terça-feira, 18 de agosto de 2009

Mais sobre o conflito midiatico que esconde o medo de um império em declínio

Clique na foto e saiba mais sobre Além do Cidadão Kane, um documentário produzido pela BBC de Londres - proibido no Brasil desde a estréia, em 1993.

“Sim, eu sou o poder”
Roberto Marinho (frase de abertura do livro “A História Secreta da Rede Globo”, de Daniel Heiz (1954-2006)
“De fato, Roberto Marinho foi inocentado de todas as acusações. Mas não pela Comissão Parlamentar de Inquérito, nem em 1966, e sim pelo general Arthur da Costa e Silva que, em 1968, num gesto arbitrário, decidiu que os acordos Time-Life não feriam a Constituição Brasileira, apesar do resultado das investigações”.
Patrícia Ozores Polacow, jornalista formada pela Universidade Metodista de Piracicaba (Unimep), mestre e doutoranda em Comunicação Social pela Universidade Metodista de São Paulo (Umesp) e professora do Centro Universitário Barão de Mauá (Ribeirão Preto).

"A conexão política-negócios não nasceu no Brasil, não é de hoje e não vem a ser uma estrada pela qual só trafeguem as Organizações Globo. Mas, no caso do Dr. Roberto Marinho, a conexão dá certo há décadas, e não é ocasional o fato de que o general civil das comunicações - bajulação de um de seus subordinados, o colunista Ibrahim Sued - tenha deslanchado seu poderio sob a ditadura militar. (...) A república fardada se foi, veio a nova, pelas mãos de Tancredo Neves, mas o Dr. Roberto manteve-se na crista dos acontecimentos fundamentais da Nação”.
Daniel Heiz, “A História Secreta da Rede Globo”.

“O papel da Rede Globo de Televisão no Caso Proconsult, nas eleições de 1982, era apenas o de preparar a opinião pública para o que iria acontecer: o roubo, por Moreira Franco, dos votos de Leonel Brizola”.
Luiz Carlos Maciel, diretor do jornalismo da Globo durante as eleições de 1982.

“É muito mais fácil, muito mais cômodo e muito mais barato, não exige derramamento de sangue, controlar a opinião pública através dos seus órgãos de divulgação, do que construir bases militares ou financiar tropas de ocupação”.
João Calmon, ex-senador e diretor dos Diários Associados, em depoimento na CPI que investigou as ligações da Globo com o grupo Time Life, dos EUA.

“As pessoas não entendem a fé alheia e aproveitam o que é posto na mídia para criticarem aquilo que não entendem”.
Sérgio, estudante de Matemática, comentando minha última coluna.

