domingo, 25 de janeiro de 2009

A impunidade de Israel vista por Eduardo Galeano


O escritor Eduardo Galeano (foto) lembra que Israel é o país que jamais cumpre as recomendações nem as resoluções da ONU, o que nunca acata as sentenças dos tribunais internacionais, o que burla leis internacionais e também o único país que legalizou a tortura de prisioneiros. Galeano pergunta: quem deu a Israel o direito de negar todos os direitos? Acaso a tragédia do Holocausto implica apólice de eterna impunidade? Ou esse sinal verde provém dos EUA, potência mandona, que tem em Israel o mais incondicional dos seus vassalos?

Eduardo Galeano
Tudo indica que esta carnificina de Gaza, que, segundo seus autores, pretende acabar com os terroristas, conseguira multiplicá-los.Desde 1948, os palestinos vivem condenados à humilhação perpétua.Não podem nem respirar sem autorização.Perderam a sua pátria, as suas terras, a sua água, a sua liberdade, perderam tudo. Nem sequer têm direito a eleger os seus governantes.Quando votam em quem não devem votar, são castigados.Gaza está a ser castigada; converteu-se numa ratoeira sem saída.Algo semelhante ao que ocorreu em 1932, quando o Partido Comunista triunfou nas eleições de El Salvador.Banhados em sangue, os salvadorenhos expiram o seu mau comportamento e desde então viveram submetidos a ditaduras militares.A democracia é um luxo que nem todos merecemSão filhos da impotência os foguetes caseiros que os militantes do Hamas, encurralados em Gaza, disparam com má pontaria sobre as terras que haviam sido palestinas e que a ocupação israelense usurpou.E o desespero, à margem da loucura suicida, é a mãe das bravatas que negam o direito de Israel à existência, gritos sem nenhuma eficácia, enquanto a muito eficaz guerra de extermínio está a negar, desde há anos, o direito à existência da Palestina.Já pouca Palestina resta.Passo a passo, Israel está a apagá-la do mapa.Os colonos invadem e atrás deles os soldados vão corrigindo a fronteira.As balas sacralizam o roubo, em legítima defesa.Não há guerra agressiva que não diga ser guerra defensiva.Hitler invadiu a Polônia para evitar que a Polônia invadisse a Alemanha.Bush invadiu o Iraque para evitar que o Iraque invadisse o mundo.Em cada uma das suas guerras defensivas, Israel devorou outro pedaço da Palestina, e os almoços prosseguem.A devoração justifica-se pelos títulos de propriedade que a Bíblia concedeu, pelos dois mil anos de perseguição que o povo judeu sofreu e pelo pânico que geram os palestinos à espreita.Israel é o país que jamais cumpre as recomendações nem as resoluções das Nações Unidas, o que nunca acata as sentenças dos tribunais internacionais, o que burla leis internacionais, e é também o único país que legalizou a tortura de prisioneiros.Quem lhe deu o direito de negar todos os direitos?De onde vem a impunidade com que Israel está a executar a matança de Gaza?O governo espanhol não terá podido bombardear impunemente o País Vasco para acabar com a ETA, nem o governo britânico terá podido arrasar a Irlanda para liquidar o IRA.Acaso a tragédia do Holocausto implica uma apólice de eterna impunidade?Ou esse sinal verde provém da potência mandona que tem em Israel o mais incondicional dos seus vassalos?O exército israelense, o de armamento mais moderno e refinado do mundo, sabe a quem mata.Não mata por erro.Mata por horror.As vítimas civis chamam-se danos colaterais, conforme o dicionário de outras guerras imperiais.Em Gaza, de cada dez danos colaterais, três são crianças.E somam milhares os mutilados, vítimas da tecnologia do esquartejamento humano, que a indústria militar está a ensaiar com êxito nesta operação de limpeza étnica.E como sempre, sempre o mesmo: em Gaza, cem a um.Por cada cem palestinos mortos, um israelense.Gente perigosa, adverte o outro bombardeamento, a cargo dos meios maciços de manipulação, que nos convidam a acreditar que uma vida israelense vale tanto como cem vidas palestinas.E esses meios também nos convidam a acreditar que são humanitárias as duzentas bombas atômicas de Israel, e que uma potência nuclear chamada Irã foi a que aniquilou Hiroshima e Nagasaki.A chamada comunidade internacional, existe?Será algo mais que um clube de mercadores, banqueiros e guerreiros?Será algo mais que o nome artístico que os Estados Unidos se põem quando fazem teatro?Perante a tragédia de Gaza, a hipocrisia mundial brilha mais uma vez.Como sempre, a indiferença, os discursos vazios, as declarações ocas, as declarações altissonantes, as posturas ambíguas rendem tributo à sagrada impunidade.Perante a tragédia de Gaza, os países árabes lavam as mãos.Como sempre.E como sempre, os países europeus esfregam as mãos.A velha Europa, tão capaz de beleza e de perversidade, derrama uma ou outra lágrima, enquanto secretamente celebra esta jogada de mestre.Porque a caça de judeus foi sempre um costume europeu, mas desde há meio século essa dívida histórica está a ser cobrada aos palestinos, que também são semitas e que nunca foram, nem são, anti-semitas.Eles estão a pagar, em sangue contante a sonante, uma conta alheia.(Este artigo é dedicado aos meus amigos judeus assassinados pelas ditaduras latino-americanas que Israel assessorou. Eduardo Galeano).

domingo, 18 de janeiro de 2009

Salvacionismo e revolta dos fatos

Sérgio Muylaert*

O Mundo passa por uma reviravolta silenciosa. Menos que qualquer suposta revolução, é a inconformidade diante do sistema de dominação concentracionista, cujo poder chega à exaustão. As fórmulas para contemplar a realidade já não prestam ao seu enfrentamento por intolerância mútua, entre os que dominam cultural, econômica e socialmente, e os bilhões de massificados e excluídos. Os mitos são sacudidos a partir do reconhecimento acerca do uso inadequado dos meios de produção, recursos naturais, e formas brutais de exploração do trabalho alheio.

Reflexões filosóficas e conjecturas políticas, a parte, o povo norte-americano pretendeu em nome da democracia pluralista e representativa que orienta a mentalidade daquele mesmo povo, um presidente negro, egresso dos bidonvilles, com a sensação de cumprir o dever cívico. O figurino de abertura de créditos oficiais, tanto americano como europeu, exibido na imprensa diária, não explica se estas serão medidas econômicas para salvar peles de sobreviventes e insepultos e deixa a desejar aqueles que não pretendem ser ludibriados.

À revelia do que venha a ocorrer aos mega estelionatários deste supermercado financeiro, os gigantes da economia deram prova sobre os limites da liberdade de iniciativa quando obtiveram, em final de governo, chancela oficial favorável a sua recuperação financeira. Mas nada se diz na imprensa para referendar políticas públicas de salvamento dos milhões de excluídos. A política econômica que se inicia sob administração do presidente Obama estaria voltada para este fim? Dos resultados eleitorais obtidos as nossas comunidades pensantes e elites podem extrair mais que o imediato, no sentido de reverter o sacrifício, o holocausto, dos que não possuem nenhum acesso a esses elementares direitos econômicos.

