sábado, 22 de agosto de 2009

A pesquisa do Blog, o potencial de Cristóvan Buarque e a postura do PDT

"O PV já está anunciando em agosto a provável candidatura de Marina Silva. Eu temo que o meu partido deixe para a última hora o lançamento do meu nome ou de nosso candidato, tornando inviável a articulação de apoios".
Senador Cristóvan Buarque, manifestando o seu desejo de disputar a Presidência daq República.

O nome de Cristóvan Buarque está associado à causa da educação
O resultado da primeira pesquisa presidencial do blog PORFÍRIO LIVRE surpreendeu com o aparecimento do nome do senador Cristóvan Buarque em primeiro lugar, com 23% das indicações.
Desde o primeiro momento, admiti que essas respostas não refletem as expectativas do povo brasileiro, como um todo, mas especificamente as opiniões dos nossos leitores e parceiros.
Além disso, reconheci que ofereci um painel incompleto de opções. Daí já estar disponível uma nova pesquisa, com dois cenários (Aécio ou José Serra pelo PSDB). Para oferecer seu voto, basta clicar em www.porfiriolivre.com
Mas o resultado da primeira pesquisa impõe uma rápida análise, que espero partilhar com você.
A meu ver, os 30 votos em Cristóvan Buarque resultam de alguns fatores:
1. Sua corajosa e cristalina atuação nessa crise imunda que está decretando a falência do Senado como instituição republicana.
2. O desejo de uma boa parcela do eleitorado de opinião de ter uma alternativa à bipolarização fabricada. No seu caso, trata-se de um professor de consistente experiência tanto no âmbito da Educação – como reitor e ministro – como na gestão governamental, como governador do Distrito Federal e Senador.
3. A necessidade histórica de sustentar um programa de governo baseado na educação pública de qualidade, sem dúvida o maior investimento que se pode fazer em um país de tanto potencial como o nosso.

Para que a candidatura de Cristóvan se torne uma realidade é preciso que ele próprio esteja determinado a concorrer. Parece claro que a direção do PDT (leia-se ministro Carlos Lupi) trabalha para manter o partido atrelado ao governo Lula, mantendo suas posições no Ministério.

Essa direção sofreu um desgaste interno no governo com as posições dos senadores do PDT no episódio de Sarney. O senador Jefferson Praia, que tem a responsabilidade histórica de substituir Jefferson Perez, votou firme no Conselho de Ética pela investigação, sendo o único voto decente na base governista.
A Rede PDT, a mais ágil e completa ferramenta de comunicação entre os brizolistas, transcreveu em sua última edição matéria do jornal A TARDE, de Salvador, com um título deprimente: Ministro obedece a Lula e intervém no PDT. Segunda esse jornal, o presidente licenciado do PDT vai obrigar o partido a entrar na base do governador petista, contrariando os deputados federais e o senador João Durval.
Pode até ser que a melhor opção lá seja essa defendida por Lupi. Contra esse alinhamento estão os políticos do PMDB do ministro Geddel Vieira Lima e os órfãos de ACM. Fortalecendo Jacques Wagner, o PDT estaria ajudando a esvaziar a tentativa do PMDB de obrigar o governo a atrelar a candidatura de Dilma ao ministro peemedebista. O que assusta é essa versão do móvel da intervenção no diretório baiano e, principalmente, a intervenção em si.
Registrei como significativa a votação de Dilma Rousseff, que ficou em segundo lugar com 27 indicações. Por ela, vejo que entre nossos leitores há muitos que acreditam no projeto do governo Lula e nos seus propósitos. Apesar de minhas críticas contundentes, mantêm uma relação civilizada comigo e fazem questão de ae pronunciarem na minha pesquisa. Lembro que, na consulta sobre se devia ser candidato a deputado federal, um velho guerreiro, que participa desse grupo, respondeu: “Sim, pelo PC do B”.
Sem querer ver o país por essa pesquisa, considero que ela apresenta um indicativo de possibilidades inesperadas: não me surpreenderia se o candidato tucano não fosse para o segundo turno. O crescimento de Marina Silva no voto de opinião vai afetar com certeza a polarização plebiscitária desejada por Lula. O único problema é saber se ela terá sustentabilidade num processo de mais de um ano até o dia da eleição.
Veja os números da pesquisa e aproveite para votar nas duas novas, que já estão no blog www.porfiriolivre.com
Seu voto para presidente. Pesquisa de 13 a 21 de agosto de 2009
(Votaram 130 leitores)
Cristóvan Buarque 30 (23%)
Dilma Rouseff 27 (20%)
Marina Silva 19 (14%)
Heloisa Helena 15 (11%)
José Serra 11 (8%)
Outro 12 (9%)
Não tenho candidato 16 (12%)
O desinteresse na manifestação que não surpreendeu