Está cada dia mais difícil expor uma opinião de uma única vez. Não lamento e até acho positivo. A segunda matéria sobre determinado assunto espelha o conjunto de comentários que recebo diretamente, leio e respondo, respeitando a opinião de cada um. SE necessário, escrevo a terceiro,a quarta, quantas precisar para expor meu pensamento.
Neste caso, ao registrar a ampla diversidade de respostas – algumas agressivas, duas com cancelamento de meu jornal – gostaria de responder em particular a Adolfo Nobre, na parte em que diz: “eu não podia jamais esperar de uma pessoa que passa tamanha inteligência, no mínimo fosse perder tempo com esse tipo de informação”.
O grande problema é que não é fácil falar ao mesmo tempo de duas situações específicas: a pressão contra o crescimento da Rede Record, que ameaça o império global por vários fatores – e não apenas na questão da audiência – e a má vontade de um respeitável segmento da sociedade com os cultos pentecostais, que só conhecem de ouvir falar, como observou o estudante de matemática em sua mensagem, embora boa parte dos canais de televisão os apresente regularmente.
Falo porque vi e vivi
Quando decidi escrever a respeito, o fiz na condição de velho jornalista. Em 1966, aos 23 anos, quando chefiava a Reportagem do JORNAL DA NOITE, um programa dirigido e apresentado pela professora Sandra Cavalcanti na TV TUPI, vi o admirável esforço dos deputados Roberto Saturnino Braga (presidente) e Djalma Marinho (relator) no comando de uma CPI que resultara de uma denúncia feita em junho de 1965 pelo então governador Carlos Lacerda sobre os laços da Globo com o grupo norte-americano, ferindo o artigo 160 da Constituição Federal vigente, conforme concluiu também essa comissão parlamentar.
Naquele então já dava para vislumbrar o projeto da empresa que melhor se posicionara no espectro midiático da ditadura, da qual se tornou uma espécie de porta-voz. Abatendo um por um os concorrentes, segundo métodos diferenciados, as empresas de Roberto Marinho iriam substituir em importância e peso político os Diários e Emissoras Associados, de Assis Chateaubriand, dispondo de petardos muito mais temidos em função do progresso tecnológico.
Para isso, com recursos repassados pelo grupo Time Life (a primeira bolada de 3 milhões750 mil dólares - 300 milhões de cruzeiros - foi creditada em 24 de julho de 1962), a Globo inaugurou sua primeira estação de TV em 25 de abril de 1965, embora fosse detentora da concessão desde 1957.
Seu crescimento se deu em sintonia com a ditadura: em dezembro de 1968, quando do AI-5, já liderava a audiência, tendo se beneficiado inclusive da perseguição à Tv Excelsior, a melhor desde sua implantação, que foi tirada do ar na marra em 1970 num gesto grotesco do jornalista Ferreira Neto, em nome do regime militar. Nesse momento, o grupo proprietário (Celso Rocha Miranda e Mário Wallace Simonsen), que já sofrera um baque na desativação da Panair do Brasil, em fevereiro de 1965, estava totalmente esmagado pelas botas da intolerância.
Monopólio que dá todas as cartas
Com carta branca do regime militar, a Rede Globo transformou-se num verdadeiro monopólio, expandindo-se por todo o país com o sistema de afiliadas, em que se incluem a família Sarney, no Maranhão; ACM, na Bahia, e Fernando Collor, em Alagoas.
Com isso, o jornal, que era apenas um vespertino sem grande peso em 1964, transformou-se no mais forte e mais influente diário do Rio de Janeiro. No período da ditadura, as organizações Globo chegaram a somar 40% de toda a publicidade, com maior percentual nas verbas oficiais.
Praticamente sem concorrência, a emissora chegou a ter 80% de audiência, o que fazia do seu único proprietário um homem tão temido que ele sabia primeiro de certas no Congresso.
Tv Manchete, com o melhor jornalismo de sua época; Bandeirantes, com ênfase para o esporte e o SBT, com a exibição de novelas e seriados importados, em nenhum momento abalaram o império, levando o jornalista Alain Riding, do “New York Times” a escrever em 1966 numa reportagem de grande repercussão nos Estados Unidos: “Todos os dias da semana, às 19h55min, pelo menos 50 milhões de brasileiros espalhados por este imenso território, incluindo um homem de 82 anos de idade - elegantemente vestido, com um telefone ao seu lado - assistem às notícias diárias escolhidas, interpretadas e transmitidas pela TV Globo, a maior rede de televisão do País”.
Riding conversou com Roberto Marinho e ouviu dele: "Nós fornecemos todas as informações necessárias, mas nossas opiniões são de uma maneira ou de outra, dependentes do meu caráter, das minhas convicções e do meu patriotismo. Eu assumo a responsabilidade sobre todas as coisas que conduzo”.
Nessa reportagem, o Times destaca que, "com índices de audiência entre 70 e
80%, a TV Globo é hoje, claramente, um centro-chave de poder”:
“Eu uso esse poder, mas sempre de maneira patriótica, tentando corrigir as coisas, procurando caminhos para o país e seus estados. Nós gostaríamos de ter poder suficiente para consertar tudo o que não funciona no Brasil. A isso dedicamos todas as nossas forças”.
E ainda, recorrendo ao livro de Daniel Heriz:
“Num determinado momento – disse Roberto Marinho ao jornalista norte-americano - eu me convenci de que o Sr. Leonel Brizola era um mau governador. Ele transformou a Cidade Maravilhosa num pátio de mendigos e marginais. Passei a considerar o Brizola perigoso e lutei, realmente usei todas as minhas possibilidades para derrotá-lo nas eleições”.
Espero que você reflita
Com todo esse poder que moldou até hoje as percepções sociais, e valendo-se de alianças como ocorre agora, com jornais e revistas de grande circulação, a Globo incutiu numa opinião pública vulnerável os qualificativos que foi de sua conveniência sobre os movimentos e as instituições que a ela não se subordinam ou que possam ameaçá-las a curto, médio e longo prazo.
É isso que você tem de anotar se não pretende ser um ventríloquo de um sistema piramidal que tenta preservar seus tentáculos nos campos da comunicação humana. Sistema que já tem a sua igreja, a sua cultura, a sua Justiça, os titulares dos seus poderes políticos e as ferramentas formatadoras.
Sistema que criminaliza e estigmatiza aos que não rezam por sua cartilha, numa soma de códigos invisíveis e de alcance subliminar infalível, levando muitos cidadãos de certo nível a repetirem seus anátemas acriticamente e sem conhecimento de causa. Isto que, com precisão matemática, concluiu o universitário que me escreveu, partilhando das preocupações de pessoas como eu, que cansaram de ouvir sandices dos que substituíram a cultura de almanaque pelo decoreba dos monitores eletrônicos.
Isso que permeia a tentativa de inviabilizar concorrentes e desmoralizar correntes evangélicas que estão triunfando, sobretudo pela maior e mais perspicaz compreensão da alma humana.
coluna@pedroporfirio.com