No Brasil, palavras de ordem menos exclusivistas do que as emitidas por um único setor se fazem necessárias. O desemprego em massa, a redução de jornada de trabalho o fim da estabilidade, segundo pensamento que remanesce na imprensa, devem orientar para bem esta mesma ordem econômica, em cuja raiz os mais diretamente atingidos nada opinaram para sua desestabilização. Perante os impasses e equívocos da economia em descontrole, o Conselho Superior Estratégico, colegiado em que se inspira a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, ao que se afirma na imprensa, tende ao infalível respaldo desta formidável solução nada original.

Para os rumos que devam ser seguidos – não somente no polêmico setor trabalhista e sindical – são as reiteradas e desconexas palavras de ordem, frente ao significado mais profundo do que trata o mercado interno, no texto constitucional. O discurso não deve servir, portanto, unicamente capitães de indústria, conforme a ordem imperial que atendesse baronias e ‘coronelatos’. Cuida-se, por ora, com requerida urgência, do conjunto das políticas públicas a partir de uma compreensão da ordem econômica vigente.

A revolta dos fatos sugere apontar para um tardio desvelamento teórico em que os dados econômicos preexistentes, emitidos sem explicação e no diapasão de sempre, são ecos da orquestração salvacionista para a mesma ordem falimentar. De onde esta preocupação cíclica diz somente no objetivo de ‘azeitar a máquina’, em nome da perpetuação de mecanismos concentracionistas do poder econômico privado. O assédio promovido na imprensa trouxe à luz o fenômeno da polarização, bem mais por fome de lucros do que exacerbado nacionalismo, de que se sabe no episódio da ameaça de corte do gás natural boliviano. A precipitada disputa que se insinuou entre dois estados, soberanos e vizinhos, em torno de interesses econômicos específicos, não comporta miopia ideológica.

O interesse público e coletivo deve preceder as regras dos contratos, sob o comando da boa-fé. No recente caso do apoio financeiro de um banco estatal brasileiro a firma brasileira, contratada para realizar no Equador serviços e obras de grande envergadura, deu-se o início a idêntico fenômeno, a partir da polarização. Os fatos não devem ser injustamente responsabilizados pela alegada incompreensão de alguns, ou, servirem de motivo e pretexto suficiente para destrutividade de uma ordem jurídica de integração regional. No caso do gás boliviano, o enlace urdido nas opiniões adversas e belicosas entra em choque com a construção pluralista preconizada pelo texto constitucional brasileiro. Excluída hipótese de condescendência e passividade, nos arranjos contratuais as cláusulas podem ser revistas a qualquer tempo par dirimir as controvérsias.
Vai longe a idéia da inamovibilidade e a intagibilidade dos direitos. A se comprovarem com as decisões recentes do STF quanto a direitos previdenciários e de aposentados. Convolada a questão prática é para lembrar dilema entre cláusula supostamente intocável (pacta sunt servanda) pela qual os pactos devem ser observados e cumpridos, em confronto com o expresso na idéia de que os contratos devem ser observados (rebus sic stantibus), seja, conforme estejam as coisas e circunstâncias.

No mais ao tomar o assento da cadeira presidencial dos EUA, no festejado 20 de janeiro, data do Sebastianismo, para os cariocas, Barack Obama surge como o novo e o mais poderoso homem deste planeta terminal. Com ele, respondemos todos, solidariamente. As digressões feitas cedem lugar aos valores antropológicos em que o direito biocêntrico deve restabelecer as oportunidades para uma ordem econômica menos injusta.
Sérgio Muylaert – Advogado, membro efetivo do IAB. Mestre em Direito. Autor de Estado Empresa Pública Mercado. SAFe, Porto Alegre, 1999.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

A paz impossível num país imposto pela fraude e pela força


Judeus protestam na Europa contra o sionismo

















“VEJA – O que será preciso para que Israel se integre na comunidade das nações pacíficas do mundo?
DAVID BEN-GURION – Primeiro, que todos os judeus do mundo venham para Israel; em segundo lugar, que os desertos que cobrem 80% da área do país sejam fertilizados; e, em terceiro, a paz com os árabes. Somente depois de atendidas essas três condições, Israel terá nascido de verdade”.
Entrevista concedida em maio de 1973, sete meses antes da morte de Ben-Gurion, “o patriarca de Israel”, no “retiro” a que se recolheu a partir de 1970.
“Foi nessa assembléia, em Genebra, que ele (Arafat) ofereceu um ramo de oliveira aos “primos israelenses”, em nome da paz. Todo mundo aplaudiu, mas, no outro dia, mesmo o Haaretz, o mais liberal jornal de Israel, deu apenas uma nota e em tom irônico, dizendo ser “estranho” que Arafat, de um lado, segurava o ramo de oliveira e, do outro lado, tinha um revólver. Mandei uma carta para o Haaretz, publicada dois dias depois, para observar que, se ele tinha o revólver, nós tínhamos a bomba atômica”.Gershon Knispel, artista plástico judeu, conhecido e consagrado internacionalmente (Entrevista à revista “Caros Amigos” 13/07/2002).


