quinta-feira, 4 de junho de 2009

O que precisamos saber sobre o pre-sal a desnacionalização do petróleo

Fundação Leonel Brizola-Alberto Pasqualini e AEPET disponibilizam especialistas

O jornalista e professor Oswaldo Maneschy é um dos profissionais mais sérios e mais competentes que já conheci. Um dos esteios da Fundação Leonel Brizola-Alberto Pasqualine, enviou comunicação sobre um projeto de divulgação da questão do petróleo abaixo da camada de sal. Tomei e iniciativa de publicar em nosso JORNAL ELETRÔNICO POR CORRESPONDÊNCIA.

A Fundação Leonel Brizola - Alberto Pasqualini (FLB-AP) acaba de realizar em Brasília (27/5), no Congresso Nacional, um seminário sobre a importância para o Brasil das megajazidas de petróleo recém-descobertas na camada de pré-sal da plataforma continental. Discutiu também a urgente necessidade de mudar a lei de petróleo em vigor para que essa riqueza – que pela Constituição pertence aos brasileiros – seja usufruída pelo povo brasileiro e usada no desenvolvimento sustentável do Brasil.

O motivo deste email é a necessidade de multiplicarmos por todo o país essa discussão que não interessa as petrolíferas internacionais. Elas vieram para cá no final da década de 90 depois que Fernando Henrique Cardoso sancionou a lei 9.748/97, que quebrou o monopólio instituído em 1953 por Getúlio Vargas, vulnerabilizando a Petrobrás; criou a Agência Nacional de Petróleo (ANP) e autorizou a mesma ANP a promover, como ela vem fazendo, leilões entreguistas de “blocos exploratórios”.
Hoje a Shell já produz e exporta - pagando tributo vil – o petróleo de Campos.

Os nacionalistas precisam se mobilizar como aconteceu na campanha “O Petróleo é Nosso” que criou a Petrobrás, porque os interesses envolvidos são imensos e mais do que nunca é necessário que os cidadãos de bem sejam esclarecidos sobre os reais interesses do Brasil na questão – papel que a grande mídia não faz.

Daí a idéia de multiplicarmos por estados e municípios o debate sobre esses assuntos promovendo seminários voltados para a questão do petróleo e do marco regulatório.

O pré-sal é uma formação geológica única no planeta, riquíssima em óleo de qualidade, que nem dimensionada ainda foi. O perfeito conhecimento da jazida não interessa as petrolíferas de fora - preocupadas unicamente em obter lucros iniciando o mais rápido possível a produção. O pré-sal vai do litoral do Espírito Santo a Santa Catarina de forma contínua e só foram perfurados até agora 19 poços quando são necessários, no mínimo, para mensurar as megajazidas, pelo menos 120 furos exploratórios. Ou até mais do que isso.
Clique aqui para assistir a entrevista sobre o tema
É importante saber que só o poço pioneiro do pré-sal, feito pela Petrobrás, custou US$ 260 milhões, preço que multinacional alguma jamais investiria para achar petróleo no Brasil. A Petrobrás só perfurou no pré-sal porque acreditou que lá poderia estar uma nova fronteira exploratória, e acertou. Isto depois dela procurar óleo por mais de quatro décadas em todo o Brasil. Todos os furos feitos no pré-sal tiveram 100% de acerto. Praticamente não há risco no pré-sal, o petróleo está lá – basta furar.

É importante saber também que as petroleiras internacionais estão unidas e alvoroçadas para que não seja modificada a lei entreguista 9.478/97 porque ela, em um dos seus artigos, flagrantemente inconstitucional, permite que as petroleiras se tornem donas do óleo que extraírem - embora a Constituição determine que o petróleo é da União e, portanto, dos brasileiros. No entendimento das multis, o petróleo só é da União enquanto estiver no subsolo – fora dele, é delas.

Além disso, muitas petrolíferas internacionais compraram “blocos exploratórios” leiloados pela ANP , inclusive na Bacia de Santos, a preço de automóvel Honda Civic – blocos que depois das descobertas da Petrobrás passaram a valer bilhões de dólares.