6 comentários:

  1. Caro Porfírio,

    Parabéns pela cobertura jornalística deste sério problema representado pelas ORGANIZAÇÕES GLOBO no Brasil.

    Tá na cara que este ataque à Rede Record (e Rde TV)é uma ESTRATÉGIA MANIPULATIVA DA OPINIÃO PÚBLICA por esta rede de comunicação, escrita, falada e televisada que há anos vem se posicionando e agindo como um PODER POLÍTICO mais poderoso que o próprio ESTADO, a própria REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL, em seus três poderes. Trata-se do famoso PIG (Partido da Imprensa Golpista), segundo Paulo Henrique Amorim.

    Roberto Marinho, que por falta de visão crítica da maioria do povo brasileiro, muita gente nem sabe, na década de 70, era chamado de BOSTA pelos editores do Pasquim (o jornal que peitou a censura da Ditadura), foi apoiador da Didadura Militar e dela se beneficiou para tornar-se o homem mais rico do Brasil e o grande mandatário desse país. Ele fez todos os presidentes que o Brasil teve depois da Ditadura, e ele contribuiu até para a implantação da Ditadura Militar. Foi um grande manipulador do poder, um grande safado, isto sim.

    É claro que, com minha visão crítica apurada, considero todas as religiões, sem exceção, EXPLORADORAS da boa fé humana. Como bem disse Marx: "A religião é o ópio do povo", e isto, para quem não consegue entender, significa que a religião cega o homem para seus direitos civis de uma vida digna, cega-o para a importância da política (por isso nosso país está envolvido em tanta corrupção -PORQUE O POVO É ALIENADO). E o povo vira as costas para seus próprios interesses de cidadania (obrigação do Estado para com ele), porque a religião o faz colocar nas mãos de Deus a responsabilidade total pela sua pobreza, pela sua penúria social, e ainda arranca dele grande parte do seu dinheiro, que poderia ser empregado para melhorar sua alimentação e cuidar de sua saúde. Ou seja, os políticos e empresários corruptos roubam o dinheiro que poderia dar uma vida digna para cada cidadão pobre, e ele nem está aí pra isso, porque a sua religião O CEGOU totalmente. O transformou em uma MARIONETE. Este é o grande mal da religião.

    Mas exploração religiosa à parte, o que se vê em mais esta investida da Rede Globo de TV, é uma estratégia de manipulação das mais ferozes, para ver se acaba de vez com a Rede Record que, sem dúvida, está ameaçando não apenas a liderança (já perdida) da Globo, mas até mesmo a sua sobrevivência.

    Não fica chateado com as agressões que ouviu de muitos leitores, que, certamente, devem ser telespectadores da Rede Globo, e já estão com suas mentes lesadas pela lavagem cerebral a que foram submetidos anos seguidos de sua vida.

    A esses leitores que foram desrespeitosos com vocêm sugiro que além de assistir ao documentário "Muito Além do Cidadão Kane", indicado por você, que também assistam ao documentário Zeitgeist - The Movie:
    http://video.google.com/videoplay?docid=-1437724226641382024

    O que essas pessoas precisam é de um pouco de CONHECIMENTO sobre o poder detido pela Rede Globo de TV, para sairem da cegueira em que se encontra. Compreensível, se considerarmos que elas são vítimas da MANIPULAÇÃO DA MÍDIA SIONISTA que há décadas vem controlando a cabeça das pessoas em todo o mundo através dos jornais, revistas, rádios, TVs e cinema.