Deus queira que eu esteja redondamente enganado, mas pelo que me foi dado a ver e a pressagiar nas profundezas infernais do Oriente perdido, ainda há muito sangue a jorrar naquela que chamam inadvertidamente de “terra santa”. Falar de paz por lá é tentar enxugar gelo, eis que são ínvios os macabros caminhos percorridos e a insensatez sentou praça como ingrediente de um destino apocalíptico que se vislumbra a olho nu de uma corrosiva metástase a prova de qualquer morfina.
Perdoe-me as imagens funestas, mas para onde quer que deitemos o olhar só há morticínios à vista. Mais trágico do que contemplar a exibição de mortos em pencas numa das maiores concentrações humanas do planeta é imaginar a inevitável extensão da violência por toda uma região minada pela tétrica mescla de ódios milenares, crenças manipuladas e ambições desmedidas e destituídas de qualquer resquício de escrúpulo elementar.
Não há mais trégua que dure para além do por do sol. Digo isso mesmo depois da proposta do Hamas de um cessar-fogo por um ano a partir de agora. O clima de beligerância é a única fórmula de que dispõe o comando de um estado com defeito de nascença, até como recurso para atravessar incólume a maior de todas as crises porque já passou o arruinado sistema capitalista internacional.
A guerra ali é o pressuposto da sobrevivência de um modelo dependente dos dízimos recolhidos por todos os recantos do mundo. É também, em compensação, o alimento de uma indústria tão rendosa quanto vulnerável. Sem o sangue dos inocentes, sem a sombra do medo pasteurizado, o estado imposto se desintegra, abrindo um buraco abismal que poderá ser o sepulcro de um país alicerçado na conquista e na dominação.
Gaza em chamas é apenas o espelho de um pesadelo sazonal. Quem aperta o gatilho não o faz por impulsos passionais, sede de vingança ou destempero emocional. Antes, cada bomba lançada, inclusive o fósforo branco que desfigura a pele e esteriliza carradas de monstros humanos, é resultado de um milimétrico cálculo processado por mentes frias e racionais, dotadas de informações e propósitos dispostos estrategicamente.
Sionismo colonizador
Está mais do que provado: a adoção como manual de sobrevivência do minúsculo opúsculo do judeu assimilado que sonhava ser um discreto advogado/jornalista no confuso império austro-húngaro foi apenas o mote da legitimação de uma nova cruzada colonial de cartas marcadas, na qual seus patrocinadores operavam com informações privilegiados sobre o potencial petrolífero do Oriente Médio.
“O Estado Judeu”, o modesto livro de Theodor Hertz foi publicado em 1896. Já em 1882 os Rothschilds e o barão Maurice de Hirsh descarregavam a primeira leva de judeus russos e poloneses que se estabeleceriam na região da Galiléia com tudo pago por uma organização que se tornaria em 1900 a Jewish Colonization Association, uma companhia para o estabelecimento de judeus, criada na Inglaterra, pelo Barão Hirsh, dedicada à infiltração programada, principalmente na baixa Galiléia.
Os que bancaram a implantação dessas colônias não o fizeram como JUDEUS, mas como homens de negócios de olho no subsolo das terras de onde um povo nômade seguiu o destino da diáspora há dois mil anos – isto é, mil e quinhentos anos antes da colonização do Brasil e de toda a América.
Além dos Rothschild e do barão Hirsh, associaram-se nessa empreitada os banqueiros Goldsmid, Cassel, Macatta, Goldshimidt, Reinach, Cohen e Philipson, todos da Europa Ocidental. O plano de infiltração foi discutido em reuniões secretas em Bruxelas, organizadas por Franz Philipson (1852-1929), banqueiro e rabino, dono de negócios em várias partes do mundo.
O banqueiro-rabino concebeu também um “plano B”, com a emigração de judeus russos para a Argentina e Brasil. Aqui, onde Philipson construía uma estrada de ferro no centro do Rio Grande do Sul, o barão Maurice de Hirsh instalou em 1891, nas terras doadas em Santa Maria da Boca do Mato, a primeira colônia judaica, com 60 famílias trazidas da Bessarábia, seguindo-se outro grupo de 100 famílias, vindas da Província russa de Moguilev.
Já fazia mais de um século desde quando, em 1728, um grupo de judeus espanhóis e portugueses, expulsos de seus países pela Inquisição, comprou um terreno em Manhattan, Nova Iorque, para erguer a primeira sinagoga da cidade e consolidar a grande migração judaica para as Américas, preferidas pelos “perseguidos” da Europa Ocidental.
Longe do “lar nacional”
Essas manobras espelham a natureza do povo hebreu, cujo espírito errante persiste até hoje, o que acentua a alegação fraudulenta do Estado de Israel, onde vivem apenas 35% dos judeus do mundo, não obstante a inédita Resolução da ONU, aprovada sem qualquer fundamento jurídico, proclamando “o direito dos judeus” de criarem um país em terras alheias.
A sobrevivência da diáspora demonstra que a proposta do resgate “bíblico” não foi levada a sério pela maioria dos judeus, em maior número nos Estados Unidos do que na terra da colina de Sion. O próprio Theodor Herzl, o pai da idéia, preferiu ir ficando pela Europa, apesar do pavor que lhe causou a eleição, em 1895, de Karl Lueger, um antissemita declarado, para o governo de Viena.
Trocando em miúdos: decorridos 60 anos da imposição do estado racial aos legítimos donos da terra palestina, não há fundamento moral para a sua defesa em nome de “um refúgio seguro” para um povo “perseguido” reunificar-se. Tratou-se, portanto, de outro objetivo, o da usurpação na qual os judeus entram como testas de ferro dos ferozes interesses imperialistas supra-étnicos.
A paz impossível
Um país instalado pela força na terra dos outros jamais poderá falar em paz. Disso sabem, em primeiro lugar, os judeus que preferiram ficar espalhados por todas as paragens onde inexiste qualquer constrangimento ao seu convívio. Desconforto há, isso sim, como pensa a maioria dos judeus europeus, em ter de assimilar a política opressora adotada em Israel em nome da “causa”. Assim o demonstrou uma pesquisa do jornal britânico “The Guardian”, publicada em 2002.
Ao escrever seu livro e fundar uma organização sionista que se reunia na Basiléia, Suíça, Theodor Hertz temeu não ser levado a sério. Refletindo o ceticismo despertado no primeiro momento de sua proposta, conforme artigo do competente jornalista Zevi Ghivelder na revista “Morasha”, um rico industrial judeu declarou: "é claro que apóio a criação de um estado judeu. contanto que eu seja o embaixador na Áustria".
Vale lembrar que Hertz, falecido aos 44 anos, vítima de tuberculose, quase foi linchado no 6º Congresso Sionista, realizado em 1903, um ano antes de sua morte prematura, ao propor a instalação do Estado Judeu em Uganda, numa vasta área oferecida pela Inglaterra. Já com a saúde fragilizada, ele fracassara nas negociações com os turcos para reaver a “terra santa”.
Àquela altura, ele já havia perdido o controle do movimento sionista para os banqueiros que foram seduzidos pelos relatos do proeminente judeu lituano Eliezer Ben Yehuda (1858-1922), pai do hebraico moderno, que foi morar em Jerusalém em 1881 com sua esposa Deborah, e fez chegar ao Barão de Rotshschild informações preciosas sobre os vinhedos da Galiléia e sobre uso por lá da mesma substância inflamável descoberta na Pensilvânia em 1859. Um ano antes da sua chegada à região, havia jorrado petróleo em Meca, mas os árabes não sabiam o que fazer e temiam a cobiça estrangeira.
Tenho muito mais a falar, até porque mergulhei fundo nesse assunto apaixonante e tratado com incompetência por um mídia que, em sua quase totalidade, está abaixo do nível de pobreza intelectual tolerável. Espero que você entenda o porque da minha dedicação a um assunto tão explosivo e ameaçador para toda a humanidade.
coluna@pedroporfirio.com

domingo, 11 de janeiro de 2009

Carta aberta aos norte-americanos do rei da Jordânia em 1947

Rei Abdállah I
A Palestina, que tinha 1.000.000 de árabes e 100.00 judeus no final da Iª Guerra Mundial , passsou a ter em 1947, 1.200.000 árabes e 600.000 Judeus devido à política maciça de imigração implementada pelo movimento internacional sionista, com apoio das potências ocidentais. A proposta de partilha dava ao judeus 57% do teritório e aos árabes 43%. É claro que os árabes não podiam aceitar. A desporporção era enorme!


S.M., Rei Abdállah I



The American Magazine, novembro, 1947. E na internet, em
http://politics.propeller.com/story/2006/08/03/as-the-arabs-see-the-jews/,
"Esse fascinante ensaio, escrito pelo avô do rei Hussein, Rei Abdállah I, foi publicado nos EUA seis meses antes do início da Guerra de 1948, entre israelenses e palestinos".

É prazer especial dirigir-me ao público norte-americano, porque o trágico problema da Palestina não será jamais resolvido sem a simpatia dos norte-americanos, sem seu apoio, sem que compreendam.

Já se escreveram contudo tantas palavras sobre a Palestina
- é talvez o assunto sobre o qual mais se escreveu em toda a história -, que hesito. Mas tenho de falar,
porque acabei por concluir que o mundo em geral, e os EUA em especial, sabem praticamente nada sobre a causa
pela qual os árabes realmente lutam.

Nós, árabes, acompanhamos a imprensa dos EUA, talvez
muito mais do que os senhores pensem. E nos perturba muito
constatar que, para cada palavra impressa a favor dos
árabes, imprimem-se mil a favor dos sionistas. Há muitas
razões para que isto aconteça.

Vivem nos EUA milhões de cidadãos judeus interessados
nesta questão. Eles têm vozes fortes, falam muito e
conhecem bem os recursos da divulgação de notícias. E há
poucos cidadãos árabes nos EUA, e ainda não conhecemos
bem as técnicas da propaganda moderna.

