quarta-feira, 12 de agosto de 2009

O “Fora Sarney” deste sábado e a nota do Clube Militar

Sábado, dia 15, vamos soltar o nosso grito que está parado no ar
A previsão é de que sábado teremos uma tarde de sol ameno no Rio de Janeiro, com temperatura entre 19 e 26 graus. Nada mais convidativo para rever a mundialmente endeusada praia de Copacabana, definida pelo compositor como a “princesinha do mar”.
Ali no Posto 6, perto do histórico Forte de Copacabana, de onde em 6 de julho de 1922 partiram 18 bravos brasileiros rebelados (17 oficiais e um civil) para o confronto heróico com uma tropa de 3 mil homens, teremos um ENCONTRO MARCADO DAS PESSOAS INDIGNADAS com a corrupção e a impunidade, cujo maior vilão é, hoje, a figura deletéria de José Sarney, dono do Maranhão e senador pelo Amapá.
O nosso encontro no Posto 6 da Praia de Copacabana está marcado para as duas da tarde. Eu estarei lá. Serei um rosto na multidão, mas lá estarei somando a inquietação dos meus cabelos brancos aos rostos de todas as gerações indignadas. Espero que você também redescubra a rua como o espaço da verdade que ninguém manipula, ninguém compra, ninguém corrompe.
Vamos de preto, que e a cor do luto que veste esta Nação vilipendiada pela torpeza de uma súcia sem escrúpulos, culpada, entre outros crimes monstruosos, por minar e expor a própria democracia porque tanto lutamos.
Culpada, em primeiro grau, pela frustração dos sonhos de várias gerações, que se somaram nas “Diretas Já” e que haverão de se reunir, sob o signo da dignidade nacional e a fé na fortaleza do povo para dar um basta a toda essa trama sórdida, que não poupou do acumpliciamento nem os jovens domados em suas históricas entidades estudantis.
Manifestações como essa acontecerão em várias cidades do país. A convocação que me chegou às mãos traz a assinatura de TEREZINHA ZERBINI, primeira voz a se fazer ouvir em defesa da anistia, nossa eterna musa das grandes causas que mobilizam o povo brasileiro.
Se não fosse pela obrigação que todas as pessoas decentes têm de soltar o seu grito, que está parado no ar, só a flama emanada dessa mulher incansável já me animaria a fazer a minha própria exortação aos brasileiros.
Vamos dar o nosso recado. Sem manipulação partidária, sem hipocrisias. O país está doente e poderá ter um colapso moral irreversível se a cidadania calar. A cada dia o noticiário político mostra que as quadrilhas do colarinho branco são cada vez mais audaciosas e estão convencidas da impunidade porque os podres poderes a todos subornam.
Neste momento, o destino do nosso país, dos nossos filhos e netos, de uma população inteira está em nossas mãos.
Manifestações em todo o país

Veja a seguir a relação dos locais que já confirmaram os protestos por todo o país:
São Paulo
Data: 15/08 (Sábado), 14H
Local: MASP
Porto Alegre
Data: 15/08 (Sábado), 14H
Local: Arco da Redenção
Rio de Janeiro
Data: 15/08 (Sábado), 14
HLocal: Em frente ao Posto 6 (Orla – Copacabana)
Belo Horizonte
Data: 15/08 (Sábado), 14H
Local: Praça Sete
Salvador
Data: 15/08 (Sábado), 14H
Local: Av Garibaldi
Brasília
Data: 15/08 (Sábado), 14H
Local: Congresso Nacional
Goiânia
Data: 15/08 (Sábado), 14H
Local: Praça Universitária
Maringá
Data: 15/08 (Sábado), 14H
Local: Av. Colombo em frente a Universidade Estadual de Maringá (UEM)
Londrina
Data: 15/08 (Sábado), 14H
Local: Em frente ao Banco do Brasil do calçadão
Curitiba
Data: 15/08 (Sábado), 14H
Local: Centro Cívico (shopping MUELLER)
Vitoria
Data:15/08 (Sábado), 14 H
Local: em frente ao Shopping Vitoria
Recife
Data: 15/08 (Sábado), 14H
Local: Av. Conde da Boa Vista, na frente do shopping.
