum.

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  6. Excelentes os comentários. Partilho das opiniões expressas, especialmente do José Rubem Folena. Assim como Maria Helena, que mora em Niteroi, recebi e-mail do professoer Jileno, de São Gonçalo, informando que o caos lá é maior do que aparece. O que Maria Helena fala é a pura expressão da verdade. Niterói ainda não havia provado de tragédias dessa envergadura. E seu prefeito não está preparado para a degradação urbana. Insisto em que tudo decorre do foco: infelizmente os adnistradores trabalham para empreiteiros - e em causa própria, de olho nas propinas. Nisso, não há praticamente exceções a registrar em partido nenhum.

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  7. Porfírio, deu agora 161 mortos GOVERNANTES:
    DEIXAR ACONTECER PARA DEMONSTRAR APARENTE AÇÃO, NÃO TRAZ DE VOLTA OS PATRIOTAS QUE TRÁGICAMENTE PERDEM SUAS VIDAS.
    Ex-Ministério da Integração Nacional, no início do segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Geddel Vieira Lima, se esqueceu que seu mandato deveria beneficiar com recursos todos os municípios brasileiros, de acordo com suas necessidades de forma equânime.
    Geddel transferiu 254milhões para a Bahia – 1.500milhões para RJ e 3.000milhões para SC
    VEJAM NOSSOS IRMÃOS NO RIO DE JANEIRO COMO ESTÃO E NÓS FICAMOS NOS SENTINDO IMPOTENTES SEM SABER O QUE FAZER PARA AJUDAR?
    Geddel é pré-candidato ao governo da Bahia PELO PMDB e se auto-promoveu em campanha antecipada proibida pelo TSE com outdoors, panfletos e adesivos.
    O Prefeito do partido PT, espalha que se esqueceu de pedir a ajuda de verbas ao governo!, não a fizeram em tempo hábil!; os munícipes não recebem infra-estrutura entupindo os bueiros,e provocando mais enchentes,surgem as doenças transtornando o cidadão.
    O IPTU aumentou assustadoramente; para onde está indo o dinheiro dos impostos que paga o cidadão, para não receber infra-estrutura?. Acima está a resposta Porfírio Postei em Protógenes, abraços,

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  8. E O PIOR, É QUE A JUSTIÇA NÃO FUNCIONA... — 08 DE ABRIL DE 2010.

    Vou explicar:
    Estou completamente de acordo com Pedro Porfírio: a incompetência, ou coisa pior, é dos que "gerem" a Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro, e também, do Governo do Estado.

    Aqui em Senador Camará, já temos 7 (sete) ações judiciais, em "andamento", que foram abertas em face da pessoa jurídica Município do Rio de Janeiro. Cinco são por causa de obras erradas e lesivas (SMO) e outras duas por causa da sujeira (COMLURB).
    Em nenhuma delas o Judiciário Carioca se dignou em deferir a ANTECIPAÇÃO DA TUTELA, mesmo ficando bem demonstrada a premência e imperiosidade de o Réu (o Município) executar a contento o seu dever institucional de bem prestar serviços.

    SENADOR CAMARÁ ESTÁ SE FAVELIZANDO e as autoridades do Município são incapazes de realizar o "seu dever". Pede-se que o Judiciário determine, mas este também não "funciona"... — é o caos!!!

    A desfaçatez do Município do RJ é tão grande, que chegam a responder que: NÃO FIZERAM DIREITO E NEM CORRIGIRAM OS ERROS, PORQUE NÃO HOUVE NENHUMA CATÁSTROFE, ACIDENTE OU MORTE NO LOCAL....

    É MOLE ? ou quer mais ? isto está escrito nos autos do Processo lá na Vara da Fazenda...

    É A CERTEZA DA IMPUNIDADE !!!

    Parabéns Pedro Porfírio pelo comentário sobre "a chuva de abril de 2010".

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  9. Mauricio8:21 PM

    Há 2 dias atrás assisti um programa da TV NHK do Japão, mostrando diversas cidades japonesas, onde pude observar que,várias delas, localizavam-se nas partes baixas de morros e montanhas. O que me chamou a atenção é que não existiam construções nas encostas dos morros e tudo que se podia notar nestes morros era uma mata de puro verde repleta de árvores. O problema dessa mortandade toda quando chove no Rio, decorre dos deslizamentos de terra devido ao desmatamento das encostas, provocado pela ocupação desordenada. De quebra, o lixo acumulado que desce na enxurrada é o principal responsável pelas enchentes na cidade, que também provoca um grande número de mortes. Então vamos direto ao ponto: como fazer para desocupar os morros do Rio, retirando barracos e mansões, reflorestá-los e transferir os moradores para residências dígnas e com segurança? Quem vai fazer isso? Quando? A população vai topar? Ou vai partir para a violência? Vai acontecer outra catástrofe?