    Mais uma vez PARABÉNS pela conbertura desse assunto de grande importância NACIONAL.

    Abraços,
    Leila Brito

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  2. Alexandre Cardozo2:13 PM

    Se o povo brasileiro se tivesse ou tivesse tido uma educação de berço de fato, educação, instrução e por conseguinte automáticamente cultura. Não se aguentariam de pé nem a Globo e muito menos a Record. Congresso e todos os outros poderes nem se fala. O problema do Brasil reside nêstes 4 ítens acima descritos. Acho que o resto é tudo chover no molhado. Não tem jeito, infelizmente !
    Se vocês tivessem visto a entrevista do bispo charlatão Macedo no domingo, não estariam escrevendo que a audiência da Globo está a perigo. Foram apresentados vários gráficos na própria entrevista, os quais não condizem com êste ufanismo todo de que a rede Globo está ou perdeu êste terreno todo. Ainda vai demorar muito tempo para que isto aconteça. Não adianta tapar o sol com a peneira ! Seria de bom alvitre que aparecesse uma emissora honesta e sobretudo independente também de qualquer religião ( inclusive a que a Leila Brito se referiu ) com muita bala na agulha e cascuda para peitar de fato a Globo/Record. O resto é folclore ou pensar em voz alta.

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  3. todas e todos precisam assistir este filme, é uma das melhores análises políticas que eu vi e sempre será atual pra mim.

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  4. O DIA DA RAÇA HUMANA



    No dia 21 de fevereiro comemora-se o dia do imigrante italiano. Falo um pouco o idioma da origem, mantenho o nome do tronco familiar, mas nunca fui convidado (nem vejo necessidade no evento) para comemorar o dia do ítalo-descendente.

    O Brasil é um povo de brasileiros, com histórias individuais. Devemos comemorar e enaltecer coisas históricas e criativas, e não ficar remoendo faces tristes de acontecimentos. No caso, que os descendentes de escravos africanos fiquem livre de um rótulo que eles próprios – sem o saber – fazem questão de ficar revivendo, e com o apoio de interesseiros tantos.

    Relembremos. Os portugueses e brasileiros da época da escravidão não aprisionaram nenhum daqueles negros, os quais já estavam aprisionados por outros negros rivais, lá na Mamma África ainda. Ora, sejamos sensatos; eram africanos aprisionando escravizando e vendendo irmãos africanos. Houve cumplicidade e oportunismo? Sim, houve. Mas que o peso seja repartido justamente, e só no terreno da história.

    Outra coisa. Nunca vi nem ouvi nada de movimento afro-descendente com o intuito de reaver nomes e principalmente sobrenomes dos troncos familiares. Parece que isso não dá ibope. Mas dá história!

    Como ítalo-descentente eu e parentes pesquisamos pelo sobrenome Favini e consta historicamente que os primeiros teriam sido escravizados na Turquia, talvez antes da conquista do império romano. E daí? Vamos xingar quem? E pior, que não nos machuquemos por isso. Aliás, que ninguém se machuque por questões parecidas.

    Nada de ficar alimentando separatismo, racismo e outros ismos. Incautos não se dão conta dos grandes interesses políticos e financeiros por trás disso tudo. Tem gente parece ser masoquista, gosta de ficar por baixo e quando não fica tenta atrair que forças sociais o façam.

    Levantamos nossas cabeças. Sejamos de origens nórdicas, caucasianas, africanas, japonesas ou o que mais formos. Sem essa de botar na cabeça das crianças de hoje que ainda há racismo contra quem quer que seja (exceto resíduos que o tempo apagará). Não se apaga incêndio jogando gasolina explosiva nele.

    Gente, a rigor na humanidade só existe uma raça, que é a raça humana. Unimo-nos pacificamente, e confiantes no futuro que depende sobremodo do nosso presente, das nossas atuações presentes. Sem essa de dia disso e dia daquilo, em termos de recordar negativismos. A vida pode ser bela e disso depende muito de nós. E que construamos O Dia da Raça Humana.

    Pelo menos, penso assim e convido a refletirem mais sobre tais datas e coisas.


    Favini – Barra, SSA
    favini_purificadores@hotmail.com
    Barra, SSA

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  5. O DIA DA RAÇA HUMANA



    No dia 21 de fevereiro comemora-se o dia do imigrante italiano. Falo um pouco o idioma da origem, mantenho o nome do tronco familiar, mas nunca fui convidado (nem vejo necessidade no evento) para comemorar o dia do ítalo-descendente.