Os resultados disto têm sido alarmantes. Vemos na imprensa
dos senhores uma horrível caricatura de nós mesmos e lemos
que aquele seria nosso verdadeiro retrato. Para que haja
justiça, não podemos deixar que esta caricatura seja
tomada por nosso retrato verdadeiro.

Nosso argumento é bem simples: por quase 2.000 anos, a
Palestina foi quase 100% árabe. Ainda é preponderantemente
árabe, apesar do enorme número de judeus imigrantes. Mas
se continuar a imigração em massa, em pouco tempo seremos
minoria em nossa própria casa.

A Palestina é país pequeno e muito pobre, quase do
tamanho do estado de Vermont. A população árabe é de
apenas 1,2 milhão de pessoas. E fomos obrigados a receber,
contra nossa vontade, cerca de 600 mil judeus sionistas. E
nos ameaçam com muitos mais centenas de milhares.

Nossa posição é tão simples e natural, que surpreende
que tenha sido questionada. É exatamente a mesma posição
que os EUA adotaram em relação aos infelizes judeus
europeus. Os senhores lamentam que eles sofram o que sofrem
hoje, mas não os querem em seu país.

Tampouco nós os queremos em nosso país. Não porque sejam
judeus, mas porque são estrangeiros. Não queremos centenas
de milhares de estrangeiros em nosso país, sejam ingleses,
noruegueses, brasileiros, o que sejam.

Pensem um pouco: nos últimos 25 anos, fomos obrigados a
receber população equivalente a um terço do total de
habitantes nativos. Nos EUA, seria o mesmo que o país ser
obrigado a receber 45 milhões de estrangeiros, contra a
vontade dos norte-americanos, desde 1921. Como os senhores
reagiriam a isto?

Por nossa reação perfeitamente natural, contra sermos
convertidos em minoria em nossa terra, somos chamados de
nacionalistas cegos e anti-semitas impiedosos. A acusação
seria cômica, se não fosse tão perigosa.

Nenhum povo da Terra jamais foi menos anti-semita que os
árabes. Os judeus sempre foram perseguidos quase
exclusivamente por nações ocidentais e cristãs. Os
próprios judeus têm de admitir que nunca, desde a Grande
Diáspora, os judeus desenvolveram-se com tanta liberdade e
alcançaram tanta importância quanto na Espanha enquanto a
Espanha foi possessão árabe. Com pequenas exceções, os
judeus viveram durante séculos no Oriente Médio, em
completa paz e amizade com seus vizinhos árabes.

Damasco, Bághdade, Beirute e outros centros árabes sempre
incluíram grandes e prósperas comunidades de judeus. Até
o início da invasão sionista na Palestina, estes judeus
receberam tratamento mais generoso - muito, muito mais
generoso - do que o que receberam na Europa cristã. Hoje,
infelizmente, pela primeira vez na história, aqueles judeus
começam a sentir os efeitos da resistência árabe ao
assalto sionista. Muitos judeus estão tão ansiosos quanto
os árabes e querem o fim do conflito. Muitos destes judeus
que encontram lar acolhedor entre nós ressentem-se, como
nós, com a chegada de tantos estrangeiros.

Por muito tempo intrigou-me muito a estranha crença, que
aparentemente persiste nos EUA, segundo a qual a Palestina
sempre teria sido, de algum modo, "terra dos
judeus". Recentemente, conversando com um
norte-americano, desfez-se o mistério. Disse-me ele que a
maioria dos norte-americanos só sabem, sobre a Palestina, o
que lêem na Bíblia. Dado que havia uma terra dos judeus no
tempo de que a Bíblia fala, pensam eles, concluem que nada
tenha mudado desde então.

Nada poderia ser mais distante da verdade. E, perdoem-me,
é absurdo recorrer ao alvorecer da história, para concluir
sobre quem 'mereceria' ser dono da Palestina de
hoje. Contudo, os judeus fazem exatamente isto, e tenho de
responder a este "clamor histórico". Pergunto-me
se algum dia houve no mundo fenômeno mais estranho do que
um grupo de pessoas pretenderem, seriamente, reclamar
direitos sobre uma terra, sob a alegação de que seus
ancestrais ali teriam vivido há 2.000 anos!

Se lhes parecer que argumento em causa própria, convido-os
a ler a história documentada do período e verificar os
fatos.

Registros fragmentados, que são os que há, indicam que os
judeus viviam como nômades e chegaram do sul do Iraque ao
sul da Palestina, onde permaneceram por pouco tempo; e
então moveram-se para o Egito, onde permaneceram por cerca
de 400 anos. À altura do ano 1300 a.C. (pelo calendário
ocidental), deixaram o Egito e gradualmente dominaram alguns
- mas não todos - os habitantes da Palestina.

É significativo que os Filistinos - não os judeus -
tenham dado nome ao país. "Palestina" é,
simplesmente, a forma grega equivalente a
"Philistia".

Só uma vez, durante o império de David e Salomão, os
judeus chegaram a controlar quase toda - mas não toda -
a terra que hoje corresponde à Palestina. Este império
durou apenas 70 anos e terminou em 926 a.C. Apenas 250 anos
depois, o Reino de Judá já estava reduzido a uma pequena
província em torno de Jerusalém, com território
equivalente a 1/4 da Palestina de hoje.

Em 63 a.C., os judeus foram conquistados pelo romano
Pompeu, e nunca mais voltaram a ter nem vestígio de
independência. O imperador Adriano, romano, finalmente os
subjugou em circa 135 d.C. Adriano destruiu Jerusalém,
reconstruiu-a sob outro nome e, por centenas de anos, nenhum
judeu foi autorizado a entrar na cidade. Poucos judeus
permaneceram na Palestina; a enorme maioria deles foram
assassinados ou fugiram para outros países, na Diáspora,
ou Grande Dispersão. Desde então, a Palestina deixou de
ser terra dos judeus, por qualquer critério racional
admissível.

Isto aconteceu há 1.815 anos. E os judeus ainda aspiram
solenemente à propriedade da Palestina! Se se admitir este
tipo de fantasia, far-se-á dançar o mapa do mundo!

Os italianos reclamarão a propriedade da Inglaterra, que
os romanos dominaram por tanto tempo. A Inglaterra poderá
reclamar a propriedade da França, "pátria" dos
normandos conquistadores. Os normandos franceses poderão
reclamar a propriedade da Noruega, "pátria" de
seus ancestrais. Os árabes, além disto, poderemos reclamar
a propriedade da Espanha, que dominamos por 700 anos.

Muitos mexicanos reclamarão a propriedade da Espanha,
"pátria" de seus pais ancestrais. Poderão exigir
a propriedade também do Texas, que pertenceu aos mexicanos
até há 100 anos. E imaginem se os índios norte-americanos
reclamarem a propriedade da terra da qual foram os únicos,
nativos, ancestrais donos, até há apenas 450 anos!

Nada há de caricato, aí. Todas estas aspirações e
demandas são tão válidas e justas - ou tão fantasiosas
- quanto a "ligação histórica" que os judeus
alegam ter com a Palestina. Muitas outras ligações
históricas são muito mais válidas do que esta.

De qualquer modo, a grande expansão muçulmana, dos anos
650 d.C., definiu tudo e dominou completamente a Palestina.
Daquele tempo em diante, a Palestina tornou-se completamente
árabe, em termos de população, de língua e de religião.
Quando os exércitos britânicos chegaram à Palestina,
durante a última guerra, encontraram 500 mil árabes e
apenas 65 mil judeus.