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  10. Aditando o meu comentário:
    Esqueci-me de dizer que eles (“gerentes” do Município do RJ) desconhecem o que seja PODE DE POLÍCIA. – Digo isto, porque, junto à Administração Regional de Bangu e junto à Subprefeitura de Bangu eu tentei explicar o seria tal coisa. Como não consegui me fazer entender, coloquei a explicação, retirada do livro do Eminente Ely Lopes Meirelles, dentro de uma “NOTIFICAÇÃO EXTRAJUDICIAL”, na qual pedíamos várias providências, mas, mesmo assim eles não nos atenderam.

    A má “ocupação do solo”, exercida pelo HIPOSSUFICIENTE TÉCNICO que é o povão, cresce devido, exatamente, pelo NÃO-EXERCÍCIO DO PODER DE POLÍCIA pelos Agentes da(s) Prefeitura(s), e, aí, ocorrem as CALAMIDADES. Existe aqui em Senador Camará um rio (córrego ou talvegue) muito “agargantado” e assoreado, cujo Diário Oficial há CINCO anos listou 66 casas para serem demolidas. Confirmando: há CINCO ANOS !!! — Porém, nem o César Maia e nem o Eduardo Paes colocaram em prática o “exercício do poder de polícia” que é seu dever institucional. Há poucos dias, mandamos e-mail para faleconosco@palaciodacidade.rio.rj.gov.br , por diversas vezes, para a OUVIDORIA DA PREFEITURA e também acionamos o Dr. André Luiz Nicolitt e o seu antecessor (ambos do XVII JEC) quanto ao abandono do Bairro de Senador Camará, mas, nenhuma dessas autoridades quis tomar a mais mínima providência. ESTÃO ESPERANDO A “casa arrombada” PARA POR O “cadeado na porta”. E, por derradeiro, termos um belo comentário de Pedro Porfírio...

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  11. Sr. Marcos Pinto Bastos, desculpe não avisá-lo mas postei o Blog do Porfírio Livre em Protógenes contra a corrupção aquí em São Paulo e o seu comentário também; meu comentário está abaixo, para minha casa e família vieram amigos que moram em Niterói, ficarão até que a prefeitura tome as providências de infra-estrutura, abraços fraternos.

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  12. Anônimo2:47 AM

    As coisas, às vezes, são mais complicadas so que aparentam serem. Sou testemunha auricular de um dato acontecido em São Gonçalo. O srdoso prefeito Lavoira fez uma palestra no IECN, no que foi sua ultima e vitoriosa campanha eleitoral, na qual falou do projeto que tinha para transfprmar o morro da Brasilândia em um parque florestal. Como havia perdido a eleição ( seu candidato não logrou exito nas urnas), na campanha de então, ele encontrou um conjunto residencial especialmente construído para abrigar pessoas da vizinha Niterói. Porque digo isto? É para mostrar que os projetos de um governante não trm continuidade se a vertente política muda. Se a merda fede, culpa-se o antecessor ou o atual se o mesmo não for da corrente supra. Quem segurar a batata quente é que se trumbica e o povo humilde é quem sofre os danos. Uma lástima!

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  13. Porfírio e amigos,vocês são do RJ eu sou de SP, somos todos irmãos pertencentes ao mesmo solo e a mesma Pátria, estamos neste mundo de passagem.
    A vida não é regrada apenas de filosofia, deve-se ir a luta, acordar as 05:da manhã,dormir tarde da noite após rever lições ou compromissos para o dia seguinte
    Este é o ritmo da luta pela sobrevivência, tornando cada minuto da vida muito precioso.
    O Governo Federal nunca se preocupou com a reforma agrária para descentralizar sua população mantendo-as em seu habitar de origem dando-lhes condições de uma vida digna sem terem que sair pelo mundo a fora em busca de emprego, de melhor qualidade de vida, acabando por viverem miseravelmente em favelas sujeitando-se as humilhação de ver
    à água invadir seus barracos, ou ver o morro despencando abaixo, aonde muitos perdem a vida e aqueles que ficam perdem a esperança de viver com dignidade, como aconteceu com os nossos irmãos em São Paulo , Rio de Janeiro, e outras cidades.
    Somente catástrofes.
    A infra-estrutura existente, não atende o excesso de população surgem os problemas junto a eles surgem as conivências, junto a elas vem a corrupção que tanto combatemos.
    Nossos irmãos estão sofrendo, passando pela humilhação de dormir em barracas ou em ginásios, ou sei lá aonde, por não terem a quem recorrer.
    Não é o FGTS liberado, que vai resolver o problema dessa gente, valor este que muitos nem ao menos sabem o que significa.
    O que vai resolver, é o prometido a vinte e cinco anos e não cumprido
    a reforma agrária, a reforma
    tributária, a infra-estrutura, escolas públicas da melhor qualidade oferecendo cultura ao cidadão, sem se preocuparem se ele vai se tornar inteligente e descobrir os desvios públicos, tirando as crianças das ruas, dos vícios, das drogas.
    Uma Nação somente se torna rica se tiver cultura. “Só pela educação um povo pode construir sua cidadania” Benjamin Constant.
    Portanto, é o que espero dos governantes daqui para frente, o fim do cinismo.
    abraços fraternos