As jazidas do pré-sal, nas perspectivas mais pessimistas, valem hoje algo em torno de 5 trilhões de dólares. Mas podem valer o dobro ou até mesmo o triplo. Só os campos de Tupi e Iara, sozinhos, deverão triplicar as reservas de petróleo do Brasil. A Petrobrás levou mais de 40 anos para encontrar e mapear as reservas atuais que geológicamente, sabe-se agora, estão no pós-sal. As descobertas do pré-sal apenas começaram e os campos principais estão em lâminas d’água com mais de 2.000 metros e, no solo, a cerca de 7.000 metros de profundidade.

É importante que os companheiros compreendam que não é por acaso que neste momento crucial a Petrobrás, que pertence ao povo brasileiro, está sendo alvo de uma CPI e esteja sob ataque ferrenho de seus inimigos, especialmente os neoliberais que no poder bancaram as privatizações e entregaram estatais como a Vale do Rio Doce e o Sistema Telebrás na bacia das almas; além de venderem em Nova Iorque, por US$ 4 bilhões, parte das ações da Petrobrás que hoje valem mais de US$ 100 bilhões.

Por todas essas questões é fundamental aprofundar a discussão para que os brasileiros tenham noção exata do que está acontecendo no setor petróleo, inclusive se é ou não importante criar uma nova estatal só para gerir o pré-sal. A hora é de mobilizar corações e mentes para defender o Brasil. É preciso discutir o pré-sal e a necessidade de novo marco regulatório que defenda os interesses nacionais.

A Fundação Leonel Brizola – Alberto Pasqualini conclama os companheiros de todo o Brasil a promover debates sobre a questão do petróleo e ao mesmo tempo coloca à disposição os técnicos da Associação dos Engenheiros da Petrobrás (Aepet), nossos parceiros na iniciativa, os mesmos que estiveram em Brasília, parte fundamental nessa discussão que também poderá incluir especialistas locais interessados no debate.

É fundamental que a sociedade brasileira tome consciência do que é o pré-sal e a necessidade de mudar a lei do petróleo em vigor que permitiu que as “irmãs” petrolíferas passassem a cobiçar o que pela Constituição pertence aos brasileiros.

Em anexo, projeto para o seminário que poderá ser modificado em função da agenda dos palestrantes e sugestões locais.

SEMINÁRIO “O PRÉ-SAL E O BRASIL”

A importância das megajazidas de petróleo descobertas no pré-sal para o futuro do Brasil e a urgente necessidade de novo marco regulatório de petróleo serão os dois temas centrais do seminário que reunirá como debatedores o presidente da Associação dos Engenheiros da Petrobrás (Aepet), Fernando Siqueira; o engenheiro, professor e ex-diretor da Petrobrás Ildo Sauer, do Instituto de Eletrotécnica e Energia da USP; o engenheiro Paulo Metri, Conselheiro da Federação Brasileira de Associações de Engenheiros e autor do livro "Nem todo o petróleo é nosso"; e o geólogo exploracionista João Victor Campos, descobridor do Campo de Majnoon (Iraque), da Aepet.

As palestras deverão ser de 30 minutos, cada, somando duas horas, seguidas de mais uma hora, ou duas, de debate e considerações finais. A idéia é que seja um evento com entrada livre, tomando uma manhã ou uma tarde, se possível com gravação ou transmissão por TV Comunitária ou assemelhada. Também é importante divulgá-lo na imprensa local.

Quanto ao lugar, pode ser realizado na Câmara dos Vereadores, na Associação Comercial, em universidades ou em outros locais de boa visibilidade.

Se for pela manhã o debate, o ideal é que os palestrantes cheguem no dia anterior. Exceto Ildo Sauer, que mora em São Paulo (capital), os demais são do Rio de Janeiro. O retorno dos palestrantes pode ser marcado para a tarde ou para a noite do mesmo dia da discussão.

O custo para a realização do seminário é o das passagens ou, eventualmente, de táxi; mais o de hospedagem dos palestrantes - quando necessários. Despesas a cargo dos promotores locais.