Se uma sólida e ininterrupta ocupação árabe, por 1.300
anos, não torna árabe um país... o que mais seria
preciso?

Os judeus dizem, com razão, que a Palestina é a terra de
sua religião. Parece ser o berço da cristandade. Mas, que
outra nação cristã faz semelhante reivindicação? Quanto
a isto, permitam-me lembrar que os cristãos árabes - e
há muitas centenas de milhares de cristãos árabes no
mundo árabe - concordam absolutamente com todos os
árabes, e opõem-se, também, à invasão sionista da
Palestina.

Permitam-me acrescentar também que Jerusalém, depois de
Meca e Medina, é a cidade mais sagrada no Islam. De fato,
nos primórdios de nossa religião, os muçulmanos
rezávamos voltados para Jerusalém, não para Meca.

As "exigências religiosas" que os judeus fazem,
em relação à Palestina, são tão absurdas quanto as
"exigências históricas". Os Lugares Santos,
sagrados, para três grandes religiões, devem ser abertos a
todos, não monopólio de qualquer delas. E não confundamos
religião e política.

Tomam-nos por desumanos e sem coração, porque não
aceitamos de braços abertos talvez 200 mil judeus europeus,
que sofreram tão terrivelmente a crueldade nazista e que
ainda hoje - quase três anos depois do fim da guerra -
ainda definham em campos gelados, deprimentes. Permitam-me
destacar alguns fatos.

A inimaginável perseguição aos judeus não foi obra dos
árabes: foi obra de uma nação cristã e ocidental. A
guerra que arruinou a Europa e tornou impossível que estes
judeus se recuperassem foi guerreada exclusivamente entre
nações cristãs e ocidentais. As mais ricas e mais vazias
porções do planeta pertencem, não aos árabes, mas a
nações cristãs e ocidentais.

Mesmo assim, para acalmar a consciência, estas nações
cristãs e ocidentais pedem à Palestina - país
muçulmano e oriental muito pequeno e muito pobre - que
aceite toda a carga. "Ferimos terrivelmente esta
gente", grita o Ocidente para o Oriente. "Será
que vocês podem tomar conta deles, por nós?" Não
vemos aí nem lógica nem justiça. Não somos, os árabes,
"nacionalistas cruéis e sem coração"?

Os árabes somos povo generoso: nos orgulhamos de "a
hospitalidade árabe" ser expressão conhecida em todo
o mundo. Somos solidários: a ninguém chocou mais o terror
hitlerista do que aos árabes. Ninguém lastima mais do que
os árabes o suplício pelo qual passam hoje os judeus
europeus.

Mas a Palestina já acolheu 600 mil refugiados. Entendemos
que ninguém pode esperar mais de nós - nem poderia
esperar tanto. Entendemos que é chegada a vez de o resto do
mundo acolher refugiados, alguns deles, pelo menos.

Serei completamente franco. Há algo que o mundo árabe
simplesmente não entende. Dentre todos os países, os EUA
são os que mais pedem que se faça algo pelos judeus
europeus sofredores. Este pedido honra a humanidade pela
qual os EUA são famosos e honra a gloriosa inscrição que
se lê na Estátua da Liberdade.

Contudo, os mesmos EUA - a nação mais rica, maior, mais
poderosa que o mundo jamais conheceu - recusa-se a receber
mais do que um pequeníssimo grupo daqueles mesmos judeus!

Espero que os senhores não vejam amargura no que digo.
Tentei arduamente entender este misterioso paradoxo. Mas
confesso que não entendo. Nem eu nem nenhum árabe.

Talvez tenham ouvido dizer que "os judeus europeus
querem ir para a Palestina e nenhum outro lugar lhes
interessa."

Este mito é um dos maiores triunfos de propaganda, da
Agência Judaica para a Palestina, a organização que
promove com zelo fanático a emigração para a Palestina.
É sutil meia-verdade; portanto, é duplamente perigosa.

A estarrecedora verdade é que ninguém no mundo realmente
sabe para onde estes infelizes judeus realmente querem ir!

Imaginar-se-ia que, tratando-se de questão tão grave, os
americanos, ingleses e demais autoridades responsáveis
pelos judeus europeus teriam pesquisado acurada e
cuidadosamente - talvez por votos -, para saber para
onde cada judeu realmente deseja ir. Surpreendentemente,
jamais se fez qualquer levantamento ou pesquisa! A Agência
Judaica para a Palestina impediu-o.

Há pouco tempo, numa conferência de imprensa, alguém
perguntou ao Comandante Militar norte-americano na Alemanha
o que lhe dava tanta certeza de que todos os judeus
quisessem ir para a Palestina. Sua resposta foi simples:
"Fui informado por meus assessores judeus."
Admitiu que não houvera qualquer votação ou levantamento.
Houve preparativos para uma pesquisa, mas a Agência Judaica
para a Palestina fez parar tudo.

A verdade é que os judeus, nos campos de concentração
alemães, estão hoje sob intensa pressão de uma campanha
sionista, por métodos aprendidos do terror nazista. É
perigoso, para qualquer judeu, declarar que prefere outro
destino que não seja a Palestina. Estas vozes dissonantes
têm sofrido espancamentos severos e castigos ainda piores.

Também há pouco tempo, na Palestina, cerca de 1.000
judeus austríacos informaram à organização internacional
de refugiados que gostariam de voltar à Áustria e já se
planejava o seu repatriamento. Mas a Agência Judaica para a
Palestina soube destes planos e aplicou forte pressão
política para que o repatriamento não acontecesse. Seria
má propaganda, contrária aos interesses sionistas, que
houvesse judeus interessados em deixar a Palestina. Os cerca
de 1.000 austríacos ainda estão lá, contra a vontade
deles.

O fato é que a maioria dos judeus europeus são
ocidentais, em termos de cultura e práticas de vida, com
experiência e hábitos urbanos. Não são pessoas das quais
se deva esperar que assumam o trabalho de pioneiros, na
terra dura, seca, árida da Palestina.

Mas é verdade, sim, pelo menos um fato. Como estão postas
hoje as opções, a maioria dos judeus europeus refugiados,
sim, votarão por serem mandados para a Palestina,
simplesmente porque sabem que nenhum outro país os
acolherá.

Se os senhores ou eu tivermos de escolher o campo de
prisioneiros mais próximo, para ali vivermos a vida que nos
reste, ou a Palestina, sem dúvida também escolheríamos a
Palestina.

Mas dêem alternativas aos judeus, qualquer outra
possibilidade, e vejam o que acontece!

Contudo, nenhuma pesquisa ou escolha terá alguma
utilidade, se as nações do mundo não se mostrarem
dispostas a abrir suas portas - um pouco, que seja - aos
judeus. Em outras palavras, se, consultado, algum judeu
disser que deseja viver na Suécia, a Suécia deverá estar
disposta a recebê-lo. Se escolher os EUA, os senhores
terão de permitir que venha para cá.

Qualquer outro tipo de consulta ou pesquisa será farsa.
Para os judeus desesperados, não se trata de pesquisa de
opinião: para eles, é questão de vida ou morte. A menos
que tenham certeza de que sua escolha significará alguma
coisa, os judeus continuarão a escolher a Palestina, para
não arriscarem o único pássaro que já têm em mãos, por
tantos que voam tão longe.

Seja como for, a Palestina já não pode aceitar mais
judeus. Os 65 mil que havia na Palestina em 1918, saltaram
hoje para 600 mil. Nós árabes também crescemos, em
número, e não por imigração. Os judeus eram apenas 11%
da população, naquele território. Hoje, são um terço.