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  14. Sr.Porfírio.
    A sua citação superficial a Carlos Lacerda contém injustiça e imprecisão. Digo-o porque conheci pessoalmente o notável governador, um dos melhores que o Rio teve, desde o Império. Não é verdade que a cidade nadasse em dinheiro. Embora o governador sofresse severa oposição federal, tinha, isto sim, um bom planejamento e, ele próprio, uma visão estratégica e uma voz de comando incríveis. Pergunte à minha amiga Sandra Cavalcanti e ela lhe dirá, em detalhes, como o dinheiro da Aliança para o Progresso chegou aqui. Porque os projetos não eram bons, eram ótimos.
    Em segundo lugar, é uma odiosa discriminação (para não dizer uma bobagem)dizer que a remoção das favelas foi um ato elitista, para separar pobres e ricos, para "higienizar" a zona sul, receptora de turistas, mandando o "povão" para lá onde "Deus me livre perdeu as botas". As favelas deviam ser retiradas pelas mesmas razões de hoje: são locais de habitação desordenada, impossíveis de urbanização adequada, caríssimos para implantação de infraestrutura básica. Favelas ficam (na maioria dos casos) em áreas de risco iminente e (por que não dizer claramente), estabelecidas em lugares onde a ocupação compacta, maciça, inviabiliza toda a estrutura do entorno, em termos de segurança, trânsito, locação de escolas e hospitais, abastecimento em geral (água, esgoto, alimentos), etc.
    E mais, cada família removida foi convencida ir, ninguém foi obrigado ou transferido à força. Todos foram levados a visitar previamente as futuras habitações, aprovaram a oferta, deram sugestões e viveram felizes para sempre.
    Há um estudo recente, devidamente ocultado, que demonstra que os moradores originais da Vila Kennedy e outros lugares (isolados e longínquos) até hoje falam com orgulho sobre o que representou em suas vidas a mudança proporcionada por Carlos Lacerda. Isto, apesar da degradação posterior, da falta de continuidade dos projetos e do despeito de todos os governantes que saem falando mal dos antecessores e sucessores.
    Isto não lhe tira as razões, no que elas tenham de verdadeiras, inclusive nas críticas que faz aos atuais governantes, mas devia ser mais cuidadoso ao acusar Carlos Lacerda de coisas que ele não fez. Ele foi um homem duro, valente, corajoso, não fazia acordos em questões de princípios éticos ou morais, era um empreendedor nato e mais, talvez tenha sido o único governante a dar a mão ao seu adversário, sem nada pedir em troca, nada, nada. Pergunte a Sandra Cavalcanti o episódio da perseguição feita ao candidato derrotado por ele na eleição para governador (Engenheiro Sergio Magalhães). Quando Lacerda descobriu mandou chamá-lo, tratou-o com dignidade e o reintegrou ao cargo que lhe dava sustento modesto à própria vida.

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  15. Anônimo1:56 PM

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Quem sou eu

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Jornalista desde 1961, quando foi ser repórter da ÚLTIMA HORA, PEDRO PORFÍRIO acumulou experiências em todos os segmentos da comunicação. Trabalhou também nos jornais O DIA e CORREIO DA MANHÃ, TRIBUNA DA IMPRENSA, da qual foi seu chefe de Redação, nas revistas MANCHETE, FATOS & FOTOS, dirigiu a Central Bloch de Fotonovelas. Chefiou a Reportagem da Tv Tupi, foi redator da Radio Tupi teve programa diário na RÁDIO CARIOCA. Em propaganda, trabalhou nas agências Alton, Focus e foi gerente da Canto e Mello. Foi assessor de relações públicas da ACESITA e assessor de imprensa de várias companhias teatrais. Teatrólogo, escreveu e encenou 8 peças, no período de 1973 a 1982, tendo ganho o maior prêmio da crítica com sua comédia O BOM BURGUÊS. Escreveu e publicou 7 livros, entre os quais O PODER DA RUA, O ASSASSINO DAS SEXTAS-FEIRAS e CONFISSÕES DE UM INCONFORMISTA. Foi coordenador das regiões administrativas da Zona Norte, presidente do Conselho de Contribuintes e, por duas vezes, Secretário Municipal de Desenvolvimento Social. Exerceu também mandatos em 4 legislaturas na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, sendo autor de leis de grande repercussão social.