São Luís
Data: 15/08 (Sábado), 9H
Local: praça João Lisboa.* A saída será às 13h. O horário é um pouco diferente por conta da realidade de concentração de pessoas no centro no sábado.
Os reflexos da indignação
Publico aqui com a necessária isenção a nota do Clube Militar, assinada pelo general Gilberto Figueiredo, sobre a crise moral que abala o país. Independente de suas opiniões , é preciso ficar claro que o comportamento canalha dos políticos vai somar na mesma indignação pessoas de pensamentos e visões diferentes.
Porque a corrupção como modus operandi num regime de direito é a mais irresponsável ferramenta para a sua liquidação. Nada justifica a impunidade dos corruptos. Nenhuma ambição pessoal, nem projeto partidário pode se sobrepor à saúde moral de um país que se torna inviável pelo alto custo das propinas e da roubalheira. Veja o que diz a nota do Clube Militar:
“EM SE COMPRANDO TUDO DÁ … VOTOS
Os homens são tão simplórios, e se deixam de tal forma dominar pelas necessidades do momento, que aquele que saiba enganar achará sempre quem se deixe enganar.(Maquiavel)
Nunca na história deste país se fez tão pouco caso da honra, de tal maneira se desprezou a ética, tanto se usou de meios escusos para corromper, para enlamear instituições, para comprar consciências. A amarga sensação que fica é a da total perda, por parte de um grande número de homens públicos, de qualquer noção de honestidade, de dignidade, de honradez.
O atual governo, contrariando todos os princípios apregoados enquanto estava na oposição, abandonou completamente o decoro no trato da coisa pública e partiu para o uso de um verdadeiro rolo compressor, comprando tudo e todos a sua volta, desde que possam, de alguma forma, interferir em seus objetivos.
Recordemos o esquema do mensalão, quando um grupo de aliados do Presidente, gente de dentro do governo, usou meios escusos para organizar a maior quadrilha jamais montada em qualquer lugar do mundo, com o objetivo de comprar o apoio de parlamentares e, em última instância, perpetuar no poder seu grupo político.
O então Procurador geral da República, Dr Antônio Fernando de Souza, apresentou uma denúncia contundente contra os principais envolvidos no escândalo. Ficou de fora o Presidente da República que alegou desconhecer o esquema. Em termos jurídicos, a desculpa valeu. O Procurador geral retirou-o da denúncia por não ter encontrado evidências firmes de seu envolvimento. Agora, firulas jurídicas à parte, parece pouco provável que alguém, dotado de capacidade de reflexão, tenha acreditado na história. A ser verídico o desconhecimento, cairíamos na dúvida que, à época, circulou na internet: será que temos um Presidente aparvalhado, incapaz de entender fatos que acontecem ao seu redor, protagonizados por seus mais íntimos colaboradores?
Em outra vertente, há o Bolsa Família, sem dúvida o maior programa de compra de votos do mundo. Trata-se de um programa que gera dependência, antes de estimular o desenvolvimento humano. As pessoas atendidas, recebendo o benefício sem nenhuma necessidade de contrapartida, ficam desestimuladas até de buscar emprego. Mesmo a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) chegou a afirmar que o programa “vicia” e que deixa os beneficiários “acomodados”.
Não é que alguém seja contra a minorar a aflição de quem tem fome. O problema é que o programa parte de uma premissa falsa ao confundir pobreza com fome. A esses últimos é mais do que justo assistir com recursos públicos. Aos pobres, a melhor ajuda que o governo poderia dar é investir corretamente em educação. Mas não, confundindo conceitos, prefere manter um Bolsa Família hiperdimensionado, gastando recursos que fazem falta à educação, uma vez que, assim como está, o retorno nas eleições, em termos de votos, tem sido muito compensador.