A taxa de crescimento tem sido assustadora. Em poucos anos
- a menos que o crescimento seja detido agora - haverá
mais judeus que árabes, e seremos significativa minoria em
nossa própria terra.

Não há dúvida de que o planeta é rico e generoso o
bastante para alocar 200 mil judeus - menos de um terço
da população que a Palestina, minúscula e pobre - já
abriga. Para o resto do mundo, serão mais alguns. Para
nós, será suicídio nacional.

Dizem-nos, às vezes, que o padrão de vida árabe
melhorou, depois de os judeus chegarem à Palestina. É
questão complicada, dificílima de avaliar.

Mas, apenas para argumentar, assumamos que seja verdade.
Neste caso, talvez fôssemos um pouco mais pobres, mas
seríamos donos de nossa casa. Não é anormal preferirmos
que assim seja.

A triste história da chamada Declaração de Balfour, que
deu início à imigração dos sionistas para a Palestina,
é complicada demais para repeti-la aqui, em detalhes.
Baseia-se em promessas feitas aos árabes e não cumpridas
- promessas feitas por escrito e que não se podem
cancelar.

Declaramos que aquela declaração não é válida.
Declaradamente negamos o direito que teria a Grã-Bretanha
de ceder terra árabe para ser "lar nacional" de
um povo que nos é completamente estranho.

Nem a sanção da Liga das Nações altera nossa posição.
Àquela altura, nenhum país árabe era membro da Liga. Não
pudemos dizer sequer uma palavra em nossa defesa.

Devo dizer - e, repito, em termos de franqueza fraterna
-, que os EUA são quase tão responsáveis quanto a
Grã-Bretanha, por esta Declaração de Balfour. O
presidente Wilson aprovou o texto antes de ser dado a
público, e o Congresso dos EUA aprovou-o, palavra por
palavra, numa resolução conjunta de 30 de junho de 1922.

Nos anos 1920, os árabes foram perturbados e insultados
pela imigração dos sionistas, mas ela não nos alarmou.
Era constante, mas limitada, como até os sionistas pensavam
que continuaria a ser. De fato, durante alguns anos, mais
judeus deixaram a Palestina, do que chegaram - em 1927, os
que partiram foram o dobro dos que chegaram.

Mas dois novos fatores, que nem os britânicos nem a Liga
nem os EUA e nem o mais fervoroso sionista considerou,
começaram a pesar neste movimento, no início dos anos 30,
e fizeram a imigração subir a patamares jamais imaginados.
Um, foi a Grande Depressão mundial; o outro, a ascensão de
Hitler.

Em 1932, um ano antes de Hitler tomar o poder, só 9.500
judeus chegaram à Palestina. Não os consideramos
bem-vindos, mas não tememos que, àquele ritmo, ameaçassem
nossa sólida maioria árabe. Mas no ano seguinte - o ano
de Hitler -, o número saltou para 30 mil. Em 1934, foram
42 mil! Em 1935, 61 mil!

Já não era a chegada ordeira de idealistas sionistas. Em
vez disto, a Europa jorrava sobre nós levas de judeus
assustados. Então, sim, afinal, nos preocupamos. Sabíamos
que, a menos que se detivesse aquele fluxo gigantesco, seria
a catástrofe para nós, os árabes, em nossa pátria
palestina. Ainda pensamos assim.

Parece-me que muitos norte-americanos crêem que os
problemas da Palestina são remotos, que estão muito
distantes deles, que os EUA nada têm a ver com o que lá
acontece, que o único interesse dos EUA é oferecer apoio
humanitário.

Creio que os norte-americanos ainda não viram o quanto,
como nação, são responsáveis em geral por todo o
movimento sionista e, especificamente, pelo terrorismo de
hoje. Chamo-lhes a atenção para isto, porque tenho certeza
de que, se se aperceberem da responsabilidade que lhes cabe,
agirão com justiça e saberão admiti-la e assumi-la.

Sem o apoio oficial dos EUA ao Lar Nacional preconizado
por Lorde Balfour, as colônias sionistas seriam
impossíveis na Palestina, como seria impossível qualquer
empreitada deste tipo e nesta escala, sem o dinheiro
norte-americano. Este dinheiro é resultado da
contribuição dos judeus norte-americanos, num esforço
pleno de ideais, para ajudar outros judeus.

O motivo foi digno: o resultado foi desastroso. As
contribuições foram oferecidas por indivíduos, entidades
privadas, mas foram praticamente, na totalidade,
contribuições de norte-americanos, e, como nação, só os
EUA podem responder por elas.

A catástrofe que estamos vivendo pode ser deposta inteira,
ou quase inteira, à porta de suas casas. Só o governo
norte-americano, voz quase única em todo o mundo, insiste
que a Palestina admita mais 100 mil judeus - depois dos
quais incontáveis outros virão. Isto terá as mais
gravíssimas conseqüências e gerará caos e sangue como
jamais houve na Palestina.

Quem clama por esta catástrofe - voz quase única no
mundo - são a imprensa dos EUA e os líderes políticos
dos EUA. É o dinheiro dos EUA, quase exclusivamente, que
aluga ou compra os "navios de refugiados" que
zarpam ilegalmente para a Palestina: as tripulações são
pagas com dinheiro dos EUA. A imigração ilegal da Europa
é montada pela Agência Judeus Americanos, que é mantida
quase exclusivamente por fundos norte-americanos. São
dólares norte-americanos que mantêm os terroristas, que
compram as balas e as pistolas que matam soldados ingleses
- aliados dos EUA - e cidadãos árabes - amigos dos
EUA.

Surpreendeu-nos muito, no mundo árabe, saber que os
norte-americanos admitem que se publiquem abertamente nos
jornais anúncios à procura de dinheiro para financiar
aqueles terroristas, para armá-los aberta e deliberadamente
para assassinarem árabes. Não acreditamos que realmente
estivesse acontecendo no mundo moderno. Agora, somos
obrigados a acreditar: já vimos estes anúncios com nossos
próprios olhos.

Falo sobre tudo isto, porque só a franqueza mais completa
pode ser-nos útil. A crise é grave demais para que nos
deixemos deter por alguma polidez vaga, que nada significa.

Tenho a mais completa confiança na integridade de
consciência e na generosidade do povo norte-americano.
Nós, árabes, não lhes pedimos qualquer favor. Pedimos
apenas que ouçam, para conhecer a verdade inteira, não
apenas metade dela. Pedimos apenas que, ao julgarem a
questão palestina, ponham-se, todos, no lugar em que
estamos, nós, os palestinos.

Que resposta dariam os norte-americanos, se alguma agência
estrangeira lhes dissesse que teriam de aceitar nos EUA
muitos milhões de estrangeiros - em número bastante para
dominar seu país - meramente porque eles insistem em vir
para os EUA e porque seus ancestrais viveram aqui há 2.000
anos?

Nossa resposta é a mesma.

E o que farão os norte-americanos se, apesar de terem-se
recusado a receber esta invasão, uma agência estrangeira
começar a empurrá-los para dentro dos EUA?