Osvaldo Maneschy
Fundação Leonel Brizola – Alberto Pasqualini
(21) 7675 5559, ou (21) 8129 7623, ou ainda (21) 3095 1216 (fixo)


Assista ao programa Olhar Trabalhista que tratou sobre o tema com os especialistas Fernando Siqueira e Paulo Metri seguindo o endereço abaixo:

http://ulb.mkt9.com/registra_clique.php?id=H28049164002003&url=http://video.google.com/videoplay%3Fdocid%3D8821722553380185546%26hl%3Dpt-BR

2 comentários:

  1. Anônimo2:32 PM

    Além do pre-sal, precisamos saber, também, sobre a desnacionalização das agroenergias, renováveis e limpas.

    Somos uma "Colônia" governada por aculturados, gananciosos e entreguistas, e, habitada por passivos e ignorantes em Política.

    Não vejo "luz no fim do túnel"....

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  2. Profírio, considero você um jornalista e político sério. Por não ter o hábito de mentir, não gosto de mentiras e hipocrisias. Digo isso porque o FERNANDO SIQUEIRA ENGANOU DESPUDORADAMENTE LEONEL BRIZOLA. Veja, Fernando Siqueira faz contacto com Brizola e pede que ele como presidente do PDT entrasse com uma ADIN contra o quinto leilão, Brizola concordou imediatamente. FERNANDO PASSA ENTÃO A COZINHÁ-LO E ASSIM FOI INDO E OS LEILÕES JÁ NO GOVERNO LULA FORAM ACONTECENDO. Quinze dias depois que Brizola morreu FERNANDO pede a Requião que entre com uma ADIN contra os leilões,sem susesso. Questionado por mim no Programa Faixa Livre, SIQUEIRA DIZ QUE MANDOU BRIZOLA ESPERAR PORQUE OS MINISTROS FORAM NOMEADOS POR FHC. Deixei passar algum tempo e tornei a perguntar e SIQUEIRA (fanático petista, que naturalmente deve receber em nome da AEPET uma grana esperta), diz QUE ELES NÃO QUIZERAM O ADVOGADO QUE BRIZOLA APRESENTOU PORQUE ELE ERA LOBISTA. VEJA SÓ: SIQUEIRA TENTA POR ÓDIO POLÍTICO DESMORALIZAR BRIZOLA DEPOIS DE MORTO.Me desculpe, mas, não vou deixar este CASCATEIRO QUE FALA ATÉ EM IV FROTA, FAZER MEU OUVIDO DE PENICO. O perigo que corre a Petrobrás é ficar na mão dos petistas.

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Jornalista desde 1961, quando foi ser repórter da ÚLTIMA HORA, PEDRO PORFÍRIO acumulou experiências em todos os segmentos da comunicação. Trabalhou também nos jornais O DIA e CORREIO DA MANHÃ, TRIBUNA DA IMPRENSA, da qual foi seu chefe de Redação, nas revistas MANCHETE, FATOS & FOTOS, dirigiu a Central Bloch de Fotonovelas. Chefiou a Reportagem da Tv Tupi, foi redator da Radio Tupi teve programa diário na RÁDIO CARIOCA. Em propaganda, trabalhou nas agências Alton, Focus e foi gerente da Canto e Mello. Foi assessor de relações públicas da ACESITA e assessor de imprensa de várias companhias teatrais. Teatrólogo, escreveu e encenou 8 peças, no período de 1973 a 1982, tendo ganho o maior prêmio da crítica com sua comédia O BOM BURGUÊS. Escreveu e publicou 7 livros, entre os quais O PODER DA RUA, O ASSASSINO DAS SEXTAS-FEIRAS e CONFISSÕES DE UM INCONFORMISTA. Foi coordenador das regiões administrativas da Zona Norte, presidente do Conselho de Contribuintes e, por duas vezes, Secretário Municipal de Desenvolvimento Social. Exerceu também mandatos em 4 legislaturas na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, sendo autor de leis de grande repercussão social.