A comprovação de que não são todos os pobres no Brasil que estão famintos veio de uma pesquisa do IBGE, realizada em 2004 – Pesquisa de Orçamentos Familiares. Em uma parte dessa pesquisa, ficou constatado que o índice de pessoas abaixo do peso estava menor do que aquele considerado normal pela OMS. E, para a perplexidade dos que acenam com a necessidade de combater a fome para manter e ampliar o programa, verificou-se que, entre nós, a obesidade é um problema mais crítico do que a fome.
Não satisfeito em aliciar parlamentares para sua base de sustentação política e populações desassistidas para aumentar suas possibilidades eleitorais, o governo trata, também, de evitar qualquer problema nas ruas, em termos de manifestações públicas de desagrado contra os muitos desvios de ética praticados por seus correligionários e aliados. Nada melhor, então, do que colocar a União Nacional dos Estudantes igualmente em seu balcão de negócios.
É assim que o governo, da mesma forma que faz com sindicatos, resolveu patrocinar a UNE. As verbas federais, dessa forma, passaram a irrigar o movimento estudantil, seja em termos de patrocínio, como aconteceu em seu último congresso nacional, seja com a destinação de alguns milhões para a reconstrução de sua sede, seja, ainda, com o pagamento de generosas “mesadas” a seus dirigentes.
Com isso, foi neutralizado o espírito combativo que era a marca do movimento estudantil e eliminou-se toda possibilidade de agitações de rua indesejáveis. Um exemplo disso ocorreu no referido congresso, quando houve um protesto contra a CPI da Petrobras. Em outros tempos, seria a UNE a primeira a se mobilizar para exigir a completa elucidação dos fatos. Agora, sem sequer conhecer os resultados de uma CPI que nem começou, faz o protesto. Passam por cima da necessidade de se investigar denúncias de irregularidades em uma empresa cujo maior acionista é o governo, em um congresso que era patrocinado por esse mesmo governo. E o presidente da UNE tem a desfaçatez de dizer que não vê nada de errado nisso.
Com a prática da compra indiscriminada de todos que possam atrapalhar os desígnios do governo, este foi perdendo todos os escrúpulos. Conseguindo manter níveis elevados de popularidade, julga-se acima do bem e do mal, capaz de tudo, inclusive de defender crimes praticados por aliados, pouco se importando com a ética e com a moralidade pública. Pouco se importando com a evidência de que está corrompendo os brios de toda uma nação que, em um dia não tão distante, teve orgulho de se proclamar brasileira.
Gen Ex GILBERTO BARBOSA DE FIGUEIREDO
Presidente do Clube Militar”
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Quem sou eu

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Jornalista desde 1961, quando foi ser repórter da ÚLTIMA HORA, PEDRO PORFÍRIO acumulou experiências em todos os segmentos da comunicação. Trabalhou também nos jornais O DIA e CORREIO DA MANHÃ, TRIBUNA DA IMPRENSA, da qual foi seu chefe de Redação, nas revistas MANCHETE, FATOS & FOTOS, dirigiu a Central Bloch de Fotonovelas. Chefiou a Reportagem da Tv Tupi, foi redator da Radio Tupi teve programa diário na RÁDIO CARIOCA. Em propaganda, trabalhou nas agências Alton, Focus e foi gerente da Canto e Mello. Foi assessor de relações públicas da ACESITA e assessor de imprensa de várias companhias teatrais. Teatrólogo, escreveu e encenou 8 peças, no período de 1973 a 1982, tendo ganho o maior prêmio da crítica com sua comédia O BOM BURGUÊS. Escreveu e publicou 7 livros, entre os quais O PODER DA RUA, O ASSASSINO DAS SEXTAS-FEIRAS e CONFISSÕES DE UM INCONFORMISTA. Foi coordenador das regiões administrativas da Zona Norte, presidente do Conselho de Contribuintes e, por duas vezes, Secretário Municipal de Desenvolvimento Social. Exerceu também mandatos em 4 legislaturas na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, sendo autor de leis de grande repercussão social.