    O Brasil é um povo de brasileiros, com histórias individuais. Devemos comemorar e enaltecer coisas históricas e criativas, e não ficar remoendo faces tristes de acontecimentos. No caso, que os descendentes de escravos africanos fiquem livre de um rótulo que eles próprios – sem o saber – fazem questão de ficar revivendo, e com o apoio de interesseiros tantos.

    Relembremos. Os portugueses e brasileiros da época da escravidão não aprisionaram nenhum daqueles negros, os quais já estavam aprisionados por outros negros rivais, lá na Mamma África ainda. Ora, sejamos sensatos; eram africanos aprisionando escravizando e vendendo irmãos africanos. Houve cumplicidade e oportunismo? Sim, houve. Mas que o peso seja repartido justamente, e só no terreno da história.

    Outra coisa. Nunca vi nem ouvi nada de movimento afro-descendente com o intuito de reaver nomes e principalmente sobrenomes dos troncos familiares. Parece que isso não dá ibope. Mas dá história!

    Como ítalo-descentente eu e parentes pesquisamos pelo sobrenome Favini e consta historicamente que os primeiros teriam sido escravizados na Turquia, talvez antes da conquista do império romano. E daí? Vamos xingar quem? E pior, que não nos machuquemos por isso. Aliás, que ninguém se machuque por questões parecidas.

    Nada de ficar alimentando separatismo, racismo e outros ismos. Incautos não se dão conta dos grandes interesses políticos e financeiros por trás disso tudo. Tem gente parece ser masoquista, gosta de ficar por baixo e quando não fica tenta atrair que forças sociais o façam.

    Levantamos nossas cabeças. Sejamos de origens nórdicas, caucasianas, africanas, japonesas ou o que mais formos. Sem essa de botar na cabeça das crianças de hoje que ainda há racismo contra quem quer que seja (exceto resíduos que o tempo apagará). Não se apaga incêndio jogando gasolina explosiva nele.

    Gente, a rigor na humanidade só existe uma raça, que é a raça humana. Unimo-nos pacificamente, e confiantes no futuro que depende sobremodo do nosso presente, das nossas atuações presentes. Sem essa de dia disso e dia daquilo, em termos de recordar negativismos. A vida pode ser bela e disso depende muito de nós. E que construamos O Dia da Raça Humana.

    Pelo menos, penso assim e convido a refletirem mais sobre tais datas e coisas.


    Favini – Barra, SSA
    favini_purificadores@hotmail.com



    PARA NÃO SER PUBLICADO E SIM PARA DAR AUTENTICIDADE AO DOCUMENTO
    Nome completo: Aparecido Ladislau Favini
    Dados: 57 anos, aposentado, neto de italianos, paranaense, morador da Barra
    Telefones: (71) 8833-1768 e 3267-1067

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Quem sou eu

Minha foto
Jornalista desde 1961, quando foi ser repórter da ÚLTIMA HORA, PEDRO PORFÍRIO acumulou experiências em todos os segmentos da comunicação. Trabalhou também nos jornais O DIA e CORREIO DA MANHÃ, TRIBUNA DA IMPRENSA, da qual foi seu chefe de Redação, nas revistas MANCHETE, FATOS & FOTOS, dirigiu a Central Bloch de Fotonovelas. Chefiou a Reportagem da Tv Tupi, foi redator da Radio Tupi teve programa diário na RÁDIO CARIOCA. Em propaganda, trabalhou nas agências Alton, Focus e foi gerente da Canto e Mello. Foi assessor de relações públicas da ACESITA e assessor de imprensa de várias companhias teatrais. Teatrólogo, escreveu e encenou 8 peças, no período de 1973 a 1982, tendo ganho o maior prêmio da crítica com sua comédia O BOM BURGUÊS. Escreveu e publicou 7 livros, entre os quais O PODER DA RUA, O ASSASSINO DAS SEXTAS-FEIRAS e CONFISSÕES DE UM INCONFORMISTA. Foi coordenador das regiões administrativas da Zona Norte, presidente do Conselho de Contribuintes e, por duas vezes, Secretário Municipal de Desenvolvimento Social. Exerceu também mandatos em 4 legislaturas na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, sendo autor de leis de grande repercussão social.