Nossa resposta será a mesma.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Terror judaico na Palestina

Milicianos do Haganá judaico alistaram-se nas tropas ingleses, aos quais ajudarem a sufocar uma revolta árabe na Palestinaem 1937

Publicado no nº31 da revista "Final Conflict"

Quem trouxe o terror para as ruas de Jerusalém? Quem iniciou o ciclo de destruição e caos? Quem é que explodiu com inocentes e edifícios? Quem é que assassinou soldados Britânicos, enquanto outros lutavam contra a ‘Alemanha Nazi’? O terror na Palestina só tem um pai: o Sionismo.
Detesto clichés. No entanto aquele sobre o terrorista de uns ser o libertador[1] de outros tem uma certa verdade.Frequentemente o ‘freedom fighter’ é visto como tal em resultado de uma visão romântica ou ingénua, como é o caso da imagem de Che Guevara.Por vezes a passagem do tempo distorce a percepção, particularmente em casos em que a “correcção política”[2] impede que se analisem os factos. É nesta categoria que podemos incluir a campanha de terror organizada por Avraham Stern, Yitzhak Shamir, Menachem Begin, e outros, no protectorado Britânico da Palestina.A população judaica na PalestinaHá a comum noção errada de que foi apenas após o final da II Guerra Mundial que a população judaica surgiu na Palestina em resultado da imigração proveniente da Europa arrasada pela guerra, e que isso, juntamente com as tentativas Britânicas para conter o fluxo levou à campanha Sionista pela independência. Isto não é verdade, e para analisarmos as raízes da campanha Sionista temos de olhar para o início do séc. XX.Em 1918 havia cerca de 50.000 judeus na Palestina, número esse que foi aumentando gradualmente até ao ponto de ter duplicado por volta de 1925. Tão cedo quanto 1921 os Palestinianos Árabes pressionaram[3] a Grã-Bretanha com o objectivo de obterem um governo representativo que lhes permitisse ter poder de veto sobre qualquer futura imigração. Sentindo um descontentamento crescente entre os Árabes, e perante um cenário de motins de rua em 1921/22, o Alto Comissário Britânico[4] Sir Herbert Samuel ordenou a suspensão da imigração Judaica, e embora as tensões tenham arrefecido imediatamente, ela foi calmamente retomada. Ainda antes destes distúrbios, em 1920, um organização judaica para-militar ilegal, a ‘Haganah’, foi formada no Protectorado. A imigração aumentou em 1933, em resultado da ascensão ao poder de Hitler. Entre 1933-36 a população judaica aumentou de 230.000 para 400.000. A 15 de Abril de 1936 os Árabes declararam uma greve geral que rapidamente se tornou numa rebelião aberta. As autoridade Britânicas só conseguiram restaurar a ordem em Outubro, altura em que já tinham morrido 138 Árabes, 80 Judeus, e 33 soldados Britânicos. As tentativas Britânicas para resolver o problema tornaram-se cada vez mais desesperadas. Em 1937 uma Comissão Real[5] anunciou que um plano para dividir o protectorado em dois Estados: a Galileia e a planície junto à costa pertenceriam aos Judeus, enquanto que Gaza, Sameria, a Judeia do Sul e o deserto de Negev seriam governadas pelos Árabes[6]. Os Britânicos, cada vez mais proteccionistas em relação aos seus poderes políticos e interesses comerciais, manteriam o controlo de Jerusalém, Belém[7], Jaffa e Lod. Os judeus concordaram com o plano, vendo-o como uma maneira de conseguir um ponto forte[8], mas os Árabes não. Eles compreenderam que qualquer concessão ao lobby Sionista seria rapidamente seguida por mais exigências e intimidação. O plano nunca foi implementado. Foi também em 1937 que Vladimir “Zeev” Jabotinsky, Sionista e Comunista, formou a “Irgun Zvai Leumi” (Organização Militar Nacional).Jabotinsky e a IrgunJabotinsky nasceu em Odessa, em 1880, foi jornalista e escritor, e nos meses finais da I Guerra Mundial, estranhamente[9], juntou-se ao Exército Britânico (não se sabe com que objectivo) e lutou ao lado das tropas do General Allenby. Juntamente com Avraham Tehomi, Jabotinsky formou a Irgun, com elementos militantes da Haganah.Os objectivos declarados da Irgun eram expulsar os Britânicos da Palestina, derrotar politicamente os Árabes, trazer um milhão de colonos Judeus por ano e colonizar ambas as margens do rio Jordão.O Gang SternApós a morte de Jabotinsky, em 1940, (sofreu um ataque cardíaco enquanto angariava fundos junto dos judeus de Nova Iorque) a liderança da Irgun passou para um imigrante polaco chegado recentemente – Menachim Begin. Ao mesmo tempo o movimento dividiu-se, tendo os elementos mais brutais afastado-se sob a liderança de Abraham Stern, formando aquilo que veio a ser conhecido como o ‘Gang Stern’. O Gang Stern acreditava que não devia haver qualquer limitação à expansão Sionista e tentou, imediatamente, forçar uma mudança de política assassinando oficiais Britânicos. O ódio de Avraham Stern pelos Britânicos era de tal ordem que os considerava um inimigo maior do que Hitler, e opunha-se a que judeus se alistassem para a guerra contra a Alemanha. Sentimento bizarro, mas que ajuda a compreender a ideologia de Stern.De facto, em Setembro de 1940, o gang Stern entrou em negociações com Mussolini, através de um emissário, e em Janeiro de 1941 Stern enviou, pessoalmente, um agente a Beirute (controlada por Vichy) para entregar uma carta aos representantes do Reich. Foi também no Gang Stern que o futuro Primeiro Ministro de Israel, Yitzhak Shamir - adquiriu notoriedade, assumindo a liderança do grupo terrorista após a morte de Stern. O extremismo político de Stern, as tentativas de ligação com os Nazis, os assaltos à mão-armada valeram-lhe o desprezo da maioria dos Judeus. Os Britânicos intensificaram a sua ‘caça’ e capturaram-no num esconderijo em Tel Aviv, a 12 de Fevereiro de 1942, onde foi imediatamente fuzilado. Há uma palavra hebraica – MEKHABBEL – que descreve alguém que luta contra o Estado através de violência política. Por outras palavras: um terrorista. Stern, Shamir e os seus camaradas usavam esta distinção com grande orgulho.Parece que os terroristas não tinham problemas em assassinar os seus, para alcançar os seus objectivos. Em Novembro de 1940, a Haganah colocou explosivos no SS Patria no porto de Haifa. Em resultado da catástrofe morreram 270 imigrantes. Em 1942 os Sionistas usaram explosivos para afundar o SS Struma no mar Negro. Morreram 769 homens, mulheres, e crianças. Ambas as atrocidades foram atribuídas à imposição Britânica de quotas de imigração.O terror começa a sérioA evolução do nacionalismo Sionista tinha levado a um ponto em que os radicais é que tinham o controlo. E assim a matança começou.Em Novembro de 1942, os assassinos Eliyahu Hakim e Eliyahu Beit-Tzur, do Gang Stern, viajaram até ao Cairo e assassinaram o Lorde Moyne, Secretário de Estado Colonial Britânico para a Palestina[10]. (Ambos foram apanhados e enforcados pelos Britânicos. O Primeiro Ministro Israelita, Yitzhak Shamir, antigo membro do Gang Stern, trouxe os seus restos mortais para Israel para que fossem sepultados como “heróis”. Muitas ruas receberam o nome destes assassinos e terroristas).Como acontece frequentemente, à medida que a campanha de terror se intensificou, as vitimas foram os polícias e soldados Britânicos. A lista seguinte não é, de maneira alguma, exaustiva, mas ilustra bem a campanha de terror e assassínio levada a cabo pelos Sionistas.14 Fevereiro 1944 – 2 polícias mortos2 Março 1944 – 1 polícia morto23 Março 1944 – 3 mortos no Quartel General de Tel Aviv. Três policias mortos no bombardeamento do Quartel General em Haifa. Superintendente da polícia assassinado em Jerusalém8 Agosto 1944 – 10 polícias mortos durante a tentativa falhada de assassinio do Alto Comissário Britânico 29 Agosto 1944 – Oficial superior da polícia assassinado29 Setembro 1944 – assassínio do assistente do superintendente 25 Abril 1946 – 7 soldados assassinado, durante o sono, em Tel Aviv22 Julho 1946 – 91 mortos no ataque bombista ao hotel King David, que servia de escritórios do Secretariado do governo Palestiniano e de Quartel General do exército Britânico. O bombardeamento foi feito com a conivência da Agência Judaica, de David Bem-Gurion.13 Novembro 1946 – 2 polícias mortos em ataques bombistas18 Novembro 1946 - 5 polícias mortos em ataques bombistas21 Novembro 1946 – ataques bombistas aos escritórios do governo Britânico. 9 mortos2 Dezembro 1946 – 4 soldados Britânicos mortosNatal de 1946 – ataque à bomba a esquadra de polícia. 6 mortos26 Dezembro 1946 – 4 cidadãos Britânicos, raptados e espancados29 Dezembro 1946 - 3 soldados Britânicos, raptados e espancados12 Janeiro 1947 – 2 polícias mortos em atentado bombista1 Março 1947 – atentado bombista ao clube de oficiais, em Jerusalém, e outros ataques terroristas. 18 mortos e 85 feridos 18 Abril 1947 – ataque ao hospital militar Britânico. 1 morto20 Abril 1947 – ataque ao armazém da Cruz Vermelha. Vários soldados feridos22 Abril 1947 – ataque a um comboio. 5 soldados mortos e 23 feridos26 Abril 1947 – polícia assassinado em Haifa9 Junho 1947 – 2 polícias raptados e espancados31 Julho 1947 – 2 sargentos são encontrados enforcados. Os seus corpos estavam mutiladosAgosto 1947 – 3 polícias assassinados26 Setembro 1947 - 4 polícias assassinados29 Setembro 1947 - 9 polícias e 4 civis assassinadosJaneiro 1948 – 1 soldado morto e 4 feridosFevereiro 1948 – 27 soldados e aviadores Britânicos assassinados e 25 feridos num ataque a um comboio23 Fevereiro 1948 – 2 polícias assassinados na cama de hospital em Wallach, e 1 polícia assassinado em JerusalémAprovação oficialNão há qualquer dúvida de que esta campanha de terror, teve, pelo menos, a aprovação da Agência Judaica (organização oficial representante dos Judeus Palestinianos). O conluio entre a Agência e o Gang Stern é confirmado no Livro Branco do Gabinete Colonial Britânico sobre a Palestina[11]. O presidente[12] da Agência Judaica era David Ben-Gurion, que mais tarde se tornou no primeiro Primeiro Ministro Israelita. De facto, tem sido alegado que foi Ben-Gurion que aprovou o ataque ao hotel King David. Shamir e Begin nunca tentaram esconder o seu passado de “freedom fighters”, vangloriando-se da campanha para livrar a Palestina dos odiosos Britânicos.Quando a Union Jack foi hasteada pela última vez em Jerusalém, a 14 de Maio de 1948, Ben-Gurion tornou-se Primeiro Ministro.Algumas semanas antes deste acontecimento a Irgun e o Gang Stern viraram as suas atenções para outros alvos. A 10 de Abril de 1948 a população de Nasr el Din foi massacrada. A 5 de Maio de 1948 foi a vez de homens, mulheres e crianças da aldeia de Khoury. No dia em que o mandato Britânico acabou os aldeões de Beit Drass foram chacinados.Na aldeia de Deir Yassin, a Irgun matou 250 Árabes, numa orgia de violência sem precedentes. O Secretário de Estado Britânico para as Colónias, falando aos Comuns disse: “Esta bárbara agressão é uma prova de selvajaria. É um crime a acrescentar à longa lista de atrocidades cometidas pelos Sionistas até este dia, e para o qual não conseguimos encontrar palavras de repulsa...”Perto do final de 1948, o Gang Stern assassinou o mediador das Nações Unidas para a Palestina, o Conde Folke Bernadette. O seu “crime” foi preocupar-se com os Árabes Palestinianos.Infâmia e TraiçãoDevemos ter em mente que tanto a Irgun como o Gang Stern incluíam “Bretões”. Alguns, alegadamente, lutaram nas ‘Brigadas Internacionais’ comunistas durante a Guerra Civil Espanhola. Outros, vergonhosamente, eram antigos soldados Britânicos que viraram armas contra os seus antigos camaradas. Devemos também lembrar-nos de que muitos destes actos assassinos contra soldados Britânicos foram levados a cabo enquanto o Exército Britânico libertava campos de concentração na Europa.Durante toda esta campanha de terror podemos ver a mão de homens que mais tarde se tornariam altas figuras do Estado de Israel e heróis nacionais. Outra figura, que fez nome como o “Carniceiro de Beirute”, muito depois da retirada Britânica, é Ariel Sharon, que também se tornou Primeiro Ministro de Israel. Parece que a linhagem continua, o que não é nada bom sinal para os Palestinianos, ou para qualquer hipótese de paz, numa parte do mundo que tem conhecido muito sofrimento e derramamento de sangue ao longo dos séculos.----------------Notas:[1] no original: freedom fighter[2] no original: political correctness[3] no original: lobbied[4] no original: British High Commissioner[5] no original: Royal Commission[6] no original: Galilee and the Coastal plain were to be Jewish, whilst Gaza, Sameria, South Judea and the Negev desert were to be run by the Arabs[7] no original: Bethlehem[8] no original: foothold [9] no original: contrived[10] no original: British colonial Secretary of State for Palestine[11] no original: British Colonial Office White Paper on Palestine (cmd. 6873)[12] no original: Chairman