Leia em Porfírio &Parceiros o comentário do professor Murillo Cruz, da UFRJ:
“Eu ficaria provavelmente surpreendido se existissem milhares neste “protesto”(a manifestação do Fora Sarney). E aqui então é que eu gostaria de convidar-lhe a uma reflexão: eu particularmente não concordei com o mote desta manifestação, e conheço muitas pessoas que igualmente não concordam”...
...”E ademais, a sua ou a minha participação nas ruas é secundária, pois processos sociais são plurais e não individuais. Eu, por exemplo, não fui à manifestação por vários motivos (embora a tenha divulgado para as minhas listas); se eu tivesse ido, eu iria ficar “de longe”, analisando, refletindo, etc., ... para onde está indo a nova geração ... pois são as novas gerações que têm o bastão nas mãos”.

4 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. Meu comentário anterior, mais técnico e detalhado, foi removido acidentalmente. Portanto, aqui vai um novo:

    Concordo com os mini-resultados da sua pesquisa(se acrescentássemos 3 ou 4 zeros a ela acho que o resultado se manteria, repetindo o da amostragem). No momento, Cristovam Buarque e Pedro Simon são as melhores opções que temos.

    O problema que parece haver é que nenhum deles irá se candidatar. Os partidos não se interessam em apoiá-los porque eles poderiam tentar moralizar a política e não é isso que os políticos querem. Mas seria bom que um deles fosse. Essas duas forças, unidas, poderiam melhorar muitas coisas na política brasileira.

    Nada podemos esperar de Marina Silva (honesta, mas evangélica manobrável), Dilma, Ciro Gomes, Aécio ou Serra. Dos atuais candidatos já declarados eu não votaria em nenhum, exceção para Heloísa Helena, do PSOL, caso confirme a candidatura.

    Heloísa Helena, Cristovam Buarque ou Pedro Simon. Em qualquer um deles eu votaria, assim como, creio, muitos brasileiros. Só que os partidões e suas coligações vão fazer de tudo para impedir que qualquer um deles sejam candidatos. Eles não são muito de composições e "acordões" e, por isso, não atendem aos interesses da máfia política.

    Assim, me parece que somente Heloísa Helena, que tem integral e unânime apoio de seu pequenino partido, reúne condições para ser candidata.

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  4. Porfírio Estou acompanhando tudo e vendo que política é muito difícil no Brasil devido a corrupção.
    Não vejo chance para Marina; quando Ministra no primeiro gritinho da Dilma ela caiu fora, não foi firme.
    Pelo movimento de rua, infelismente no Brasil existe um patrulhamento ideológico;- querem
    intimidar as pessoas; Hoje as nossas universidades estão desmontadas em termos de cultura cristã, é máquina anti-cristã disfarçada "é claro" existe na igreja católica uma tomada de consciência e precisamos lutar para resgatar nossos valores.
    O Governo não toma postura porque fica se defendendo da corrupção que
    para seus membros no momento é mais
    importante do que verificar se o jovem brasileiro está sendo bem preparado para o futuro ou não.

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Quem sou eu

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Jornalista desde 1961, quando foi ser repórter da ÚLTIMA HORA, PEDRO PORFÍRIO acumulou experiências em todos os segmentos da comunicação. Trabalhou também nos jornais O DIA e CORREIO DA MANHÃ, TRIBUNA DA IMPRENSA, da qual foi seu chefe de Redação, nas revistas MANCHETE, FATOS & FOTOS, dirigiu a Central Bloch de Fotonovelas. Chefiou a Reportagem da Tv Tupi, foi redator da Radio Tupi teve programa diário na RÁDIO CARIOCA. Em propaganda, trabalhou nas agências Alton, Focus e foi gerente da Canto e Mello. Foi assessor de relações públicas da ACESITA e assessor de imprensa de várias companhias teatrais. Teatrólogo, escreveu e encenou 8 peças, no período de 1973 a 1982, tendo ganho o maior prêmio da crítica com sua comédia O BOM BURGUÊS. Escreveu e publicou 7 livros, entre os quais O PODER DA RUA, O ASSASSINO DAS SEXTAS-FEIRAS e CONFISSÕES DE UM INCONFORMISTA. Foi coordenador das regiões administrativas da Zona Norte, presidente do Conselho de Contribuintes e, por duas vezes, Secretário Municipal de Desenvolvimento Social. Exerceu também mandatos em 4 legislaturas na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, sendo autor de leis de grande repercussão social.