Quem sou eu

Minha foto
Jornalista desde 1961, quando foi ser repórter da ÚLTIMA HORA, PEDRO PORFÍRIO acumulou experiências em todos os segmentos da comunicação. Trabalhou também nos jornais O DIA e CORREIO DA MANHÃ, TRIBUNA DA IMPRENSA, da qual foi seu chefe de Redação, nas revistas MANCHETE, FATOS & FOTOS, dirigiu a Central Bloch de Fotonovelas. Chefiou a Reportagem da Tv Tupi, foi redator da Radio Tupi teve programa diário na RÁDIO CARIOCA. Em propaganda, trabalhou nas agências Alton, Focus e foi gerente da Canto e Mello. Foi assessor de relações públicas da ACESITA e assessor de imprensa de várias companhias teatrais. Teatrólogo, escreveu e encenou 8 peças, no período de 1973 a 1982, tendo ganho o maior prêmio da crítica com sua comédia O BOM BURGUÊS. Escreveu e publicou 7 livros, entre os quais O PODER DA RUA, O ASSASSINO DAS SEXTAS-FEIRAS e CONFISSÕES DE UM INCONFORMISTA. Foi coordenador das regiões administrativas da Zona Norte, presidente do Conselho de Contribuintes e, por duas vezes, Secretário Municipal de Desenvolvimento Social. Exerceu também mandatos em 4 legislaturas na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, sendo autor de leis de grande repercussão social.